quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Piores filmes de 2025

 

Worst movies of 2025

Em 2025 eu acabei vendo menos filmes do que em anos anteriores por ter sido um ano mais corrido profissionalmente. Por conta disso fui mais seletivo no que assisti, o que não significa que eu não tenha encarado (voluntariamente ou ignorantemente) algumas produções verdadeiramente horrendas. Alguns filmes dessa lista me surpreenderam com o tanto que são ruins. Como fiz em outros anos e como faço na lista de melhores do ano, minha lista leva em consideração filmes que foram lançados comercialmente no Brasil (em cinema ou streaming) ao longo de 2025. Vamos aos piores do ano.

 

10) A Mulher no Jardim

Análise Crítica – A Mulher no Jardim

Um terror tão preocupado com simbolismos, subtextos e mensagens subjacentes que se esquece de ser um filme de terror e nem mesmo o exame psicológico dos traumas de sua protagonista consegue executar direito.

 

9) Confinado

Análise Crítica – Confinado

Remake de um filme argentino, Confinado tenta construir um suspense em cima de conflitos de classe social, mas desenvolve uma narrativa arrastada, desprovida de tensão e uma reflexão pedestre sobre ricos e pobres.


8) Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado

Análise Crítica – Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado

Tentativa de reboot da franquia de terror da década de 90, essa nova versão apresenta um novo grupo de protagonistas completamente esquecível, uma trama cheia de reviravoltas estúpidas e nem mesmo o gore das mortes consegue impactar.

 

7) Família, Pero no Mucho

Análise Crítica – Família, Pero no Mucho

Comédia estrelada por Leandro Hassum que recicla um monte de piadas velhas de argentinos que já soariam datadas se esse filme fosse feito uns vinte anos atrás. Uma comédia de uma piada só, sendo que essa única piada sequer é boa.


6) The Alto Knghts: Máfia e Poder

Análise Crítica – The Alto Knights: Máfia e Poder

Dirigido pelo veterano Barry Levinson e trazendo Robert De Niro em um papel duplo, o filme tenta ser uma história de máfia nos moldes de Os Bons Companheiros, mas o resultado é um desastre no nível de Gotti.

 

5) The Electric State

Análise Crítica – The Electric State

Os irmãos Russo seguem sua onda de filmes esquecíveis em sua fase pós-Vingadores com o descartável Electric State. É uma colagem sem alma de várias tendências do cinema recente (nostalgia, distopias), atores que em evidência e temas relevantes (preconceito, dominação tecnológica), sem juntar isso em um todo coeso. É um filme que soa desesperado para agradar vários públicos e não agrada ninguém.


4) O Homem Que Quer Viver ParaSempre

Análise Crítica – O Homem Que Quer Viver Para Sempre

Documentário da Netflix sobre o bilionário maluco que tenta todo tipo de terapia para não envelhecer, tipo trocar de sangue com o filho. Ao invés de examinar o que move alguém a esses extremos ou então ponderar sobre os problemas das pseudociências que ele vende, o filme apenas dá um palanque para que ele divulgue todo tipo de maluquice, funcionando como uma grande publicidade para ele, sem qualquer dimensão crítica.


3)Nas Terras Perdidas 

Análise Crítica – Nas Terras Perdidas

Um filme de ação perdido em maneirismos datados, trama previsível, personagens sem graça e efeitos visuais que parecem saídos de um videogame de duas gerações atrás. Podia ser uma farofa divertida, mas é só chato.

 

2) Ameaça no Ar

Análise Crítica – Ameaça no Ar

Filme que seria o “retorno” de Mel Gibson como diretor, o resultado é uma narrativa estúpida, cujas reviravoltas são tão ruins que tenta fazer da revelação da calvície do vilão como um grande momento, além de uma performance tão histriônica de Mark Wahlberg que faz o antagonista parecer ridículo ao invés de ameaçador.

 

1)   Guerra dos Mundos

Análise Crítica – Guerra dos Mundos

Filmado durante a pandemia e narrando a história através do computador do protagonista, essa nova versão de Guerra dos Mundos poderia usar a inesperada invasão alienígena como metáfora para o horror invisível da COVID-19. O que ele entrega, no entanto, é uma performance entediada do ator Ice Cube reagindo a coisas na tela, uma história que não faz sentido e um desfecho que é uma publicidade cínica da Amazon. É tão ruim que além de ser o pior de 2025, talvez seja também o pior de 2026, já que dificilmente alguma outra produção desse ano que inicia consiga entregar algo de nível tão baixo que mal consiga ser enquadrado como cinema tal como Guerra dos Mundos faz.

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