Aventura descartável
Na trama Din Djarin (Pedro Pascal) está atuando como caça recompensas para a Nova República, caçando oficiais remanescentes do Império. Seu mais recente trabalho o coloca em contato com os Hutts, que desejam que ele resgate Rotta (Jeremy Allen White, de O Urso), filho e único herdeiro de Jabba The Hutt. Em troca do resgate, os Hutts forneceriam a localização de um importante oficial imperial. Ao lado do pequeno Grogu e auxiliado por Zeb Orrelios (Steve Blum, que já tinha feito a voz do personagem em Star Wars Rebels).
É uma aventura competente, com algumas boas cenas de ação, como a que abre o filme ou o ataque ao oficial imperial Coin. O design das criaturas chama a atenção pela criatividade, como a enorme serpente albina no poço dos Hutts ou os seres que Din encontra em uma arena. Os méritos do filme, no entanto, param por aí.
A série se construía na evolução da dinâmica entre o mandaloriano e Grogu, com Din aprendendo a ser um pai e mentor para a pequena criatura, enquanto Grogu aprimorava seu domínio da força e aprendia a ser um auxiliar nas aventuras do mandaloriano. O filme, por sua vez, não demostra qualquer esforço em aprofundar ou trazer novos elementos a essa dinâmica. Tudo é igual à série e ao longo do filme não há um aprendizado ou crescimento significativo para esses personagens.
A impressão é que o filme pegou algum roteiro rejeitado da série e alongou sua duração para caber em um longa metragem, já que tudo soa como a “aventura da semana” da série, oferecendo mais um caso para o protagonista resolver sem, no entanto, trazer nada para movê-lo adiante ou alterar o status quo. Essa impressão é reforçada pelos problemas de ritmo do filme, já que em sua segunda metade, quando Din é capturado pelos Hutts, a impressão é que a trama se alonga mais do que deveria. O filme ainda desperdiça Jeremy Allen White, já que sua voz é tão modificada que não faz muita diferença ele estar ali.
Com uma trama que se arrasta em
uma duração excessiva e pouco acrescenta aos personagens, O Mandaloriano e Grogu não consegue justificar sua própria
existência, entregando uma aventura que até diverte, mas é esquecível.
Nota: 5/10
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