Em 2025 eu acabei vendo menos
filmes do que em anos anteriores por ter sido um ano mais corrido
profissionalmente. Por conta disso fui mais seletivo no que assisti, o que não
significa que eu não tenha encarado (voluntariamente ou ignorantemente) algumas
produções verdadeiramente horrendas. Alguns filmes dessa lista me surpreenderam
com o tanto que são ruins. Como fiz em outros anos e como faço na lista de melhores do ano, minha lista leva em
consideração filmes que foram lançados comercialmente no Brasil (em cinema ou
streaming) ao longo de 2025. Vamos aos piores do ano.
Um terror tão preocupado com simbolismos, subtextos e mensagens subjacentes que se esquece de ser um filme de terror e nem mesmo o exame psicológico dos traumas de sua protagonista consegue executar direito.
9) Confinado
Remake de um filme argentino, Confinado tenta construir um suspense em
cima de conflitos de classe social, mas desenvolve uma narrativa arrastada,
desprovida de tensão e uma reflexão pedestre sobre ricos e pobres.
8) Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado
Tentativa de reboot da franquia de terror da década de 90, essa nova versão apresenta um novo grupo de protagonistas completamente esquecível, uma trama cheia de reviravoltas estúpidas e nem mesmo o gore das mortes consegue impactar.
Comédia estrelada por Leandro
Hassum que recicla um monte de piadas velhas de argentinos que já soariam
datadas se esse filme fosse feito uns vinte anos atrás. Uma comédia de uma
piada só, sendo que essa única piada sequer é boa.
6) The Alto Knghts: Máfia e Poder
Dirigido pelo veterano Barry Levinson e trazendo Robert De Niro em um papel duplo, o filme tenta ser uma história de máfia nos moldes de Os Bons Companheiros, mas o resultado é um desastre no nível de Gotti.
Os irmãos Russo seguem sua onda
de filmes esquecíveis em sua fase pós-Vingadores com o descartável Electric State. É uma colagem sem alma
de várias tendências do cinema recente (nostalgia, distopias), atores que em
evidência e temas relevantes (preconceito, dominação tecnológica), sem juntar
isso em um todo coeso. É um filme que soa desesperado para agradar vários
públicos e não agrada ninguém.
4) O Homem Que Quer Viver ParaSempre
Documentário da Netflix sobre o
bilionário maluco que tenta todo tipo de terapia para não envelhecer, tipo
trocar de sangue com o filho. Ao invés de examinar o que move alguém a esses
extremos ou então ponderar sobre os problemas das pseudociências que ele vende,
o filme apenas dá um palanque para que ele divulgue todo tipo de maluquice,
funcionando como uma grande publicidade para ele, sem qualquer dimensão
crítica.
Um filme de ação perdido em maneirismos datados, trama previsível, personagens sem graça e efeitos visuais que parecem saídos de um videogame de duas gerações atrás. Podia ser uma farofa divertida, mas é só chato.
2) Ameaça no Ar
Filme que seria o “retorno” de Mel Gibson como diretor, o resultado é uma narrativa estúpida, cujas reviravoltas são tão ruins que tenta fazer da revelação da calvície do vilão como um grande momento, além de uma performance tão histriônica de Mark Wahlberg que faz o antagonista parecer ridículo ao invés de ameaçador.
Filmado durante a pandemia e
narrando a história através do computador do protagonista, essa nova versão de Guerra dos Mundos poderia usar a
inesperada invasão alienígena como metáfora para o horror invisível da
COVID-19. O que ele entrega, no entanto, é uma performance entediada do ator
Ice Cube reagindo a coisas na tela, uma história que não faz sentido e um
desfecho que é uma publicidade cínica da Amazon. É tão ruim que além de ser o
pior de 2025, talvez seja também o pior de 2026, já que dificilmente alguma
outra produção desse ano que inicia consiga entregar algo de nível tão baixo
que mal consiga ser enquadrado como cinema tal como Guerra dos Mundos faz.











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