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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Crítica – Prazer Máximo Garantido

 

Análise Crítica – Prazer Máximo Garantido

Review – Prazer Máximo Garantido
Fui assistir a série Prazer Máximo Garantido pela Tatiana Maslany e acabei ficando pela mistura envolvente entre suspense e comédia que a série faz, misturando uma trama de conspiração com o cotidiano de uma mãe divorciada. Nem todos os seus elementos, no entanto, são bem amarrados e a série produzida pela AppleTV tem sua parcela de problemas.

Ponto de ebulição

Paula (Tatiana Maslany) é uma mulher divorciada em meio a uma batalha pela custódia da filha com o ex-marido, Karl (Jake Johnson). Ela mantem uma relação com o camboy Trevor (Brandon Flynn), mas durante uma das sessões ela vê Trevor ser agredido e sequestrado. Paula entra em contato com a polícia e a detetive Gonzalez (Dolly de Leon) avisa que é provavelmente um esquema para tirar dinheiro dela. Logo Paula começa a receber ligações de Trevor, dizendo que está devendo dinheiro e que precisa da ajuda de Paula. Ela ignora, mas conforme as ligações começam a atrapalhar seu cotidiano, decide ir tirar satisfação com Trevor. Depois de descobrir onde ele mora, Paula chega no apartamento do camboy para encontrá-lo morto, entrando acidentalmente em uma perigosa conspiração.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Crítica – Confie em Mim: O Falso Profeta

 

Análise Crítica – Confie em Mim: O Falso Profeta

Review – Confie em Mim: O Falso Profeta
Se documentários true crime já viraram um gênero por si só, documentários true crime sobre seitas são um subgênero constante em catálogos de streaming. Produzida pela Netflix, a série Confie em Mim: O Falso Profeta é o mais novo exemplar desse formato.

Pela bandeira do paraíso

A narrativa é contada por Christine Marie, psicóloga especializada em seitas que se mudou para uma cidade na fronteira entre Utah com o Arizona depois da prisão de Warren Jeffs, líder de uma seita mórmon fundamentalista. Christine e o marido, o cineasta Tolga Katas, se mudam para a cidade para ajudar as famílias enredadas na seita, aproveitando o vácuo de poder deixado pela prisão de Jeffs. O que eles não contavam era a rápida ascensão de um novo líder e autoproclamado profeta em Samuel Bateman, que logo continuou as crenças fundamentalistas de Jeff de casamento plural, incluindo com meninas menores de idade, e uma série de outras condutas abusivas. Christine e o marido conseguem se aproximar de Samuel e usam a ideia de fazer um documentário sobre ele para registrar provas que enviam para as autoridades.

terça-feira, 28 de julho de 2026

Crítica – 72 Horas em Miami

 

Análise Crítica – 72 Horas em Miami

Review – 72 Horas em Miami
Fui assistir 72 Horas em Miami esperando que fosse mais uma daquelas comédias preguiçosas que o Kevin Hart faz para streaming e confesso que saí surpreso dele. Não que ele faça qualquer coisa para reinventar a roda ou eleve esse tipo de produção a outro patamar, mas pelo menos consegue entregar o senso de caos e falta de noção que se espera desse tipo de besteirol.

Se beber, não case

A trama gira em torno de Joe (Kevin Hart), um executivo de publicidade cujo emprego está por um fio. Quando ele é acidentalmente adicionado em um grupo de texto de jovens de vinte e poucos anos organizando uma despedida de solteiro. Joe vê isso como uma oportunidade de se conectar com os jovens e se prontifica para pagar as despesas da festa se os jovens deixarem ele participar. Assim, Joe vai para Miami encontrar Mason (Mason Gooding), o noivo, Nick (Marcello Hernandez), o melhor amigo do noivo, e outros dois amigos, Repetente (Kam Patterson) e Hunter (Ben Marshall). Obviamente confusões acontecem, principalmente quando Joe é confundido por traficantes locais como um criminoso tentando tomar o território deles.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Crítica – O Frio da Morte

 

Análise Crítica – O Frio da Morte

Review – O Frio da Morte
Confesso que fiquei surpreso ao ver Emma Thompson protagonizando um suspense no qual ela precisa resgatar uma garota sequestrada enquanto sobrevive à paisagem erma do norte dos Estados Unidos. Não é o tipo de produção que a atriz britânica costuma protagonizar, mas O Frio da Morte se beneficia da presença dela.

