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sexta-feira, 14 de junho de 2024

Crítica – Está Tudo Bem Comigo?

 

Análise Crítica – Está Tudo Bem Comigo?

Review – Está Tudo Bem Comigo?
Eu não tinha lá muitas expectativas para este Está Tudo Bem Comigo? Considerando que os últimos filmes que assisti protagonizados pela Dakota Johnson foram as bombas Persuasão (2022) e Madame Teia (2024). Esta comédia romântica dirigida pela comediante Tig Notaro e a esposa Stephanie Allyne, porém, me surpreendeu pela mistura agridoce com a qual desenvolve a jornada de autodescoberta e aceitação de sua protagonista.

Lucy (Dakota Johnson) e Jane (Sonoya Mizuno) são melhores amigas desde sempre. Quando Jane está prestes a casar e se mudar para a Inglaterra, Lucy começa a pensar no que vai fazer sem a melhor amiga e como, ao contrário de Jane, nunca teve sucesso em seus relacionamentos com homens. Aos poucos Lucy começa a se dar conta de que sempre sentiu atração por mulheres e que sente algo pela colega de trabalho Brittany (Kiersey Clemons), mas tem dificuldade de aceitar isso e embarcar nesses sentimentos, temendo ser tarde demais para dar uma guinada na vida ou ser julgada pelos outros por não saber o que quer.

quarta-feira, 12 de junho de 2024

Crítica – Evidências do Amor

 

Análise Crítica – Evidências do Amor

Review – Evidências do Amor
Quando escrevi sobre Grandes Hits mencionei como é curioso que pessoas diferentes, em lugares diferentes, tenham ideias similares para um mesmo filme. Nesse caso é a premissa que ouvir certas músicas estaria tão conectado aos nossos sentimentos e memória que nos faria viajar no tempo. A produção brasileira Evidências do Amor parte da mesma ideia, embora trace com ela caminhos diferentes do hollywoodiano Grandes Hits, que foi lançado quase no mesmo tempo.

A trama gira em torno de Marco (Fábio Porchat), que não supera o fim do noivado com Laura (Sandy Leah). Agora toda vez que ouve a canção Evidências, de Chitãozinho & Xororó, música que cantou junto com Laura em um karaokê quanto se conheceram, ele é transportado ao passado e revive memórias do relacionamento. Reviver essas memórias o faz perceber que a decisão dela em terminar talvez não tivesse sido tão súbita quanto pensava e que ele tem responsabilidade no fim da relação. Assim, Marco tenta embarcar nessas memórias para pensar em uma maneira de retomar o relacionamento.

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Crítica – 13 Sentimentos

 

Análise Crítica – 13 Sentimentos

Review – 13 Sentimentos
Novo filme de Daniel Ribeiro, responsável por Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014), é uma comédia romântica sobre término e sobre se reencontrar depois de um relacionamento longo. A trama gira em torno de João (Artur Volpi), um jovem cineasta que terminou a relação de dez anos que tinha com Hugo (Sidney Santiago). Ele tenta reconstruir a vida e conhece Vitor (Michel Joelsas), se apaixonando por ele, mas também não quer embarcar diretamente em um novo relacionamento e tenta experimentar outros caminhos.

A narrativa tem uma estrutura que remete a comédias românticas hollywoodianas, com o protagonista passando por vários encontros, conhecendo diferentes tipos de pretendentes e conversando a respeito disso com uma dupla de amigos. É uma estrutura que o filme executa razoavelmente bem, ainda que repita certos clichês que soam bem manjados hoje. O principal é o dos amigos que parecem existir para gravitar em torno dele, já que os dois não tem qualquer arco narrativo e servem basicamente como orelha para João falar sobre os próprios sentimentos, além de ocasional alívio cômico.

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Drops – Confesse, Fletch

 

Crítica – Confesse, Fletch

Review – Confesse, Fletch
Estrelado por Jon Hamm, Confesse, Fletch é a segunda aventura do jornalista investigativo Irwin M. “Fletch” Fletcher nos cinemas. Criado na literatura por Gregory Macdonald, Fletch primeiro apareceu nos cinemas em Assassinato Por Encomenda (1985) que era uma adaptação do primeiro livro do personagem e tinha Chevy Chase como Fletch. Já Confesse, Fletch é uma adaptação do segundo romance protagonizado pelo jornalista.

