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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Crítica – Diya

 

Análise Crítica – Diya

Review – Diya
Um bom final muitas vezes nos faz perdoar algumas falhas do filme pelo impacto que causa ou pelo modo como recontextualiza muito do que vimos. De certa forma é isso que acontece com Diya, produção de Chade que em muitos momentos parece não conseguir entregar o que promete, mas redime parte de seus problemas com sua reviravolta final.

Lei de talião

A narrativa se passa em Jamena, capital de Chade, país da África central, e é centrada no motorista Dane (Ferdinand Mbaissané). Um dia Dane acidentalmente atropela uma criança, prestando socorro e se dispondo a pagar as despesas médicas da criança. Quando o garoto vem a óbito, Dane é preso por homicídio culposo. A família do menino morto, porém, evoca a Diya, um código de conduta do local que exige retribuição pelo sangue derramado, cobrando de Dane cinco milhões de francos como reparação pela morte do garoto. Se ele conseguir, o crime é considerado reparado e não vai a julgamento. Com a perspectiva de evitar a cadeia e não se afastar da esposa grávida ou do filho que está prestes a nascer, Dane inicia uma corrida contra o tempo para juntar o dinheiro no prazo dado de duas semanas.

O filme analisa os costumes locais e os problemas em ter uma sociedade na qual a retribuição é cobrada de maneira implacável. Dane tem que pagar essa dívida de sangue, mas perde seu emprego e quaisquer outros meios para conseguir dinheiro por conta própria. Mesmo o auxilio de sua vila, que tenta levantar o dinheiro mais por senso de dever do que por simpatia ao protagonista, já que muitos falam que ele não se importa muito com a comunidade, não é suficiente para dar conta do valor pedido e Dane vai agindo cada vez mais à margem da sociedade de modo a levantar a quantia.

Como é comum em narrativas sobre culturas distantes da nossa, há um certo grau de opacidade no modo como o filme retrata esses costumes e nem tudo será completamente entendido por uma audiência brasileira por conta disso. Na audiência informal em que o delegado de polícia apresenta a proposta da Diya para Dane, ele menciona os povos aos quais a família de Dane e a família da criança morta pertenciam e como, normalmente, aquela questão seria resolvida por líderes ou anciões desses povos. São elementos que não são devidamente explicados provavelmente porque a produção foi mais pensada para uma audiência local, não sendo didática ao apresentar o funcionamento daquela sociedade embora não chegue a prejudicar o entendimento dos elementos principais da narrativa.

Coletividade e individualidade

O principal problema, no entanto, é que apesar de se estruturar como uma corrida contra o relógio, o filme nunca nos faz sentir a urgência que a premissa evoca. Falta tensão na busca de Dane e, por isso, muito da trama não tem o peso dramático que deveria porque não sentimos o devido impacto do tempo de Dane se esgotando e das consequências que irão se impor ao protagonista. O miolo também tira o filme da discussão sobre comunidade e os impactos dessa tradição datada sobre um grupo inteiro de pessoas e foca mais no lado individual entrando nesse terreno mais comum do thriller do sujeito sozinho correndo contra o tempo para combater injustiças.

É só quando o filme chega perto do final que a narrativa pega o que parecia se encaminhar para um desfecho previsível e vira do avesso ao entregar uma reviravolta que muda tudo que pensávamos saber a respeito do que estava acontecendo. A guinada amplia a discussão sobre a Diya, mostrando como ela não é apenas um recurso brutal, como também os modos como se pode abusar dela e como mesmo alguém que seria beneficiado pela reparação dela, acaba prejudicado, como acontece com a mãe do garoto atropelado. O que era um conto moral sobre alguém lidando com as consequências de um erro se torna uma reflexão sobre a necessidade de manter certos costumes tradicionais.

Se o miolo do filme carece do devido impacto à corrida contra o relógio imposta ao protagonista, o desfecho marca pelo modo como reverte nossas expectativas e amplia as camadas de debate a respeito do costume da Diya.


Esse texto faz parte de nossa cobertura da Mostra de Cinemas Africanos 2026.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Crítica – Reacher: 4ª Temporada

 

Análise Crítica – Reacher: 4ª Temporada

Review – Reacher: 4ª Temporada
Chegando em sua quarta temporada, Reacher continua sendo uma série relativamente formulaica embora saiba trabalhar dentro dessas fórmulas. O terceiro ano ao menos tentou apresentar uma estrutura diferente ao colocar o protagonista para se infiltrar em uma organização criminosa. Esse quarto ano, por sua vez, retorna ao formato já conhecido de Reacher acidentalmente esbarrar em uma conspiração criminosa e ser injustamente incriminado.

