Depois de um quarto filme que não
tinha muita razão de existir, embora entregasse uma aventura competente, não
estava nem um pouco empolgado para esse Toy
Story 5. A impressão era de que a franquia continuava existindo só porque
fazia dinheiro e não porque tinham histórias interessantes a serem contadas
nesse universo. Fiquei um pouco mais esperançoso quando soube que o filme
exploraria o impacto de tablets e outros dispositivos na vida das crianças e
dos brinquedos, já que fazia o filme soar menos como um caça-níqueis e mais
como se tivesse algo a dizer, embora, ainda assim, não estivesse
particularmente empolgado. Tendo visto o filme, fico feliz de estar errado e constatar
que Toy Story 5 é melhor que seu
antecessor.
O dilema das redes
Na trama, Bonnie tem dificuldade
em fazer amigos. Ela é a única criança na vizinhança que ainda brinca com
brinquedos enquanto todas as outras já estão usando dispositivos eletrônicos.
Preocupados com a filha, os pais dela compram um tablet para ela, a Lillypad.
Os outros brinquedos ficam preocupados quando o dispositivo toma a rotina de
Bonnie, com Lillypad colocando várias atividades online entre ela e outras
meninas para que ela se enturme. Jessie, no entanto, desconfia de que essas
amizades não tem uma conexão real com Bonnie e tenta ajudar a garota de algum
modo.