Na trama, Fletch (Jon Hamm) vai aos Estados Unidos para investigar a venda de obras de arte que foram roubadas na Itália. Quando uma estudante de arte é assassinada e Fletch é colocado como o principal suspeito, cabe ao jornalista resolver o crime e limpar o próprio nome. Estruturalmente a narrativa apresenta uma trama policial bem comum, com um protagonista acusado de um crime que não cometeu precisando correr contra o tempo para provar a própria inocência, mas envolve pelo espírito de comédia e pela quantidade de personagens pitorescos que apresenta.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Drops – Tartarugas Até Lá Embaixo

 

Drops – Tartarugas Até Lá Embaixo

Review – Tartarugas Até Lá Embaixo
Adaptando o romance homônimo de John Green (responsável por A Culpa é das Estrelas e Cidades de Papel), Tartarugas Até Lá Embaixo traz o tipo de história de amadurecimento que tornou o escritor célebre. Por mais que não saia muito do padrão que se espera para esse tipo de história, ainda assim o drama adolescente tem seus méritos.

A trama é protagonizada por Aza (Isabela Merced), uma garota com transtorno obsessivo compulsivo que sempre acha que está infectada com alguma coisa e mantem uma ferida constantemente aberta no dedo. Quando um bilionário da construção desaparece misteriosamente, a melhor amiga de Aza, Daisy (Cree Cicchino), sugere que elas investiguem o caso para conseguirem a recompensa por ele. Daisy sugere que Aza use sua conexão com o filho do ricaço, Davis (Felix Mallard), a quem conheceu anos antes, para tentar descobrir alguma nova informação.

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Drops – City Hunter

 

Análise Crítica – City Hunter

Review – City Hunter
Adaptando o mangá de mesmo nome, City Hunter acompanha as aventuras do detetive particular Ryo Saeba (Ryohei Suzuki) que resolve os casos que a polícia não dá conta. Durante a busca por uma garota desaparecida, o parceiro de Ryo, o ex-policial Makimura (Masanobu Ando), é morto e Ryo continua no caso para descobrir o responsável pelo assassinato. O detetive acaba recebendo a ajuda de Kaori (Misato Morita), irmã de Makimura, que decide acompanhar Ryo na investigação.

O filme acerta na mescla de drama criminal sério e comédia escrachada que era tão marcante no mangá e no anime. Seria difícil sair de uma cena dramática de assassinato e partir para outra com Ryo agindo como um completo idiota por não saber se comportar diante de mulheres atraentes, entretanto o filme consegue transitar por essas variações sem cair em uma inconsistência tonal. É um equilíbrio que me remete aos games da franquia Yakuza/Like a Dragon e me faz pensar porque nunca fizeram um game de City Hunter nesse molde, mas, divago.

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Crítica – A Batalha do Biscoito Pop-Tart

 

Análise Crítica – A Batalha do Biscoito Pop-Tart

Review - Unfrosted
Filmes sobre produtos viraram uma tendência recente em Hollywood, com histórias sobre Tetris (2023), sobre o tênis Air Jordans em Air (2023), o Cheetos picante em Flamin Hot (2023) ou sobre o Blackberry (2023). Escrito, dirigido e estrelado por Jerry Seinfeld, A Batalha do Biscoito Pop-Tart parecia ser mais um desses filmes feitos para exaltar histórias de sucesso e confirmar mitos sobre o capitalismo corporativo. A narrativa, no entanto, vai na contramão disso, preferindo tratar toda a história como uma farsa absurda, construindo os trâmites corporativos para a criação de produtos como um circo ridículo.

