Dirigido por Mary Bronstein, Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
transita entre o horror, a comédia, o drama e o surrealismo para acompanhar a
ansiedade constante da maternidade, em especial quando uma mãe tenta lidar com
tudo sozinha, cuidando da filha, tendo uma profissão e ainda lidando com os
problemas do lar. É um exame angustiante de uma mulher em crise que não dá ao
espectador ou a sua protagonista um instante para respirar.
Crise maternal
A narrativa é protagonizada por
Linda (Rose Byrne) uma mulher lidando com uma misteriosa doença que acomete a
filha, obrigando a garota a usar uma sonda. Ela também se encontra morando em
um quarto de hotel, já que o teto de seu apartamento desabou por conta de mofo
e de encanamento defeituoso. Ela lida com tudo isso sozinha já que o marido
(Christian Slater) é um militar que trabalha longe. Linda trabalha como
terapeuta e uma de suas pacientes, a jovem mãe Caroline (Danielle Macdonald),
desaparece no meio de uma sessão e deixa seu bebê no consultório. Linda faz
terapia para tentar enfrentar todas essas crises, mas sente que seu terapeuta
(Conan O’Brien) não dá a mínima para ela.