sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Crítica – Destruição Final 2

 

Análise Crítica – Destruição Final 2

Review – Destruição Final 2
Considerando as bombas que Gerard Butler vem fazendo, Destruição Final: O Último Refúgio (2021) era uma produção competente, que reproduzia muitos lugares comuns de filmes catástrofe, mas ao menos acertava ao focar no elemento humano. Já sua continuação Destruição Final 2 (aparentemente a primeira destruição não foi definitiva o suficiente), ignora o que o primeiro fez bem e entrega algo bem pior.

Destruição vazia

Cinco anos depois dos eventos do primeiro filme, a paisagem da Terra mudou radicalmente depois da queda do cometa. O clima mudou em muitos lugares, impossibilitando a vida, a radiação aumentou em vários territórios e chuvas de meteoros ainda atingem o planeta. John (Gerard Butler) vive com sua família, a esposa Allison (Morena Baccarin) e o filho Nathan (Roman Griffin Davis, de Jojo Rabbit), no bunker no qual se abrigaram no fim do filme anterior, mas quando uma catástrofe atinge o local são obrigados a fugir para a Europa. Lá eles decidem ir até a cratera onde o principal cometa caiu cinco anos atrás, já que sondagens indicam que o local se tornou um vale habitável.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Crítica – A Única Saída

 

Análise Crítica – A Única Saída

Review – A Única Saída
Os filmes do diretor Park Chan-Wook normalmente envolvem atos de vingança ou personagens envolvidos em violência, como o caso de Oldboy (2003). Não é diferente neste A Única Saída, no qual o protagonista, ainda que comece como um sujeito comum e pacato, acabe recorrendo à violência por crer ser a única maneira de lidar com a situação.

Vida de trabalho

A trama é protagonizada por Man-su (Lee Byung-hun), um engenheiro que trabalhou por décadas em uma fábrica de papel. Sua vida parece perfeita até que sua empresa anuncia uma fusão com uma companhia dos Estados Unidos. A primeira decisão dos novos donos é uma onda de demissões e Man-su é um dos demitidos. Tendo trabalhado por praticamente toda vida com papel, ele não sabe fazer outra coisa e não vê futuro. Ele tenta um cargo inferior ao seu em uma companhia menor, no qual trabalharia como subalterno de um ex-funcionário, mas sua entrevista é um desastre. Ele então encontra uma maneira de ficar com a vaga, matando seus competidores. Para isso publica um falso anúncio nos classificados, se passando por uma nova empresa de papel, para receber currículos de potenciais rivais e então obter suas informações.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Piores filmes de 2025

 

Worst movies of 2025

Em 2025 eu acabei vendo menos filmes do que em anos anteriores por ter sido um ano mais corrido profissionalmente. Por conta disso fui mais seletivo no que assisti, o que não significa que eu não tenha encarado (voluntariamente ou ignorantemente) algumas produções verdadeiramente horrendas. Alguns filmes dessa lista me surpreenderam com o tanto que são ruins. Como fiz em outros anos e como faço na lista de melhores do ano, minha lista leva em consideração filmes que foram lançados comercialmente no Brasil (em cinema ou streaming) ao longo de 2025. Vamos aos piores do ano.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Crítica – Socorro!

 

Análise Crítica – Socorro!

Review – Socorro!
Dirigido por Sam Raimi, Socorro! é um filme cuja existência não sabia até cerca de uma semana antes da sessão para imprensa. Não sabia nada a respeito dele além de que era estrelado por Rachel McAdams e fui assistir sem sequer ter assistido trailer. O que encontrei foi uma grata surpresa misturando terror, comédia e a esquisitice que sempre está presente nos filmes de Raimi.

