A Academia de Artes e Ciências
Cinematográficas divulgou hoje os indicados ao Oscar 2026. O filme Pecadores lidera em número de
indicações, concorrendo em dezesseis categorias, seguido por Uma Batalha Após a Outra que recebeu
treze indicações. O filme brasileiro O Agente Secreto igualou o recorde de Cidade
de Deus como o filme nacional com mais indicações, disputando quatro
categorias, incluindo melhor filme, melhor filme em língua estrangeira e melhor
ator para Wagner Moura. Além disso, o brasileiro Adolpho Veloso concorre ao
Oscar de melhor fotografia pelo filme Sonhos de Trem. A cerimônia do Oscar acontecerá em 15 de março. Confiram abaixo a
lista completa de indicados.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Conheçam os indicados ao Oscar 2026
Doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea, pesquisador da área de cinema, mas também adora games e quadrinhos.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Crítica – Família de Aluguel
Performance cotidiana
A narrativa é protagonizada por Philip (Brendan Fraser), um ator dos Estados Unidos que mora há anos no Japão e cuja carreira está estagnada. As coisas mudam para ele quando vai trabalhar na empresa de Shinji (Takehiro Hira, de Monarch: Legado de Monstros) que contrata atores para atuarem como “familiares de aluguel” para seus clientes. Boa parte desses serviços visa contornar tradições rígidas da vida familiar japonesa. Uma jovem lésbica contrata Philip para posar como seu marido para os pais para finalmente poder sair do país e viver com a namoradas. Maridos adúlteros contratam as atrizes para se passarem por suas amantes para pedir perdão às esposas sem precisar expor suas amantes reais. Uma mãe pede a Philip para se passar por seu marido para que sua filha tenha chance em entrar em uma escola de prestígio, já que uma mãe solteira não seria bem vista.
Doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea, pesquisador da área de cinema, mas também adora games e quadrinhos.
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Crítica – Dinheiro Suspeito
A cor do dinheiro
A narrativa é levemente baseada na história real de agentes de Narcóticos da Flórida que encontraram mais de vinte milhões de dinheiro de tráfico de drogas guardado em uma casa. Aqui a trama é protagonizada por Dane (Matt Damon), o segundo no comando de sua unidade que assume a liderança depois que sua capitã, Jackie (Lina Esco), é assassinada em uma emboscada ainda não investigada. Dane leva sua unidade a uma casa nos subúrbios depois de supostamente receber uma denúncia de que o local guardava dinheiro dos cartéis. Chegando lá, a única habitante é Desi (Sasha Calle, a Supergirl de Flash) que diz não saber nada do dinheiro. Investigando o local, descobrem ainda mais dinheiro do que a denúncia inicial sugeria e logo eles sabem que virarão alvos. Dane decide seguir o protocolo de contar o dinheiro no local e depois chamar o comando para vir pegá-los, mas o tempo para contar tanto dinheiro significa mais tempo para as coisas darem errado, seja em termos dos donos do dinheiro aparecerem, seja porque os membros da unidade podem se interessar em ficar com parte do valor.
Doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea, pesquisador da área de cinema, mas também adora games e quadrinhos.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Crítica – Song Sung Blue: Um Sonho a Dois
Música em família
A trama se baseia na história real do casal Mike (Hugh Jackman) e Claire (Kate Hudson) Sardina, duas pessoas de meia idade que se apaixonam pelo desejo de viver de música e juntos formam uma banda-tributo a Neil Diamond que faz muito sucesso na cidade de Milwaukee. A narrativa mostra as vidas difíceis dos dois e como eles se conectam pelo amor música, com a banda servindo para que eles superem os momentos mais difíceis de suas vidas.
Doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea, pesquisador da área de cinema, mas também adora games e quadrinhos.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Crítica – Palm Royale: 2ª Temporada
Depois de uma divertida primeira temporada, Palm Royale entra em sua segunda temporada investindo ainda mais em seus excessos folhetinescos. Ainda que seja sustentado pelo ótimo elenco, esse segundo ano acaba sendo um pouco inferior que o primeiro.
Fundos de família
A narrativa se passa meses depois do fim da primeira temporada. Maxine (Kristen Wiig) foi colocada em um manicômio e Linda (Laura Dern) fugiu do país depois de ser considerada a responsável pelo tiroteio que aconteceu no Palm Royale. Já recuperada, Norma (Carol Burnett) incentiva Douglas (Josh Lucas) a casar com Mitzi (Kaia Garber) que está grávida dele para que finalmente possam desbloquear o fundo fiduciário para um herdeiro da família Dellacorte assim que o bebê nascer. Como os Dellacorte morreram cedo e sem filhos, nas últimas décadas, com Norma e Douglas sendo os últimos remanescentes, essa pode ser a única esperança de acessar o dinheiro. O problema é que no final da temporada descobrimos que Norma não é quem diz ser, tendo assumido o lugar da verdadeira Norma quando estudou com ela em um colégio interno na juventude e Maxine busca meios de revelar a fraude de Norma.
Doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea, pesquisador da área de cinema, mas também adora games e quadrinhos.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Drops – Boca de Fumo
Crime em família
O agente Ray (Dave Bautista) e seu parceiro Washburn (Bobby Cannavale) trabalham para a DEA em El Paso e investigam um perigoso cartel operando na cidade. As coisas se complicam quando o cartel passa a ser alvo de roubos e a dupla tenta investigar quem os está atacando. O que Ray não sabe é que a gangue é liderada por seu filho, Cody (Jack Champion, o Spider de Avatar). Cody e outros colegas de escola, também filhos de agentes do DEA passaram a usar o equipamento dos pais para roubar o cartel depois que o pai de outro colega foi morto durante a operação. Vendo que o DEA não daria apoio financeiro à família do falecido, Cody e os amigos decidiram roubar o cartel para dar a família deles meios para sobreviverem.
Doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea, pesquisador da área de cinema, mas também adora games e quadrinhos.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Crítica – Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
Crise maternal
A narrativa é protagonizada por Linda (Rose Byrne) uma mulher lidando com uma misteriosa doença que acomete a filha, obrigando a garota a usar uma sonda. Ela também se encontra morando em um quarto de hotel, já que o teto de seu apartamento desabou por conta de mofo e de encanamento defeituoso. Ela lida com tudo isso sozinha já que o marido (Christian Slater) é um militar que trabalha longe. Linda trabalha como terapeuta e uma de suas pacientes, a jovem mãe Caroline (Danielle Macdonald), desaparece no meio de uma sessão e deixa seu bebê no consultório. Linda faz terapia para tentar enfrentar todas essas crises, mas sente que seu terapeuta (Conan O’Brien) não dá a mínima para ela.
Doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea, pesquisador da área de cinema, mas também adora games e quadrinhos.
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
Crítica – Marty Supreme
Destino na mesa
A narrativa se passa na Nova Iorque da década de 50 e acompanha Marty (Timothee Chalamet), um jovem que trabalha na loja de sapatos do tio, mas que sonha em se tornar uma estrela do ping pong. Ele larga o emprego, roubando dinheiro da loja financiar a viagem já que tem a certeza que vencerá o campeonato e voltará como um herói com fama e dinheiro para fazer todos os seus problemas sumirem. Os planos de Marty não dão certo e ele volta ao país com dívidas e problemas com a lei, ainda assim ele acredita que se conseguir vencer o próximo torneio, que será no Japão, ele conseguirá resolver tudo. No percurso ele tenta conseguir patrocínio do empresário Milton Rockwell (Kevin O’Leary, em um papel que certamente iria para Bob Hoskins se esse filme fosse feito nos anos 90), mas se envolve com a esposa dele, a atriz Kay Stone (Gwyneth Paltrow), que é infeliz no relacionamento e quer voltar a atuar. As coisas se complicam ainda mais quando Rachel (Odessa A’zion), uma garota com quem Marty se relacionou no passado, aparece grávida dizendo que o filho é dele.
Doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea, pesquisador da área de cinema, mas também adora games e quadrinhos.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Crítica – O Beijo da Mulher Aranha (2025)
Escrito por Manuel Puig, o romance O Beijo da Mulher Aranha já tinha sido levado aos cinemas em 1985 no ótimo filme homônimo dirigido por Hector Babenco e estrelado por Raul Julia e William Hurt. O texto foi também levado ao teatro, onde foi adaptado como musical e agora esse musical teatral é levado aos cinemas neste novo O Beijo da Mulher Aranha.
Porões da ditadura
A narrativa se passa em 1983 durante a ditadura militar argentina. Valentin Arregui (Diego Luna, em mais um papel de revolucionário depois de Andor) é um preso político detido por seu envolvimento em movimentos contra a ditadura. Ele vai parar na mesma cela que Luis Molina (Tonatiuh), um homem gay preso por “atos obscenos”. Para lidar com a realidade brutal da prisão, Molina fala sobre os filmes que gosta. Arregui inicialmente se aborrece com a conduta pueril do companheiro de cela, mas logo ele passa a se interessar sobre a narrativa de Molina, usando-a para debater sobre política e como o cinema transmite ideologias. Os dois logo se tornam amigos e tentam sobreviver juntos aos horrores do lugar, principalmente às torturas.
Doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea, pesquisador da área de cinema, mas também adora games e quadrinhos.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Crítica – Predador: Terras Selvagens
Caçada selvagem
A narrativa é protagonizada por Dek (Dimitrius Schuster-Koloamatangi), um jovem yautja que é considerado fraco pelo seu clã por ser menor que o padrão da raça. Seu irmão, Kwei (Mike Homik) tenta treiná-lo para que prove seu valor, mas o pai deles vê o esforço de Kwei em proteger o irmão como fraqueza e tenta matar os dois. Dek sobrevive e para provar a força ao pai e conquistar seu dispositivo de camuflagem viaja até um remoto e perigoso planeta para caçar uma criatura que dezenas de outros predadores tentaram e falharam. Chegando lá ele encontra a sintética Thia (Elle Fanning), uma androide a serviço a corporação Weyland-Yutani (sim, a mesma de Alien) que está ali em uma missão para capturar a mesma criatura. Dek decide ajudar Thia a consertar suas pernas em troca do conhecimento dela a respeito da fauna e flora hostis do lugar. Agora os dois precisam enfrentar tanto as criaturas do planeta, quanto as tropas da Weyland, que veem o yautja como uma ameaça aos planos e Thia como um fracasso a ser descartado.
Doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea, pesquisador da área de cinema, mas também adora games e quadrinhos.


















