quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Crítica – Gundam Hathaway: The Sorcery of Nymph Circe

 

Análise Crítica – Gundam Hathaway: The Sorcery of Nymph Circe

Review – Gundam Hathaway: The Sorcery of Nymph Circe
Na história da Odisseia, em voga nos últimos tempos por conta do filme do Christopher Nolan, bruxa Circe mantem Ulisses (ou Odisseu, dependendo da tradução) em sua ilha ao transformar seus soldados em animais. Ela também é responsável por colocá-lo de volta em seu caminho ao apontar ele na direção de um oráculo. A bruxa é, portanto, um obstáculo e um guia ao personagem e essa dualidade é evocada em Gundam Hathaway: The Sorcery of Nymph Circe na figura de Gigi Andalucia e na relação dela com Hathaway Noa.

Balada do jovem soldado

Depois dos eventos do primeiro filme em que descobrimos que Hathaway Noa é Mafty Navue Erin, líder de um movimento contrário à Federação e no qual ele recuperou o Xi Gundam, agora Hatahway começa sua cruzada contra o governo ao planejar um ataque contra uma conferência na Austrália. Enquanto isso, Gigi usa suas habilidades newtype para ver o futuro e manejar tanto Hathaway quanto o oficial Kenneth Sleg para o que ela quer.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Crítica – Antártida

 

Análise Crítica – Antártida

Resenha Crítica – Antártida
A ideia por trás de Antártida é interessante, construir um thriller na remota Estação Antártica Comandante Ferraz no Polo Sul aproveitando o isolamento da região. O problema é a trama se enrola em alguns elementos da condução do mistério e também no modo como lida com temas sensíveis.

Encontros no fim do mundo

A trama se passa em 2012, ano em que houve, no mundo real, um incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz. Pesquisadores e militares passam meses isolados na estação e a narrativa começa quando uma nova leva de pessoas chega para trabalhar no local e entre eles está a jovem cientista Inês (Marina Ruy Barbosa). Depois de uma festa de confraternização Inês é encontrada desacordada do lado de fora da base e a médica Marina (Leandra Leal) encontra indícios de estupro na jovem. A subcomandante Elizabeth (Andrea Beltrão) assume a investigação por não confiar no comandante Barros (Antonio Calloni), cuja conduta tem se tornado cada vez mais errática nos últimos tempos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Crítica - Morte e Vida Madalena

 

Análise Crítica - Morte e Vida Madalena

Review - Morte e Vida Madalena
A produção Morte e Vida Madalena trata sobre os percursos tortos pelos quais nos conectamos com os outros, lidamos com a morte e com a renovação de nossas vidas. São temas que o diretor Guto Parente já tinha abordado em sua obra anterior, o ótimo Estranho Caminho (2024), e que aqui volta a falar com o mesmo esforço de equilibrar drama e comédia.

Encarando a perda

A narrativa é protagonizada por Madalena (Noá Bonoba). Grávida de oito meses, ela acabou de perder o pai e decide honrá-lo terminando seu último filme, uma ficção científica B. Ela decide filmar logo, antes que seu bebê nasça para não precisar lidar com a correria de uma produção com um recém-nascido. O problema é que muitas coisas fogem de seu controle e as filmagens são tomadas por caos quando o diretor, Davi (Marcus Curvelo), ex-marido de Madalena, desaparece. Ela traz Oswaldo (Tavinho Teixeira), amigo de seu falecido pai, para assumir o filme, mas Oswaldo parece ter ideias próprias para o filme, saindo do roteiro e irritando Madalena.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Crítica – A Morte de Robin Hood

 

Análise Crítica – A Morte de Robin Hood

Review – A Morte de Robin Hood
Muitas histórias já foram contadas sobre Robin Hood. Algumas com um viés de fantasia, outras buscando algum realismo histórico, mas a grande maioria delas retratava Robin como uma figura heroica que combatia injustiças e ajudava os pobres. A Morte de Robin Hood, por sua vez, tenta ver o que há por trás desse mito e como uma vida à margem da lei provavelmente faria de Robin Hood um alvo constante e o obrigaria a deixar uma trilha de corpos por onde quer que passasse.

Marcas da violência

A trama mostra um Robin (Hugh Jackman) já velho, vivendo isolado e sendo alvo de constantes ataques de pessoas tentando se vingar pela morte de seus entes queridos. Um dia ele é procurando pelo seu antigo parceiro, que agora atende pelo nome de Edward (Bill Skarsgard), que pede ajuda a Robin para repelir um ataque feito à propriedade em que vive por pessoas buscando vingança pelo passado deles. Robin ajuda, mas tudo dá errado e ele termina gravemente ferido, acordando numa ilha sob controle da freira Brigid (Jodie Comer, de Killing Eve) que usa o local como um espaço de cura e recuperação. Enquanto se recupera, Robin teme que descubram sua identidade e que venham atrás dele.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Drops – A Maravilhosa Árvore Encantada

 

Crítica – A Maravilhosa Árvore Encantada

Review – A Maravilhosa Árvore Encantada
Adaptando o livro infantil escrito por Enid Blyton, A Maravilhosa Árvore Encantada é uma fábula sobre infância e o poder da imaginação. Em um contexto no qual crianças passam boa parte do tempo em dispositivos eletrônicos e não se conectam com o mundo a sua volta, a narrativa lembra do quanto é importante imaginar e exercitar o lúdico.

