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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Crítica – Noite da Pizza

 

Análise Crítica – Noite da Pizza

Review – Noite da Pizza
Famosas dos anos 80 às primeiras décadas dos anos 2000, as comédias besteirol sobre jovens sob efeito de drogas e/ou em busca de sexo se tornaram um gênero ao qual Hollywood tem recorrido cada vez menos. Em parte é compreensível considerando o quanto desses filmes baseiam sua comédia em machismo e vários tipos de estereótipos preconceituosos, por outro lado parece que há certo comodismo ou aversão a risco da indústria em tentar um besteirol que não se apoie em preconceitos datados. Noite da Pizza é exatamente isso, uma tentativa de fazer um besteirol sobre universitários lombrados sem ter que recorrer a preconceitos.

Bad trip

A narrativa é centrada nos amigos Jack (Gaten Matarazzo, de Stranger Things) e Montgomery (Sean Giambrone). Eles são detestados pela faculdade inteira depois que Jack acidentalmente fez o time de futebol americano ser preso. Um dia, eles encontram uma caixa de drogas no forro do teto do dormitório e decidem ingeri-las, mas logo depois descobrem que se tomar essas drogas de barriga vazia pode dar uma bad trip capaz de causar danos irreversíveis então decidem pedir uma pizza. Só há um problema, a pizza é entregue por um robô que não consegue subir as escadas e a viagem errada das drogas já está começando a bater, tornando difícil que eles consigam descer principalmente porque o elevador está quebrado e os monitores patrulham os corredores visando punir qualquer estudante com drogas ou outros itens proibidos.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Crítica – Bola pra Cima

 

Análise Crítica – Bola pra Cima

Review – Bola pra Cima
Depois de voltar às comédias besteirol com o fraco Ricky Stanicky (2024), Peter Farrely tenta mais uma vez fazer algo próximo ao seu auge de comédias nos anos 90 com esse Bola pra Cima escrito em parceria com os roteiristas dos dois Zumbilândia, mas o resultado é ainda pior que seu filme anterior. A premissa até poderia render algo divertido, mas o filme conduz tudo pelos caminhos menos engraçados imagináveis.

Bola fora

A trama acompanha uma dupla de funcionários de uma empresa de preservativos. Elijah (Paul Walter Hauser) é um engenheiro que desenvolveu uma camisinha capaz de cobrir os testículos (o que é inútil e não faz o menor sentido, mas vamos suspender a descrença aqui) e sua chefe o coloca para trabalhar com o verborrágico Brad (Mark Wahlberg) para tentar conseguir tornar a camisinha o produto oficial da próxima Copa do Mundo que será no Brasil. Durante a final da Copa, Elijah e Brad acabam invadindo o campo e fazem o Brasil perder para a seleção argentina, tornando-os alvo de ódio de todo o país e levando a população a caçá-los pelas ruas.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Crítica – O Diabo Veste Prada 2

 

Análise Crítica – O Diabo Veste Prada 2

Review – O Diabo Veste Prada 2
Não fiquei nem um pouco animado quando O Diabo Veste Prada 2 foi anunciado. O filme original não era algo que se prestava a continuações, ainda mais com a dimensão semiautobiográfica do livro que inspirou o filme, com a autora Lauren Weisberger baseando a história nas experiências que teve trabalhando na revista Vogue. O trailer da continuação não ajudou a me convencer, focando muito no sarcasmo e veneno da Miranda Priestly ao ponto de quase reduzi-la a uma caricatura. Temi que fosse mais uma dessas continuações tardias que não tem nada a oferecer além de um apelo nostálgico raso. Tendo assistido o filme, fico muito feliz de perceber que minhas impressões estavam erradas e a produção entrega algo que talvez seja mais relevante hoje do que o original foi no seu lançamento em 2006.