Isolamento gelado

Acompanhamos Barb (Emma Thompson), uma viúva enlutada que viaja a um lago congelado em Minesotta para espalhar as cinzas do marido. Enquanto se aproxima do lago ela testemunha um homem (Marc Menchaca, de Ozark) levando uma garota a força para uma cabana isolada. Ela o segue e vê que a garota está sendo mantida em cativeiro no porão. Barb então decide fazer alguma coisa para ajudar, se colocando em colisão contra o homem e a esposa (Judy Greer), que parece ser a mente da operação.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Crítica – Todo Mundo em Pânico (2026)

Análise Crítica – Todo Mundo em Pânico (2026)

Review – Todo Mundo em Pânico (2026)
O primeiro Todo Mundo em Pânico (2000) foi uma sensação quando foi lançado, lembro de ter visto mais de uma vez no cinema e memorizado vários diálogos. O sucesso trouxe continuações que ficavam progressivamente piores, principalmente depois que a produtora Miramax ejetou os irmãos Wayans (responsáveis por filmes como As Branquelas) do controle da franquia. Agora o Wayans retornam prometendo compensar o tempo perdido. O resultado, porém, é irregular 

Rindo do terror

A trama satiriza filmes de terror como o quinto e o sexto Pânico, o reboot de Halloween e produções recentes como Corra! (2017), os dois Sorria ou A Hora do Mal (2025). Um novo assassino Ghostface volta a aterrorizar a cidade na qual Cindy (Anna Faris) vive, agora tendo como alvo sua filha, Sara (Olivia Rose Keegan). Tendo passado os últimos anos reclusa, temendo o retorno do assassino Cindy volta à ação e se reúne com antigos aliados como Brenda (Regina Hall) e Shorty (Marlon Wayans).

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Crítica – A Incrível Eleanor

 

Análise Crítica – A Incrível Eleanor

Review – A Incrível Eleanor
Dirigido por Scarlett Johansson, A Incrível Eleanor explora o impacto do luto em diferentes gerações ao mesmo tempo em que analisa como certas feridas nunca fecham e a importância da memória ao ponderar sobre o Holocausto e a importância de ouvir seus sobreviventes. Nem sempre todas as ideias são bem amarradas, mas a produção tem sentimento o bastante para cativar.

O peso da solidão

A narrativa acompanha a viúva nonagenária Eleanor (June Squibb), que há mais de uma década mora com a melhor amiga Bessie (Rita Zohar) desde que ambas se tornaram viúvas. Quando Bessie morre, Eleanor vai temporariamente morar com a filha, Lisa (Jessica Hecht), enquanto pensa em novos arranjos para si. Como a filha e o neto não tem muito tempo para ela, Eleanor decide frequentar um centro de cultura judaica e acidentalmente entra para um grupo de apoio aos sobreviventes do Holocausto. Com vergonha de admitir seu erro Eleanor conta a história de sobrevivência de Bessie como se fosse dela, comovendo a todos, sem perceber que a sessão estava sendo acompanhada pela estudante de jornalismo Nina (Erin Kellyman), que aborda Eleanor para escrever uma reportagem a seu respeito. Como se sente sozinha, Eleanor aceita conversar com Nina.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Crítica – Manual de Assassinato Para Boas Garotas: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Manual de Assassinato Para Boas Garotas: Segunda Temporada

Review – Manual de Assassinato Para Boas Garotas: Segunda Temporada
Quando escrevi sobre a primeira temporada de Manual de Assassinato Para Boas Garotas mencionei como a série conduzia corretamente sua trama de mistério, mas não conseguia trazer nada que realmente capturasse nossa atenção. Fui assistir essa segunda temporada esperando algo melhor, mas o resultado é igualmente insosso.

