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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Crítica – Gundam Hathaway: The Sorcery of Nymph Circe

 

Análise Crítica – Gundam Hathaway: The Sorcery of Nymph Circe

Review – Gundam Hathaway: The Sorcery of Nymph Circe
Na história da Odisseia, em voga nos últimos tempos por conta do filme do Christopher Nolan, bruxa Circe mantem Ulisses (ou Odisseu, dependendo da tradução) em sua ilha ao transformar seus soldados em animais. Ela também é responsável por colocá-lo de volta em seu caminho ao apontar ele na direção de um oráculo. A bruxa é, portanto, um obstáculo e um guia ao personagem e essa dualidade é evocada em Gundam Hathaway: The Sorcery of Nymph Circe na figura de Gigi Andalucia e na relação dela com Hathaway Noa.

Balada do jovem soldado

Depois dos eventos do primeiro filme em que descobrimos que Hathaway Noa é Mafty Navue Erin, líder de um movimento contrário à Federação e no qual ele recuperou o Xi Gundam, agora Hatahway começa sua cruzada contra o governo ao planejar um ataque contra uma conferência na Austrália. Enquanto isso, Gigi usa suas habilidades newtype para ver o futuro e manejar tanto Hathaway quanto o oficial Kenneth Sleg para o que ela quer.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Crítica – Coyote vs ACME

 

Análise Crítica – Coyote vs ACME

Review – Coyote vs ACME
É difícil não pensar na máxima “a vida imita a arte” ao assistir Coyote vs ACME. O filme fala sobre ganância corporativa e a dificuldade de enfrentar uma mega corporação para que ela seja finalmente responsabilizada pela sua negligência e desmandos. Pois para chegar aos cinemas o filme precisou enfrentar ganância corporativa e viu a dificuldade de enfrentar uma mega corporação que não quer ter responsabilidade pelas suas ações. A Warner, que produziu o filme, queria engavetar a produção e nunca lançá-la, trancando-a em seu cofre para receber descontos em impostos da mesma forma que fez com o filme da Batgirl e a continuação de Scooby! (2020).

Diferente dos outros dois, que não tinham completado pós-produção quando foram engavetados, Coyote vs ACME estava finalizado quando a Warner decidiu cancelá-lo, o que tornou a decisão ainda mais revoltante. Os envolvidos com o filme se mobilizaram para tentar salvá-lo e o que se seguiu foi uma batalha de quase um ano para conseguir uma distribuidora para comprar o filme e durante o processo a Warner adotou uma posição de dificultar as negociações, pedindo valores altíssimos e recusando contraofertas. Com muito esforço e mobilização a Ketchup Entertainment (que já tinha comprado os direitos do longa animado Looney Tunes O Filme: O Dia Que a Terra Explodiu) conseguiu adquirir os direitos de distribuição e o filme finalmente chega aos cinemas depois de enfrentar poderes corporativos tão vilanescos quanto os que o Coiote enfrenta na trama.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Crítica – Minhas Aventuras com o Superman: Terceira Temporada

 

Análise Crítica – Minhas Aventuras com o Superman: Terceira Temporada

Review – Minhas Aventuras com o Superman: Terceira Temporada
Dois anos depois da segunda temporada, Minhas Aventuras com o Superman finalmente ganha uma terceira temporada. Considerando que a segunda temporada saiu no ano seguinte à primeira, a expectativa era de manter o ritmo. Ao menos a espera valeu à pena e esse terceiro ano entrega uma releitura interessante do arco da morte e retorno do Superman.

Reino dos Supermen

Depois da crise com Brainiac, Clark e Kara agora trabalham juntos como heróis. Com a população do seu lado, Clark começa a pensar em seu futuro com Lois, mas a perspectiva de casar faz a jornalista pensar sobre os planos que tinha para o futuro e para sua carreira. Enquanto isso, Lex pensa em novas maneiras de fazer o público temer o Superman. Sua ideia é criar seu próprio herói e para isso recorre ao militar Hank Henshaw que foi gravemente ferido no confronto com Brainiac. Luthor transforma Henshaw em um Superman ciborgue, mas tem dificuldade de mantê-lo sob controle.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Crítica – X-Men 97: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – X-Men 97: Segunda Temporada

Review – X-Men 97: Segunda Temporada
Depois de uma excelente primeira temporada que entregava a melhor produção audiovisual dos X-Men em décadas, X-Men 97 retorna para seu segundo ano depois de algumas controvérsias envolvendo o showrunner Beau DeMayo e sua eventual demissão, com esse segundo ano ainda sendo parte dos episódios que DeMayo planejou e deixou escritos. A nova temporada divide a equipe e foca no vilão Apocalipse, mas o resultado não tem a mesma força que o ano anterior.