A moda do capitalismo tardio                     

A narrativa coloca Andy (Anne Hathaway) para trabalhar novamente na revista Runway depois que o jornal em que trabalhava fecha as portas. Ela é contratada para lidar com a crise de imagem da revista depois da publicação de uma reportagem elogiando uma marca que tinha métodos de produção bastante predatórios. Como Miranda Priestly (Meryl Streep) estava prestes a ser promovida a editora geral do grupo editorial que controla a Runway, ela precisa que a crise seja resolvida logo. Andy, no entanto, logo se dá conta que é preciso mais do que um jornalismo de qualidade ou responsabilidade em um ambiente de publicações digitais, métricas de engajamento e uma paisagem corporativa em constante mudança por conta de fusões, aquisições e outros movimentos dos bilionários que controlam tudo.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Crítica – Consequência

 

Análise Crítica – Consequência

Review – Consequência
Depois de uma competente estreia como diretor no afetuoso longa Anos 90 (2018) e de enveredar no documentário com O Método de Stutz (2022), Jonah Hill retorna à ficção com este Consequência, que tenta construir uma sátira sobre Hollywood e como o medo da suposta “cultura do cancelamento” afeta os artistas.

Turnê de desculpas

A narrativa acompanha o astro Reef Hawk (Keanu Reeves) que tenta retomar a carreira depois de um tempo afastado para tratar seu problema com drogas. Ele é acompanhado de perto pelos dois amigos, Xander (Matt Bomer) e Kyler (Cameron Diaz). Tudo está indo bem para ele, até que seu advogado Ira (Jonah Hill) alerta que um chantagista entrou em contato com ele pedindo uma alta soma de dinheiro para não liberar na internet um vídeo comprometedor de Hawk. Com medo do que pode ser, Hawk resolve listar todas as pessoas que podem ter algo contra ele e parte em busca de fazer as pazes, esperando resolver o problema.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Drops – Oi, Sumido!

 

Crítica – Oi, Sumido!

Review – Oi, Sumido!
Fui assistir Oi, Sumido! achando que seria uma comédia sobre relacionamentos envolvendo um casal em sua primeira viagem juntos. Em essência o filme é sobre isso, no entanto, o percurso que ele faz para abordar esses temas caminha por trilhas bem inesperadas.

Confinamento afetivo

A narrativa acompanha o casal Iris (Molly Gordon, de The Bear) e Isaac (Logan Lerman) que faz sua primeira viagem juntos para uma remota casa de campo. Tudo parece correr bem, até que depois da primeira noite juntos Isaac confessa que não tem interesse em namorar Iris. Irritada com a rejeição, ela o mantem algemado na cama e propõe a ele um acordo: se em doze horas não conseguir convencê-lo a namorar, ela o libera. Logicamente as coisas só se tornam mais absurdas a partir daí, principalmente quando Iris se dá conta de que cometeu crime de cárcere privado (Isaac explicando “foi assim que pegaram O.J Simpson” me trouxe risos inesperados) e chama a amiga Max (Geraldine Viswanathan) para ajudar.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Crítica – Mike & Nick & Nick & Alice

 

Análise Crítica – Mike & Nick & Nick & Alice

Review – Mike & Nick & Nick & Alice
Filmes de gângster e ficção científica não é uma mescla comum entre filmes de gênero, mas é exatamente o que esse Mike & Nick & Nick & Alice ao contar uma história de mafiosos, delatores, traições e, sim, viagem no tempo. É uma ideia conduzida com um viés de comédia, embora nem todas as tentativas de humor sejam bem sucedidas.

De volta para o passado

A narrativa é protagonizada por Mike Ligeiro (James Marsden, de Paradise), um matador profissional que quer sair do mundo do mundo do crime. Ele também tem um caso com Alice (Adria Arjona), esposa de Nick (Vince Vaughn) e amigo de Nick. Mike e Alice vão aproveitar para passarem a noite juntos em um hotel, já que os membros da gangue estarão em uma festa comemorando a saída da cadeia do filho do chefão. Os planos de Mike são frustrados quando Nick aparece em sua porta e Mike teme que Nick descobriu e irá matá-lo. Mike se surpreende ao descobrir que Nick diz estar ali para protegê-lo porque o chefe da gangue Sosa (Keith David) acha que Mike foi quem entregou o filho dele.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Crítica – Lindas e Letais

Análise Crítica – Lindas e Letais

A ideia de fazer um filme de ação em que balé é usado como estilo de luta me lembrou “tão ruim que é bom” Gymkata (1985), que fazia o mesmo, só que com ginástica olímpica. Esse Lindas e Letais, por sua vez consegue ser melhor produzido e ter cenas de ação melhores que o filme de 85 ao mesmo tempo em que exibe plena consciência da natureza exagerada de sua premissa.

