sexta-feira, 18 de junho de 2021

Crítica – DBZ Kakarot: Trunks o Guerreiro da Esperança

 Análise Crítica – DBZ Kakarot: Trunks o Guerreiro da Esperança


Review – DBZ Kakarot: Trunks o Guerreiro da Esperança
Depois de mais de um ano e meio de lançado Dragon Ball Z Kakarot finalmente entrega o último DLC de seu passe de temporada. Seria possível pensar que o atraso foi por conta da pandemia e, em certo grau, talvez tenha sido, mas é importante lembrar que entre além das duas expansões planejadas o jogo também inseriu um inexplicável multiplayer online na forma de um card game que ninguém pediu nem precisava. Deslocar recursos para esse modo provavelmente ajudou no atraso deste Trunks: O Guerreiro da Esperança que, como tinha sido dito, oferece um conteúdo maior do que os dois episódios anteriores.

As duas primeiras expansões iam além de DBZ e traziam histórias de Dragon Ball Super, adaptando os dois primeiros arcos. Imaginei que a última expansão seguiria essa tendência adaptando o arco de Zamasu e o Trunks do futuro, mas o que estava reservado era a história de outro Trunks do futuro. A nova expansão nos coloca de volta nas tramos de Dragon Ball Z contando sobre o futuro em que os Androides 17 e 18 destruíram o mundo e Trunks foi o último guerreiro Z que restou. A trama então acompanha os esforços de Trunks em sobreviver e lidar com a ameaça e surpreende ao contar a história deste Trunks para além da derrota de Cell.

Se as primeiras expansões eram mais lineares, com mapas menores, aqui voltamos a ter todo o mundo de DBZ completamente explorável como na campanha principal. Isso é uma espada de dois gumes. Por um lado o jogo continua acertando no sentimento de experimentar aquele universo, de fazer parte dele, inclusive com missões secundárias que ajudam a entender como o resto do mundo lidava com a presença dos Androides. Por outro, as atividades são praticamente as mesmas e depois de cerca de 50 horas da campanha principal coletando ingredientes para receitas, cozinhando pratos para me dar incrementos de atributos e tudo mais soa repetitivo. O mesmo pode ser dito das missões secundárias, que continuam sendo fetch quests chatas, só valendo a pena pelo que expandem da mitologia deste universo.

O combate permanece o mesmo do jogo base. Continua satisfatório, mas não há muito em termo de mecânicas, já que mesmo as novas habilidades de Trunks são apenas versões mais poderosas dos ataques obtidos na campanha principal (mas devo dizer que me surpreendi com a transformação em Super Saiyajin 2). Onde o jogo continua acertando é na apresentação da história principal e em conseguir captar a emoção e intensidade do anime especialmente em momentos chave como a morte de Gohan ou a luta entre Trunks e a primeira forma de Cell. Como a trama desta última expansão se passa antes da narrativa das duas anteriores e é focada em Trunks, não há muito como aproveitar as transformações e golpes aprendidos por Goku e Vegeta durante os dois episódios de Um Novo Poder Desperta, o que é um pouco frustrante.

A única nova mecânica está nos drones da Red Ribbon que patrulham as cidades e avisam os Androides caso o jogador fique no campo de visão deles tempo demais. É possível destruí-los com disparos de ki e fazer isso dá algumas peças que podem ser trocadas por receitas e técnicas. Imagino que a ideia era criar a tensão de se mover por um território hostil, mas eles são tantos que a exploração fica truncada conforme paramos o tempo todo para destruir esses robôs indo na contramão da velocidade e liberdade de movimento dos personagens, felizmente isso se limita aos primeiros segmentos da aventura. As recompensas obtidas também não são lá muito estímulo, já que se tratam das mesmas comidas e melhorias que já obtivemos com outros personagens na campanha principal, sendo particularmente frustrante ter que vagar pelo mapa coletando medalhas para aprender golpes que eu já tinha aprendido na campanha principal.

O que Trunks: O Guerreiro da Esperança tem a oferecer acaba sendo mais do mesmo, com uma trama bem contada que repete as mesmas mecânicas da campanha original que, embora competentes, acabam cansando.

 

Nota: 6/10


Trailer

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