Heróis através do tempo

No final da primeira temporada uma parte da equipe, como Magneto, Xavier e Fera foram parar no antigo Egito onde conheceram En Sabah Nur, o mutante que viraria Apocalipse. Outra parte da equipe, como Ciclope e Jean, vão parar num futuro em que que Apocalipse controla tudo, com os heróis tendo que preparar um jovem Cable para liderar a resistência contra ele. Enquanto isso, no presente dos anos 90, Bishop e Forge tentam trazer de volta as duas equipes e um já adulto Cable recruta mutantes para dar cabo dos cavaleiros de Apocalipse.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Crítica – Batman, Cruzado Encapuzado: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Batman, Cruzado Encapuzado: Segunda Temporada

Review – Batman, Cruzado Encapuzado: Segunda Temporada
Depois de uma competente primeira temporada, o segundo ano de Batman: Cruzado Encapuzado mostra o que acontece em Gotham depois que a máfia começa a perder força e outros tipos de criminosos começam a surgir. A temporada também continua a focar em elementos da Era de Ouro da DC, explorando alguns personagens menos conhecidos.

O caos é uma escada

Com a prisão do mafioso Rupert Thorne parece que o Batman e a polícia lidaram com a ameaça da máfia, mas o vácuo de poder não dura muito, com o Charada, um dos principais tenentes de Thorne assumindo o controle do crime organizado de maneira ainda mais cruel. Enquanto isso, outros vilões estranhos começam a surgir e às sombras uma figura fica à espreita, eliminando criminosos com um veneno que os faz rir até morrer.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Crítica – The Legend of Vox Machina: Quarta Temporada

 

Análise Crítica – The Legend of Vox Machina: Quarta Temporada

Review – The Legend of Vox Machina: Quarta Temporada
Quando escrevi sobre a terceira temporada de The Legend of Vox Machina, mencionei que estava apreensivo com a continuidade da série considerando o quanto o terceiro ano terminou bem. Sim, haviam pontas soltas a serem exploradas, mas a temporada oferecia um desfecho tão bom que continuar poderia estragar tudo que tinha sido feito até então. Felizmente não é isso que acontece e a quarta temporada de The Legend of Vox Machina é, talvez, a melhor da série até aqui.

Bando a parte

A temporada começa um ano depois da aventura anterior. O Vox Machina se dissolveu, com Vex e Percy vivendo juntos, Scanlan indo ficar com a filha e Vax e Keyleth navegam pelos mares. Apenas Pike e Grog seguem como aventureiros. Os dois são abordados pelo atrapalhado nobre Taryon Darrington, que sonha em ser um grande aventureiro e os coloca em rota de colisão com o sinistro culto do Nome Sussurrado, que visa transformar em deus um necromante que foi selado pelos deuses. Os demais membros do grupo também enfrentam o culto e logo percebem que precisam se reunir para lidar com a ameaça.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Crítica – Toy Story 5

 

Análise Crítica – Toy Story 5

Review – Toy Story 5
Depois de um quarto filme que não tinha muita razão de existir, embora entregasse uma aventura competente, não estava nem um pouco empolgado para esse Toy Story 5. A impressão era de que a franquia continuava existindo só porque fazia dinheiro e não porque tinham histórias interessantes a serem contadas nesse universo. Fiquei um pouco mais esperançoso quando soube que o filme exploraria o impacto de tablets e outros dispositivos na vida das crianças e dos brinquedos, já que fazia o filme soar menos como um caça-níqueis e mais como se tivesse algo a dizer, embora, ainda assim, não estivesse particularmente empolgado. Tendo visto o filme, fico feliz de estar errado e constatar que Toy Story 5 é melhor que seu antecessor.

