quarta-feira, 31 de julho de 2019

Crítica – Chernobyl


Análise Crítica – Chernobyl


Review – Chernobyl
A minissérie Chernobyl fala sobre eventos do passado, mas o olhar que ela constrói sobre esses eventos é claramente voltado para a contemporaneidade. Os problemas ao redor do desastre nuclear na antiga União Soviética penetram ainda hoje no tecido social e político de muitos países da democracia ocidental.

A trama é baseada na história real do desastre nuclear ocorrido na usina de Chernobyl na década de 80, localizada na Ucrânia, parte da União Soviética na época. A narrativa é centrada no cientista nuclear Legasov (Jared Harris), que é chamado para tentar conter o vazamento da radiação. No esforço de resolver o problema, Legasov e um dos superiores do partido, Shcherbina (Stellan Skarsgard) encontram múltiplos entraves colocados pelo próprio governo, que se nega a admitir a real dimensão do desastre, tanto para os próprios cidadãos quanto para a comunidade internacional.

É uma trama slow burn, que caminha em um ritmo relativamente lento ao tentar acompanhar o cotidiano das tentativas de conter o avanço da radiação e de pintar um panorama bastante amplo das consequências e de tudo que o governo precisou fazer. Assim, a trama nos mostra desde os esforços de Legasov e Shcherbina para conter o núcleo do reator, como a ação dos militares para evacuar as cidades ao redor ou para eliminar todos os animais selvagens, domésticos e de fazenda na área afetada para que eles não espalhassem radiação.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Crítica – Orange is the New Black: 7ª Temporada


Análise Crítica – Orange is the New Black: 7ª Temporada


Review – Orange is the New Black: 7ª TemporadaDepois de duas temporadas abaixo do alto padrão da série (a quarta foi a última verdadeiramente excelente), Orange is the New Black chega à sua sétima e última temporada com a missão de retomar seus melhores dias e encerrar dezenas de histórias desenvolvidas ao longo de seus sete anos. Aviso que todo o texto a seguir contem SPOILERS da temporada.

A narrativa começa com Piper (Taylor Schilling) tentando se adaptar à vida fora da cadeia e com a distância de seu relacionamento com Alex (Laura Prepon). Ao mesmo tempo, Taystee (Danielle Brooks) precisa lidar com o fato de que passará o resto da vida na prisão por um crime que não cometeu. Os primeiros episódios já deixam clara essa sensação de final, de que estamos diante do fechamento de um ciclo. Inclusive a série retoma personagens que tinham ficado de fora da temporada anterior, como Maritza (Diane Guerrero) ou Sophia (Laverne Cox), justamente para dar um encerramento à jornada dessas pessoas.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Crítica – Hellboy


Análise Crítica – Hellboy


Review – Hellboy
No papel, essa nova versão de Hellboy parecia promissora. Uma classificação indicativa alta permitiria ser mais fiel ao material original, o criador do personagem, Mike Mignola, estaria mais próximo da produção e, apesar de não ter mais Ron Perlman como o personagem título, foi encontrado no ator David Harbour (o Hopper de Stranger Things) um bom substituto. O novo Hellboy tinha tudo para dar certo, mas infelizmente não dá.

A trama acompanha Hellboy (David Harbour), um investigador paranornal a serviço de uma agência que monitora ocorrências sobrenaturais. Quando a antiga feiticeira Nimue (Milla Jovovich) retorna dos mortos e ameaça liberar demônios no mundo, cabe a Hellboy e seus aliados deter a ameaça.

O primeiro problema é que a narrativa constantemente perde o foco em digressões que pouco acrescentam  à trama e existem mais como fanservice e para plantar futuras continuações do que para construir o arco do protagonista. Vemos Hellboy enfrentar vampiros, gigantes e a bruxa Baba Yaga sem que essas ocorrências oferecerem muito desenvolvimento. Além da trama fragmentada, o arco de Hellboy e sua incerteza em relação a ajudar uma humanidade que o rejeita é desenvolvido de modo inconsistente.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Crítica – Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal


Análise Crítica – Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal


Review – Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal
Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal é um filme sobre um serial killer que praticamente não mostra o personagem cometendo assassinatos. Essa escolha poderia ser um grande problema, mas a narrativa usa isso como virtude e o resultado é uma trama que tenta entender o fascínio que um sujeito como Ted Bundy exercia sobre pessoas comuns.