Nunca chove na Filadélfia

Enquanto viaja pela Filadélfia, Reacher (Alan Ritchson) encontra uma mulher agitada em um metrô. Ele suspeita que ela pode ter uma bomba, mas ela revela ter apenas uma arma e quando Reacher se aproxima a mulher se suicida. Reacher é tratado como suspeito de assassinar a mulher e levado para uma delegacia na cidade. Agentes da CIA aparecem na delegacia questionando se a mulher deu um pen drive a Reacher. Se sentindo culpado por não ter ajudado a mulher e desconfiado de que haja uma conspiração para encobrir algo, Reacher decide investigar o caso e provar a própria inocência.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Crítica – Antártida

 

Análise Crítica – Antártida

Resenha Crítica – Antártida
A ideia por trás de Antártida é interessante, construir um thriller na remota Estação Antártica Comandante Ferraz no Polo Sul aproveitando o isolamento da região. O problema é a trama se enrola em alguns elementos da condução do mistério e também no modo como lida com temas sensíveis.

Encontros no fim do mundo

A trama se passa em 2012, ano em que houve, no mundo real, um incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz. Pesquisadores e militares passam meses isolados na estação e a narrativa começa quando uma nova leva de pessoas chega para trabalhar no local e entre eles está a jovem cientista Inês (Marina Ruy Barbosa). Depois de uma festa de confraternização Inês é encontrada desacordada do lado de fora da base e a médica Marina (Leandra Leal) encontra indícios de estupro na jovem. A subcomandante Elizabeth (Andrea Beltrão) assume a investigação por não confiar no comandante Barros (Antonio Calloni), cuja conduta tem se tornado cada vez mais errática nos últimos tempos.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Crítica – O Homem Que Sussurra

 

Análise Crítica – O Homem Que Sussurra

Review – O Homem Que Sussurra
É fácil ver as várias referências que O Homem Que Sussurra costura em sua narrativa, misturando uma estrutura similar à de O Silêncio dos Inocentes (1991), com um detetive precisando a ajuda de perigoso assassino preso para deter um serial killer, uma criança que vê pessoas que ninguém mais vê como em O Sexto Sentido (1999). Um criminoso que sequestra crianças e deixa vozes gravadas com em O Telefone Preto (2021) e daí por diante. Embora traga elementos consagrados do suspense e das narrativas policiais, o filme não faz nada interessante com isso.

Pecados dos pais

A narrativa acompanha Tom (Adam Scott, de Ruptura) um escritor de romances policiais que recentemente ficou viúvo e se mudou com o filho, Jake (Acston Luca Porto) para uma pequena cidade. Quando o garoto é sequestrado a polícia vê semelhanças com uma onda de crimes similares de décadas atrás. Apesar da detetive Beck (Michelle Monaghan) ver as semelhanças, seus colegas não creem na conexão. Ela procura o detetive aposentado Peter (Robert De Niro), que convenientemente é o pai de Tom, para ajudar na investigação. Peter supõe que o assassino que prendeu anos atrás, Frank (Michael Keaton), deve ter se comunicado com o novo assassino e tenta fazer Frank falar. Enquanto isso, Beck e Tom correm contra o tempo para tentar encontrar Jake.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Crítica – Pressão

 

Análise Crítica – Pressão

Review – Pressão
Inúmeras histórias reais sobre a Segunda Guerra Mundial já foram contadas. Talvez pela vastidão de histórias contadas, algumas soam menos interessantes. Esse é o caso de Pressão, que acompanha os meteorologistas responsáveis por fazer a previsão do tempo para o Dia D e contribuíram para o sucesso da invasão da Normandia.

