Há uma citação do crítico Roger
Ebert na qual ele diz que o cinema é uma máquina de gerar empatia. Eu provavelmente
já usei essa citação antes e peço desculpas pela repetição, mas não consegui
parar de pensar nela assistindo Dia D,
novo filme de Steven Spielberg. Digo isso porque o filme defende a empatia como
a nossa principal força e usa a linguagem audiovisual para nos lembrar como a
empatia pode ser poderosa.
A verdade está lá fora
A trama é centrada em Margaret
(Emily Blunt), que trabalha como a mulher do tempo em uma emissora em Kansas
City. Um dia, depois de um breve contato com um pássaro, ela passa a falar em
uma língua estranha e aparentemente ser capaz de entender os pensamentos de
outras pessoas. Suas novas habilidades a direcionam para Kellner (Josh O’Connor,
de Vivo ou Morto), um especialista em
segurança digital que está em fuga depois de roubar material confidencial da
misteriosa empresa Wardex. Kellner deseja divulgar o material ao mundo, mas
Scanlon (Colin Firth), que lidera a Wardex, está disposto a tudo para deter
Kellner, inclusive usando a namorada dele, Jane (Eve Hewson), como refém.
Margaret e Kellner são auxiliados por Hugo (Colman Domingo), um dissidente da
Wardex que acha que está na hora da humanidade conhecer os segredos que a
empresa esconde.