A narrativa, baseada em uma história real, começa quando Ted Bundy (Zac Efron) conhece a secretária Liz Kendall (Lily Collins). Eles vivem um relacionamento aparentemente feliz até que um dia, durante uma viagem, Ted é detido por um policial na estrada, supostamente por ser reconhecido como um assassino procurado na área. Ted, no entanto, clama inocência e avisa para Liz que a polícia está armando para ele. Liz inicialmente acredita no namorado, mas acusações de outros estados começam a aparecer e Liz começa a ter dúvidas, mas o charme de Ted é eficiente em mantê-la sob seu controle durante um bom tempo.

A ideia parece ser explorar a natureza magnética de Bundy e como um serial killer tem facilidade em manipular e convencer as pessoas ao seu redor do que quer que seja. Nesse sentido, é acertada a escalação de Zac Efron como Bundy, já que provavelmente não há ninguém melhor para evocar a presença magnética do serial killer do que um galã hollywoodiano. Efron se vale de seu charme natural para fazer de Bundy um sujeito tão naturalmente boa praça que ninguém conseguia dizer não para ele. Desta maneira, a performance de Efron consegue nos convencer de como alguém como Bundy manteria as pessoas ao seu redor presas em sua rede de mentiras por tanto tempo.

terça-feira, 23 de julho de 2019

Crítica – As Trapaceiras


Análise Crítica – As Trapaceiras


Review Crítica – As Trapaceiras
Remake da comédia Os Safados (1988), estrelada por Michael Caine e Steve Martin, este As Trapaceiras muda o gênero de suas protagonistas, mas mantem a premissa original de uma rivalidade entre golpistas de personalidades opostas. Na trama, Penny (Rebel Wilson) e Josephine (Anne Hathaway) são duas golpistas disputando o território de uma pequena cidade turística na costa francesa. Para decidir quem poderá operar na cidade, elas fazem uma aposta: a primeira que conseguir meio milhão do rico desenvolvedor de aplicativos, Thomas (Alex Sharp).

Boa parte do humor reside em gags físicas, em especial as que envolvem a personagem de Rebel Wilson explorando o já cansando arquétipo de “gorda desajeitada” que ela vem repetindo durante boa parte de sua carreira. Na maioria das vezes ela se limita a cair e esbarrar em objetos em situações pouco inspiradas. Em outras, ele demora demais em piadas que por si já não seriam engraçadas e se tornam constrangedoras com a insistência na piada, a exemplo da cena em que ela se esfrega nas grades de uma cela para tentar seduzir uma policial.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Crítica – As Rainhas da Torcida


Análise Crítica – As Rainhas da Torcida


Review – As Rainhas da Torcida
Estrelado por Diane Keaton, As Rainhas da Torcida é aquele tipo de “feel good movie” para assistir em uma tarde chuvosa com um pote de sorvete. Pode não ter nada que você já não tenha visto, nem te desafiar como audiência, mas certamente vai colocar um sorriso em seu rosto.

Na trama, Martha (Diane Keaton) se muda para um condomínio de idosos no interior depois de ser diagnosticada com câncer. Lá ela faz amizade com sua vizinha, Sheryl (Jacki Weaver), e em uma conversa sobre o passado, Martha revela que quase foi líder de torcida de sua escola na juventude. Sheryl acaba encorajando a amiga para realizar seu sonho de juventude e juntas decidem criar um clube de líderes de torcida para as moradoras do condomínio.

A ideia é claramente mostrar que não há idade limite para nada na vida, que nunca é tarde para experimentar a vida ou correr atrás dos nossos sonhos. O problema é que o texto nunca dedica muito tempo às personagens, ao seus passados ou motivações e com isso elas acabam soando como figuras unidimensionais. O elenco composto por nomes como Diane Keaton, Jacki Weaver e Pam Grier é eficiente em construir a amizade entre as personagens e em nos fazer nos importar com elas graças a seu puro carisma quanto intérpretes.

domingo, 21 de julho de 2019

Crítica – Cavaleiros do Zodíaco: 1ª Temporada


Análise Crítica – Cavaleiros do Zodíaco: 1ª Temporada


Review – Cavaleiros do Zodíaco: 1ª Temporada
Diferente de animes como Dragon Ball Z ou Naruto, Cavaleiros do Zodíaco nunca fez nos Estados Unidos o sucesso que fez aqui no Brasil ou em alguns países da Europa. Essa nova adaptação do mangá de Masami Kurumada claramente mira no país como seu alvo principal, algo evidente pela ocidentalização dos nomes da dublagem em inglês, que troca Saori por Sienna, por exemplo. É um expediente desnecessário, visto que outros animes não precisaram disso para serem abraçados pelo público dos EUA e, felizmente, a dublagem brasileira manteve os nomes originais.