Tempo fechado

A narrativa conta a história real do britânico James Stagg (Andrew Scott), meteorologista convocado para ajudar os aliados a planejar o ataque do Dia D. Faltando três dias para o ataque, Stagg crê que o dia previsto será de tempestade, mas o meteorologista do exército dos Estados Unidos, Irving Krick (Chris Messina), crê que será de tempo aberto. Com o tempo contra eles, o general Eisenhower (Brendan Fraser) os pressiona a ter certeza.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Crítica – Na Zona Cinzenta

 

Análise Crítica – Na Zona Cinzenta

Review – Na Zona Cinzenta
Impressionante como o diretor Guy Richie parece ter esquecido o que tornava seus filmes interessantes. Produções como Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998) ou Snatch: Porcos e Diamantes (2000) eram repletos de personagens, de espaços e figuras pitorescas, cuja excentricidade fazia tudo parecer descolado. Este Na Zona Cinzenta é o inverso, ele tenta ser descolado sem exibir qualquer senso de personalidade.

Dinheiro sujo

A figura central da trama é Rachel Wild (Eiza Gonzalez), uma advogada especializada em recuperar dinheiro para grandes bancos e empresas, operando tanto dentro quanto fora da legalidade (daí o título do filme). Ela é contratada por um banco para reaver uma grande quantia que sumiu nas mãos de um bilionário espanhol, Manny Salazar (Carlos Bardem). Para isso ela emprega os mercenários Sid (Henry Cavill) e Bronco (Jake Gyllenhaal) para sabotarem as operações de Salazar enquanto usa a lei para congelar as finanças dele.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Crítica – Soulm8te

 

Análise Crítica – Soulm8te


Review – Soulm8te
Quando escrevi sobre Submissão (2024) mencionei que era basicamente M3gan (2022), mas com uma robô sexual ao invés de uma robô criança. Aparentemente os produtores da franquia M3gan se deram conta da oportunidade e criaram Soulm8te, um derivado que é justamente a história de uma “robô acompanhante” que, como Megan, sai matando pessoas.

Amores artificiais

A narrativa é protagonizada por David (David Rysdahl) um programador viúvo e solitário que passa seus dias trabalhando e conversando com sua assistente virtual. Quando sua empresa se prepara para lançar uma “robô acompanhante” que usaria os dados das assistentes virtuais para moldar suas personalidades, David resolve testar a nova criação. Ele recebe em casa o protótipo que nomeia como Sara (Lily Sullivan), mas se frustra com o quão limitada e pouco espontânea é sua personalidade. Ele decide mexer na programação dela para tirar certos limitadores e fazê-la parecer mais humana. Obviamente a mudança deixa Sara livre para fazer o que bem entende e rejeitar a programação, criando problemas.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Crítica – Psycho Killer: Em Busca do Assassino

 

Análise Crítica – Psycho Killer: Em Busca do Assassino

Review – Psycho Killer: Em Busca do Assassino
Em alguns momentos me surpreendo com a capacidade de alguns filmes em serem ruins. Psycho Killer: Em Busca do Assassino é uma típica história de serial killer e de uma policial no seu encalço. É uma fórmula consolidada. A essa altura todo mundo tem alguma ideia do que faz uma história dessas funcionar e ainda assim esse filme falha em absolutamente tudo que tenta.

Assassino em fuga

A trama é protagonizada pela policial Jane (Georgina Campbell, do bacana Noites Brutais) que sai no encalço do assassino Slasher (James Preston Rogers) depois que ele mata seu marido, que também é policial. É um fiapo de roteiro que deveria servir para justificar perseguições e mortes, mas nem isso é bem executado.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Crítica – O Fim da Rua

Análise Crítica – O Fim da Rua

Review – O Fim da Rua
É curioso como em Hollywood muitas vezes ideias parecidas surgem ao mesmo tempo. Não faz nem uma semana que chegou na Netflix o suspense A Última Casa, que fala de uma família tendo seu cotidiano interrompido quando uma estranha crise os ameaça e ficam presos em casa. Agora chega aos cinemas O Fim da Rua, também sobre uma família lidando com uma ameaça estranha que transporta o seu bairro para um local estranho e agora precisam se proteger em casa. Ambos partem de elementos similares, mas os desenvolvem de maneira diferente embora nenhum dos dois seja particularmente bom.

