sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Crítica – Arco

 

Análise Crítica – Arco

Review – Arco
Primeiro longa-metragem do diretor francês Ugo Bienvenu, Arco funciona como uma mistura entre E.T: O Extraterrestre (1982) e os filmes do Hayao Miyazaki, somados com uma discussão sobre meio-ambiente e como normalizamos o nosso caos climático.

De volta para o futuro

A narrativa começa no ano 3000. A humanidade vive uma utopia movida a energia solar em casas acima das nuvens. Nessa época, viagem espacial e no tempo também foi dominada com o uso de arco-íris, com incursões no tempo sendo usadas, por exemplo, para recuperar espécimes de plantas extintas. O garoto Arco vive nessa época e morre de vontade de viajar no tempo para ver dinossauros, mas ainda não atingiu a idade permitida. Um dia ele resolve pegar o traje da irmã para viajar no tempo, mas erra o destino indo parar no ano 2075 e perdendo seu cristal de viagem no tempo durante o desastroso pouso. Ele é resgatado pela garota Íris (Arco e Íris, sacaram?), que vive com seu robô babá Mikki e sente saudades dos pais, que trabalham na cidade grande e só aparecem nos finais de semana. Iris tenta ajudar Arco a voltar para casa, mas são perseguidos por um trio de irmãos atrapalhados que há anos tentam desvendar o mistério das “pessoas arco-íris”.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Crítica – Blue Moon: Música e Solidão

 

Análise Crítica – Blue Moon: Música e Solidão

Review – Blue Moon: Música e Solidão
Acho interessante quando cinebiografias resolvem abarcar um período específico do biografado usando esse momento como uma metonímia para sua vida, se bem trabalhado pode funcionar melhor do que tentar abarcar a vida inteira de um indivíduo. Dirigido por Richard Linklater Blue Moon: Música e Solidão vai por esse caminho para falar dos últimos meses do compositor Lorenz Hart, mas reduz tanto seu escopo que acaba prejudicando suas intenções.

Crise criativa

A narrativa começa no dia da estreia do musical Oklahoma! na década de 1940. Lorenz Hart (Ethan Hawke) sai mais cedo do espetáculo e vai para o bar onde será a festa da equipe do musical. Ele tece críticas à produção, mas sabe que será um sucesso, prevendo novas empreitadas para seu parceiro criativo Dick Rodgers (Andrew Scott), que escreveu as músicas de Oklahoma ao lado de Oscar Hammerstein (Simon Delaney). Hart agora teme que Rodgers siga a parceria com Hammerstein e o deixe de lado. Assim, acompanhamos a noite de Hart conforme ele tenta entender o lugar de sua carreira, sua relação com a jovem Elizabeth (Margaret Qualley, de A Substância) e o seu legado musical.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Crítica – Zootopia 2

 

Análise Crítica – Zootopia 2

Review – Zootopia 2
O primeiro Zootopia (2016) era uma animação bacana, mas não era um filme que eu sentia necessidade de uma continuação. Quando esse Zootopia 2 foi anunciado temi que fosse uma sequência caça-níqueis, feita de qualquer jeito para capitalizar em cima do sucesso do anterior. Felizmente não é o que acontece, ainda que de certa forma o filme repita algumas ideias do antecessor.

Mundo animal

Na trama, a posição de Judy e Nick na polícia está ameaçada depois de uma operação que dá errado por conta das ações deles. Mesmo por um fio, Judy continua a investigar uma conspiração para atingir a família Lynxley, que seriam os responsáveis pelas muralhas climáticas que permitem que os animais coexistam em Zootopia. Durante uma festa dada pelos Lynxley para anunciar a expansão de seu território, o local é atacado por uma cobra, Gary, e Judy descobre que os Lynxley guardam segredos sombrios, tentando ajudar Gary. Assim, ela e Nick são colocados como cúmplices do atentado e precisam investigar o que os Lynxley se esforçam tanto para manter em segredo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Crítica - O Caso dos Estrangeiros

 

Análise Crítica - O Caso dos Estrangeiros

Review - O Caso dos Estrangeiros
Movimentos migratórios são comuns na história da humanidade, mesmo as migrações provocadas por pessoas fugindo de conflitos armados aconteceram com frequência ao longo do século XX. Nas últimas décadas, no entanto, países desenvolvidos vêm restringindo cada vez mais o acesso de refugiados aos seus territórios, com discursos reacionários muitas vezes mirando em imigrantes como o maior problema a ser eliminado. Dirigido e escrito por Brandt Andersen, O Caso dos Estrangeiros tenta tecer um amplo mosaico para entender o que move essas pessoas.