A trama se passa na década de 60 e é protagonizada por Bob Cabana (Jerry Seinfeld), executivo da Kellogg que descobre que a empresa rival, Post, está desenvolvendo um novo produto de café da manhã que mistura biscoito e geleia, dispensando leite e cozimento, podendo ser esquentado em uma torradeira. Para superar a concorrência Cabana chama a genial, mas geniosa, Stan (Melissa McCarthy), que tenta criar a própria versão desse biscoito antes que a Post o faça.

terça-feira, 14 de maio de 2024

Drops – Grandes Hits

 

Crítica – Grandes Hits

Review – Grandes Hits
É curioso como as vezes cineastas chegam em ideias similares num mesmo período de tempo. Esse ano, com semanas de diferença, tivemos dois filmes sobre pessoas viajando no tempo com o poder da música. Aqui no Brasil tivemos Evidências do Amor enquanto que o cinema hollywoodiano produziu este Grandes Hits, que parte de uma premissa relativamente similar, ainda que faça coisas diferentes com ela.

Na trama, Harriet (Lucy Boynton) lida com a perda do namorado, Max (David Corenswet, que vai ser o próximo Superman), em um acidente de carro dois anos atrás. Por conta de um ferimento que sofreu na cabeça no acidente em que Max morreu ela consegue voltar no tempo toda vez que ouve alguma música que lhe remete a algum momento importante com o namorado. Ao mesmo tempo, Harriet conhece David (Justin H. Min) no grupo de terapia de luto que frequenta. Eles se aproximam, mas ela tem dificuldade de se permitir viver algo com ele porque cada música que ouve a transporta para seu passado com Max.

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Crítica – Palm Royale

 

Análise Crítica – Palm Royale

Review – Palm Royale
Estrelada por Kristen Wiig, a minissérie Palm Royale é um novelão exagerado e tem plena consciência disso. Adaptando um romance escrito por Juliet Mc Daniel, a série retrata a elite da Flórida na década de 1960, criticando a superficialidade e as hipocrisias dessas pessoas com um viés humorístico. Aviso que o texto contem SPOILERS da série.

A trama é protagonizada por Maxine (Kristen Wiig), uma ex-miss que sonha em entrar para o Palm Royale, o clube mais elitizado e seleto da Flórida. Sua chance vem quando Norma (Carol Burnett), a tia rica de seu marido tem uma embolia, deixando Maxine e o marido, Douglas (Josh Lucas), no controle dos bens dela por serem os únicos parentes vivos. Usando a riqueza de Norma, Maxine tenta entrar de qualquer jeito no mundo da alta sociedade e no clube Palm Royale.

sexta-feira, 10 de maio de 2024

Drops – Quem Fizer Ganha

 

Análise Crítica – Quem Fizer Ganha

Review – Quem Fizer Ganha
Filme mais recente de Taika Waititi, Quem Fizer Ganha é uma comédia esportiva povoada por personagens interessantes, mas nunca consegue fazer nada de memorável com eles. A trama se baseia na história real da seleção da Samoa Americana que tenta reconstruir o time depois de sofrer uma goleada histórica de 31 a 0 da seleção da Austrália nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002. O escolhido para ajudar o time é o técnico Thomas Rongen (Michael Fassbender), um sujeito problemático que aceita o cargo porque não consegue trabalho em nenhum outro lugar no mundo do futebol.

De início pensei que fosse mais uma daquelas histórias de “salvador branco” em que o técnico branco estrangeiro chegaria nesse país pequeno e ensinaria os locais a jogarem futebol e a serem melhores com seus valores ocidentais. Felizmente a trama meio que faz o inverso disso ao fazer de Rongen o sujeito a ser salvo, já que são seus demônios internos e senso de isolamento que o fazem ter dificuldade de treinar o time. Claro, ainda é aquela típica narrativa de superação através do esporte, mas ao menos tenta evitar certos clichês colonialistas.

quinta-feira, 9 de maio de 2024

Crítica – Velma: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Velma: Segunda Temporada

Review – Velma: Segunda Temporada
A primeira temporada de Velma foi tão universalmente odiada que se tornou um fenômeno de hate watching, com muita gente assistindo só para conferir o que de fato ela tinha de tão ruim. Apesar de ninguém ter gostado, a quantidade de pessoas que assistiram só para falar mal garantiu que a série animada tivesse audiência suficiente para uma segunda temporada.