Dança mortal

A narrativa acompanha um grupo de dançarinas que está na Hungria para uma competição de dança. Quando o ônibus delas quebra na estrada, tentam se abrigar em uma pousada, mas acabam ficando reféns da máfia húngara. Agora o grupo formado por Bones (Maddie Ziegler), Princess (Lana Condor), Grace (Avantika, de Meninas Malvadas), Zoe (Iris Apatow) e Chloe (Millicent Simmonds, de Um Lugar Silencioso) precisa lutar para fugir do local enquanto uma disputa entre criminosos acontece na pousada.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Crítica – Eles Vão Te Matar

 

Análise Crítica – Eles Vão Te Matar

Review – Eles Vão Te Matar
Fui assistir Eles Vão Te Matar sem ter visto nenhum trailer e sabendo muito pouco sobre o filme, apenas com a noção de que a personagem estava confinada em um prédio e precisava escapar. Felizmente o resultado é uma mistura divertida de suspense, ação e toques de comédia, ainda se acomode em emular o estilo de certos diretores.

Disputa de classes

A trama é protagonizada por Asia (Zazie Beetz), que aceita um emprego como empregada em um prédio chique no centro de Nova Iorque. Ela pegou o trabalho por estar em busca da irmã, Maria (Myha’la, de Deu Match e O Mundo Depois de Nós), de quem não tem notícias há dez anos. Chegando lá Asia descobre que os ricos que moram no lugar fazem parte de um culto satânico, querem usá-la como sacrifício e agora ela precisa lutar para sobreviver.

terça-feira, 24 de março de 2026

Crítica – Eternidade

 

Análise Crítica – Eternidade

Review – Eternidade
Se você pudesse escolher uma maneira de passar a eternidade, o que você escolheria? Seria uma escolha definitiva que não poderia mudar. Parece uma escolha difícil, afinal a eternidade é muito tempo e é sobre isso que Eternidade tenta falar com sua mistura de drama, comédia e romance.

Vivendo para sempre

A narrativa começa com Larry (Miles Teller) chegando no pós-vida. Ele é informado que precisa escolher uma entre várias eternidades possíveis para passar sua pós vida. Larry, no entanto, não quer passar a eternidade sozinho e decide esperar a chegada da esposa, Joan (Elizabeth Olsen), mas para isso precisa arranjar um trabalho no limbo para poder ficar lá enquanto espera. No processo ele conhece o barman Luke (Callum Turner), que também ficou no limbo. Quando Joan chega, Larry descobre que Luke foi o primeiro marido de Joan que morreu na Guerra da Coréia e, assim como ele, também passou o tempo esperando Joan para passar a eternidade com ela. Agora os dois disputam pela eternidade ao lado de Joan e ela precisa escolher entre Luke e Larry.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Crítica – Imperfeitamente Perfeita

 

Análise Crítica – Imperfeitamente Perfeita

Review – Imperfeitamente Perfeita
O produtor James L. Brooks, um dos responsáveis por Os Simpsons, já dirigiu algumas boas comédias dramáticas como Melhor é Impossível (1997), que rendeu Oscars para Jack Nicholson e Helen Hunt, ou Espanglês (2004). Foi por conta desse histórico que resolvi assistir este Imperfeitamente Perfeita. O que encontrei, no entanto, foi um completo desastre.

Vida pública

A narrativa se passa em 2008 e acompanha Ella (Emma Mackey, de Sex Education), uma idealista vice-governadora cujo governador e mentor político está prestes a deixar o cargo para assumir uma posição de ministro no governo federal. Prestes a assumir como governadora, Ella enfrenta problemas no casamento, na sua carreira política e na relação distanciada que tem com o pai.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Crítica – Isso Ainda Está de Pé?

 

Análise Crítica – Isso Ainda Está de Pé?

Review – Isso Ainda Está de Pé?
Depois do equivocado Maestro (2023), um filme tão desesperado por Oscars que se entregava a excessos que o tornavam risível, Bradley Cooper retorna como diretor neste Isso Ainda Está de Pé? A produção é uma comédia dramática muito mais contida e sincera que seu trabalho anterior.