Investigação morna

A jovem Pippa (Emma Myers, de Wandinha) lida com as consequências da temporada anterior conforme o julgamento do estuprador Max (Henry Ashton) está prestes a começar. Ao mesmo tempo, surge um novo mistério quando Jamie (Eden H. Davies), um garoto local, desaparece. De início Pippa desconfia que isso pode estar conectado com o julgamento de Max, que parece disposto a qualquer coisa para evitar a condenação, mas quanto mais investiga, mais descobre outras tramas em jogo.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Crítica – Futuro Futuro

Análise Crítica – Futuro Futuro

Review – Futuro Futuro
Com uma presença cada vez mais penetrante em nosso cotidiano, as ferramentas de IA geram discussão dos impactos disso nas pessoas. Em Futuro Futuro o diretor Davi Pretto imagina um Brasil dominado por IA e a sociedade distópica que isso gera.

Presente Futuro

A narrativa é protagonizada por K (Zé Maria Pescador) um homem sem memória encontrado na periferia de uma grande cidade. Nesse futuro próximo há uma separação ainda maior entre ricos e pobres, com os ricos vivendo entre arranha-céus distantes enquanto os mais pobres vivem em favelas sem emprego e com pouco acesso ao básico, como água e comida. A população é afligida por uma doença que afeta a cognição e as pessoas precisam passar por um curso para tentarem retomar a capacidade de imaginar.

Como toda a distopia, o filme não fala sobre coisas que podem acontecer e sim sobre eventos que já estão em marcha no mundo de agora. O abismo social cada vez maior, o desemprego, a opressão contra os mais pobres e o uso da tecnologia como ferramenta de alienação. Os afetados pela misteriosa síndrome perdem o senso de si e precisam ser “ensinados” a pensar, a imaginar, novamente, recorrendo a uma inteligência artificial que supostamente os ajuda.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Crítica – Backrooms: Um Não-Lugar

 

Análise Crítica – Backrooms: Um Não-Lugar

Review – Backrooms: Um Não-Lugar
O conceito de backrooms, espaços liminares expandidos infinitamente que guardam horrores em seus corredores, nasceu como meme na internet. O diretor Kane Parsons explorou essas ideias em forma de curta-metragem e agora transforma o conceito em um longa neste Backrooms: Um Não-Lugar. É uma ideia promissora que infelizmente não rende algo muito interessante.

Limiar coletivo

A trama acompanha Clark (Chiwetel Ejiofor), um sujeito solitário e frustrado que é dono de uma loja de móveis. Um dia ele descobre uma espécie de portal no porão de sua loja. Quando o atravessa vai parar em um espaço que parece um grande galpão ou prédio de escritórios, com cores neutras e luzes frias, e se estende infinitamente aparentemente sem propósito algum. Ele conta isso para sua terapeuta, Mary (Renate Reinsve, de Valor Sentimental), que acha que tudo é uma fantasia do paciente. Quando Clark desaparece, no entanto, Mary vai até a loja procurá-lo e acaba entrando no portal.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Crítica – Christy: Um Novo Round

 

Análise Crítica – Christy: Um Novo Round

Review – Christy: Um Novo Round
Estrelado por Sidney Sweeney, Christy: Um Novo Round é aquele tipo de filme que parece todo pensado para premiações. Uma história real, com temas socialmente relevantes e uma estrela em evidência que passa por uma transformação física por sua personagem. Ingredientes comuns em filmes que aparecem em premiação, mas passou batido quando foi lançado nos Estados Unidos no ano passado, tanto na recepção da crítica quanto do público. Muito se especulou se a polêmica envolvendo uma publicidade de jeans feita por Sweeney que desembocou em discussões sobre o posicionamento político dela prejudicaram a produção. Tendo visto o filme, não sei até que ponto é possível creditar a recepção morna a elementos externos considerando que o filme em si não é grande coisa.

Luta constante

A trama acompanha a história real de Christy Martin (Sydney Sweeney), principal nome do boxe feminino nos Estados Unidos. Seguimos Christy desde sua juventude, quando descobre o boxe, até o auge como boxeadora quando se afasta dos abusos do marido e treinador Jim (Ben Foster). Christy é também uma lésbica enrustida, nunca assumindo a sexualidade, sendo oprimida desde jovem pela mãe conservadora, Joyce (Merritt Wever).