O segundo ano começa com a turma tentando voltar ao normal depois dos eventos do ano anterior. A tranquilidade, no entanto, dura pouco já que uma nova onda de assassinatos volta a aterrorizar a cidade, começando pela morte do xerife. Com as autoridades sem liderança, cabe a Velma e o resto da turma tentarem resolver o mistério.

Velma era uma das piores personagens da temporada de estreia. Egoísta, mesquinha, sem qualquer escrúpulo de usar os amigos sem se importar com eles e desprovida de qualidades que a redimissem, ela era uma personagem insuportável de acompanhar. Essa nova temporada some com isso e traz uma Velma que, apesar de ser irritante por sua conduta sabichona, é mais preocupada com o bem estar das pessoas ao seu redor e tem mais elementos que nos fazem torcer por ela.

terça-feira, 7 de maio de 2024

Crítica – Uma Ideia de Você

 

Análise Crítica – Uma Ideia de Você

Review – Uma Ideia de Você
De início não me interessei por Uma Ideia de Você. Parecia uma reciclagem de Um Lugar Chamado Notting Hill (1999) com gêneros invertidos e acrescentando a questão da idade. Resolvi dar uma chance ao ver que era dirigido por Michael Showalter, responsável por Doentes de Amor (2019) e pela minissérie The Dropout (2022), que nesses trabalhos conseguia equilibrar bem comédia, emotividade e reflexões consistentes sobre relacionamentos e sociedade. Aqui, porém, isso não acontece.

A trama é protagonizada pela galerista Solene (Anne Hathaway) uma mulher de quase 40 anos, divorciada e que tem que levar a filha para o concerto de uma boy band depois que o ex marido, Daniel (Reid Scott), desiste de levar a garota por conta de um compromisso de trabalho. Chegando no show, Solene se aproxima de Hayes (Nicholas Galitzine), um dos músicos da boy band August Moon. Dias depois, Hayes a procura em sua galeria e os dois iniciam um romance.

quarta-feira, 24 de abril de 2024

Crítica – Contra o Mundo

 

Análise Crítica – Contra o Mundo

Review – Contra o Mundo
Partindo da premissa mais batida possível para um filme de ação, Contra o Mundo diverte pelo senso de caos que cria tanto na narrativa quanto nas suas cenas de ação. A trama se passa em um futuro distópico no qual tudo é controlado pela poderosa Hilda Van Der Koy (Famke Janssen) que anualmente realiza um evento para exterminar seus opositores, executando-os publicamente em um programa de televisão. O protagonista (Bill Skarsgard) é um jovem que teve a família morta pelo regime de Koy quando ele era criança. Criado na floresta pelo misterioso Xamã (Yayan Ruhian), ele treinou a vida inteira para se vingar e agora decidiu que está pronto para o ataque. Como ele é mudo, nosso acesso ao protagonista se dá pela voz em sua cabeça (H. Jon Benjamin, voz do protagonista de Archer) que nos guia pela onda homicida do personagem.

Muito do humor vem do contraste entre a voz grave e áspera da narração de Benjamin e o total absurdo que acontece ao seu redor. A narração serve para entendermos o que se passa na cabeça do protagonista, mas o modo sério com o qual ele pensa sobre si mesmo sempre esbarra na maluquice que toma sua jornada de vingança ou na sua incompreensão do que o cerca, a exemplo do momento em que tenta ler os lábios de um sujeito falando um idioma diferente e tudo que a voz consegue transmitir é uma série palavras aleatórias sem sentido.

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Crítica – Ghostbusters: Apocalipse de Gelo

 

Análise Crítica – Ghostbusters: Apocalipse de Gelo

Review – Ghostbusters: Apocalipse de Gelo
Depois de um Ghostbusters: Mais Além (2021) que se apoiava quase que exclusivamente em nostalgia, Ghostbusters: Apocalipse de Gelo tinha potencial para finalmente levar a franquia em novas direções. Era a oportunidade de dar novos rumos, desenvolver os novos personagens e reinventar esse universo. A ideia de um novo vilão, com uma nova mitologia, se afastando do Gozer que o original reciclou do filme anterior tinha potencial, mas não se concretiza.

