segunda-feira, 1 de junho de 2026

Drops – Honey, Não!

 

Crítica – Honey, Não!

Review – Honey, Não!
Continuando a parceria iniciada com a atriz Margaret Qualley em Garotas em Fuga (2024), Ethan Coen desenvolve este Honey, Não! como um misto de comédia e drama criminal que marcou as obras dirigidas ao lado do irmão Joel. Embora ele conte com um ótimo elenco e crie personagens interessantes, o todo acaba sendo menor que a soma das partes.

Crimes entremeados

A narrativa é focada na detetive particular Honey O’Donahue (Margaret Qualley). Quando uma de suas clientes morre em um suposto acidente de carro, Honey desconfia que a morte pode não ser acidental. Em meio a essa investigação, ela assume outros casos e tudo parece se conectar com a igreja controlada pelo pastor Drew (Chris Evans). Honey recorre à ajuda da policial Falcone (Aubrey Plaza), mas chegar até Drew pode ser mais difícil que imaginava.

É uma história com um clima de film noir, com uma detetive cínica investigando uma conspiração criminosa que sempre descamba em mais crimes e se conecta a diferentes clientes com os quais ela se envolve. Por outro lado, essa teia complexa de crimes é acompanhada de alguma medida de humor, já que como é típico de filmes dos Coen, os envolvidos nos crimes não são exatamente figuras inteligentes, reagindo de maneira estúpida a eventos inesperados que só pioram a situação. Um exemplo é o momento em que Drew despacha capangas para eliminar um membro da organização que estava sendo investigado pela polícia e o assassinato dá errado, com o sujeito voltando para se vingar em outra tentativa de assassinato que dá comicamente errado.

O elenco é eficiente em criar personagens insólitos. Eu assistiria tranquilamente uma série protagonizada pela Honey de Margaret Qualley, com sua astúcia e língua afiada. Chris Evans diverte como um pastor picareta e ególatra que faz sexo com suas fiéis e é tão controlador que comanda cada ação durante o ato. Aubrey Plaza faz uma policial durona que esconde um passado sombrio enquanto Lera Abova (a Nico Robin de One Piece) interpreta uma pitoresca assassina francesa.

Apesar de povoar a história com vários personagens curiosos, a trama não os aproveita. O mistério em si carece de intriga e a resolução é anti-climática, inclusive com toda a questão do sumiço da sobrinha de Honey não fazendo qualquer diferença no caso envolvendo a igreja de Drew. O resultado é um filme que tinha potencial para render algo bacana, mas entrega um resultado esquecível.

 

Nota: 5/10


Trailer


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