A trama é praticamente a mesma do mangá e do anime original. Jovens órfãos são enviados para lugarea remotos do mundo para treinarem e se tornarem cavaleiros de Athena, a deusa grega da sabedoria. Athena ressuscitou nos dias de hoje como a jovem Saori Kido e os cavaleiros Seiya, Shiryu, Hyoga e Shun precisam defendê-la das forças do mal.

Os temas principais de sacrifício, altruísmo e amizade continuam sendo centrais na trama. A jornada dos quatro protagonistas é a de justamente deixarem de lado a rivalidade e diferenças filosóficas para conseguirem lutar como uma unidade, com a trama apresentando aos poucos as razões desses personagens irem confiando uns nos outros. A narrativa também já vai plantando elementos que irão justificar os combates que veremos na batalha das 12 casas, a exemplo do breve encontro entre Ikki e Shaka de Virgem. Alguns elementos chave da narrativa, no entanto, acabam carecendo de impacto, como a revelação de que Saori é Athena.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Crítica – Meu Eterno Talvez



Análise Crítica – Meu Eterno Talvez

Review – Meu Eterno Talvez
Não esperava muita coisa deste Meu Eterno Talvez, visto que a maioria dos filmes originais da Netflix tende a ser decepcionante, vide os recentes Megarromântico e Entre Vinhoe Vinagre, mas ele acaba sendo uma fofa comédia romântica que tenta ponderar sobre relacionamentos e os papéis sociais aferidos a homens e mulheres dentro de uma relação.

Sasha (Ali Wong) e Marcus (Randall Park) são amigos desde a infância e acabam se envolvendo romanticamente no final do ensino médio. Eles se afastam depois da morte da mãe de Marcus e da ida de Sasha para a faculdade. Anos mais tarde, Sasha retorna a sua cidade natal para abrir um restaurante e reencontra Marcus. A reunião desperta neles sentimentos que estiveram dormentes em ambos durante o período que passaram afastados.

É uma premissa bem típica de comédia romântica que deixa óbvio desde o início que Sasha e Marcus vão inevitavelmente descobrir que foram feitos um para outro, assim como trocarão aprendizados entre si, com Sasha aprendendo a se reconectar às suas raízes e Marcus aprendendo a ser menos acomodado. Apesar da trama não oferecer nenhuma grande surpresa, o carisma e a química de Ali Wong e Randall Park conseguem nos fazer torcer pelo casal, com ambos construindo personagens adoráveis e com motivações compreensíveis.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Crítica – Citizens of Space


Análise Crítica – Citizens of Space


Review – Citizens of SpaceLançado em 2015 para múltiplas plataformas, o RPG Citizens of Earth surpreendia por sua homenagem aos RPGs da era 16-bit, em especial pelo modo como homenageava jogo cult Earthbound, tanto em sua estética colorida quanto em seu senso de humor excêntrico. Pois agora a desenvolvedora Eden Industries e a publisher Sega literalmente levam a franquia ao espaço neste Citizens of Space, que tem muito do que tornou o primeiro tão bacana, mas também repete muitos de seus erros.

Na trama, a Terra tenta integrar a federação galáctica de planetas, mandando seu embaixador para discursar na assembleia da federação. O problema é que durante o discurso a Terra desaparece por completo e a federação nega a inclusão do planeta na organização visto que o planeta sumiu. Assim, o embaixador precisa reunir cidadãos de toda a galáxia para ajudá-lo a solucionar o sumiço da Terra. A trama tem o mesmo senso de humor excêntrico e absurdo do game anterior e continua a parodiar o universo da política, inclusive com um presidente que é claramente inspirado em Donald Trump.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Crítica – Gotti


Análise Crítica – Gotti


Review – Gotti
Baseado na vida do mafioso John Gotti, este Gotti deveria ser um grande retorno do ator John Travolta ao prestígio que ele um dia teve. Claro, ele esteve na excelente primeira temporada de American Crime Story: O Povo Contra O.J Simpson, mas ali era mais um esforço conjunto do que um produto apoiado em uma única estrela. Além disso, a série foi um ponto fora da curva na filmografia recente de Travolta que tem estrelado um punhado de filmes ruins lançados direto para home video. Eu digo que Gotti deveria ser porque o resultado final claramente deixa Travolta ainda mais longe de recuperar sua reputação.