A trama se inicia quando Ray (Dan Aykroyd) encontra um orbe que aprisionou um espírito ancestral que deseja destruir o mundo com poderes de gelo. A criatura agita os fantasmas de Nova Iorque, dando mais trabalho aos Caça-Fantasmas. Quando uma missão destrói várias ruas, a prefeitura interfere e Phoebe (Mckenna Grace) fica impedida de ajudar a mãe e o irmão a combater fantasmas por ser menor de idade.

quarta-feira, 27 de março de 2024

Crítica – O Homem dos Sonhos

 

Crítica – O Homem dos Sonhos

Review – O Homem dos Sonhos
Com uma premissa bastante insólita, é difícil não ficar curioso para conferir O Homem dos Sonhos. O filme narra a história do pacato e frustrado professor universitário Paul (Nicolas Cage). Apesar de uma carreira estável, Paul anseia mais reconhecimento, algo que vem quando várias pessoas ao redor do país começam a dizer que estão vendo o professor em seus sonhos. O fenômeno ganha atenção da mídia e Paul logo se torna uma espécie de celebridade. O problema é que a fama não é o que o professor esperava.

É uma trama que transita entre comédia, drama, terror e surrealismo, com muito do que sustenta essa variação sendo a performance de Nicolas Cage. Logo quando conhecemos Paul o vemos como um sujeito pacato e relativamente patético, exemplificado na cena em que ele cobra de outra acadêmica os créditos por um termo que ele crê ter cunhado. A cena em questão nos mostra o anseio do personagem ao mesmo tempo em coloca algo de ridículo no modo como ele parecer exigir do mundo algum reconhecimento. Conforme a trama progride e a fama passa a ser um fardo para Paul e sua família, Cage transita entre a dor e a frustração de ver que nem assim suas ambições irão se realizar.

quinta-feira, 14 de março de 2024

Crítica – Meninas Malvadas

 

Análise Crítica – Meninas Malvadas

Review – Meninas Malvadas
Quando foi lançado em 2004, Meninas Malvadas surpreendeu pelo seu olhar crítico sobre o universo de panelinhas adolescentes. O sucesso do filme gerou uma continuação sem o envolvimento da equipe criativa original, Meninas Malvadas 2 (2011), cujo resultado foi execrável, e também um musical da Broadway inspirado no filme de 2004. Agora a versão musical é adaptada aos cinemas e não tem muita coisa a acrescentar ao ótimo original.

A trama segue a mesma. Cady (Angourie Rice) é uma garota ingênua que cresceu educada pelos pais enquanto eles viajavam pela África em pesquisa. Quando eles voltam para os Estados Unidos Cady vai experimentar pela primeira vez um colégio comum. Lá faz amizade com os excluídos Janis (Auli’i Cravalho) e Damian (Jaquel Spivey), mas também chama a atenção do grupo de garotas populares liderados por Regina George (Reneé Rapp) e logo aprende como o colégio não é muito diferente de uma selva.

terça-feira, 12 de março de 2024

Crítica – Ricky Stanicky

 

Análise Crítica – Ricky Stanicky

Review – Ricky Stanicky
Quando comecei a assistir Ricky Stanicky senti nele um clima de comédias besteirol dos anos 90 e início dos anos 2000 com tudo de bom e de ruim que isso carrega. A trama conta a história de três amigos de infância que, após uma tentativa de pregar uma peça dar errado, inventam provas de que tudo foi causado por um garoto inexistente chamado Ricky Stanicky. Ao longo de suas vidas, Dean (Zac Efron), JT (Andrew Santino) e Wes (Jermaine Fowler) usam esse amigo imaginário como desculpa para fugir de problemas.

