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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Crítica – Dia D

 

Análise Crítica – Dia D

Resenha Crítica – Dia D
Há uma citação do crítico Roger Ebert na qual ele diz que o cinema é uma máquina de gerar empatia. Eu provavelmente já usei essa citação antes e peço desculpas pela repetição, mas não consegui parar de pensar nela assistindo Dia D, novo filme de Steven Spielberg. Digo isso porque o filme defende a empatia como a nossa principal força e usa a linguagem audiovisual para nos lembrar como a empatia pode ser poderosa.

A verdade está lá fora

A trama é centrada em Margaret (Emily Blunt), que trabalha como a mulher do tempo em uma emissora em Kansas City. Um dia, depois de um breve contato com um pássaro, ela passa a falar em uma língua estranha e aparentemente ser capaz de entender os pensamentos de outras pessoas. Suas novas habilidades a direcionam para Kellner (Josh O’Connor, de Vivo ou Morto), um especialista em segurança digital que está em fuga depois de roubar material confidencial da misteriosa empresa Wardex. Kellner deseja divulgar o material ao mundo, mas Scanlon (Colin Firth), que lidera a Wardex, está disposto a tudo para deter Kellner, inclusive usando a namorada dele, Jane (Eve Hewson), como refém. Margaret e Kellner são auxiliados por Hugo (Colman Domingo), um dissidente da Wardex que acha que está na hora da humanidade conhecer os segredos que a empresa esconde.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Crítica – Manual Prático da Vingança Lucrativa

 

Análise Crítica – Manual Prático da Vingança Lucrativa

Review – Manual Prático da Vingança Lucrativa
Uma das regras implícitas do cinema é a do “mostre, não conte”. Se algo é importante para a narrativa é melhor mostrar esse evento ou demonstrar essa emoção em cena do que ter uma voz ou diálogo explicando o que aconteceu ou como alguém se sentiu. Manual Prático da Vingança Lucrativa esquece essa regra e apresenta uma narrativa que mais conta do que mostra, tirando a força da sátira que tenta fazer.

Devorem os ricos

A trama é protagonizada por Becket (Glen Powell), um jovem que pertence à rica família Redfellow, mas cresceu longe da fortuna de sua família porque a mãe se afastou deles antes que Becket nascesse. Ainda assim, ele foi criado como se fosse membro da elite, mesmo com sua mãe ficando viúva cedo e tendo uma vida de classe média. Já adulto Becket percebe que não importa o quanto se esforce, nunca será rico apenas pelo próprio esforço. Ele então monta um plano de eliminar os demais parentes para que apenas ele reste como herdeiro da fortuna. No processo ele reencontra Julia (Margaret Qualley), uma antiga colega de escola que casou com um herdeiro qualquer e agora está à beira da falência. Ele também se apaixona por Ruth (Jessica Henwick) uma professora primária que pouco se importa com posição social.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Crítica – Para Sempre Medo

 

Análise Crítica – Para Sempre Medo

Review – Para Sempre Medo
Novo filme de Osgood Perkins, responsável por Longlegs (2024) e O Macaco (2025), Para Sempre Medo compartilha alguns problemas com Longlegs, embora também traga consigo parte dos méritos que fizeram tanta gente prestar atenção em seu cinema. É o tipo de filme cuja experiência depende do quanto você adere ao estilo do diretor.

O segredo da cabana

A narrativa gira em torno de Liz (Tatiana Maslany), que viaja com o namorado Malcolm (Rossif Sutherland) para uma cabana remota da família dele para comemorarem um ano de namoro. Chegando lá, Liz começa a presenciar fenômenos estranhos e ter visões sinistras envolvendo a mata ao redor. A presença do estranho de Malcolm, Darren (Birkett Turton), que mora na cabana ao lado também deixa Liz em alerta.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Crítica – Thelma

 

Análise Crítica – Thelma

Review – Thelma
Uma pessoa é vítima de um golpe e perde todas as suas economias. Não disposta a deixar os bandidos vencerem, decide empreender uma caçada contra eles. Soa como um filme de ação no estilo Busca Implacável ou a franquia John Wick, certo? Mas e se eu dissesse que a pessoa em questão é uma idosa nonagenária? Essa é a exata premissa de Thelma, uma espécie de “história de vingança” com pessoas de idade avançada.