Rir para não chorar

A narrativa é centrada em Alex (Will Arnett) e Tess (Laura Dern) eles estão casados há 25 anos, mas o casamento esfriou. De maneira extremamente casual, como se não fosse grande coisa, eles decidem se separar. Alex se muda para um apartamento e os dois filhos do casal parecem compreender o que está acontecendo sem muitos problemas. Eles, no entanto, tem dificuldade de explicar a decisão para as pessoas próximas, como os pais de Alex ou o casal de amigos Balls (Bradley Cooper) e Christine (Andra Day). Um dia Alex entra num bar e percebe que está sem dinheiro. A única maneira de pagar seu drinque é se inscrevendo para se apresentar no open mic de stand up comedy do bar. Mesmo sem piadas, ele se conecta com o público ao compartilhar histórias sobre seu casamento fracassado. Encorajado pelos demais comediantes do local, Alex decide tentar a comédia.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Crítica – Dupla Perigosa

 

Análise Crítica – Dupla Perigosa

Review – Dupla Perigosa
Todo o material de divulgação de Dupla Perigosa dava a impressão de um filme de ação bem qualquer coisa, daqueles que serviços de streaming jogam no catálogo todo final de semana só pra dizer que tem coisa nova para assistir. Resolvi conferir por pura preguiça de procurar alguma coisa e acabei me surpreendendo positivamente. Não reinventa a roda, nem qualquer inovação, a trama é relativamente previsível, mas é carismático e bem executado o bastante pra divertir.

Irmãos em armas

A narrativa acompanha James (Dave Bautista) e Jonny (Jason Momoa), dois irmãos que estão há anos sem se falar e não tem uma boa relação. Quando o pai deles, que era investigador particular, morre em um suposto atropelamento, Jonny vai até o Havaí para o enterro. Lá ele desconfia que há algo mais na morte do pai e convence James a investigar a questão junto com ele. Logo eles esbarram em uma grande conspiração criminosa.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Crítica – Anaconda

 

Análise Crítica – Anaconda

Review – Anaconda
Lançado em 1997, Anaconda não foi bem recebido. Muito disso se devia à trama ridícula, efeitos visuais ruins, atuações canastronas e equivocadas (por exemplo Jon Voight interpretando um brasileiro com o pior sotaque posto em celuloide) justificavam essa reação. Essas características, no entanto, contribuíram para que, com o tempo, o filme se tornasse meio que cult, com comunidades de fãs celebrando o filme por ser divertido justamente por conta de sua ruindade. Como Hollywood não consegue deixar nenhuma propriedade intelectual parada era questão de tempo até que uma nova versão fosse feita, exatamente o caso deste Anaconda, que se posiciona de imediato como uma comédia.

A cobra vai fumar

A narrativa acompanha os amigos Doug (Jack Black), Griff (Paul Rudd), Claire (Thandiwe Newton) e Kenny (Steve Zahn). Quando jovens eles sonhavam em fazer cinema, mas abandonaram esse sonho. Apenas Griff segue tentando ser ator, mas sem muito sucesso. Um dia Griff procura os amigos dizendo que conseguiu os direitos de Anaconda e juntos eles decidem vir para o Brasil produzir uma nova versão. Aqui eles contratam Santiago (Selton Mello) tratador de animais que tem uma anaconda. Eles partem em uma viagem pelo rio Amazonas no barco de Ana (Daniela Melchior, a Caça-Ratos de O Esquadrão Suicida) e começam a filmar, mas as coisas se complicam quando a cobra de Santiago é acidentalmente morta durante as filmagens e o grupo decide entrar na floresta em busca de uma nova cobra.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Crítica – A Única Saída

 

Análise Crítica – A Única Saída

Review – A Única Saída
Os filmes do diretor Park Chan-Wook normalmente envolvem atos de vingança ou personagens envolvidos em violência, como o caso de Oldboy (2003). Não é diferente neste A Única Saída, no qual o protagonista, ainda que comece como um sujeito comum e pacato, acabe recorrendo à violência por crer ser a única maneira de lidar com a situação.

Vida de trabalho

A trama é protagonizada por Man-su (Lee Byung-hun), um engenheiro que trabalhou por décadas em uma fábrica de papel. Sua vida parece perfeita até que sua empresa anuncia uma fusão com uma companhia dos Estados Unidos. A primeira decisão dos novos donos é uma onda de demissões e Man-su é um dos demitidos. Tendo trabalhado por praticamente toda vida com papel, ele não sabe fazer outra coisa e não vê futuro. Ele tenta um cargo inferior ao seu em uma companhia menor, no qual trabalharia como subalterno de um ex-funcionário, mas sua entrevista é um desastre. Ele então encontra uma maneira de ficar com a vaga, matando seus competidores. Para isso publica um falso anúncio nos classificados, se passando por uma nova empresa de papel, para receber currículos de potenciais rivais e então obter suas informações.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Crítica – Socorro!

