Se beber, não case
A trama gira em torno de Joe (Kevin Hart), um executivo de publicidade cujo emprego está por um fio. Quando ele é acidentalmente adicionado em um grupo de texto de jovens de vinte e poucos anos organizando uma despedida de solteiro. Joe vê isso como uma oportunidade de se conectar com os jovens e se prontifica para pagar as despesas da festa se os jovens deixarem ele participar. Assim, Joe vai para Miami encontrar Mason (Mason Gooding), o noivo, Nick (Marcello Hernandez), o melhor amigo do noivo, e outros dois amigos, Repetente (Kam Patterson) e Hunter (Ben Marshall). Obviamente confusões acontecem, principalmente quando Joe é confundido por traficantes locais como um criminoso tentando tomar o território deles.
De certa forma segue muitos elementos típicos desse tipo de comédia, com um protagonista babaca, ensimesmado e focado na “grande apresentação” do trabalho aprendendo a sair da própria cabeça e construindo uma amizade com esses jovens que só pensava em usar. Do mesmo modo, o conflito entre Nick, que teme perder o melhor amigo agora que ele irá casar, e Mason é igualmente previsível. A trupe liderada por Nick é um conjunto de sujeitos unidimensionais, com Nick sendo o típico moleque imaturo que só pensa em festas ou Hunter sendo definido apenas pela fossa por ter sido traído pela namorada.
Se os movimentos da trama são previsíveis, ao menos os caminhos até isso não o são. Um problema de muitas comédias besteirol dos últimos anos (como Tomando Rumo ou Bola Pra Cima) é que falta um senso de absurdo e aqui o filme consegue fazer isso (assim como o recente Noite da Pizza) e nos pegar de surpresa com a maluquice que nos apresenta. Da gangue de assaltantes disfarçadas de garotas festeiras lideradas por Megan Suri (de Eu Nunca...), passando pelos contrabandistas de carne de baleia ou a inesperada lição de vida que Joe recebe do gângster vivido por Andy Garcia, o filme entrega maluquice suficiente para construir o clima aloprado que se espera desse tipo de produção.
Esse senso de absurdo também está presente em algumas inesperadas cenas de ação, como a divertida luta de Joe com as ladras dentro de uma limusine ou o segmento em que ele encontra com o comediante Katt Williams (interpretando a si mesmo) e os dois saem no braço dentro de um iate. Além da comicidade física da luta em si, o confronto é engraçado pelo contexto extrafílmico, já que Williams e Hart trocaram farpas publicamente durante algum tempo.
Mesmo não saindo muito do traçado
típico de comédias, 72 Horas em Miami ao
menos é aloprado o suficiente para divertir.
Nota: 6/10
Trailer


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