Revanche tardia

Thelma (June Squibb) é uma senhora de noventa e quatro anos que vive sozinha em casa depois do falecimento do marido. Seu neto, Daniel (Fred Hechinger, de Gladiador 2), a ajuda nas tarefas do cotidiano. Um dia ela recebe uma ligação de Daniel dizendo que se envolveu em um acidente de carro e foi preso, pedindo que envie dez mil dólares para pagar a fiança. Ela envia o dinheiro, mas logo descobre que nada aconteceu com Daniel e que foi vítima de um golpe. A família fica tranquila que nada de mais grave aconteceu com Thelma, que saiu sozinha de casa sem avisar para enviar o dinheiro, mas a idosa se torna focada em reaver seu dinheiro. Ela vai visitar o amigo Ben (Richard Roundtree, o eterno Shaft) na casa de repouso em que ele vive e o convence a ajudá-la, usando sua scooter para transportar os dois sem que a família de Thelma saiba.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Crítica – Spider-Noir

 

Análise Crítica – Spider-Noir

Review – Spider-Noir
Quando vi o Aranha-Noir dublado por Nicolas Cage na animação Homem-Aranha: No Aranhaverso (2018) fiquei com vontade de ver mais do personagem. Nunca imaginei que oito anos depois receberíamos uma série live action com Cage interpretando o herói neste Spider-Noir.

Cidade de sombras

A narrativa se passa na Nova Iorque dos anos de 1930. Ben Reilly (Nicolas Cage) é um desiludido detetive particular que voltou da guerra com estranhos poderes, assumindo a identidade heroica do Aranha. Depois da morte de sua amada, no entanto, Ben abandonou o manto de herói. O mafioso Cabelo de Prata (Brendan Gleeson) tomou o controle da cidade com sua operação de contrabando de bebidas. As coisas pioram quando criminosos com estranhos poderes começam a atacar a cidade. Reilly começa a investigar essas ocorrências e encontra a cantora Cat Hardy (Li Jun Li), que é próxima de Flint Marko (Jack Houston, do horrendo remake de Ben-Hur), um dos capangas do Cabelo de Prata. Hardy parece saber mais do transparece sobre os estranhos criminosos que apareceram.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Crítica – Velhos Bandidos

 

Análise Crítica – Velhos Bandidos

Review – Velhos Bandidos
Uma comédia estrelada por Fernanda Montenegro e Ary Fontoura como uma dupla de golpistas se passando por idosos indefesos parece uma premissa incapaz de dar errado. Fui assistir Velhos Bandidos esperando o melhor, mas o resultado fica aquém da ideia inicial e da qualidade do elenco.

Golpe duplo

A narrativa acompanha os assaltantes Sid (Vladimir Brichta) e Nancy (Bruna Marquezine), que roubam as casas vazias de idosos que saem em viagens de navio da empresa de turismo em que Nancy trabalha. Um dia eles vão roubar a casa de Marta (Fernanda Montenegro) e Rodolfo (Ary Fontoura) e são pegos pelos dois idosos. Marta e Rodolfo convencem Sid e Nancy a participarem de um roubo a banco que irá render milhões para eles, mas não há lealdade entre ladrões e a dupla logo pensa em um jeito de passar a perna no casal de idosos e ficar com o dinheiro todo para si. Em meio a tudo isso o policial Oswaldo (Lázaro Ramos) investiga as ações do bando.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Crítica – Cara de Um, Focinho de Outro

 

Análise Crítica – Cara de Um, Focinho de Outro

Review – Cara de Um, Focinho de Outro
Os trailers de Cara de Um, Focinho de Outro, nova animação da Pixar, não vendem direito o que a animação. Pela divulgação é só uma comédia aloprada sobre uma garota que controla um robô para falar com animais. O filme em si, no entanto, é bem mais que isso, falando sobre luto, cooperação e preservação da natureza.