Campo dos sonhos

A narrativa é centrada na família Thompson. Quando Polly (Claire Foy) perde o emprego, tendo que sair da casa dada pela empresa, ela e o marido, Tim (Andrew Garfield), decidem perseguir um sonho antigo e se mudam para o campo. Seus três filhos não gostam muito, já que vão ficar longe de tudo e sem internet. A caçula, Fran (Billie Gladsdon), descobre uma árvore mágica em um bosque próximo. A árvore é habitada por fadas, elfos e vários outros seres fantásticos que habitam diferentes reinos contidos na árvore. Fran logo chama os irmãos e eles se envolvem em grandes aventuras.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Crítica – Mayday

 

Análise Crítica – Mayday

Review – Mayday
Estrelado por Ryan Reynolds e Kenneth Branagh, Mayday é uma comédia de ação nos moldes de Máquina Mortífera (1987) ao apresentar uma dupla de protagonistas com personalidades opostas que precisam sobreviver a uma ameaça. Ele tenta falar sobre outras coisas ao situar sua trama no final da Guerra Fria, mas isso não leva a nada muito interessante.

Atrás das linhas inimigas

A narrativa se passa em 1987. O piloto Troy é designado para uma aeronave espiã em uma missão de voo sobre a União Soviética, mas quando seu avião é abatido, ele precisa dar um jeito de sair do país antes de ser capturado pela KGB. Ele é encontrado por Nikolai (Kenneth Branagh), um ex-agente soviético que convenientemente adora os Estados Unidos. Em troca de asilo político Nikolai aceita ajudar Troy a escapar, mas com uma condição, a de que levem junto a filha dele, Anna (Maria Bakalova), que mora em Moscou.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Drops – Código: Vingança

 

Análise – Código: Vingança

Review – Código: Vingança
Quando Duro de Matar (1988) estreou seu sucesso gerou uma onda de imitadores. Passageiro 57 (1992) era Duro de Matar em um avião. A Força em Alerta (1992) era Duro de Matar em um navio. Velocidade Máxima (1994) era Duro de Matar em um ônibus e daí em diante. Isso continua até hoje com Código: Vingança, novo filme de ação estrelado pelo Jason Statham, sendo mais um Duro de Matar em um navio.

Motim brutal

Statham interpreta Cole, um ex-militar que se tornou segurança de um poderoso empresário na Tailândia e o tem como uma figura paterna. Quando seu protegido é morto em um ataque do qual Cole é o único sobrevivente, ele decide buscar os culpados, o que o leva até um navio cheio de pessoas sendo traficadas protegidas por mercenários. Seu único auxílio é a terceira imediata Ellis (Annabelle Wallis, de Maligno) e agora ele precisa enfrentar todos no navio e sobreviver.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Crítica – O Homem Que Sussurra

 

Análise Crítica – O Homem Que Sussurra

Review – O Homem Que Sussurra
É fácil ver as várias referências que O Homem Que Sussurra costura em sua narrativa, misturando uma estrutura similar à de O Silêncio dos Inocentes (1991), com um detetive precisando a ajuda de perigoso assassino preso para deter um serial killer, uma criança que vê pessoas que ninguém mais vê como em O Sexto Sentido (1999). Um criminoso que sequestra crianças e deixa vozes gravadas com em O Telefone Preto (2021) e daí por diante. Embora traga elementos consagrados do suspense e das narrativas policiais, o filme não faz nada interessante com isso.

Pecados dos pais

A narrativa acompanha Tom (Adam Scott, de Ruptura) um escritor de romances policiais que recentemente ficou viúvo e se mudou com o filho, Jake (Acston Luca Porto) para uma pequena cidade. Quando o garoto é sequestrado a polícia vê semelhanças com uma onda de crimes similares de décadas atrás. Apesar da detetive Beck (Michelle Monaghan) ver as semelhanças, seus colegas não creem na conexão. Ela procura o detetive aposentado Peter (Robert De Niro), que convenientemente é o pai de Tom, para ajudar na investigação. Peter supõe que o assassino que prendeu anos atrás, Frank (Michael Keaton), deve ter se comunicado com o novo assassino e tenta fazer Frank falar. Enquanto isso, Beck e Tom correm contra o tempo para tentar encontrar Jake.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Crítica – Não Deseje Boa Sorte

 

Análise Crítica – Não Deseje Boa Sorte

Review – Não Deseje Boa Sorte
Depois que Você Não Tá Convidada pro Meu Bat Mitzvá (2023) mostrou que a filha caçula do Adam Sandler conseguia segurar um longa como protagonista, a Happy Madison, produtora de Sandler, a coloca a frente de mais um filme neste Não Deseje Boa Sorte, que vai mais para o drama do que para a comédia.

Amadurecimento forçado

A narrativa é protagonizada por Sophie (Sunny Sandler) que tenta entrar para o elenco do musical da escola e se surpreende ao conseguir o papel de protagonista. Enquanto lida com o senso de inadequação ao não se sentir boa o suficiente para ser a principal, Sophie acidentalmente descobre que sua mãe, Elizabeth (Melanie Lynskey), está com um câncer severo. Agora a garota precisa lidar com as pressões do colégio e a perspectiva de perder a mãe.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Crítica – Não Existe Almoço Grátis

 

Análise Crítica – Não Existe Almoço Grátis

Review – Não Existe Almoço Grátis
Acompanhando o funcionamento da cozinha solidária do MTST, o documentário Não Existe Almoço Grátis narra as histórias das mulheres responsáveis por ela e também pelo modo como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto constrói um senso de cooperação e coletividade com seus membros.

Alimentação coletiva

O documentário foca em três mulheres responsáveis pela cozinha solidária do MTST na periferia de Brasília: Socorro, Jurailde e Bizza. Acompanhamos o cotidiano delas na cozinha enquanto se preparam para servir um número grande de pessoas no dia da posse de Lula em janeiro de 2023. Somado ao cotidiano na cozinha e da preparação para o evento, o documentário conta as histórias pessoais dessas mulheres e também das tensões em Brasília por conta de movimentos golpistas que não aceitavam o resultado das eleições de 2022.