terça-feira, 14 de abril de 2026

Crítica – Mike & Nick & Nick & Alice

 

Análise Crítica – Mike & Nick & Nick & Alice

Review – Mike & Nick & Nick & Alice
Filmes de gângster e ficção científica não é uma mescla comum entre filmes de gênero, mas é exatamente o que esse Mike & Nick & Nick & Alice ao contar uma história de mafiosos, delatores, traições e, sim, viagem no tempo. É uma ideia conduzida com um viés de comédia, embora nem todas as tentativas de humor sejam bem sucedidas.

De volta para o passado

A narrativa é protagonizada por Mike Ligeiro (James Marsden, de Paradise), um matador profissional que quer sair do mundo do mundo do crime. Ele também tem um caso com Alice (Adria Arjona), esposa de Nick (Vince Vaughn) e amigo de Nick. Mike e Alice vão aproveitar para passarem a noite juntos em um hotel, já que os membros da gangue estarão em uma festa comemorando a saída da cadeia do filho do chefão. Os planos de Mike são frustrados quando Nick aparece em sua porta e Mike teme que Nick descobriu e irá matá-lo. Mike se surpreende ao descobrir que Nick diz estar ali para protegê-lo porque o chefe da gangue Sosa (Keith David) acha que Mike foi quem entregou o filho dele.

Nick sabe que armaram para Mike e o leva junto para encontrarem um meio de resolverem a situação. As coisas mudam quando Nick pede a Mike para sequestrar uma pessoa e o matador dá de cara com Nick, outro Nick. É nesse momento que o Nick que bateu em sua porta diz que veio do futuro para impedir a morte Mike. Agora Mike, os dois Nicks e Alice iniciam uma corrida pela noite para salvar Mike.

O filme cria um submundo criminoso habitado por tipos excêntricos, como o festeiro Jimmy Boy (Jimmy Tatro), filho do chefão Sosa, o marombeiro Ryan (Lewis Tan) ou o tapado Tony (Arturo Castro). Muito da comédia vem de como essas personalidades pitorescas colidem ou da conduta bizarra deles. A narrativa também consegue ser criativa nas situações que cria ao redor dos dois Nicks protegendo Mike de um lendário matador de aluguel, principalmente depois que o Nick do presente descobre a traição de Mike e decide sabotar os esforços do Nick do futuro e de Alice.

O filme também diverte pelo exagero sangrento das cenas de ação, nas quais os personagens improvisam com objetos ao redor para encontrar maneiras inesperadas (e cheias de sangue) para despachar os inimigos. Por outro lado, incomoda o tanto que os diálogos tenta fazer piadas em cima de referências pop, mas nunca consegue ir além da mera citação, como se ouvir a menção de algo que conhecemos fosse automaticamente nos fazer rir. Em alguns momentos o filme não sabe quando parar e estende demais essas piadas, como na cena em que os personagens discutem a série Gilmore Girls. Imagino que a ideia era extrair humor da situação inesperada de ter esses matadores violentos conversando sobre um drama voltado ao público feminino, mas o texto não faz nada interessante com isso e ainda alonga a conversa mais do que deveria.

Assim, Mike & Nick & Nick & Alice consegue divertir pela sua mistura aloprada de gêneros, embora suas tentativas de fazer piadas com cultura pop nem sempre funcionem.

 

Nota: 6/10


Trailer


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