O dilema das redes

Na trama, Bonnie tem dificuldade em fazer amigos. Ela é a única criança na vizinhança que ainda brinca com brinquedos enquanto todas as outras já estão usando dispositivos eletrônicos. Preocupados com a filha, os pais dela compram um tablet para ela, a Lillypad. Os outros brinquedos ficam preocupados quando o dispositivo toma a rotina de Bonnie, com Lillypad colocando várias atividades online entre ela e outras meninas para que ela se enturme. Jessie, no entanto, desconfia de que essas amizades não tem uma conexão real com Bonnie e tenta ajudar a garota de algum modo.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Crítica – Cara de Um, Focinho de Outro

 

Análise Crítica – Cara de Um, Focinho de Outro

Review – Cara de Um, Focinho de Outro
Os trailers de Cara de Um, Focinho de Outro, nova animação da Pixar, não vendem direito o que a animação. Pela divulgação é só uma comédia aloprada sobre uma garota que controla um robô para falar com animais. O filme em si, no entanto, é bem mais que isso, falando sobre luto, cooperação e preservação da natureza.

Na natureza selvagem

A narrativa é protagonizada por Mabel, uma jovem que tenta evitar a derrubada de um bosque próximo a sua cidade. O prefeito quer acabar com o bosque para construir uma rodovia, mas Mabel quer que o espaço vire uma área de preservação para proteger os animais da região. A jovem tem motivos pessoais para proteger o espaço, já que ela costumava ir lá com sua falecida avó. Mabel tenta pedir ajuda a uma de suas professoras da faculdade, a Dra. Sam, e descobre que ela desenvolveu uma tecnologia de robôs animais realistas para o qual é possível transferir sua consciência e controlar os robôs diretamente. Assim, Mabel passa a controlar um robô castor para convencer os animais a lutarem pelo bosque, mas seu plano tem consequências inesperadas.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Crítica – Super Mario Galaxy: O Filme

 

Análise Crítica – Super Mario Galaxy: O Filme

Review – Super Mario Galaxy: O Filme
O primeiro Super Mario Bros: O Filme (2023) estava mais interessado em fisgar o espectador pela nostalgia envolvendo os games do que com uma história ou construção de personagem interessante. Considerando o alto faturamento do primeiro filme era de se esperar que a Illumination e a Nintendo dobrassem a aposta nesse Super Mario Galaxy: O Filme e o resultado é um filme ainda mais ancorado na nostalgia, com uma trama ainda menos consistente, mais fragmentada e pouco interesse em trazer qualquer desenvolvimento aos personagens.

Guardiões da galáxia

A trama começa com Bowser Jr. sequestrando a princesa Rosalina. Um dos Lumas de Rosalina escapa do ataque e vai pedir ajuda à Princesa Peach que parte para o resgate ao lado de Toad, deixando Mario e Luigi encarregados pelo Reino do Cogumelo. O problema é que Bowser Jr também ataca o reino em uma tentativa de resgatar o pai, Bowser. No processo, o castelo é destruído, deixando Mario, Luigi e Yoshi perdidos no espaço. Agora eles precisam encontrar Peach para impedir que Bowser Jr. drene o poder de Rosalina para usar em uma poderosa arma capaz de destruir a galáxia.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Crítica – Invencível: Quarta Temporada

 

Análise Crítica – Invencível: Quarta Temporada

Review – Invencível: Quarta Temporada
Depois de uma excelente terceira temporada, Invencível volta para seu quarto ano com a promessa de um conflito ainda mais intenso conforme a guerra contra os viltrumitas chega ao seu ápice. É mais um ano em que a série consegue equilibrar bem ação sangrenta e o drama de seus personagens.

Guerra iminente

Depois de aparentemente matar Conquista, Mark lida com o fato de que talvez matar seus inimigos de fato resolva seus problemas, algo que deixa seus aliados preocupados. Enquanto isso, Nolan e Allen se preparam para a guerra contra os viltrumitas coletando aliados e itens capazes de enfrentá-los.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Crítica – Arco

 

Análise Crítica – Arco

Review – Arco
Primeiro longa-metragem do diretor francês Ugo Bienvenu, Arco funciona como uma mistura entre E.T: O Extraterrestre (1982) e os filmes do Hayao Miyazaki, somados com uma discussão sobre meio-ambiente e como normalizamos o nosso caos climático.