A trama conta a trajetória de John Gotti (John Travolta) no mundo do crime desde os anos 70 até sua eventual morte em 2002. Ao invés de contar essa história de uma maneira linear, o filme opta por construir sua trama em uma série de flashbacks a partir de uma conversa de Gotti com o filho, Gotti Jr (Spencer Lofranco), na prisão.

Essa escolha de desarrumar a temporalidade é o primeiro grande problema do filme. Ao fazer esse tipo de opção por desarranjo temporal, normalmente se escolhe algum eixo de alguma natureza para costurar tudo, mas aqui não parece haver uma espinha dorsal clara apoiando as escolhas do texto de ir e voltar no tempo. Não há um fio condutor, um conflito central e, dessa maneira, parece que estamos vendo uma colagem de “melhores momentos” do personagem sem qualquer causalidade entre eles.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Rapsódias Revisitadas – Eles Vivem


Análise Crítica - Eles Vivem


Review Crítica - Eles Vivem
Lançado em 1988 e dirigido por John Carpenter, Eles Vivem parece, na superfície um filme B de invasão alienígena. Na verdade, não deixa de ser exatamente isso, mas também apresenta várias camadas de comentário sobre as estruturas que governam o funcionameento da nossa sociedade.

Na trama, um operário (Roddy Piper) encontra um par de óculos escuros que o faz ver a realidade oculta de nosso mundo: a de que somos governados por alienígenas grotescos que querem explorar nosso trabalho e todo o discurso midiático contem uma série de mensagens subliminares feitas para nos manter domesticados e consumindo. O protagonista tenta convencer seu melhor amigo, Frank (Keith David) a usar os óculos, mas Frank resiste a querer enxergar a verdade.

É difícil não olhar as críticas que o filme faz à sociedade capitalista e não pensar na noção de mitologias proposta pelo teórico Roland Barthes. Para Barthes, os discursos midiáticos hegemônicos existem para tornar invisíveis aqueles que controlam os meios de produção e para tornar toda a estrutura de funcionamento da sociedade como algo natural e normal (no sentido de norma mesmo). Ao fazer do capitalismo e suas desigualdades inerentes parecerem uma norma única, esse discurso hegemônico deixa pouco espaço para que os problemas e distorções do modelo capitalista sejam questionados. É basicamente o que acontece nesse filme, no qual as publicidades e jornalismo trazem mensagens subliminares para as pessoas não questionarem a autoridade e para consumirem continuamente.

Conheçam os indicados ao Emmy 2019




A Academia de Artes e Ciências Televisivas divulgou a lista de indicados para a 71º edição do Emmy Awards. Game of Thrones foi a série com o maior número de indicações, totalizando 32, enquanto que o segundo lugar foi para The Marvelous Ms. Maisel com 20. A HBO recuperou a liderança em número total de indicações, ficando com 137, enquanto que a Netflix ficou em segundo lugar com 117.

A cerimônia do Emmy 2019 acontecerá no dia 22 de setembro.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Crítica – London Fields




Em produção desde 2013, este London Fields teve uma produção conturbada passando por diretores como David Cronenberg e Michael Winterbottom até chegar a Matthew Cullen, responsável pelo videoclipe California Gurls de Katy Perry. Filmado em 2015, o filme ficou um tempo na gaveta até ser exibido em alguns festivais de cinema em 2018 com uma recepção majoritariamente negativa (merecidamente, por sinal).