Na natureza selvagem

A narrativa é protagonizada por Mabel, uma jovem que tenta evitar a derrubada de um bosque próximo a sua cidade. O prefeito quer acabar com o bosque para construir uma rodovia, mas Mabel quer que o espaço vire uma área de preservação para proteger os animais da região. A jovem tem motivos pessoais para proteger o espaço, já que ela costumava ir lá com sua falecida avó. Mabel tenta pedir ajuda a uma de suas professoras da faculdade, a Dra. Sam, e descobre que ela desenvolveu uma tecnologia de robôs animais realistas para o qual é possível transferir sua consciência e controlar os robôs diretamente. Assim, Mabel passa a controlar um robô castor para convencer os animais a lutarem pelo bosque, mas seu plano tem consequências inesperadas.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Crítica – Jack Ryan: Guerra Fantasma

 

Análise Crítica – Jack Ryan: Guerra Fantasma

Review – Jack Ryan: Guerra Fantasma
Com o fim da série Jack Ryan, achei que não veríamos mais John Krasinski como o analista de inteligência criado por Tom Clancy. O longa Jack Ryan: Guerra Fantasma, porém, continua a partir dos eventos da série, funcionando como um epílogo para a história.

Fantasmas da guerra

A trama segue os eventos da temporada final da série, com Jack Ryan (John Krasinski) agora trabalhando no setor privado. Ele está prestes a embarcar em uma viagem para Dubai quando é abordado por Greer (Wendell Pierce) que lhe pede ajuda para coletar material de uma fonte em Dubai. Jack aceita, recebendo apoio de Mike (Michael Kelly) para completar a tarefa. Na coleta, a fonte de Greer é assassinada e Jack é tido como suspeito do crime, precisando confiar na agente britânica Marlow (Sienna Miller) para escapar. Ele logo descobre que a missão está ligada ao passado de Greer, que liderou um grupo secreto de operações junto com o governo britânico no pós 11 de setembro e agora um agente britânico renegado está tentando reativar esses grupos com métodos radicais.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Crítica – A Maldição da Múmia

 

Análise Crítica – A Maldição da Múmia

Nas últimas décadas Hollywood tratou múmias mais como monstros de filmes de ação como na trilogia estrelada por Brendan Fraser ou na malfadada tentativa de iniciar um universo compartilhado no A Múmia (2017) protagonizado pelo Tom Cruise. Este A Maldição da Múmia tenta retornar a criatura ao cinema de horror, mas infelizmente não faz um bom trabalho com isso.

Maldição familiar

A narrativa acompanha Charlie (Jack Reynor), um correspondente internacional morando no Cairo. Um dia sua filha mais velha, Katie, é sequestrada no quintal da casa em que moravam no Egito. Ele e a esposa, Larissa (Laia Costa, de Intimidade Forçada), entram em contato com as autoridades locais, mas eles não conseguem localizá-la. Oito anos se passam, Charlie e Larissa reconstruíram a vida nos Estados Unidos quando recebem uma ligação da embaixada dos EUA no Egito, Katie (Natalie Grace), foi encontrada. Ela estava dentro de um sarcófago encontrado em um avião que caiu e as autoridades desconfiam que ela estava sendo vítima de tráfico de pessoas. Os médicos julgam que ela está sofrendo de estresse pós traumático, já que não fala, sofre espasmos e não reage a estímulos. Acreditando que a família pode restaurar Katie, os pais a levam de volta aos Estados Unidos, mas lá fenômenos estranhos começam a acontecer.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Crítica – Mortal Kombat II

 

Análise Crítica – Mortal Kombat II

Review – Mortal Kombat II
Depois que Mortal Kombat (2021) decepcionou com uma trama que mais parecia um longo trailer do que um filme em si, esse Mortal Kombat II chega para tentar entregar aquilo que se esperava do primeiro. Em geral é melhor sucedido que o anterior, ainda que repita alguns de seus erros.

Torneio sangrento

Na trama, Raiden (Tadanobu Asano) precisa reunir os campeões da Terra para lutar no Mortal Kombat. O último dos escolhidos é Johnny Cage (Karl Urban), um astro de ação que já passou do auge e agora vive das glórias do passado. Cage reluta, mas acompanha Raiden e os demais no combate contra os guerreiros liderados por Shao Khan (Martyn Ford). O que eles não sabem, é que Khan planeja usar o Amuleto de Shinnok para se tornar imortal e garantir a vitória no torneio.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Crítica – Devoradores de Estrelas

 

Análise Crítica – Devoradores de Estrelas

Resenha Crítica – Devoradores de Estrelas
Fui assistir Devoradores de Estrelas sabendo muito pouco do que se tratava além de uma história sobre impedir a morte do nosso Sol adaptando um romance escrito por Andy Weir, que já teve outro trabalho adaptado por Hollywood em Perdido em Marte (2015). Talvez tenha sido melhor assim, já que o resultado é uma grata surpresa, uma ficção científica que equilibra drama, comédia e tensão de uma maneira que poucos filmes hollywoodianos de grande orçamento conseguem.

