sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Drops – Moana (2026)

 

Análise Crítica – Moana (2026)

Review – Moana (2026)
A animação Moana: Um Mar de Aventuras (2016) mal fez dez anos agora em 2026, então qual a necessidade de fazer um remake em live action dele? Não há nada que tenha envelhecido mal ou que precise de atualização. A impressão é que a Disney viu que esse tipo de produção estava dando dinheiro (vide os bilhões do live action de Lilo & Stitch) e resolveu fazer uma nova versão dele. O resultado é um filme tão igual ao original que nunca justifica a própria existência.

Mar morto

A trama é a mesma da animação Moana (Catherine Laga’aia) é uma garota que cresce fascinada com o mar, mas é proibida de seus pais de navegar. Quando uma calamidade atinge sua ilha, ela decide partir em uma jornada para encontrar o semideus Maui (Dwayne “The Rock” Johnson) e restaurar coração da deusa Te Fiti.

O universo vibrante da animação é aqui construído em tons dessaturados que supostamente deveriam dar uma impressão de realismo, mas fazem tudo parecer sem vida. Em oposição a essa estética realista estão os animais de Moana, o porco Pua e o galo Heihei, mantem um visual cartunesco, sendo quase idênticos às suas contrapartes animadas, destoando do restante da direção de arte do filme, como se pertencessem a uma produção completamente diferente.

É estranho também que muito do filme seja filmado com uma distância focal minúscula, fazendo qualquer coisa que não os atores ficarem desfocados ao fundo. Faria sentido se fosse uma produção de baixo orçamento, para disfarçar a precariedade dos cenários ou da computação gráfica, mas considerando o valor investido no filme e o fato de que muito foi filmado em locação no Havaí, a escolha não faz sentido aqui. O que deveria ser uma aventura épica parece bem menor em seu escopo pela maneira como tudo é filmado.

As canções seguem bacanas, mas é um mérito do trabalho original, já que as versões apresentadas aqui sequer arriscam arranjos muito diferentes e nos casos em que os atores são os mesmos, como Maui e Tamatoa (Jemaine Clement) a impressão é que o filme simplesmente reutilizou os vocais deles tamanha a semelhança. Tudo isso contribui para uma sensação de que estamos diante de uma produção caça-níqueis para tentar lucrar em cima dessa onda de remakes live action

Mantendo a história praticamente a mesma e falhando em acrescentar qualquer novo elemento interessante enquanto preguiçosamente se apoia nos louros da produção original, sendo inferior a ele em todos os aspectos. Se é pra ver o mesmo filme, melhor rever a animação de 2016.

 

Nota: 4/10


Trailer

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