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Crítica – A Odisseia

 

Análise Crítica – A Odisseia

Review – A Odisseia
O diretor Christopher Nolan não é alguém cuja obra é associada com fantasia. Ele já lidou com ficção científica e mesmo seus filmes de super-heróis, como sua trilogia do Batman, defenestravam os elementos mais fantásticos ou sobrenaturais do universo do homem-morcego. Ainda assim não fiquei surpreso com o anúncio de que A Odisseia seria seu próximo filme. 

O cinema de Nolan sempre se estruturou em narrativas não lineares, então é lógico que ele se interessaria por uma das primeiras narrativas ocidentais (talvez a primeira, mas estou enferrujado em história da arte) a contar sua história fora de ordem cronológica. Seus filmes também são carregados de metalinguagem, ponderando sobre o poder das histórias e dos mitos que elas criam, muitas vezes ocultando verdades sombrias que não queremos confrontar. O poema épico escrito por Homero em uma das peças artísticas mais basilares da cultura ocidental e aqui Nolan desvela algumas noções brutais que o olhar mitificado para a jornada de Odisseu (ou Ulisses, dependendo da tradução) pode ocultar, principalmente diante de um olhar contemporâneo.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Crítica – Twinless: Um Gêmeo a Menos

 

Análise Crítica – Twinless: Um Gêmeo a Menos

Review – Twinless: Um Gêmeo a Menos
A ficção criou toda uma mística em torno de pessoas gêmeas e a conexão que eles têm. Twinless: Um Gêmeo a Menos vai para o caminho oposto e indaga o que acontece quando essa conexão que existe desde o nascimento é rompida? Qual é o impacto do luto no gêmeo que fica?

Irmão ausente

A narrativa é protagonizada por Roman (Dylan O’Brien), que recentemente perdeu o irmão gêmeo Rocky. Ele participa de um grupo de apoio para gêmeos que perderam os irmãos e lá conhece Dennis (James Sweeney, que também escreveu e dirigiu o filme), um jovem que também perdeu o irmão. Roman sente muita afinidade com Dennis e logo eles se tornam amigos, quase funcionando como gêmeos novamente, dando a impressão que eles irão preencher o vazio um do outro. As coisas se complicam quando descobrimos que Dennis oculta várias informações de Roman, inclusive a de que conhecia Rocky e que tem envolvimento no acidente que causou a morte dele.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Crítica – The Legend of Vox Machina: Quarta Temporada

 

Análise Crítica – The Legend of Vox Machina: Quarta Temporada

Review – The Legend of Vox Machina: Quarta Temporada
Quando escrevi sobre a terceira temporada de The Legend of Vox Machina, mencionei que estava apreensivo com a continuidade da série considerando o quanto o terceiro ano terminou bem. Sim, haviam pontas soltas a serem exploradas, mas a temporada oferecia um desfecho tão bom que continuar poderia estragar tudo que tinha sido feito até então. Felizmente não é isso que acontece e a quarta temporada de The Legend of Vox Machina é, talvez, a melhor da série até aqui.

Bando a parte

A temporada começa um ano depois da aventura anterior. O Vox Machina se dissolveu, com Vex e Percy vivendo juntos, Scanlan indo ficar com a filha e Vax e Keyleth navegam pelos mares. Apenas Pike e Grog seguem como aventureiros. Os dois são abordados pelo atrapalhado nobre Taryon Darrington, que sonha em ser um grande aventureiro e os coloca em rota de colisão com o sinistro culto do Nome Sussurrado, que visa transformar em deus um necromante que foi selado pelos deuses. Os demais membros do grupo também enfrentam o culto e logo percebem que precisam se reunir para lidar com a ameaça.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Crítica – Por Inteiro

 

Análise Crítica – Por Inteiro

Review – Por Inteiro
Se passando em um futuro próximo, Por Inteiro tem uma premissa que remete ao episódio Hang the DJ da quarta temporada de Black Mirror ao mostrar um mundo em que casais se aproximam por conta de um algoritmo que seleciona uma pessoa perfeita para você. Embora parta dessa premissa tecnológica, o filme acaba deixando isso de lado para focar na dinâmica dos dois protagonistas.

