terça-feira, 23 de junho de 2026

Drops – Nunca Mude!

 

Análise Crítica – Nunca Mude!

Review – Nunca Mude!
Ambientes colegiais são típicos de comédias besteirol. Nunca Mude! tenta brincar um pouco com a fórmula ao colocar adultos tendo que voltar ao colégio. É uma ideia que poderia fazer graça em cima de certos clichês do gênero, mas o filme nunca faz nada interessante com ela.

Mal posso esperar

Na trama, o governo aprova uma nova reforma educacional na qual todos os estudantes precisam completar 180 dias letivos para serem considerados aprovados. Isso afeta a turma de ensino médio de 2008 de uma pequena cidade, na qual o ano letivo acabou duas semanas mais cedo por conta de um furacão. Agora, todos os formandos, que estão na casa dos 35 anos, precisam voltar à escola e completar duas semanas de aula.

A narrativa tenta extrair humor em colocar adultos em situações de colegiais, como tendo dificuldade em acompanhar aulas, ter que participar de atividades extra curriculares ou ter um crush na professora. O problema é que não faz sentido que adultos, por mais imaturos que sejam, se comportem da maneira como os personagens agem na maioria das situações Porque um homem adulto tentaria “batizar” escondido o refresco do baile de formatura se todos ali de idade para beber? Ninguém ali precisa se esconder para ingerir álcool. . É algo que tinha nexo em Wet Hot American Summer (2001) e suas séries derivadas porque os adultos estavam interpretando adolescentes de fato (zoando com o fato de que filmes dos anos 80 colocavam pessoas de mais de 30 anos para interpretarem adolescentes) e aqui eles são adultos de fato.

Não ajuda que os personagens sejam unidimensionais e presos a conflitos clichês, como Katie (Sofia Black-D’Elia) que se vê dividida entre seu noivo e seu antigo namorado de colegial ou Amelia (Jo Firestone), uma nerd que deseja usar essa oportunidade de voltar ao colégio para ser popular e lembrada pelos colegas. Nenhum conflito tem um senso de que há algo em jogo para os personagens e todos se resolvem muito facilmente.

Pior, nada é particularmente engraçado, com o filme se baseando naquele tipo de humor em que o elenco berra suas falas o tempo todo como isso fosse tornar um texto ruim automaticamente engraçado. Mesmo as tentativas de algo mais absurdo, como o professor de teatro que escreveu uma peça sobre um serial killer que aterrorizou a cidade anos atrás e ele é obviamente o assassino ou o estudante que tem flashbacks de uma abdução alienígena, nada resulta em momentos criativos ou engraçados. A produção ainda desperdiça um competente elenco de apoio como Ana Gasteyer, Topher Grace (que recentemente esteve em Manual Prático da Vingança Lucrativa) ou Jackie Cruz (a Flaca de Orange is the New Black).

 

Nota: 2/10


Trailer

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