A trama, baseada em um romance escrito por Martin Amis na década de 80 (que não li), se passa em Londres em 1999. A cidade está em um momento de convulsão social por motivos que o roteiro não se dá ao trabalho de explicar e nunca tem muito impacto na trama. Um escritor com bloqueio criativo, Samson (Billy Bob Thornton), chega a Londres em busca de uma nova fonte de inspiração e os desejos dele são atendidos quando conhece a misteriosa Nicola (Amber Heard), uma mulher fatal que diz ter tido uma visão da própria morte. Crendo na veracidade da clarividência de Nicola, Samson decide acompanhá-la para escrever sobre ela.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Crítica – Blazing Chrome


Análise Crítica – Blazing Chrome


Review – Blazing Chrome
O primeiro trailer de Blazing Chrome, criado pela desenvolvedora JoyMasher, chamou a atenção pelo quanto parecia com os games das franquias Contra, em especial Contra III, e Metal Slug, tanto no visual quanto no gameplay acelerado. Pois o resultado final é uma competente recriação da experiência desses games, ainda que não traga nenhuma significativa transformação ao gênero.

A trama se passa em um futuro no qual as máquinas dominaram tudo, algo similar a O Exterminador do Futuro. De início existem dois personagens disponíveis, mas outros dois podem ser desbloqueados posteriormente. O jogo apresenta quatro fases que podem ser completadas em qualquer ordem, com um indicador de dificuldade mostrando qual seria a ordem ideal, abrindo mais depois que as quatro primeiras são completadas.

A jogabilidade, que permite um multiplayer local cooperativo para dois jogadores, é exatamente aquilo que se esperava de algo baseado nos antigos jogos de tiro da época 16 bit. Inimigos aparecem por todos os lados, tiros e explosões abundam pela tela e ao final de cada fase há um chefe gigantesco a ser eliminado. Os controles são precisos e o jogo ainda dá a opção de mirar parado segurando um dos botões laterais (R1 no PS4) que ajuda bastante contra os chefes. Além da arma básica, também é possível encontrar outras quatro armas que podem ser trocadas depois que adquiridas, embora esses upgrades sejam perdidos quando o jogador morre.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Crítica – Atentado ao Hotel Taj Mahal


Análise Crítica – Atentado ao Hotel Taj Mahal


Review – Atentado ao Hotel Taj Mahal
Contando uma história real de um violento atentado terrorista, Atentado ao Hotel Taj Mahal tenta se aproximar da intensidade e complexidade de filmes como Voo United 93 (2006) ou Capitão Phillips (2013), mas o resultado acaba sendo superficial e problemático.

A narrativa é centrada nos funcionários do hotel e seus esforços para manter os hóspedes em segurança. A trama se divide entre vários personagens, mas o problema é que não há tempo para que a maioria deles seja satisfatoriamente desenvolvida, fazendo-os soar como sujeitos unidimensionais. Apesar da atitude dos funcionários de fato ser louvável e altruísta, nela também estão imbricadas questões de classe social e colonialismo que o filme não parece se dar conta ou que constrói de maneira pouco satisfatória.

Um exemplo é a cena em que uma das hóspedes acusa o garçom interpretado por Dev Patel de ser terrorista só pelo fato do rapaz ter barba e usar turbante. O chefe da equipe do hotel, ao invés de recriminar a mulher pela atitude racista contra alguém que literalmente está arriscando a vida para salvá-la, simplesmente pede para que o garçom retire o turbante. A postura denota a submissão dos funcionários do hotel, como se a dignidade dos funcionários valesse menos que o conforto de uma dondoca rica e racista. Claro, o garçom conversa com a mulher, mas a situação é resolvida da pior maneira possível, com o medo e a tensão da situação sendo usados como desculpa para o racismo.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Crítica – Não Vai Dar


Análise Crítica – Não Vai Dar

Review – Não Vai DarHollywood já fez inúmeras comédias sobre adolescentes tentando perder a virgindade a todo custo. Quase sempre essas histórias são sob o ponto de vista masculino, a exemplo de American Pie (1999), então é sempre curioso para ver como um filme tenta olhar essa questão a partir de um grupo de personagens femininas como acontece neste Não Vai Dar.

A trama é centrada em três amigas, Julie (Kathryn Newton), Kayla (Geraldine Viswanathan) e Sam (Gideon Adlon). No dia da formatura do colegial as três fazem um pacto para perderem a virgindade com seus respectivos pares para o baile de formatura. A troca de mensagens entre as três, no entanto, acaba sendo acidentalmente vista por Lisa (Leslie Mann), a mãe de Julie, que alerta os pais de Kayla e Sam, Mitchell (John Cena) e Hunter (Ike Barinholtz) e os três decidem impedir as filhas.