Conexões humanas

Simon (Brett Goldstein) e Laura (Imogen Poots) são amigos há muito tempo e a tensão amorosa entre eles é tão evidente que as pessoas próximas se surpreendem que eles nunca se relacionaram. Laura pensa em se submeter a um famoso teste de compatibilidade que promete encontrar sua alma gêmea, mas Simon não acredita nesse tipo de coisa. Ao passar pelo processo Laura conhece Lukas (Steven Cree), um sujeito que parece ter tudo que ela espera, oferecendo um relacionamento tranquilo, seguro, mas sem a abertura que ela tem com Simon. Quando o pai de Laura morre é Simon quem a consola e os dois acabam dormindo juntos, iniciando um caso que se estende por anos.

terça-feira, 7 de julho de 2026

Crítica – Mestres do Universo

 

Análise Crítica – Mestres do Universo

Review – Mestres do Universo
O personagem He-Man nasceu de uma linha de brinquedos, mas é mais lembrado pela animação dos anos 80 que foi reprisada à exaustão na televisão. Outras tentativas de renovar o personagem foram feitas, desde outras animações ao longo dos anos 90 e 2000, passando até por um filme live action estrelado por Dolph Lundgren no final da década de oitenta, mas nada disso causou o mesmo impacto. Talvez por isso tentativas mais recentes, como a série animada produzida por Kevin Smith ou este Mestres do Universo tentem dialogar com a série original.

Poder interior

A trama acompanha Adam (Nicholas Galitzine), príncipe do planeta Etérnia que foi enviado para a Terra depois que o Esqueleto (Jared Leto) toma o poder. No percurso para o nosso planeta, ele perde a Espada do Poder, único artefato que poderia levá-lo para casa, e passa o resto da vida tentando encontrá-la ao mesmo tempo em que ninguém acredita em suas histórias. Quando finalmente encontra a espada, ele é atacado pelas tropas do Esqueleto e resgatado por Teela (Camila Mendes) que o leva de volta a Etérnia onde ele precisa dominar o poder da espada e liderar os guerreiros que restaram a enfrentarem o Esqueleto.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Crítica – Obsessão

 

Análise Crítica – Obsessão

Review – Obsessão
É interessante quando um filme pega um tropo conhecido e o desloca em termos de gênero narrativo e o que tem a dizer sobre ele. A premissa da “poção/feitiço” do amor já foi usada em inúmeras comédias e filmes românticos, mas em Obsessão o diretor Curry Barker desloca a história para o horror e também mudando o olhar que tem para o protagonista desse tipo de história.

Cuidado com o que deseja

Bear (Michael Johnston) é um jovem tímido que trabalha em uma loja de instrumentos musicais e é apaixonado desde a época de escola pela colega de trabalho Nikki (Inde Navarrette). Seu melhor amigo, Ian (Cooper Tomlinson), o instiga a se declarar para ela, já que Nikki parece ver Bear só como amigo. Quando chega o momento dele se declarar para ela em uma festa, Bear perde a coragem percebendo que ela não tem interesse nele. Sem esperanças, ele decide usar um artefato que comprou em uma loja esotérica, um galho que supostamente atende o desejo que você faz quando o quebra. Bear deseja que Nikki o ame mais do que qualquer coisa do mundo e ela imediatamente passa a idolatrá-lo.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Crítica – Rio de Sangue

 

Análise Crítica – Rio de Sangue

Review – Rio de Sangue
O cinema brasileiro já desenvolveu uma produção constante de determinados gêneros, como a comédia ou os filmes biográficos. Outros gêneros, como o terror ou o suspense tem uma produção inconstante. Este Rio de Sangue é um thriller que também tenta comentar sobre questões ecológicas, ainda que nem sempre seja bem sucedido.

