Lembro claramente da minha sensação ao ver o trailer deste Truque de Mestre pela primeira. A premissa de mágica e roubo, uma mistura de O Grande Truque (2006) com Onze Homens e um Segredo (2002), parecia promissora e o filme ainda contava com um elenco competente. Então o trailer foi chegando ao fim e vi que Louis Laterrier assinava o filme e minha empolgação se tornou desânimo, afinal trata-se do sujeito que construiu uma carreira em cima de filmes insossos como Carga Explosiva 2 (2005), O Incrível Hulk (2008) e o terrívelFúria de Titãs (2010). Infelizmente meus temores se confirmaram e o filme é apenas uma repetição sem graça daquilo que já vimos (e melhor) em vários outros filmes.
A trama acompanha Daniel (Jesse Eisenberg), Merrit (Woody Harrelson), Henley (Isla Fisher) e Jack (Dave Franco), mágicos de rua que um dia recebem um convite misterioso para um apartamento decadente em Nova Iorque. Lá encontram diagramas e especificações para uma série de surpreendentes truques de mágica com potencial para faturarem uma larga soma de dinheiro. Um ano depois eles começam a colocar os truques em prática e são caçados pelos agentes Rhodes (Mark Ruffalo) e Dray (Melanie Laurent) e pelo ex-mágico Thaddeus (Morgan Freeman), um especialista em revelar os truques de outros ilusionistas, uma espécie de Mister M com voz de Cid Moreira.
O filme tenta tratar de temas como a natureza enganadora e dual da mágica e da necessidade de acreditar em algo extraordinário e sobrenatural e das rivalidades exacerbadas que nascem neste meio. Nada disso é exatamente novidade, já tendo sido tratado em filmes como O Ilusionista (2006) e o próprio O Grande Truque, mas diante da comparação Truque de Mestre empalidece pela sua superficialidade, não acrescentando nada ao que as obras anteriores já falaram nem ambiciona lançar um novo olhar sobre essas questões.









