Bomba relógio
A trama começa quando uma bomba da época da Segunda Guerra Mundial é encontrada em um canteiro de obras no centro de Londres. O especialista em bombas Will (Aaron Taylor Johnson) é despachado para analisar o explosivo e desarmá-lo com segurança. Enquanto Will e os militares tentam neutralizar os explosivos, um grupo de ladrões liderados por Karalis (Theo James) aproveita a evacuação no centro da cidade para roubar um banco. A superintendente Zuzana (Gugu Mbatha-Raw) nota a movimentação atípica em uma área evacuada por imagens térmicas de satélite e tenta investigar o que está acontecendo.
As cenas em que Will analisa a bomba e tenta encontrar meios de desarmá-la são carregadas de tensão, já que o filme estabelece bem a instabilidade do explosivo e o que está em jogo se ele falhar. Do mesmo modo, as cenas da invasão ao banco tem sua própria tensão conforme os ladrões tentam entrar e sair sem serem detectados pelos sistemas de vigilância. Parecem tramas soltas, mas é óbvio que elas estão conectadas e que o assalto de Karalis não coincidiu com a evacuação de uma parte da cidade.
Aí começam os problemas do filme. Ao tentar guardar a conexão das duas histórias para fazer disso uma grande revelação, a trama se torna um entediante exercício de paciência conforme esperamos os personagens, em especial a superintendente, perceberem algo que já entendemos. Mesmo quando a revelação vem, incluindo o flashback final que mostra como dois personagens se conheceram, ela carece de impacto porque é tudo muito genérico e os personagens são muito rasos.
Will é um militar desiludido e Karalis é um sujeito em busca de vingança contra as pessoas que o prejudicaram. Não há muito mais neles, então fica difícil se importar ou se conectar com os dois embora tanto Theo James quanto Aaron Taylor Johnson se esforcem para dar a eles alguma ambiguidade que nos faz duvidar de suas reais intenções. Gugu Mbtha-Raw fica presa a um papel expositivo, limitada a olhar monitores e reagir a eles, enquanto Sam Worthington (o Jake Sully de Avatar) é um figurante de luxo como um dos membros da gangue de Karalis.
Com isso, Golpe Explosivo não consegue manter a tensão inicial por conta de
reviravoltas sem impacto e personagens vazios.
Nota: 5/10
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