Brincadeira de gente grande
A trama gira em torno de Sean (John Cena), um agente da CIA que tem uma ogiva nuclear roubada dele durante uma missão. A agência suspeita que ele é um traidor e detem ele, bem como seus amigos de infância, as únicas pessoas com quem ele teve alguma conexão, para tentar forçá-lo a falar. Sean consegue fugir com os amigos e agora eles precisam descobrir o que aconteceu e provar a própria inocência. E os carrinhos Matchbox, onde entram na história? Bem, quando eles eram crianças se tornaram amigos por colecionarem esses carrinhos e é só isso, eles não fazem qualquer diferença.
Cena e o elenco coadjuvante formado por nomes como Jessica Biel, Sam Richardson, Teyonah Parris e Arturo Castro até tem uma boa química e tem alguns momentos divertidos como pessoas comuns colocadas no meio de uma disputa entre espiões, muitas vezes sobrevivendo por pura sorte ou se atrapalhando nas tentativas de ajudar Sean, como na cena em que Ted (Arturo Castro) tenta improvisar um molotov para arremessar nos inimigos e sem querer derruba o artefato dentro da ambulância em que estão. A narrativa, por outro lado, é bem qualquer coisa, principalmente porque a revelação de quem estava por trás do roubo da ogiva vem cedo demais e o plano da vilã não faz muito sentido.
Considerando que a produção é dirigida por Sam Hargrave, que entregou cenas de ação ótimas em Resgate (2020) e Resgate 2 (2023), esperava aqui algo no mesmo nível, o que infelizmente não acontece. Não que a ação seja ruim, é tudo relativamente bem conduzido, que preza pelo uso de veículos reais sempre que possível e são relativamente criativas no uso desses veículos, mas carecem da energia e senso de urgência de outros trabalhos do diretor.
Matchbox: O Filme é um filme de ação genérico que por acaso usa uma
marca para se promover, já que os brinquedos em si tem pouca pertinência na
narrativa e o filme não tem nada de muito interessante para chamar nossa
atenção.
Nota: 4/10
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