Histórias cruzadas

A trama começa em 2023 com a médica Amira (Yasmine Al Massri da série Quantico) trabalhando em um hospital nos Estados Unidos. Uma ligação telefônica a faz lembrar de eventos ocorridos oito anos antes quando morava em Alepo, na Síria, e trabalhava em um hospital atendendo os vários lados do conflito que envolvia o país. A partir daí o filme se abre para acompanhar outros personagens cuja história se conecta com a de Amira em uma estrutura que lembra aqueles “filmes mosaico” que eram moda no início dos anos 2000 ao estilo de Crash: No Limite (2004).

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Crítica – O Poder e a Lei: Quarta Temporada

 

Análise Crítica – O Poder e a Lei: Quarta Temporada

Review – O Poder e a Lei: Quarta Temporada
Depois de um morno terceiro ano, temi que a quarta temporada de O Poder e a Lei tivesse menos ainda a oferecer. Felizmente esses novos episódios aproveitam bem o gancho deixado no ano anterior e constroem uma trama tensa ao redor dos novos problemas jurídicos do protagonista.

Advogando em causa própria

A temporada começa exatamente no ponto em que a anterior parou, com Mickey Haller (Manuel Garcia Rulfo) sendo detido depois que o corpo de seu cliente, o trambiqueiro Sam (Christopher Thornton), é encontrado no porta-malas do seu carro. Agora Mickey precisa defender a si mesmo no tribunal contra a implacável promotora Dana (Constance Zimmer). Enquanto isso, Lorna (Becki Newton) tenta manter o escritório funcionando, mas a prisão de Mickey afeta a reputação da firma e eles começam a perder clientes.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Crítica – A Voz de Hind Rajab

 

Análise Crítica – A Voz de Hind Rajab

Review – A Voz de Hind Rajab
A situação humanitária da Palestina já tem sido explorada pelo cinema e pela imprensa nos últimos anos. Os ataques de Israel à região tem causado uma grande devastação e feito um número enorme de vítimas civis direta ou indiretamente, incluindo idosos e crianças. Dirigido por Kaouther Ben Hania, A Voz de Hind Rajab olha para um microcosmo desse conflito para mostrar suas consequências aterradoras.

Infância roubada

A narrativa é baseada em fatos reais, acompanhando um grupo de voluntários da organização humanitária Crescente Vermelho, que prestam auxilio humanitário à Palestina. Em janeiro de 2024 eles recebem a ligação de uma menina de cinco anos, Hind Rajab, que está presa dentro de um carro durante a invasão israelense à Faixa de Gaza. A família inteira da garota está morta dentro do carro, ela é a única sobrevivente. Os voluntários Omar (Motaz Malhees) e Rana (Saja Kilani) se mantem na linha com a menina enquanto tentam coordenar um resgate, já colocar uma ambulância para circular em uma zona de guerra ativa não é algo simples.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Crítica – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

 

Análise Crítica – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Review – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Muito pouco se sabe sobre a esposa de William Shakespeare. Não certeza sequer a respeito de seu nome, com alguns relatos dando conta de que seria Anne Hathaway e outros de que seria Agnes Hathaway. Em Hamnet: A Vida Antes de Hamlet a diretora Chloé Zhao (de Nomadland e Eternos) constrói uma narrativa para entender como seria a vida dela e como a uma tragédia pessoal da vida do casal teria influenciado a mais importante obra de Shakespeare.

Ser ou não ser

A narrativa é centrada em Agnes (Jessie Buckley), uma mulher que vive no interior da Inglaterra e é apegada a antigas tradições envolvendo a floresta, rezas e uso de plantas para cura. Um dia ela conhece Will (Paul Mescal) e eles se apaixonam. Eles tem três filhos, incluindo o casal de gêmeos Judith e Hamnet. Quando Hamnet morre, isso causa um dano na relação do casal, com Will se tornando distante de Agnes, se fechando em seu trabalho em Londres enquanto a esposa vive com os filhos no interior. O que Agnes não sabe é que o marido está enfrentando o luto à sua própria maneira.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Crítica – Você Só Precisa Matar

 Análise Crítica – Você Só Precisa Matar

Review – Você Só Precisa Matar
A série de livros All You Need is Kill de Hiroshi Sakurazaka já tinha sido adaptada em mangá e levada para os cinemas via Hollywood com No Limite do Amanhã (2014). Agora retorna aos cinemas em forma de longa animado com este Você Só Precisa Matar.