De volta para o futuro

A narrativa começa no ano 3000. A humanidade vive uma utopia movida a energia solar em casas acima das nuvens. Nessa época, viagem espacial e no tempo também foi dominada com o uso de arco-íris, com incursões no tempo sendo usadas, por exemplo, para recuperar espécimes de plantas extintas. O garoto Arco vive nessa época e morre de vontade de viajar no tempo para ver dinossauros, mas ainda não atingiu a idade permitida. Um dia ele resolve pegar o traje da irmã para viajar no tempo, mas erra o destino indo parar no ano 2075 e perdendo seu cristal de viagem no tempo durante o desastroso pouso. Ele é resgatado pela garota Íris (Arco e Íris, sacaram?), que vive com seu robô babá Mikki e sente saudades dos pais, que trabalham na cidade grande e só aparecem nos finais de semana. Iris tenta ajudar Arco a voltar para casa, mas são perseguidos por um trio de irmãos atrapalhados que há anos tentam desvendar o mistério das “pessoas arco-íris”.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Crítica – Zootopia 2

 

Análise Crítica – Zootopia 2

Review – Zootopia 2
O primeiro Zootopia (2016) era uma animação bacana, mas não era um filme que eu sentia necessidade de uma continuação. Quando esse Zootopia 2 foi anunciado temi que fosse uma sequência caça-níqueis, feita de qualquer jeito para capitalizar em cima do sucesso do anterior. Felizmente não é o que acontece, ainda que de certa forma o filme repita algumas ideias do antecessor.

Mundo animal

Na trama, a posição de Judy e Nick na polícia está ameaçada depois de uma operação que dá errado por conta das ações deles. Mesmo por um fio, Judy continua a investigar uma conspiração para atingir a família Lynxley, que seriam os responsáveis pelas muralhas climáticas que permitem que os animais coexistam em Zootopia. Durante uma festa dada pelos Lynxley para anunciar a expansão de seu território, o local é atacado por uma cobra, Gary, e Judy descobre que os Lynxley guardam segredos sombrios, tentando ajudar Gary. Assim, ela e Nick são colocados como cúmplices do atentado e precisam investigar o que os Lynxley se esforçam tanto para manter em segredo.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Crítica – Você Só Precisa Matar

 Análise Crítica – Você Só Precisa Matar

Review – Você Só Precisa Matar
A série de livros All You Need is Kill de Hiroshi Sakurazaka já tinha sido adaptada em mangá e levada para os cinemas via Hollywood com No Limite do Amanhã (2014). Agora retorna aos cinemas em forma de longa animado com este Você Só Precisa Matar.

Viva, Morra, Repita

A narrativa acompanha Rita, uma jovem solitária que faz parte de uma força-tarefa dedicada a estudar o Darol, um enorme alienígena em formato de planta que caiu na Terra um ano atrás. Um dia, o ser emite um enorme pulso eletromagnético e libera várias criaturas no planeta. Rita é morta por um deles, mas estranhamente acorda no mesmo dia, como se nada tivesse acontecido. Ela tenta avisar os companheiros da catástrofe iminente, mas ninguém acredita nela. Rita então tenta resolver as coisas sozinha, aprendendo a cada morte como se fosse um videogame.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Crítica – Marvel Zumbis

 

Análise Crítica – Marvel Zumbis

Review – Marvel Zumbis
Depois da série What If?, a próxima incursão da Marvel em séries animadas é este Marvel Zumbis que não só continua a partir do episódio dos zumbis em What If? como pega inspiração nos quadrinhos Zumbis Marvel embora guie sua história por caminhos diferentes. Com apenas quatro episódios, a minissérie animada é concisa e acerta em algumas coisas que os filmes da Marvel tem deixado a desejar.