Pela premissa parece que o filme vai adotar uma postura machista, assumindo a sexualidade feminina como algo que precisa ser controlado e indigno de uma “mulher de respeito”, mas felizmente não é o caso. O humor do filme reside justamente em ridicularizar a atitude dos três pais, mostrando como a conduta deles é anacrônica, estúpida e estão projetando nas filhas seus próprios temores e inseguranças quanto à saída delas de casa.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Crítica – Good Girls: 2ª Temporada


Análise Crítica – Good Girls: 2ª Temporada


Review – Good Girls: 2ª TemporadaQuando escrevi sobre a primeira temporada de Good Girls, mencionei que apesar de boas ideias e do carisma do trio principal, a série tinha inúmeros problemas de roteiro que prejudicavam a experiência. Eu esperava que essa segunda temporada melhorasse esses problemas, mas ao invés disso continua a apresentar a mesma quantidade de furos e incongruências de antes. Aviso que texto contem SPOILERS da temporada.

A trama continua no exato momento em que a anterior, com Rio (Manny Montana) tendo invadido a casa de Beth (Christina Hendricks) e tomando o marido dela, Dean (Matthew Lillard, o eterno Salsicha dos filmes do Scooby Doo) de refém. Dean é baleado, mas sobrevive. Enquanto isso, Beth, Annie (Mae Whitman) e Ruby (Retta) precisam sumir com as evidências que existem contra elas, já que o agente Turner (James Lesure) está próximo de localizá-las.

Tal como na primeira temporada, o texto é cheio de inconsistências. Beth é extremamente inteligente e ardilosa, capaz de criar esquemas de falsificação e até estar a um passo adiante de Rio, exceto quando o roteiro decide que ela é uma completa idiota. Um exemplo é já no início da temporada quando ela hesita em matar Boomer (David Hornsby). A hesitação em si já não faz muito sentido, já que Boomer não só está prestes a delatar Beth e as amigas para o FBI, como também tinha tentado estuprar Annie na temporada anterior e tentado passar a perna nelas antes. Ou seja, Boomer é claramente uma ameaça e um sujeito desprezível e ainda assim ela o trata como um sujeito completamente inocente.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Crítica – Stranger Things: 3ª Temporada


Análise Crítica – Stranger Things: 3ª Temporada

Review – Stranger Things: 3ª TemporadaDepois de uma competente segunda temporada, Stranger Things retorna para a sua terceira depois de um hiato de um ano e esse intervalo parece ter feito muito bem à série, entregando uma temporada concisa, sem problemas de ritmo, que talvez seja a melhor até aqui.

A narrativa começa cerca de um ano depois da temporada anterior. Os garotos estão de férias, Mike (Finn Wolfhard) e Onze (Millie Bobby Brown) estão namorando e não desgrudam um do outro. Lucas (Caleb McLaughlin) e Max (Sadie Sink) também estão namorando, o que deixa Will (Noah Schnapp) frustrado por não ter mais seus amigos por perto. Dustin (Gaten Matarazzo) retorna a Hawkins depois de uma viagem dizendo que também arrumou uma namorada, mas ninguém acredita nele. Ao mesmo tempo, russos constroem uma base subterrânea no local em que Onze fechou o portal para o Mundo Invertido na temporada anterior e tentam reabri-lo, liberando o Devorador de Mentes no nosso mundo. Depois de se ferir em um acidente de carro, Billy (Dacre Montgomery) acaba sendo dominado pelo Devorador e é usado como peão nos planos da criatura para destruir Onze e abrir definitivamente o portal para o nosso mundo.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Crítica – Shaft

Análise Crítica – Shaft


Review – Shaft
Este novo Shaft é simultaneamente um reboot e uma continuação. Continuação porque reconhece os eventos desde o primeiro filme de 1971, que trazia Richard Roundtree como o personagem título, passando pela versão dos anos 2000 protagonizada por Samuel L. Jackson até chegar na trama atual. É um reboot, no entanto, porque ter visto qualquer filme anterior não é necessário para assistir esse, que tenta ser um novo começo para a franquia.