Alerta solar

Na trama, cientistas detectam uma faixa de energia entre o Sol e o planeta Vênus habitada por pequenos microorganismos que parecem estar devorando a nossa estrela. Os seres são chamados de astrófagos e governos do mundo se mobilizam para saber mais sobre eles, já que se continuarem, em questão de poucos anos a temperatura do planeta irá cair a níveis perigosos. O cientista Ryland Grace (Ryan Gosling) é um dos convocados para o projeto e por fazer várias descobertas sobre os astrófagos é selecionado para uma missão que levará uma equipe para a única estrela que parece imune às criaturas para, talvez, encontrar um meio de detê-las. Ao chegar ao seu destino depois de onze anos de viagem, Grace acorda do coma induzido para descobrir que apenas ele sobreviveu à viagem, precisando cumprir a missão sozinho.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Crítica – Super Mario Galaxy: O Filme

 

Análise Crítica – Super Mario Galaxy: O Filme

Review – Super Mario Galaxy: O Filme
O primeiro Super Mario Bros: O Filme (2023) estava mais interessado em fisgar o espectador pela nostalgia envolvendo os games do que com uma história ou construção de personagem interessante. Considerando o alto faturamento do primeiro filme era de se esperar que a Illumination e a Nintendo dobrassem a aposta nesse Super Mario Galaxy: O Filme e o resultado é um filme ainda mais ancorado na nostalgia, com uma trama ainda menos consistente, mais fragmentada e pouco interesse em trazer qualquer desenvolvimento aos personagens.

Guardiões da galáxia

A trama começa com Bowser Jr. sequestrando a princesa Rosalina. Um dos Lumas de Rosalina escapa do ataque e vai pedir ajuda à Princesa Peach que parte para o resgate ao lado de Toad, deixando Mario e Luigi encarregados pelo Reino do Cogumelo. O problema é que Bowser Jr também ataca o reino em uma tentativa de resgatar o pai, Bowser. No processo, o castelo é destruído, deixando Mario, Luigi e Yoshi perdidos no espaço. Agora eles precisam encontrar Peach para impedir que Bowser Jr. drene o poder de Rosalina para usar em uma poderosa arma capaz de destruir a galáxia.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Crítica – The Boys: Quinta Temporada

 

Análise Crítica – The Boys: Quinta Temporada

Review – The Boys: Quinta Temporada
Quando escrevi sobre a quarta temporada de The Boys mencionei preocupação no modo como a série dobrava a aposta em aludir de maneira muito direta ou óbvia elementos do cotidiano político dos Estados Unidos. Era uma escolha que parecia vir da frustração do showrunner Eric Kripke com o fato de que muita gente via o Capitão Pátria (Antony Starr) como herói, trabalhando para deixar óbvio que todo esse reacionarismo político era a piada, o alvo da sátira da série. É uma escolha com muito potencial de dar errado. Primeiro porque essas pessoas ainda assim não entenderiam que são eles os ridículos (vide o resultado do segundo filme do Coringa, que também tenta mastigar demais sua mensagem). Segundo porque, como comentei no texto da quarta temporada, independente do resultado da eleição de 2024, essa proximidade do mundo real só prejudicaria a sátira que a série tenta fazer sobre totalitarismo corporativo. Se Trump perdesse, a quinta temporada já nasceria irrelevante, se Trump ganhasse a alusão direta seria tão próxima que a série não funcionaria como sátira e é exatamente isso que acontece nesse último ano.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Crítica – O Drama

 

Análise Crítica – O Drama

Review – O Drama
Em espaços digitais é muito comum que as pessoas se sintam confortáveis para julgar os outros e promover linchamentos morais de quem acham que fez algo repreensível, mesmo que esse algo esteja longe de ser algo verdadeiramente abjeto. O Drama examina essa lógica aplicada ao mundo real expondo o absurdo da situação e como esse tipo de atitude é desmedida e até hipócrita.