Mundo dos mortos

A trama foca em um grupo de heróis sobreviventes em um mundo tomado por zumbis, inclusive a maioria dos heróis. Kamala Khan (Iman Vellani), Riri Williams (Dominique Thorne) e Kate Bishop (Hailee Steinfeld) tentam como podem sobreviver no apocalipse. A sorte do trio muda quando encontram um transmissor espacial capaz de chamar a Tropa Nova, que poderia ajudar a exterminar a praga de zumbis, mas para isso precisariam levar o transmissor para fora da atmosfera. Agora elas tentam encontrar alguma antiga base da SHIELD que tenha o equipamento necessário.

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Gundam Wing e o teatro do poder

 

Reflexões Boêmias - Gundam Wing e o teatro do poder

Revisitando Gundam Wing
Lançado em 1995, Gundam Wing só chegaria no ocidente nos anos 2000, sendo a primeira série em muito tempo da famosa franquia de mechas exibida pelas bandas de cá. O sucesso em países como Brasil e Estados Unidos ajudou a visibilidade da franquia no Ocidente. Pessoalmente, foi a primeira série Gundam que assisti e só muito tempo depois fui descobrir que no Japão e entre fãs era uma série relativamente divisiva. Com Gundam Wing completando 30 anos de lançamento agora em 2025 decidi retornar a ela para ver se a série se sustentava ou eu estava sendo traído pela minha nostalgia.

Palco da guerra

A narrativa se passa em um futuro próximo, no qual a humanidade se expandiu para o espaço, vivendo em colônias espaciais. As nações da Terra formaram uma aliança unificada e passaram a controlar as colônias, que não tinham armas, com seu poderio militar. Depois de décadas de opressão, as colônias montaram um plano para combater a Oz, organização militar que mantinha o controle das colônias usando mobile suits, mechas bélicos pilotados por soldados. Cada uma das cinco colônias envia um Gundam, um poderoso mobile suit, em segredo para a Terra com o objetivo de sabotarem as bases da Oz e eliminarem os membros que estimulam a guerra contra as colônias. Esses cinco jovens pilotos não se conhecem e atuam de forma independente um do outro, mas a guerra logo os obriga a se unir. Heero Yuy, piloto do Wing Gundam, é confrontado por Zechs Merquise, um dos pilotos de mobile suits mais hábeis da Oz, iniciando uma longa rivalidade.

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Drops – Elio

 

Crítica – Elio

Review – Elio
Nova animação da Pixar, Elio teve uma produção conturbada, com substituição de diretor, saída de elenco e alterações na proposta do filme. É algo que lembra O Bom Dinossauro (2015) que também teve problemas na produção e, tal como Elio, quando finalmente estreou o resultado não impressionou, embora não seja exatamente ruim.

Solidão cósmica

A narrativa gira em torno de Elio, um garoto que perde os pais e vai morar com a tia, Olga, em uma base militar que monitora o espaço sideral. Lá ele se torna fascinado com a ideia de que possa existir vida em outros planetas, desejando ser abduzido por alienígenas. Esse desejo provavelmente vem do seu sentimento de solidão depois da morte dos pais e Elio acaba conseguindo exatamente o que deseja quando sua tia decifra uma mensagem alienígena e Elio é levado, confundido como o líder da Terra. No espaço ele é recebido pelos embaixadores do comuniverso, uma espécie de ONU galáctica. Para ser aceito, Elio precisa provar seu valor e se dispõe a resolver um conflito diplomático com o agressivo Lord Grigon, que não partilha dos ideais pacifistas do grupo.

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Rapsódias Revisitadas – Túmulo dos Vagalumes

 

Análise – Túmulo dos Vagalumes

Review – Túmulo dos Vagalumes
Lançada em 1988 a produção do Estúdio Ghibli Túmulo dos Vagalumes é um exame duro das consequências da Segunda Guerra Mundial sobre a população japonesa, especialmente nos últimos momentos do conflito quando o país já estava praticamente derrotado e bombardeios continuavam a afligir a população civil do Japão. É um ótimo exemplo de como a animação pode ser usada para tratar de temas maduros baseados na realidade sem tirar o impacto deles.