A trama acompanha John Shaft Jr (Jessie T, Usher), ou JJ, filho do Shaft interpretado por Samuel L. Jackson no filme de 2000. JJ é um analista de dados do FBI que decide investigar a morte de um amigo e acaba precisando pedir ajuda ao pai e ao avô, o Shaft original, interpretado por Richard Roundtree, para resolver o caso.

Jessie T. Usher, que viveu o filho do personagem de Will Smith no péssimo Independence Day: O Ressurgimento (2016), continua a exibir aqui o mesmo tipo de interpretação apática e desprovida de carisma que demonstrou no filme de 2016. Não que o material ajude o ator, já que o roteiro JJ é reduz a uma caricatura aborrecida de millenial hipster que reclama e gagueja boa parte do tempo e que muitas vezes assume uma conduta incoerente.

Ouvimos mais de uma vez o personagem dizer que não gosta de armas e quando ele recebe uma arma do pai logo no início do filme, JJ a atira pela janela. A cena é feita para ser engraçada, mas lembremos que o personagem é um agente do FBI que, imaginamos, deveria se preocupar com a segurança da população e jogar uma arma de fogo no meio da rua é no mínimo um ato de irresponsabilidade dele. Claro, o Shaft pai aponta a estupidez da ação do filho, mas nem isso serve para diminuir o senso de incoerência das ações do protagonista.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Lixo Extraordinário – A Noite dos Coelhos

Crítica – A Noite dos Coelhos


Resenha – A Noite dos Coelhos
Lançado em 1972, A Noite dos Coelhos é um daqueles filmes que tem uma premissa tão absurda, com coelhos gigantes atacando uma pequena cidade, que imediatamente imaginamos que não irá se levar a sério. É o tipo de coisa que poderia render uma podreira bem divertida se abraçasse a natureza absurda de sua trama, mas cai no erro de tentar ser um terror “sério” e como resultado acaba sendo aborrecido.

Na trama, a uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos está sofrendo com uma infestação de coelhos. Depois que todos os coiotes da região foram eliminados, os coelhos se reproduziram descontroladamente e se tornaram uma praga, devorando as plantações locais. O fazendeiro Cole (Rory Calhoun) pede ajuda ao reitor da universidade local, Elgin (DeForest Kelley, o Dr. McCoy da série clássica de Star Trek).

O reitor designa o casal Roy (Stuart Whitman) e Gerry Bennet (Janet Leigh, que protagonizou Psicose) para desenvolver uma meio de eliminar os coelhos sem usar venenos. Eles tentam uma terapia hormonal para deixar os coelhos inférteis, injetando neles um coquetel de hormônios e drogas, mas a filha deles acaba pegando o coelho usado como cobaia e o leva consigo, acidentalmente deixando o animal escapar logo depois. Poucos meses depois, moradores da cidade começam a ser mortos em uma antiga mina de ouro e os personagens descobrem que o coelho que escapou não só se tornou imenso, como se multiplicou, criando uma horda de coelhos gigantes prestes a atacar a cidade.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Crítica – Homem-Aranha: Longe de Casa


Análise Crítica – Homem-Aranha: Longe de Casa


Review – Homem-Aranha: Longe de Casa
Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017) era um competente recomeço para o herói aracnídeo nos cinemas. O filme deixava uma clara possibilidade de continuação em sua cena pós-créditos, com Mac Gargan (Michael Mando), que os fãs de quadrinhos conhecem como o Escorpião, jurando vingança contra o herói. A Marvel, no entanto, não usou esse gancho em Homem-Aranha: Longe de Casa, preferindo repercutir o impacto dos eventos vistos em Vingadores: Ultimato.

A trama começa situando o que aconteceu após a derrota de Thanos (Josh Brolin) e o retorno daqueles que sumiram por conta do estalo. O mundo está de luto por conta dos heróis que pereceram na última grande batalha e Peter Parker (Tom Holland) questiona seu lugar no vácuo de poder deixado pela ausência de figuras como Tony Stark (Robert Downey Jr) e Steve Rogers (Chris Evans). De férias, Peter viaja com sua turma de escola para a Europa e lá ele planeja contar a MJ (Zendaya) que gosta dela. Os planos de Peter são frustrados quando Nick Fury (Samuel L. Jackson) aparece em seu hotel pedindo ajuda para enfrentar criaturas de outra dimensão com a ajuda de Quentin Beck (Jake Gyllenhaal), também de outra dimensão.