quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Drops – Para Sempre Chape e Operação Final


Nossa sessão de textos curtos vai hoje falar de dois filmes que chegaram recentemente na Netflix, o documentário Para Sempre Chape e o drama Operação Final.

Para Sempre Chape

Análise Crítica - Para Sempre Chape


Review - Para Sempre Chape
A tragédia envolvendo o time da Chapecoense, cujo avião caiu enquanto viajavam para a Colômbia, matando cerca de 70 pessoas, incluindo boa parte do time, equipe técnica e jornalistas que os acompanhavam, ainda está fresca na memória. Um documentário sobre o acontecido poderia soar apelativo ou sensacionalista, mas Para Sempre Chape consegue emocionar sem pesar a mão na exploração da tragédia.

Parte da força do filme vem em contextualizar a trajetória de sucesso do time, crescendo rapidamente da série D do Campeonato Brasileiro para, em poucos anos, estar na série A. Ao entender o que o time significava para a pequena cidade de Chapecó através dos depoimentos de torcedores e pessoas ligadas à equipe, nos aproximamos ainda mais da tragédia. É difícil não se emocionar com a cerimônia feita na Colômbia pelo Nacional de Medelín quando até mesmo o robótico e apático José Serra (então ministro das relações exteriores) falou com voz embargada, mal conseguindo conter o choro, ao agradecer o povo colombiano pela solidariedade. Estruturalmente, no entanto, é um documentário bem básico, com entrevistas e imagens de arquivo, por vezes mais parecendo uma grande reportagem feita por algum programa esportivo.

Nota: 7/10

Trailer




Operação Final

Análise Crítica - Operação Final


Review Crítica - Operação FinalBaseado em fatos reais, Operação Final conta a história do esforço israelense em capturar Adolf Eichmann (Ben Kingsley), o arquiteto por trás de toda a infraestrutura de eliminação de judeus durante o Holocausto. A equipe de agentes do Mossad liderada por Peter Malkin (Oscar Isaac) precisa entrar secretamente na Argentina, onde Eichmann se esconde, e tirá-lo de lá para que seja julgado em Israel.

A trama tenta trabalhar questões envolvendo justiça, vingança, moralidade e se é possível que uma pessoa sozinha responda por um genocídio cometido por várias. São perguntas interessantes e complexas, no entanto o filme parece deixá-las de lado uma vez que os personagens chegam à Argentina, se concentrando mais no suspense envolvendo a execução da extração de Eichmann no país. Nesse sentido, é um thriller competente, mas que passa superficialmente pelo debate ético que inicialmente propõe.

Ben Kingsley entrega uma performance discreta como Eichmann. Uma escolha proposital de fazê-lo parecer um sujeito banal, lembrando que no mundo real o mal não se manifesta como um vilão caricato de filme de ação, mas como alguém aparentemente comum, que poderia ser um vizinho ou alguém que encontramos em um elevador, nos fazendo refletir sobre a banalidade do mal.

Nota: 6/10

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