Órfãos de guerra

A narrativa é focada no jovem Seita e na sua irmãzinha Setsuko. Quando a vila deles é bombardeada, os irmãos perdem a casa e a mãe, sendo deslocados para morar com uma tia. A tia não está interessada em cuidar deles e os vê como um estorvo, fazendo Seita e a irmã quererem ir para outro lugar. Eles acabam indo morar em uma caverna abandonada, com Seita vendendo as coisas da mãe para tentar custear a alimentação deles, mas isso logo se mostra insuficiente.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Crítica – Predador: Assassino de Assassinos

 

Análise Crítica – Predador: Assassino de Assassinos

Review – Predador: Assassino de Assassinos
Depois de dar novo fôlego à franquia com O Predador: A Caçada (2022), o diretor Dan Trachtenberg retorna ao universo dos yautja (a raça dos predadores) nesta antologia animada Predador: Assassino de Assassinos. A narrativa acompanha três histórias que se passam em épocas diferentes e mostram a presença dos predadores em nosso planeta o longo da história humana.

Quem mata os matadores?

A primeira história se passa no período dos vikings, com a guerreira Ursa liderando seu povo em uma campanha para se vingar daqueles que mataram seu pai. A segunda acontece no Japão feudal, com os irmãos Kenji e Kiyoshi lutando entre si pela herança do pai. A terceira é durante a Segunda Guerra Mundial com o mecânico Torres descobrindo que as aeronaves de seu porta-aviões estão sendo abatidas por uma nave que não pertence aos inimigos.

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Rapsódias Revisitadas – Lilo & Stitch (2002)

 

Análise – Lilo & Stitch

Review – Lilo & Stitch
Quando Shrek foi lançado em 2001 sacudiu o meio da animação de Hollywood ao apresentar um filme acessível para todas as idades com um protagonista que estava bem distante do tipo de personagem típico das animações da Disney, a principal referência no meio. Nesse sentido, não parece coincidência que pouco tempo depois a Disney lança uma animação que, como o ogro Shrek, era protagonizada por uma criatura bruta, destrutiva, mau-humorada e de caráter duvidoso, quase como uma resposta à Dreamworks. Até a publicidade do filme era focada em mostrar como o monstrinho Stitch era uma antítese de tudo que a Disney tinha feito até então, deixando evidente que a Casa do Mickey queria chamar atenção do público que gostou de Shrek por ser “anti-Disney”.

Ohana significa família

A trama acompanha Lilo, uma menina de cinco anos que perdeu os pais e é criada pela irmã mais velha, Nani. Lilo é bem solitária e Nani luta para manter um emprego sob o risco de perder a guarda da irmã. Depois que Lilo cria problemas na escola, Nani decide levá-la para adotar um cachorro, pensando que um animal de estimação aplacaria a solidão da menina. É aí que Lilo encontra Stitch, uma criatura alienígena fruto de experimentos genéticos que veio fugida para a Terra e está sendo caçado por forças intergalácticas. Agora, Lilo deve ajudar Stitch a ser parte de sua família, ao mesmo tempo em que a criatura tenta encontrar um meio de evadir seus perseguidores.

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Crítica – Looney Tunes O Filme: O Dia Que a Terra Explodiu

 

Análise Crítica – Looney Tunes O Filme: O Dia Que a Terra Explodiu

Review – Looney Tunes O Filme: O Dia Que a Terra Explodiu
Depois de toda a querela envolvendo o engavetamento de Coyote vs ACME mesmo com o filme já pronto, imaginei que a Warner não ia querer fazer mais nada com os Looney Tunes, o que seria uma pena, considerando que eles são basicamente os mascotes da empresa. Felizmente o estúdio continua a investir nos personagens com este longa animado Looney Tunes O Filme: O Dia Que a Terra Explodiu.

De volta à ação

A trama é focada em Patolino e Gaguinho, que cresceram juntos e agora precisam juntar dinheiro para reformarem a casa em que vivem, caso contrário a perderão. Depois de muitas tentativas frustradas eles conseguem emprego em uma fábrica de chicletes, mas Patolino logo descobre que o lugar guarda segredos sombrios e que parasitas alienígenas estão sendo colocados nos chicletes. Agora cabe a essa dupla amalucada salvar o mundo e desvendar a conspiração extraterrestre.