Crime em família
O agente Ray (Dave Bautista) e seu parceiro Washburn (Bobby Cannavale) trabalham para a DEA em El Paso e investigam um perigoso cartel operando na cidade. As coisas se complicam quando o cartel passa a ser alvo de roubos e a dupla tenta investigar quem os está atacando. O que Ray não sabe é que a gangue é liderada por seu filho, Cody (Jack Champion, o Spider de Avatar). Cody e outros colegas de escola, também filhos de agentes do DEA passaram a usar o equipamento dos pais para roubar o cartel depois que o pai de outro colega foi morto durante a operação. Vendo que o DEA não daria apoio financeiro à família do falecido, Cody e os amigos decidiram roubar o cartel para dar a família deles meios para sobreviverem.
Inicialmente parece que o filme vai comentar como os agentes que arriscam suas vidas no cumprimento do dever e suas famílias são deixadas à míngua pelo Estado pelo qual se sacrificam, mas isso logo é deixado de lado e o filme tem muito pouco a dizer sobre o tema. Assim que os assaltos começam, tudo rapidamente se desenvolve em uma série de coincidências convenientes e eventos pouco críveis.
O assalto inicial a uma boca de fumo de bandidos pés de chinelo é até aceitável. As ações mais ousadas do bando de Cody, por outro lado, pedem muita boa vontade do espectador para acreditarmos que um bando de adolescentes usando equipamento não letal conseguiria tomar tão fácil carregamentos de dinheiro do cartel, principalmente quando eles já estavam cientes dos roubos. Como nenhum dos veículos transportando dinheiro era rastreado? Também é difícil embarcar na ideia de que Ray suspeita do filho, mas não o confronta considerando o quanto o filme constrói a preocupação que o agente tem pela segurança do garoto. Tem uma série de outros problemas, mas, sinceramente, não vale a pena gastar minha energia pensando neles.
Tony Dalton (o Lalo de Better Call Saul) e Kate Del Castillo são desperdiçados com dois narcotraficantes genéricos e mesmo Bautista ou Bobby Cannavale não tem muito o que fazer com seus personagens inanes. O mesmo pode ser dito do elenco jovem, em especial de Sophia Lillis como uma das integrantes do bando de Cody. A ação consiste de alguns tiroteios burocráticos em que nunca sentimos que Ray está realmente em perigo que são prejudicados pelos excessos de montagem e câmera chacoalhando.
Nota: 4/10
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