Quando JT perde o parto do filho para ir a um show com os amigos sob o pretexto de irem visitar um Ricky doente, a esposa dele exige conhecer esse amado amigo de infância de quem sempre ouviu falar, mas nunca viu. Sem querer admitir a mentira, o trio contrata Rod (John Cena), um ator alcoólatra e fracassado, para se passar por Ricky durante o bris do filho de JT. O problema é que “Ricky” conquista todos com seu carisma e é convencido a ficar mais tempo pela família e amigos do trio principal, causando uma série de problemas para eles e pondo em risco a mentira de anos.

segunda-feira, 4 de março de 2024

Crítica – Ficção Americana

 

Análise Crítica – Ficção Americana

Em O Perigo da História Única a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie fala sobre o período em que estudou nos Estados Unidos e como um professor que teve na faculdade avaliou um trabalho seu de escrita dizendo que os personagens dela não soavam genuinamente africanos. O professor dizia que ela criava personagens de classe média que mais soavam como brancos do norte global como ele do que como pessoas africanas. Ele ignorava que a escritora vinha de uma família negra de classe média urbana da Nigéria e Chimamanda usa essa anedota para mostrar como pessoas de fora da África negra acham que escrever sobre a região consistiria em falar quase que exclusivamente sobre pobreza, miséria e doença. A escritora alerta para o perigo dessa história única dizendo que reduzir todas as experiências e vivências da população negra na África simplificaria toda a complexidade de um conjunto enorme de pessoas.

Esse debate sobre o que seria uma “arte negra” está no cerne do filme Ficção Americana. Embora a trama se passe nos Estados Unidos ele discute questões muito similares à fala Chimamanda Ngozi Adichie, criticando como a indústria cultural estadunidense reduz a experiência negra a essa história única. A trama segue Thelonious “Monk” Ellison (Jeffrey Wright), um escritor talentoso que não consegue vender seu novo livro para editoras. Sempre que submete a uma editora diferente recebe elogios por sua escrita, mas é criticado por não falar sobre “a experiência negra”, uma fala que o personagem considera duplamente problemática.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Drops – O Jogo do Disfarce

 

Crítica – O Jogo do Disfarce

Review Drops – O Jogo do Disfarce
Produção da Prime Video, O Jogo do Disfarce parece um daqueles filmes que acha que basta combinar elementos de produções de sucesso para ser bem sucedido. O filme é basicamente uma mistura de elementos de filmes como A Honra do Poderoso Prizzi (1985) e True Lies (1994), lembrando o recente (e igualmente fraco) Plano em Família da AppleTV.

A trama é focada em Emma (Kaley Cuoco) e Dave (David Oyelowo), um casal suburbano aparentemente banal. Querendo apimentar o casamento, eles resolvem passar uma noite em um hotel chique e brincam de construir personagens para si. No hotel Emma é acuada pelo assassino internacional Bob (Bill Nighy) e descobrimos que ela está com a cabeça a prêmio por ser uma assassina de aluguel extremamente letal. Agora Emma precisa descobrir quem está atrás dela ao mesmo tempo em que mantem o marido e os filhos em segurança. 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Crítica – Todos Menos Você

 

Análise Crítica – Todos Menos Você

Review – Todos Menos Você
Hollywood gosta de modernizar clássicos da literatura e teatro em forma de comédia romântica. Emma, de Jane Austen, foi transformado em As Patricinhas de Beverly Hills (1995), A Megera Domada, de Shakespeare, virou 10 Coisas Que Eu Odeio em Você (1999). Agora outra peça de Shakespeare se torna uma comédia romântica passada na contemporaneidade, com Todos Menos Você tentando ser uma versão modernizada de Muito Barulho Por Nada.

A trama é protagonizada por Ben (Glen Powell) e Bea (Sydney Sweeney). Anos atrás eles tiveram um encontro que não deu muito certo e agora se detestam. Os dois se reencontram indo para um casamento na Austrália, onde Halle (Hadley Robinson), irmã de Bea, vai se casar com Claudia (Alexandra Shipp), melhor amiga de Ben. Temendo que a animosidade dos dois estrague o clima do casamento, as noivas e suas famílias tentam armar para que os dois se apaixonem.