Sobrevivência corporativa

Na trama, Rachel McAdams interpreta Linda Liddle (um nome que facilmente poderia ter sido criado pelo Stan Lee), responsável pelo planejamento estratégico da empresa onde trabalha. Quando Bradley (Dylan O’Brien), filho do dono da empresa, assume a presidência do negócio e dá a promoção que seu pai prometera a Linda para um amigo pessoal, a protagonista se sente frustrada. Para compensar, Bradley promete levá-la a uma viagem de negócios para a Tailândia, onde ela poderia provar seu valor. No caminho o avião cai e Linda e Bradley são os únicos sobreviventes. Bradley não tem qualquer habilidade para sobreviver na ilha deserta em que caem, mas Linda é uma experiente amante da natureza e engenhosa no modo como lida com os elementos, o que muda a dinâmica entre ela e seu chefe.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Melhores filmes de 2025

Melhores filmes de 2025

Em 2025 eu acabei vendo menos filmes do que em anos anteriores por ter sido um ano mais corrido profissionalmente. Por conta disso fui mais seletivo no que assisti, o que talvez impacte a lista de piores filmes (embora eu tenha, de fato, assistido algumas bombas homéricas), mas isso não implica que não tenha assistido filmes bons o suficiente para um top 10 de melhores do ano. Como fiz em outros anos minha lista leva em consideração filmes que foram lançados comercialmente no Brasil (em cinema ou streaming) ao longo de 2025. Confiram a lista completa abaixo e contem quais foram seus filmes favoritos do ano passado.

 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Crítica – Alabama: Presos do Sistema

 

Crítica – Alabama: Presos do Sistema

Review – Alabama: Presos do Sistema
Realizar um documentário implica em estar aberto ao que a realidade vai apresentar a você, mesmo que você tenha feito planos diferentes a respeito do que deseja filmar. Alabama: Presos do Sistema é um exemplo disso. Os diretores Andrew Jarecki e Charlotte Kaufman foram à mais severa prisão do estado do Alabama nos Estados Unidos para filmar um avivamento religioso feito por pastores que atuam no sistema prisional. Chegando lá, no entanto, são abordados por vários presos que denunciam maus tratos no local e os funcionários do presídio logo encerram a filmagem e colocam a equipe para fora. Os diretores então passam a investigar o que acontece no sistema prisional.

Cárcere rígido

O documentário então se desenvolve através de conversas que os documentaristas tem com presos através de celulares que os detentos conseguem trazer ilegalmente dentro da prisão e também de vídeos feitos por esses detentos documentando os maus tratos. A ação à margem da lei se dá porque as autoridades não permitem que os presos falem com imprensa ou recebam pessoas, numa prática que não é comum no sistema prisional. É um documentário de natureza expositiva e, talvez por isso, soe um pouco cansativo, já que ele nos bombardeia o tempo todo com depoimentos ou dados que estão sempre nos explicando as coisas, pegando o espectador pela mão sem dar muito espaço para reflexão.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Crítica – Assassinato em Mônaco

 

Análise Crítica – Assassinato em Mônaco

Review – Assassinato em Mônaco
Um bilionário é morto em sua cobertura em Mônaco. Ele estava trancado em seu quarto do pânico, mas morreu asfixiado pela fumaça de um incêndio iniciado por invasores. Parece a premissa de um mistério escrito por Agatha Christie, mas é o caso real envolvendo a morte do banqueiro Edmond Safra. Produzido pela Netflix, o documentário Assassinato em Mônaco reconta essa história e vai um pouco além, ponderando também sobre objetividade no documentário e o que acontece quando um cineasta se envolve demais com os sujeitos filmados.

Mistério do quarto fechado

O documentário narra como o banqueiro Edmond Safra foi morto em sua cobertura em Mônaco e toda a investigação que se seguiu, com direito a várias teorias conspiratórias e diferentes suspeitos que iam desde a máfia russa, para quem Safra supostamente lavava dinheiro, passando pela sua viúva, a brasileira Lily Safra cujo marido anterior também morrera em condições suspeitas, chegando até o enfermeiro de Edmond, Ted, que teria inventado a história de invasores no apartamento, simulado ter sido esfaqueado por eles e iniciado um incêndio para alertar as autoridades, que demoraram demais a vir.