 

Análise Crítica – Socorro!

Review – Socorro!
Dirigido por Sam Raimi, Socorro! é um filme cuja existência não sabia até cerca de uma semana antes da sessão para imprensa. Não sabia nada a respeito dele além de que era estrelado por Rachel McAdams e fui assistir sem sequer ter assistido trailer. O que encontrei foi uma grata surpresa misturando terror, comédia e a esquisitice que sempre está presente nos filmes de Raimi.

Sobrevivência corporativa

Na trama, Rachel McAdams interpreta Linda Liddle (um nome que facilmente poderia ter sido criado pelo Stan Lee), responsável pelo planejamento estratégico da empresa onde trabalha. Quando Bradley (Dylan O’Brien), filho do dono da empresa, assume a presidência do negócio e dá a promoção que seu pai prometera a Linda para um amigo pessoal, a protagonista se sente frustrada. Para compensar, Bradley promete levá-la a uma viagem de negócios para a Tailândia, onde ela poderia provar seu valor. No caminho o avião cai e Linda e Bradley são os únicos sobreviventes. Bradley não tem qualquer habilidade para sobreviver na ilha deserta em que caem, mas Linda é uma experiente amante da natureza e engenhosa no modo como lida com os elementos, o que muda a dinâmica entre ela e seu chefe.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Crítica – Palm Royale: 2ª Temporada

 

Análise Crítica – Palm Royale: 2ª Temporada

Review – Palm Royale: 2ª Temporada
Depois de uma divertida primeira temporada, Palm Royale entra em sua segunda temporada investindo ainda mais em seus excessos folhetinescos. Ainda que seja sustentado pelo ótimo elenco, esse segundo ano acaba sendo um pouco inferior que o primeiro.

Fundos de família

A narrativa se passa meses depois do fim da primeira temporada. Maxine (Kristen Wiig) foi colocada em um manicômio e Linda (Laura Dern) fugiu do país depois de ser considerada a responsável pelo tiroteio que aconteceu no Palm Royale. Já recuperada, Norma (Carol Burnett) incentiva Douglas (Josh Lucas) a casar com Mitzi (Kaia Garber) que está grávida dele para que finalmente possam desbloquear o fundo fiduciário para um herdeiro da família Dellacorte assim que o bebê nascer. Como os Dellacorte morreram cedo e sem filhos, nas últimas décadas, com Norma e Douglas sendo os últimos remanescentes, essa pode ser a única esperança de acessar o dinheiro. O problema é que no final da temporada descobrimos que Norma não é quem diz ser, tendo assumido o lugar da verdadeira Norma quando estudou com ela em um colégio interno na juventude e Maxine busca meios de revelar a fraude de Norma.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Crítica – Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

 

Análise Crítica – Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

Review – Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
Dirigido por Mary Bronstein, Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria transita entre o horror, a comédia, o drama e o surrealismo para acompanhar a ansiedade constante da maternidade, em especial quando uma mãe tenta lidar com tudo sozinha, cuidando da filha, tendo uma profissão e ainda lidando com os problemas do lar. É um exame angustiante de uma mulher em crise que não dá ao espectador ou a sua protagonista um instante para respirar.

Crise maternal

A narrativa é protagonizada por Linda (Rose Byrne) uma mulher lidando com uma misteriosa doença que acomete a filha, obrigando a garota a usar uma sonda. Ela também se encontra morando em um quarto de hotel, já que o teto de seu apartamento desabou por conta de mofo e de encanamento defeituoso. Ela lida com tudo isso sozinha já que o marido (Christian Slater) é um militar que trabalha longe. Linda trabalha como terapeuta e uma de suas pacientes, a jovem mãe Caroline (Danielle Macdonald), desaparece no meio de uma sessão e deixa seu bebê no consultório. Linda faz terapia para tentar enfrentar todas essas crises, mas sente que seu terapeuta (Conan O’Brien) não dá a mínima para ela.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Crítica – Marty Supreme

 

Análise Crítica – Marty Supreme

Review – Marty Supreme
Os irmãos Josh e Benny Safdie dirigiram juntos filmes intensos como Bom Comportamento (2017) e Joias Brutas (2019). Esse ano eles resolveram trabalhar cada um em um projeto solo, com Benny dirigindo o morno Coração de Lutador e Josh conduzindo este Marty Supreme, que é bem mais próximo da energia insana dos filmes da dupla.

