segunda-feira, 25 de maio de 2026

Crítica – Super Mario Galaxy: O Filme

 

Análise Crítica – Super Mario Galaxy: O Filme

Review – Super Mario Galaxy: O Filme
O primeiro Super Mario Bros: O Filme (2023) estava mais interessado em fisgar o espectador pela nostalgia envolvendo os games do que com uma história ou construção de personagem interessante. Considerando o alto faturamento do primeiro filme era de se esperar que a Illumination e a Nintendo dobrassem a aposta nesse Super Mario Galaxy: O Filme e o resultado é um filme ainda mais ancorado na nostalgia, com uma trama ainda menos consistente, mais fragmentada e pouco interesse em trazer qualquer desenvolvimento aos personagens.

Guardiões da galáxia

A trama começa com Bowser Jr. sequestrando a princesa Rosalina. Um dos Lumas de Rosalina escapa do ataque e vai pedir ajuda à Princesa Peach que parte para o resgate ao lado de Toad, deixando Mario e Luigi encarregados pelo Reino do Cogumelo. O problema é que Bowser Jr também ataca o reino em uma tentativa de resgatar o pai, Bowser. No processo, o castelo é destruído, deixando Mario, Luigi e Yoshi perdidos no espaço. Agora eles precisam encontrar Peach para impedir que Bowser Jr. drene o poder de Rosalina para usar em uma poderosa arma capaz de destruir a galáxia.

A trama se divide em três núcleos, um com Mario, Luigi e Yoshi, um com Peach e Toad e o último com Bowser e o filho. Embora aponte arcos narrativos para cada um deles, como a busca de Peach por sua origem ou Bowser tentando reparar sua relação com Bowser Jr. não há um desenvolvimento dessas questões. A revelação envolvendo o passado entre Peach e Rosalina, por exemplo, não tem muito peso na história já que as personagens só se encontram no final e não há tempo para repercutir como a conexão das duas impacta Peach.

Com isso não há muito ao que o espectador se apegar emocionalmente, uma vez que não há muito em jogo para os personagens. O primeiro tinha uma história simples, dos dois irmãos constantemente subestimados que tentam provar o seu valor ao mundo, mas que ao menos nos dava algo para nos importar com o que os personagens fazer e nos conectar emocionalmente com eles. Aqui temos apenas uma sucessão de cenas de ação sem muita coisa conectando elas.

Apelo nostálgico

Como no filme anterior, a produção parece apostar todas as fichas na nostalgia que o espectador tem pelos games do Mario e da Nintendo como um todo, apresentando um sem fim de referências que vão desde os poderes dos games, como a roupa de sapo ou a flor congelante, passando a personagens como Wart ou Birdo, chegando até outras franquias da Nintendo como o papel considerável de Fox McCloud e uma pequena ponta do Mr. Game & Watch.

O filme não faz muito além de apontar esses elementos conhecidos e torcer para que nosso apego emocional a esses personagens ou esse universo seja suficiente para nos manter envolvidos. Quem não tem qualquer vínculo prévio com a Nintendo provavelmente não encontrará muito para aproveitar aqui.

Visualmente o filme é ainda melhor que o anterior, com cores vivas, vários ambientes diferentes e cenas de ação movimentadas, com destaque para sequência em que Mario e Peach invadem a fortaleza de Bowser Jr e o monitor do vilão mostra a movimentação dos heróis com o visual dos games 8 bit do Mario. A narrativa ainda encontra bons momentos de humor, principalmente nas cenas envolvendo o temperamento explosivo de Bowser ou nas que Yoshi está envolvido.

A questão é que mesmo a qualidade visual ou a comédia não conseguem afastar a impressão de que a narrativa não tem efetivamente nada a dizer sobre esses personagens nem constrói qualquer drama ao redor deles. A nostalgia parece ser o único vínculo que Super Mario Galaxy: O Filme tenta construir com o espectador e isso limita bastante o quanto ele é capaz de nos envolver.

 

Nota: 5/10


Trailer


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