Conheçam os indicados ao Oscar 2026

O Agente Secreto é indicado a 4 Oscars

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou hoje os indicados ao Oscar 2026. O filme Pecadores lidera em número de indicações, concorrendo em dezesseis categorias, seguido por Uma Batalha Após a Outra que recebeu treze indicações. O filme brasileiro O Agente Secreto igualou o recorde de Cidade de Deus como o filme nacional com mais indicações, disputando quatro categorias, incluindo melhor filme, melhor filme em língua estrangeira e melhor ator para Wagner Moura. Além disso, o brasileiro Adolpho Veloso concorre ao Oscar de melhor fotografia pelo filme Sonhos de Trem. A cerimônia do Oscar acontecerá em 15 de março. Confiram abaixo a lista completa de indicados.

 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Crítica – Família de Aluguel

 

Análise Crítica – Família de Aluguel

Review – Família de Aluguel
Como qualquer país o Japão tem sua parcela de paradoxos e contradições. Por um lado é um país bastante avançado tecnologicamente, com uma ética de trabalho admirável. Por outro ainda é uma sociedade extremamente rígida e apegada a tradições, inclusive em relação a questões de gênero, sexualidade e relacionamentos. Família de Aluguel explora algumas dessas contradições do país ao observar dinâmicas de relações familiares.

Performance cotidiana

A narrativa é protagonizada por Philip (Brendan Fraser), um ator dos Estados Unidos que mora há anos no Japão e cuja carreira está estagnada. As coisas mudam para ele quando vai trabalhar na empresa de Shinji (Takehiro Hira, de Monarch: Legado de Monstros) que contrata atores para atuarem como “familiares de aluguel” para seus clientes. Boa parte desses serviços visa contornar tradições rígidas da vida familiar japonesa. Uma jovem lésbica contrata Philip para posar como seu marido para os pais para finalmente poder sair do país e viver com a namoradas. Maridos adúlteros contratam as atrizes para se passarem por suas amantes para pedir perdão às esposas sem precisar expor suas amantes reais. Uma mãe pede a Philip para se passar por seu marido para que sua filha tenha chance em entrar em uma escola de prestígio, já que uma mãe solteira não seria bem vista.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Crítica – Dinheiro Suspeito

 

Análise Crítica – Dinheiro Suspeito

Review – Dinheiro Suspeito
Sinto que desde que chamou atenção com o ótimo Narc (2002), o diretor Joe Carnahan nunca mais fez algo no mesmo nível, variando entre algumas coisas divertidas, mas pouco memoráveis, como seu reboot de Esquadrão Classe A (2010), ou péssimas, como pavoroso Shadow Force: Sentença de Morte (2025). Talvez por conta disso fui assistir esse Dinheiro Suspeito, produzido pela Netflix, esperando mais um chorume genérico de streaming, no entanto, o resultado é um sólido thriller e o melhor trabalho de Carnahan em muito tempo.

A cor do dinheiro

A narrativa é levemente baseada na história real de agentes de Narcóticos da Flórida que encontraram mais de vinte milhões de dinheiro de tráfico de drogas guardado em uma casa. Aqui a trama é protagonizada por Dane (Matt Damon), o segundo no comando de sua unidade que assume a liderança depois que sua capitã, Jackie (Lina Esco), é assassinada em uma emboscada ainda não investigada. Dane leva sua unidade a uma casa nos subúrbios depois de supostamente receber uma denúncia de que o local guardava dinheiro dos cartéis. Chegando lá, a única habitante é Desi (Sasha Calle, a Supergirl de Flash) que diz não saber nada do dinheiro. Investigando o local, descobrem ainda mais dinheiro do que a denúncia inicial sugeria e logo eles sabem que virarão alvos. Dane decide seguir o protocolo de contar o dinheiro no local e depois chamar o comando para vir pegá-los, mas o tempo para contar tanto dinheiro significa mais tempo para as coisas darem errado, seja em termos dos donos do dinheiro aparecerem, seja porque os membros da unidade podem se interessar em ficar com parte do valor.