sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Crítica – Destruição Final 2

 

Análise Crítica – Destruição Final 2

Review – Destruição Final 2
Considerando as bombas que Gerard Butler vem fazendo, Destruição Final: O Último Refúgio (2021) era uma produção competente, que reproduzia muitos lugares comuns de filmes catástrofe, mas ao menos acertava ao focar no elemento humano. Já sua continuação Destruição Final 2 (aparentemente a primeira destruição não foi definitiva o suficiente), ignora o que o primeiro fez bem e entrega algo bem pior.

Destruição vazia

Cinco anos depois dos eventos do primeiro filme, a paisagem da Terra mudou radicalmente depois da queda do cometa. O clima mudou em muitos lugares, impossibilitando a vida, a radiação aumentou em vários territórios e chuvas de meteoros ainda atingem o planeta. John (Gerard Butler) vive com sua família, a esposa Allison (Morena Baccarin) e o filho Nathan (Roman Griffin Davis, de Jojo Rabbit), no bunker no qual se abrigaram no fim do filme anterior, mas quando uma catástrofe atinge o local são obrigados a fugir para a Europa. Lá eles decidem ir até a cratera onde o principal cometa caiu cinco anos atrás, já que sondagens indicam que o local se tornou um vale habitável.

O que segue é a típica corrida contra o tempo para chegar no local seguro, desprovida de qualquer desenvolvimento de personagem ou interação capaz de despertar o interesse do espectador. A revelação que John está com os dias contados e que essa é sua motivação para levar a família até a cratera é bem previsível e nunca é explorada de maneira consistente como drama. As reflexões sobre a natureza humana frente a destruição e a importância da cooperação são deixadas de lado em prol de um cenário apocalíptico genérico no qual é cada um por si, não muito diferente de tantos outros filmes apocalípticos por aí.

As cenas de destruição são um borrão de computação gráfica ruim e ausência de qualquer impacto emocional. Primeiro porque nunca temos a sensação de que os protagonistas podem de fato morrer. Segundo que quem morre são um bando de figurantes ou pessoas geradas por computação gráfica pelas quais a narrativa não construiu qualquer envolvimento do espectador, então fica difícil se importar com qualquer coisa que aparece em tela. Não ajuda que muitos desses desastres aparecem de maneira aleatória, não há uma antecipação, uma construção de suspense em relação ao que pode acontecer, simplesmente começa a chover meteoros ou qualquer outra coisa do nada, fazendo tudo soar como um dispositivo de roteiro para mover a história adiante.

Sem nada a dizer sobre essa destruição e incapaz de sequer transformar as imagens de catástrofe em algo visualmente interessante ou criativo, Destruição Final é só uma colagem vazia de cenas jogadas a esmo na tela.

 

Nota: 3/10


Trailer

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