Viva, Morra, Repita

A narrativa acompanha Rita, uma jovem solitária que faz parte de uma força-tarefa dedicada a estudar o Darol, um enorme alienígena em formato de planta que caiu na Terra um ano atrás. Um dia, o ser emite um enorme pulso eletromagnético e libera várias criaturas no planeta. Rita é morta por um deles, mas estranhamente acorda no mesmo dia, como se nada tivesse acontecido. Ela tenta avisar os companheiros da catástrofe iminente, mas ninguém acredita nela. Rita então tenta resolver as coisas sozinha, aprendendo a cada morte como se fosse um videogame.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Crítica – O Morro dos Ventos Uivantes

 

Análise Crítica – O Morro dos Ventos Uivantes

Review – O Morro dos Ventos Uivantes
A primeira cena dessa nova versão de O Morro dos Ventos Uivantes dá a impressão que a diretora Emerald Fennell, de Saltburn (2023), entende o que está no cerne do texto original de Emily Bronte. A tela está preta, ouvimos uma respiração arfante e sons de gemidos. Imaginamos se tratarem de sons emitidos durante o sexo, mas a imagem se revela e nos mostra uma execução pública, uma pessoa sendo enforcada e sufocando. Assim que o sujeito morre, o público que assiste explode em júbilo, algumas pessoas começam a transar. A punção sexual e a punção de violência estão conectadas. Uma população que vive em uma época de pudores e recato desloca sua libido para a violência, a crueldade e um senso de revanchismo. A ideia que a alienação afetiva e uma vida de maus tratos e de afetos não concretizados desperta o pior nas pessoas era central no romance de Bronte e ao assistir a primeira cena pensei que o filme se manteria fiel a esse espírito.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Crítica – Dupla Perigosa

 

Análise Crítica – Dupla Perigosa

Review – Dupla Perigosa
Todo o material de divulgação de Dupla Perigosa dava a impressão de um filme de ação bem qualquer coisa, daqueles que serviços de streaming jogam no catálogo todo final de semana só pra dizer que tem coisa nova para assistir. Resolvi conferir por pura preguiça de procurar alguma coisa e acabei me surpreendendo positivamente. Não reinventa a roda, nem qualquer inovação, a trama é relativamente previsível, mas é carismático e bem executado o bastante pra divertir.

Irmãos em armas

A narrativa acompanha James (Dave Bautista) e Jonny (Jason Momoa), dois irmãos que estão há anos sem se falar e não tem uma boa relação. Quando o pai deles, que era investigador particular, morre em um suposto atropelamento, Jonny vai até o Havaí para o enterro. Lá ele desconfia que há algo mais na morte do pai e convence James a investigar a questão junto com ele. Logo eles esbarram em uma grande conspiração criminosa.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Crítica – Anaconda

 

Análise Crítica – Anaconda

Review – Anaconda
Lançado em 1997, Anaconda não foi bem recebido. Muito disso se devia à trama ridícula, efeitos visuais ruins, atuações canastronas e equivocadas (por exemplo Jon Voight interpretando um brasileiro com o pior sotaque posto em celuloide) justificavam essa reação. Essas características, no entanto, contribuíram para que, com o tempo, o filme se tornasse meio que cult, com comunidades de fãs celebrando o filme por ser divertido justamente por conta de sua ruindade. Como Hollywood não consegue deixar nenhuma propriedade intelectual parada era questão de tempo até que uma nova versão fosse feita, exatamente o caso deste Anaconda, que se posiciona de imediato como uma comédia.

A cobra vai fumar

A narrativa acompanha os amigos Doug (Jack Black), Griff (Paul Rudd), Claire (Thandiwe Newton) e Kenny (Steve Zahn). Quando jovens eles sonhavam em fazer cinema, mas abandonaram esse sonho. Apenas Griff segue tentando ser ator, mas sem muito sucesso. Um dia Griff procura os amigos dizendo que conseguiu os direitos de Anaconda e juntos eles decidem vir para o Brasil produzir uma nova versão. Aqui eles contratam Santiago (Selton Mello) tratador de animais que tem uma anaconda. Eles partem em uma viagem pelo rio Amazonas no barco de Ana (Daniela Melchior, a Caça-Ratos de O Esquadrão Suicida) e começam a filmar, mas as coisas se complicam quando a cobra de Santiago é acidentalmente morta durante as filmagens e o grupo decide entrar na floresta em busca de uma nova cobra.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Crítica – Fallout: 2ª Temporada

 

Análise Crítica – Fallout: 2ª Temporada

Review – Fallout: 2ª Temporada
Depois de um ano de estreia bacana, Fallout retorna para sua segunda temporada com uma trama que soa mais como uma grande preparação para um conflito vindouro do que algo pensado como uma unidade autônoma. Por outro lado, a série continua entregando uma adaptação competente, que aproveita bem o universo dos games.