Destino na mesa

A narrativa se passa na Nova Iorque da década de 50 e acompanha Marty (Timothee Chalamet), um jovem que trabalha na loja de sapatos do tio, mas que sonha em se tornar uma estrela do ping pong. Ele larga o emprego, roubando dinheiro da loja financiar a viagem já que tem a certeza que vencerá o campeonato e voltará como um herói com fama e dinheiro para fazer todos os seus problemas sumirem. Os planos de Marty não dão certo e ele volta ao país com dívidas e problemas com a lei, ainda assim ele acredita que se conseguir vencer o próximo torneio, que será no Japão, ele conseguirá resolver tudo. No percurso ele tenta conseguir patrocínio do empresário Milton Rockwell (Kevin O’Leary, em um papel que certamente iria para Bob Hoskins se esse filme fosse feito nos anos 90), mas se envolve com a esposa dele, a atriz Kay Stone (Gwyneth Paltrow), que é infeliz no relacionamento e quer voltar a atuar. As coisas se complicam ainda mais quando Rachel (Odessa A’zion), uma garota com quem Marty se relacionou no passado, aparece grávida dizendo que o filho é dele.

sábado, 27 de dezembro de 2025

Crítica – Pluribus

 

Análise Crítica – Pluribus

Resenha Crítica – Pluribus
Nova série de Vince Gilligan, criador de Breaking Bad, Pluribus estreou cercada de mistério. Só se sabia que era uma ficção científica e que seria estrelada por Rhea Seehorn, com quem Gilligan trabalhou em Better Call Saul. O primeiro episódio fazia parecer mais uma trama de invasão alienígena, mas logo a narrativa se desloca de elementos familiares do gênero para falar de questões mais contemporâneas. Aviso que o texto contem SPOILERS da temporada.

Júbilo coletivo

Na série, cientistas encontram uma mensagem vinda do espaço. A mensagem traz uma sequência de DNA. Eles sintetizam essa sequência e começam a experimentar em ratos, mas logo um pesquisador é mordido e sua primeira ação é infectar o maior número de pessoas possível. Descobrimos que todos os “infectados” se unem em uma espécie de mente coletiva que vive em plena harmonia, mas alguns humanos se mostram imunes ao processo. Carol Surka (Rhea Seehorn) é uma entre cerca de uma dúzia de pessoas ao redor do mundo que é imune à infecção da mente coletiva. O coletivo não parece inicialmente hostil, disposto a ajudar Carol e conversar com ela, mas a escritora desconfia deles, principalmente porque no processo de “união” sua companheira, Helen (Miriam Shor), morre.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Crítica – Um Natal Surreal

 

Análise Crítica – Um Natal Surreal

Review – Um Natal Surreal
De início não me interessei muito por Um Natal Surreal. Parece mais uma daquelas comédias natalinas que inundam streamings sempre que chegam as festas de fim de ano, a única coisa que me atraiu a ele foi a presença de Michelle Pfeiffer. Infelizmente a estrela não consegue sozinha carregar uma produção tão sem alma.

Natal materno

A trama parte de uma ideia interessante. Narrativas de Natal são sempre centradas em figuras masculinas, nos pais de família, com as mulheres tendo pouco espaço e seu trabalho para fazer as comemorações familiares sendo invisibilizado. Assim, a narrativa foca Claire (Michelle Pfeiffer) uma mãe de família que está dobrando os esforços para as festas já que todos os seus filhos estão vindo para casa. Ela pede que os filhos façam um vídeo indicando ela para uma competição de mães no programa de auditório de Zazzy Tims (Eva Longoria), mas eles a ignoram. Quando seus filhos, Channing (Felicity Jones), Taylor (Chloe Grace Moretz) e Sammy (Dominic Sessa, de Os Rejeitados) chegam em casa eles continuam a ignorá-la, esquecendo Claire em casa quando vão em um passeio em família. Farta de ser menosprezada, ela decide viajar sozinha no natal.