Mundo perdido

A narrativa começa na década de 80 com a família de Greg (Ewan McGregor) e Denise (Anne Hathaway). O casamento deles está em crise e os filhos Audrey (Maisy Stella) e Brian (Christian Convery, de Sweet Tooth) notam que o fim pode ser eminente. Um dia, durante uma forte chuva, o bairro em que moram é tomado por uma estranha luz e na manhã seguinte eles descobrem que o bairro está no meio de uma floresta pré-histórica, tomada por dinossauros. Agora a família precisa encontrar um meio de sobreviver.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Crítica – Sugar: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Sugar: Segunda Temporada

Review – Sugar: Segunda Temporada
A primeira temporada de Sugar começa como um interessante noir contemporâneo acompanhando o detetive cinéfilo John Sugar em casos de pessoas desaparecidas em Los Angeles. Uma reviravolta no meio da temporada, no entanto, muda a série ao revelar que ele é um alienígena e que a presença dele e de seu povo foi descoberta. A mudança causou reações polarizadas, mas, geral, gosto da primeira temporada e fiquei curioso como esse segundo ano ia abordar as consequências dessa guinada.

Cidade dos anjos e demônios

A temporada começa aparentemente resolvendo rapidamente o gancho do primeiro em que Sugar (Colin Ferrell) descobria que sua irmã estava viva. Digo aparentemente porque é muito óbvio que é um despiste, mas o que incomoda mesmo é que isso meio que retorna o personagem ao seu status quo de atuar como detetive em casos de desaparecimento. Dessa vez o detetive é incumbido de ajudar o boxeador Danny Moon (Jin Ha) a encontrar seu irmão desaparecido, Danny (Raymond Lee).

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Crítica – A Última Casa

 

Análise Crítica – A Última Casa

Review – A Última Casa
Mesmo depois de quase seis anos do início da pandemia, ainda sentimos os impactos daquele período por conta do confinamento e dos temores constantes de uma ameaça que não vemos e não compreendemos exatamente. A Última Casa dialoga um pouco com esses sentimentos, mas leva sua premissa a direções pouco interessantes.

Confinamento familiar

A narrativa acompanha a família de Jason (Wagner Moura) e Ann (Greta Lee). Uma estranha chuva cria uma barreira ao redor das casas e as pessoas ficam presas dentro de suas residências sem conseguir sair e sem qualquer contato com o mundo, já que sinais de tv, rádio ou internet deixam de funcionar. Agora o casal precisa pensar em como gerenciar os recursos que tem, lidando com o confinamento e os dois filhos.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Crítica – Elize: Sombras de Uma Mulher

 

Análise Crítica – Elize: Sombras de Uma Mulher

Review – Elize: Sombras de Uma Mulher
Ocorrido em 2012, o assassinato cometido por Elize Matsunaga chocou o país por ela ter matado o marido, herdeiro da empresa Yoki, esquartejado o corpo e desovado os pedaços no mato. Na última década inúmeras produções foram feitas sobre o crime, desde episódios de séries dedicadas a crimes reais, passando por longas documentais, mas até agora não tinha sido feito um longa ficcional. A questão que vinha à mente ao me aproximar deste Elize: Sombras de Uma Mulher é se ainda há algo a acrescentar a essa história e se o longa faria isso. Depois de ver o filme a impressão é de que não.

Inimigo íntimo

A trama segue Elize (Lorena Comparato) a partir do momento em que ela conhece Marcos (Henrique Kimura) quando trabalhava como prostituta até o momento da prisão dela pelo assassinato. O principal problema do filme é o quanto os personagens são construídos de maneira superficial. Desde a primeira cena do filme em que vemos Marcos e Elize num quarto o filme já deixa claro o quanto Marcos é escroto com ela e a vê como objeto e isso é basicamente o personagem inteiro. Não que seja um retrato equivocado, por tudo que já foi divulgado do caso ele provavelmente era um babaca mesmo, mas se a ideia é entender o que levou ao crime fazer dele uma figura unidimensional não ajuda a uma maior compreensão.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Drops – A Boca do Diabo

 

Análise Crítica – A Boca do Diabo

Review – A Boca do Diabo
Pelo material de divulgação A Boca do Diabo parecia um filme de tubarão que não se levava muito a sério e pudesse ser divertido. Infelizmente o resultado é o exato oposto. É um material que claramente se prestaria a algo mais farofa e que cai na besteira de querer ser sério.

