terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Crítica – O Som da Morte

Análise Crítica – O Som da Morte

Review – O Som da Morte
A premissa de O Som da Morte era basicamente a da franquia Premonição ao trazer um grupo de adolescentes tentando fugir da “morte”, então não estava particularmente empolgado para assistir. Ainda assim resolvi conferir e ao menos o resultado final tem elementos suficientes para agradar fãs de terror.

Morte à espreita

A trama é protagonizada por Chrys (Dafne Keen), que se muda para uma nova cidade e uma nova escola depois de uma tragédia pessoal. No primeiro dia de aula, ela descobre um estranho apito maia em seu armário, que aparentemente pertencia ao aluno que usava o armário antes dela e morreu sob circunstâncias misteriosas. Obviamente a garota resolve pegar o estranho artefato que sussurra coisas sombrias para ela e mostra para seu novo grupo de amigos. Quando um deles assopra o apito, porque claro que adolescentes vão achar uma boa ideia usar um artefato ancestral com um entalhe que diz que ele invoca a morte, descobrem que atraíram suas mortes futuras para o presente e que elas estão os perseguindo. Agora eles precisam encontrar um jeito de eliminar a maldição.

Como falei, é basicamente Premonição com a diferença que eles invocam a morte para persegui-los, adiantando a hora da morte deles, ao invés da morte perseguir os protagonistas depois que eles evitam algum desastre. As aparições que perseguem os personagens variam dependendo de como eles morreriam no futuro, refletindo seus vícios ou desvios, lembrando um pouco também produções como Corrente do Mal (2014) ou os dois Sorria. A premissa ao menos abre espaço para algumas mortes criativas, como o sujeito que morreria em um incêndio entrando em combustão debaixo do chuveiro ou outro cujo fim seria uma batida de carro começar a se contorcer e quebrar os ossos quando a morte o encontra.

Dafne Keen consegue trazer algum peso emocional às angústias de Chrys, dando credibilidade às dúvidas e inseguranças da adolescente ainda que seu arco seja uma superação de trauma relativamente clichê. Chrys também acaba se aproximando da colega Ellie (Sophie Nelisse, de Yellowjackets) e as duas tem uma química que convence do afeto que cresce entre as duas garotas e como o sentimento de Chris por Ellie a motiva a encarar seus traumas. Por conta da performance das duas conseguimos ao menos nos importar com as duas personagens mesmo que o arco delas seja relativamente previsível. Os demais personagens, no entanto, se resumem a uma coleção de lugares comuns a esse tipo de história, como a patricinha popular, o nerd e o atleta convencido, sem nada de muito interessante.

O Som da Morte não consegue afastar a sensação de que ele é um combinado de coisas que já vimos antes, mas as mortes sangrentas e a construção do relacionamento entre as duas protagonistas ao menos consegue manter o nosso interesse.

 

Nota: 6/10


Trailer

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