Guardiões da galáxia
A trama começa com Bowser Jr. sequestrando a princesa Rosalina. Um dos Lumas de Rosalina escapa do ataque e vai pedir ajuda à Princesa Peach que parte para o resgate ao lado de Toad, deixando Mario e Luigi encarregados pelo Reino do Cogumelo. O problema é que Bowser Jr também ataca o reino em uma tentativa de resgatar o pai, Bowser. No processo, o castelo é destruído, deixando Mario, Luigi e Yoshi perdidos no espaço. Agora eles precisam encontrar Peach para impedir que Bowser Jr. drene o poder de Rosalina para usar em uma poderosa arma capaz de destruir a galáxia.
A trama se divide em três núcleos, um com Mario, Luigi e Yoshi, um com Peach e Toad e o último com Bowser e o filho. Embora aponte arcos narrativos para cada um deles, como a busca de Peach por sua origem ou Bowser tentando reparar sua relação com Bowser Jr. não há um desenvolvimento dessas questões. A revelação envolvendo o passado entre Peach e Rosalina, por exemplo, não tem muito peso na história já que as personagens só se encontram no final e não há tempo para repercutir como a conexão das duas impacta Peach.
Com isso não há muito ao que o espectador se apegar emocionalmente, uma vez que não há muito em jogo para os personagens. O primeiro tinha uma história simples, dos dois irmãos constantemente subestimados que tentam provar o seu valor ao mundo, mas que ao menos nos dava algo para nos importar com o que os personagens fazer e nos conectar emocionalmente com eles. Aqui temos apenas uma sucessão de cenas de ação sem muita coisa conectando elas.
Apelo nostálgico
Como no filme anterior, a produção parece apostar todas as fichas na nostalgia que o espectador tem pelos games do Mario e da Nintendo como um todo, apresentando um sem fim de referências que vão desde os poderes dos games, como a roupa de sapo ou a flor congelante, passando a personagens como Wart ou Birdo, chegando até outras franquias da Nintendo como o papel considerável de Fox McCloud e uma pequena ponta do Mr. Game & Watch.
O filme não faz muito além de apontar esses elementos conhecidos e torcer para que nosso apego emocional a esses personagens ou esse universo seja suficiente para nos manter envolvidos. Quem não tem qualquer vínculo prévio com a Nintendo provavelmente não encontrará muito para aproveitar aqui.
Visualmente o filme é ainda melhor que o anterior, com cores vivas, vários ambientes diferentes e cenas de ação movimentadas, com destaque para sequência em que Mario e Peach invadem a fortaleza de Bowser Jr e o monitor do vilão mostra a movimentação dos heróis com o visual dos games 8 bit do Mario. A narrativa ainda encontra bons momentos de humor, principalmente nas cenas envolvendo o temperamento explosivo de Bowser ou nas que Yoshi está envolvido.
A questão é que mesmo a qualidade
visual ou a comédia não conseguem afastar a impressão de que a narrativa não
tem efetivamente nada a dizer sobre esses personagens nem constrói qualquer
drama ao redor deles. A nostalgia parece ser o único vínculo que Super Mario Galaxy: O Filme tenta
construir com o espectador e isso limita bastante o quanto ele é capaz de nos
envolver.
Nota: 5/10
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