Abismo do medo

Dirigida por Jeff Wadlow (de bombas como A História Real de um Assassino Falso ou o reboot de A Ilha da Fantasia), a trama conta a história de um grupo de jovens viajando pela Tailândia. Max (Lana Condor) consegue para o grupo um passeio para um antigo conjunto de cavernas conhecido como “a boca do diabo”. O grupo acha que vai ser um passeio tranquilo, mas Sara (Kathryn Newton) vai preparada para alguns possíveis perigos. O que eles não esperavam é que o labiríntico sistema e cavernas estava sendo ocupado por um tubarão e agora eles precisam dar um jeito de escapar.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Crítica – Prazer Máximo Garantido

 

Análise Crítica – Prazer Máximo Garantido

Review – Prazer Máximo Garantido
Fui assistir a série Prazer Máximo Garantido pela Tatiana Maslany e acabei ficando pela mistura envolvente entre suspense e comédia que a série faz, misturando uma trama de conspiração com o cotidiano de uma mãe divorciada. Nem todos os seus elementos, no entanto, são bem amarrados e a série produzida pela AppleTV tem sua parcela de problemas.

Ponto de ebulição

Paula (Tatiana Maslany) é uma mulher divorciada em meio a uma batalha pela custódia da filha com o ex-marido, Karl (Jake Johnson). Ela mantem uma relação com o camboy Trevor (Brandon Flynn), mas durante uma das sessões ela vê Trevor ser agredido e sequestrado. Paula entra em contato com a polícia e a detetive Gonzalez (Dolly de Leon) avisa que é provavelmente um esquema para tirar dinheiro dela. Logo Paula começa a receber ligações de Trevor, dizendo que está devendo dinheiro e que precisa da ajuda de Paula. Ela ignora, mas conforme as ligações começam a atrapalhar seu cotidiano, decide ir tirar satisfação com Trevor. Depois de descobrir onde ele mora, Paula chega no apartamento do camboy para encontrá-lo morto, entrando acidentalmente em uma perigosa conspiração.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Crítica – O Frio da Morte

 

Análise Crítica – O Frio da Morte

Review – O Frio da Morte
Confesso que fiquei surpreso ao ver Emma Thompson protagonizando um suspense no qual ela precisa resgatar uma garota sequestrada enquanto sobrevive à paisagem erma do norte dos Estados Unidos. Não é o tipo de produção que a atriz britânica costuma protagonizar, mas O Frio da Morte se beneficia da presença dela.

Isolamento gelado

Acompanhamos Barb (Emma Thompson), uma viúva enlutada que viaja a um lago congelado em Minesotta para espalhar as cinzas do marido. Enquanto se aproxima do lago ela testemunha um homem (Marc Menchaca, de Ozark) levando uma garota a força para uma cabana isolada. Ela o segue e vê que a garota está sendo mantida em cativeiro no porão. Barb então decide fazer alguma coisa para ajudar, se colocando em colisão contra o homem e a esposa (Judy Greer), que parece ser a mente da operação.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Crítica – Manual de Assassinato Para Boas Garotas: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Manual de Assassinato Para Boas Garotas: Segunda Temporada

Review – Manual de Assassinato Para Boas Garotas: Segunda Temporada
Quando escrevi sobre a primeira temporada de Manual de Assassinato Para Boas Garotas mencionei como a série conduzia corretamente sua trama de mistério, mas não conseguia trazer nada que realmente capturasse nossa atenção. Fui assistir essa segunda temporada esperando algo melhor, mas o resultado é igualmente insosso.

Investigação morna

A jovem Pippa (Emma Myers, de Wandinha) lida com as consequências da temporada anterior conforme o julgamento do estuprador Max (Henry Ashton) está prestes a começar. Ao mesmo tempo, surge um novo mistério quando Jamie (Eden H. Davies), um garoto local, desaparece. De início Pippa desconfia que isso pode estar conectado com o julgamento de Max, que parece disposto a qualquer coisa para evitar a condenação, mas quanto mais investiga, mais descobre outras tramas em jogo.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Crítica – Backrooms: Um Não-Lugar

 

Análise Crítica – Backrooms: Um Não-Lugar

Review – Backrooms: Um Não-Lugar
O conceito de backrooms, espaços liminares expandidos infinitamente que guardam horrores em seus corredores, nasceu como meme na internet. O diretor Kane Parsons explorou essas ideias em forma de curta-metragem e agora transforma o conceito em um longa neste Backrooms: Um Não-Lugar. É uma ideia promissora que infelizmente não rende algo muito interessante.