Muito barulho por nada

O casal Emma (Zendaya) e Charlie (Robert Pattinson) está prestes a se casar depois de três anos juntos. Às vésperas da cerimônia, em um jantar com um casal de amigos, Mike (Mamoudou Athie) e Rachel (Alana Haim), eles decidem confessar as piores coisas que fizeram. Emma conta que chegou a planejar ir armada para o colégio e atirar em todo mundo, causando indignação na amiga Rachel e nos demais. A partir disso, Charlie começa a repensar a relação dos dois, julgando que Rachel pode ser uma psicopata.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Crítica – Justiceiro: Uma Última Morte

 

Análise Crítica – Justiceiro: Uma Última Morte

Review – Justiceiro: Uma Última Morte
Considerando seu lançamento logo depois da segunda temporada de Demolidor: Renascido e que Frank Castle vai estar no próximo filme do Homem-Aranha imaginei que o especial Justiceiro: Uma Última Morte fosse servir de ponte entre esses vários projetos do universo Marvel. O que ele é, na verdade, é uma espécie de reintrodução do personagem que conecta a série do Justiceiro na Netflix com a atual cronologia do MCU.

Missão cumprida

A narrativa parece se passar depois dos eventos de Demolidor: Renascido. Ao invés de auxiliar Matt Murdock a derrubar o Rei do Crime, Frank Castle (Jon Bernthal) voltou seu foco a matar os responsáveis pelo assassinato da sua família. Ele acabou de eliminar todos os membros da família Gnucci, o último grupo mafioso que restava entre seus alvos. Perdido, agora que sua vingança está completa, Frank é obrigado a lutar novamente quando se torna alvo da Ma Gnucci (Judith Light), a matriarca e última remanescente da família. Ela colocou uma recompensa em Frank e deu a localização dele a todos os criminosos da cidade, obrigando Frank a se defender para sobreviver e proteger os moradores do prédio que usou como esconderijo.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Crítica – Casamento Sangrento: A Viúva

 

Análise Crítica – Casamento Sangrento: A Viúva

Review – Casamento Sangrento: A Viúva
O primeiro Casamento Sangrento (2019) era um slasher bacana que divertia pelos tipos excêntricos, violência exacerbada e uma protagonista convincente em Samara Weaving, que evocava o desespero de uma pessoa comum jogada em uma disputa perigosa de super ricos. Era, no entanto, um filme que não parecia feito para gerar continuações, então fiquei receoso quando este Casamento Sangrento: A Viúva foi anunciado, já que não imaginava que uma sequência tivesse muito a acrescentar. Felizmente, porém, o resultado é bacana, ainda que seja mais do mesmo.

Jogo perigoso

Depois de sobreviver aos eventos do primeiro filme Grace (Samara Weaving) é levada a um hospital para se recuperar dos ferimentos. Ela é visitada pela irmã Faith (Kathryn Newton), com quem não fala há anos. Faith não acredita na história da irmã sobre ter sido caçada pela família durante um ritual satânico, mas as coisas mudam quando as duas são sequestradas pelo Advogado (Elijah Wood). Aparentemente quando Grace matou a família do noivo, ativou uma cláusula que abre uma disputa pela liderança da organização satânica da qual os sogros faziam parte. Agora ela e Faith serão caçadas pelos líderes das famílias, com os gêmeos Ursula (Sarah Michelle Gellar) e Titus (Shawn Hatosy, de The Pitt) tentando manter a família deles na liderança da organização. Agora Grace e Faith, algemadas juntas, precisam sobreviver ao jogo letal desses ricaços.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Crítica – Demolidor Renascido: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Demolidor Renascido: Segunda Temporada

Review – Demolidor Renascido: Segunda Temporada
A volta de Matt Murdock em Demolidor Renascido teve seus altos e baixos. Ainda que Charlie Cox e Vincent D’Onofrio continuem excelentes como Matt e Wilson Fisk, a narrativa sofria ao replicar tramas e ideias que já tinham sido trabalhadas na série da Netflix. Essa segunda temporada tinha o potencial de levar tudo a outras direções por conta da maneira como tudo terminou e em geral é competente nisso.

