Vivendo para sempre
A narrativa começa com Larry (Miles Teller) chegando no pós-vida. Ele é informado que precisa escolher uma entre várias eternidades possíveis para passar sua pós vida. Larry, no entanto, não quer passar a eternidade sozinho e decide esperar a chegada da esposa, Joan (Elizabeth Olsen), mas para isso precisa arranjar um trabalho no limbo para poder ficar lá enquanto espera. No processo ele conhece o barman Luke (Callum Turner), que também ficou no limbo. Quando Joan chega, Larry descobre que Luke foi o primeiro marido de Joan que morreu na Guerra da Coréia e, assim como ele, também passou o tempo esperando Joan para passar a eternidade com ela. Agora os dois disputam pela eternidade ao lado de Joan e ela precisa escolher entre Luke e Larry.
Chama atenção o modo como todo esse universo é construído, com o limbo parecendo um hotel genérico misturado com estação de trem. As mudanças do dia, tipo manhã, tarde e noite são apresentadas como uma mudança de papel de parede e representantes comerciais abordam os recém chegados vendendo diferentes tipos de eternidade.
A narrativa também é criativa em criar situações cômicas, como a cena em que Larry e Luke brigam um com outro e terminam rolando no chão feito idiotas ou o momento em que Larry está numa praia com Joan e tenta afastar uma criança intrometida dizendo que ela provavelmente tinha noventa anos quando morreu, apenas para o garoto contar com detalhes as circunstâncias trágicas e dolorosas de sua morte ainda na infância.
Paraíso insosso
Por mais que haja um universo interesse, bons momentos de comédia e uma boa química envolvendo o trio principal, a impressão é que falta alguma coisa para o filme realmente atingir seu potencial. Talvez porque suas reflexões sobre a vida, morte e eternidade nunca consigam impactar como o filme pretende, principalmente se comparado a produções como The Good Place, que tem ideias semelhantes e consegue fazer uma reflexão mais impactante acerca das decisões que tomamos em nossas vidas, do impacto de nossas escolhas e como seria viver uma eternidade de qualquer coisa, mesmo ao lado de alguém amado.
A impressão é que boa parte dessas ideias é deixada de lado em prol de focar no triângulo amoroso de Joan, Larry e Luke e mesmo aí a narrativa oferece algumas soluções fáceis, como Joan se dar conta que Luke não é um sujeito tão bacana quanto imaginava que eles não são tão compatíveis.
É uma pena, porque o material
tinha muito potencial. O resultado final não chega a ser ruim, Eternidade tem uma certa inventividade e
personagens carismáticos, mas fica a sempre a sensação de que não está à altura
de sua proposta.
Nota: 6/10
Trailer


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