Limiar coletivo

A trama acompanha Clark (Chiwetel Ejiofor), um sujeito solitário e frustrado que é dono de uma loja de móveis. Um dia ele descobre uma espécie de portal no porão de sua loja. Quando o atravessa vai parar em um espaço que parece um grande galpão ou prédio de escritórios, com cores neutras e luzes frias, e se estende infinitamente aparentemente sem propósito algum. Ele conta isso para sua terapeuta, Mary (Renate Reinsve, de Valor Sentimental), que acha que tudo é uma fantasia do paciente. Quando Clark desaparece, no entanto, Mary vai até a loja procurá-lo e acaba entrando no portal.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Crítica – Obsessão

 

Análise Crítica – Obsessão

Review – Obsessão
É interessante quando um filme pega um tropo conhecido e o desloca em termos de gênero narrativo e o que tem a dizer sobre ele. A premissa da “poção/feitiço” do amor já foi usada em inúmeras comédias e filmes românticos, mas em Obsessão o diretor Curry Barker desloca a história para o horror e também mudando o olhar que tem para o protagonista desse tipo de história.

Cuidado com o que deseja

Bear (Michael Johnston) é um jovem tímido que trabalha em uma loja de instrumentos musicais e é apaixonado desde a época de escola pela colega de trabalho Nikki (Inde Navarrette). Seu melhor amigo, Ian (Cooper Tomlinson), o instiga a se declarar para ela, já que Nikki parece ver Bear só como amigo. Quando chega o momento dele se declarar para ela em uma festa, Bear perde a coragem percebendo que ela não tem interesse nele. Sem esperanças, ele decide usar um artefato que comprou em uma loja esotérica, um galho que supostamente atende o desejo que você faz quando o quebra. Bear deseja que Nikki o ame mais do que qualquer coisa do mundo e ela imediatamente passa a idolatrá-lo.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Crítica – Rio de Sangue

 

Análise Crítica – Rio de Sangue

Review – Rio de Sangue
O cinema brasileiro já desenvolveu uma produção constante de determinados gêneros, como a comédia ou os filmes biográficos. Outros gêneros, como o terror ou o suspense tem uma produção inconstante. Este Rio de Sangue é um thriller que também tenta comentar sobre questões ecológicas, ainda que nem sempre seja bem sucedido.

Vil metal

A trama segue Patrícia (Giovanna Antonelli), uma policial civil que mata o irmão de um chefão do crime organizado durante um tiroteio. Temendo retaliação, seus companheiros sugerem que ela desapareça por um tempo e Patrícia viaja ao Pará para visitar a filha, Luiza (Alice Wegmann), que atua como médica em comunidades indígenas. Durante uma visita a uma comunidade afetada pelo garimpo ilegal da região, a aldeia é atacada por garimpeiros que matam uma garota indígena. Um dos jagunços dos garimpeiros é feridos por flechas e Luiza é levada para tratar o rapaz, que é filho do líder do garimpo, Polaco (Antonio Calloni). Agora Patrícia precisa entrar no território indígena sozinha, sem apoio das autoridades, para resgatar a filha.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Crítica – As Ovelhas Detetives

 

Análise Crítica – As Ovelhas Detetives

Review – As Ovelhas Detetives
Uma trama investigativa protagonizada por um rebanho de ovelhas que tenta desvendar o assassinato de um humano é uma trama tão insólita que chega ser irresistível de conferir. As Ovelhas Detetives poderia apenas se apoiar na estranheza do conceito, mas consegue contar uma envolvente história sobre pertencimento e família em meio a sua narrativa de mistério.

O bom pastor

O pastor Greg (Hugh Jackman) cuida de suas ovelhas com carinho, cultivando apenas a lã delas e se recusando a abatê-las. Ele lê toda noite para elas livros de mistério, que fascinam as criaturas. Quando Greg é misteriosamente assassinado e o rebanho corre risco de ser levado a um abatedouro, as ovelhas decidem investigar o crime, já que Tim (Nicholas Braun, de Succession) o aparvalhado policial da pequena cidade em que moram não parece capaz de lidar com a tarefa. A líder das ovelhas é Lily (Julia Louis-Dreyfus), a quem Greg considerava a mais inteligente, sendo ajudada pelo rebelde Tião (Bryan Cranston) e por Mimoso (Chris O’Dowd), uma ovelha que tem uma memória infalível.