Nova Iorque sitiada

Depois dos eventos da primeira temporada Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio) se tornou prefeito de Nova Iorque e usa sua autoridade para beneficiar seus negócios escusos através do porto livre que abriu e também da força tarefa criada para deter vigilantes. Matt (Charlie Cox) e Karen (Deborah Ann Woll) vivem escondidos enquanto tentam obter provas dos crimes de Fisk. Quando o Demolidor tenta impedir a chegada de um navio contendo armas ilegais, Fisk naufraga e o navio e coloca a culpa no Demolidor, iniciando uma caçada contra o herói.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Crítica – Monarch: Legado de Monstros Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Monarch: Legado de Monstros Segunda Temporada

Review Crítica – Monarch: Legado de Monstros Segunda Temporada
Eu não esperava nada da primeira temporada de Monarch: Legado de Monstros e me surpreendi como ela expandia o universo de monstros construído no cinema e, ao mesmo tempo, finalmente contar uma história minimamente interessante com personagens humanos. A segunda temporada continua os méritos do ano de estreia, ainda que sofra um pouco com problemas de ritmo.

Negócio de família

A segunda temporada começa no ponto em que o primeiro ano parou, com Cate (Anna Sawai, de Xógum) retornando do Axis Mundi junto com a avó, Keiko (Mari Yamamoto), que por anos foi dada como morta, em uma estação da Monarch na Ilha da Caveira, lar do King Kong. Contrariando as ordens da Monarch, Cate e Keiko tentam abrir uma nova fenda para o Axis Mundi para resgatar Shaw (Kurt Russell). Elas conseguem, mas um enorme titã, o Titã X, escapa da fenda e agora cabe a elas encontrar um meio de deter a criatura para evitar um desastre.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Crítica – Eclipse

 

Análise Crítica – Eclipse

Review – Eclipse
Dirigido e estrelado por Djin Sganzerla, Eclipse conta a história de duas mulheres bem diferentes entre si que acabam convergindo. É uma reflexão sobre ser mulher no mundo de hoje e como há mais coisas unindo as mulheres do que separando.

Paralelos femininos

A narrativa é protagonizada por Cleo (Djin Sganzerla), uma astrônoma que está prestes a ter o primeiro filho com o marido, Tony (Sérgio Guizé). Um dia ela recebe um contato de Nalu (Lian Gaia), a meia-irmã com quem ela não fala há anos. Nalu lhe conta a respeito de como o pai delas a abusou quando ela era adolescente. A revelação impacta Cleo, que começa a perceber condutas suspeitas do marido.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Crítica – Noite da Pizza

 

Análise Crítica – Noite da Pizza

Review – Noite da Pizza
Famosas dos anos 80 às primeiras décadas dos anos 2000, as comédias besteirol sobre jovens sob efeito de drogas e/ou em busca de sexo se tornaram um gênero ao qual Hollywood tem recorrido cada vez menos. Em parte é compreensível considerando o quanto desses filmes baseiam sua comédia em machismo e vários tipos de estereótipos preconceituosos, por outro lado parece que há certo comodismo ou aversão a risco da indústria em tentar um besteirol que não se apoie em preconceitos datados. Noite da Pizza é exatamente isso, uma tentativa de fazer um besteirol sobre universitários lombrados sem ter que recorrer a preconceitos.

Bad trip

A narrativa é centrada nos amigos Jack (Gaten Matarazzo, de Stranger Things) e Montgomery (Sean Giambrone). Eles são detestados pela faculdade inteira depois que Jack acidentalmente fez o time de futebol americano ser preso. Um dia, eles encontram uma caixa de drogas no forro do teto do dormitório e decidem ingeri-las, mas logo depois descobrem que se tomar essas drogas de barriga vazia pode dar uma bad trip capaz de causar danos irreversíveis então decidem pedir uma pizza. Só há um problema, a pizza é entregue por um robô que não consegue subir as escadas e a viagem errada das drogas já está começando a bater, tornando difícil que eles consigam descer principalmente porque o elevador está quebrado e os monitores patrulham os corredores visando punir qualquer estudante com drogas ou outros itens proibidos.