Vil metal

A trama segue Patrícia (Giovanna Antonelli), uma policial civil que mata o irmão de um chefão do crime organizado durante um tiroteio. Temendo retaliação, seus companheiros sugerem que ela desapareça por um tempo e Patrícia viaja ao Pará para visitar a filha, Luiza (Alice Wegmann), que atua como médica em comunidades indígenas. Durante uma visita a uma comunidade afetada pelo garimpo ilegal da região, a aldeia é atacada por garimpeiros que matam uma garota indígena. Um dos jagunços dos garimpeiros é feridos por flechas e Luiza é levada para tratar o rapaz, que é filho do líder do garimpo, Polaco (Antonio Calloni). Agora Patrícia precisa entrar no território indígena sozinha, sem apoio das autoridades, para resgatar a filha.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Crítica – As Ovelhas Detetives

 

Análise Crítica – As Ovelhas Detetives

Review – As Ovelhas Detetives
Uma trama investigativa protagonizada por um rebanho de ovelhas que tenta desvendar o assassinato de um humano é uma trama tão insólita que chega ser irresistível de conferir. As Ovelhas Detetives poderia apenas se apoiar na estranheza do conceito, mas consegue contar uma envolvente história sobre pertencimento e família em meio a sua narrativa de mistério.

O bom pastor

O pastor Greg (Hugh Jackman) cuida de suas ovelhas com carinho, cultivando apenas a lã delas e se recusando a abatê-las. Ele lê toda noite para elas livros de mistério, que fascinam as criaturas. Quando Greg é misteriosamente assassinado e o rebanho corre risco de ser levado a um abatedouro, as ovelhas decidem investigar o crime, já que Tim (Nicholas Braun, de Succession) o aparvalhado policial da pequena cidade em que moram não parece capaz de lidar com a tarefa. A líder das ovelhas é Lily (Julia Louis-Dreyfus), a quem Greg considerava a mais inteligente, sendo ajudada pelo rebelde Tião (Bryan Cranston) e por Mimoso (Chris O’Dowd), uma ovelha que tem uma memória infalível.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Crítica – Anatomia do Caos

 

Análise Crítica – Anatomia do Caos

Review – Anatomia do Caos
Os anos de pandemia foram tão traumáticos que às vezes sinto que não sou a mesma pessoa que eu era antes da contaminação global de COVID-19. Aqui no Brasil, especificamente, tivemos que lidar com um governo anti-ciência que se recusava a seguir as recomendações sanitárias recomendadas e, ao invés disso, insistia em manter tudo funcionando sob a justificativa de “não prejudicar a economia” e inventava tratamentos milagrosos que não funcionavam e que não conseguiram nem evitar mortes, nem preservar a economia. O resultado foram mais de setecentos mil mortos e um atraso no início da vacinação. Em 2021 a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19, ocorrida no âmbito do senado federal serviu para lançar luz nos desmandos, omissões e incompetência do governo federal de então e é sobre isso que trata o documentário Anatomia do Caos.

Holocausto brasileiro

O documentário acompanha os trabalhos da CPI da COVID, construindo uma linha do tempo das investigações e contextualizando os eventos pandêmicos que aconteciam no Brasil enquanto a CPI se desenrolava. A produção recorre a imagens feitas durante a CPI, além de imagens de arquivo com reportagens e falas do então presidente Jair Bolsonaro. O documentário traz também imagens de bastidores dos senadores que lideravam a CPI, como Randolfe Rodrigues, Renan Calheiros e Omar Aziz, nos dando um inédito vislumbre nas articulações de como eles debatiam o que investigar, analisavam os fatos descobertos ou se preparavam para inquirir depoentes.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Crítica – Supergirl

 

Análise Crítica – Supergirl

Review – Supergirl
Já imaginou como seria John Wick: De Volta ao Jogo (2014) se o protagonista tivesse superpoderes? Supergirl funciona como uma resposta a essa pergunta. O segundo filme do universo DC capitaneado por James Gunn foca na prima do Superman e a coloca em uma busca bastante pessoal.

Mulher do amanhã

A narrativa segue Kara (Milly Alcock) enquanto ela viaja pelo espaço para comemorar seu aniversário. Ela vai a planetas de sol vermelho que tiram seus poderes e permitem que ela fique embriagada. Em um bar ela conhece a garota Ruthye (Eve Ridley), que busca vingança contra os criminosos espaciais que mataram sua família. Quando o cachorro Krypto é envenenado pelo líder dos criminosos, Krem (Matthias Schoenaerts), Kara decide caçá-los para conseguir o antídoto, ajudando a busca por vingança de Ruthye.