A guerra não muda

Depois dos eventos do primeiro ano, Lucy (Ella Purnell) e Cooper (Walton Goggins) viajam juntos em direção a New Vegas atrás do esconderijo de Hank (Kyle MacLachlan). Enquanto isso, Maximus (Aaron Moten) finalmente se torna o cavaleiro da Irmandade de Ferro que sempre sonhou, mas isso não significa que sua vida tenha necessariamente melhorado, principalmente quando o líder de sua divisão maquina um meio de assumir o controle.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Crítica – Os Sete Relógios de Agatha Christie

 

Análise Crítica – Os Sete Relógios de Agatha Christie

Como sou fã de romances policiais, fiquei curioso para conferir a minissérie da Netflix Os Sete Relógios de Agatha Christie, adaptando um romance da famosa escritora de mistério. Infelizmente o resultado deixa a desejar e parece não compreender o que tornava as histórias de Christie tão envolventes.

Assassinato no campo

A narrativa parte de uma premissa típica dos livros de Christie. Durante uma festa em uma mansão, uma pessoa é assassinada. Há um número limitado de suspeitos e uma arguta investigadora em Lady Eileen (Mia McKenna-Bruce), amiga do falecido. Ela é auxiliada pelo superintendente Battle (Martin Freeman) e ao longo da investigação se envolvem com uma misteriosa organização secreta e o roubo de uma invenção revolucionária.

Ao longo de três episódios a impressão é que a trama caminha de maneira arrastada. Apesar de ser uma história sobre conspirações, sociedades secretas, invenções sigilosas e muitos segredos em jogo, não há qualquer senso de urgência, de que esses personagens estão correndo contra o tempo ou sob algum senso real de ameaça. Mesmo durante o clímax no trem com alianças mudando e armas sendo brandidas, nunca sentimos que Eileen corre qualquer risco.

Os episódios conduzem a investigação de modo bastante protocolar, mostrando as pistas, as reviravoltas e despistes. A impressão é que os responsáveis pela série acham que basta reproduzir essa natureza de quebra cabeça dos mistérios de Christie para fazer a história funcionar, mas não entendem que há muito mais nesse tipo de narrativa do que apresentar um mistério com pistas a serem desvendadas.

Além da já citada incapacidade de construir intriga ou tensão, algo que os romances de Christie faziam muito bem, a série deixa de lado outro aspecto muito importante da obra da escritora que é a sua prosa e a personalidade que ela dá aos seus personagens. As histórias de Christie normalmente são habitadas por um limitado plantel de suspeitos, cada um com suas idiossincrasias e personalidades excêntricas. Aqui, os personagens são figuras esquecíveis, que existem para mover a narrativa adiante, mas não tem nada de memorável.

Os diálogos espirituosos e mordazes, que constantemente comentavam sobre a sociedade britânica, também não estão presentes nessa adaptação, perdendo muito do charme do texto de Christie. O resultado são diálogos predominantemente expositivos, onde os personagens o tempo todo explicam as pistas e seu raciocínio, mas sem muita coisa que dê personalidade a essas falas. A jovem Mia McKenna-Bruce até tenta fazer de Lady Eileen uma jovem destemida, que não hesita em falar o que pensa, porém é limitada pelo texto insosso.

No fim, Os Sete Relógios de Agatha Christie entrega um mistério inane, sem qualquer suspense, povoado por personagens desinteressantes e uma trama que rapidamente mergulha no tédio.

 

Nota: 4/10


Trailer

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Crítica – O Som da Morte

Análise Crítica – O Som da Morte

Review – O Som da Morte
A premissa de O Som da Morte era basicamente a da franquia Premonição ao trazer um grupo de adolescentes tentando fugir da “morte”, então não estava particularmente empolgado para assistir. Ainda assim resolvi conferir e ao menos o resultado final tem elementos suficientes para agradar fãs de terror.

Morte à espreita

A trama é protagonizada por Chrys (Dafne Keen), que se muda para uma nova cidade e uma nova escola depois de uma tragédia pessoal. No primeiro dia de aula, ela descobre um estranho apito maia em seu armário, que aparentemente pertencia ao aluno que usava o armário antes dela e morreu sob circunstâncias misteriosas. Obviamente a garota resolve pegar o estranho artefato que sussurra coisas sombrias para ela e mostra para seu novo grupo de amigos. Quando um deles assopra o apito, porque claro que adolescentes vão achar uma boa ideia usar um artefato ancestral com um entalhe que diz que ele invoca a morte, descobrem que atraíram suas mortes futuras para o presente e que elas estão os perseguindo. Agora eles precisam encontrar um jeito de eliminar a maldição.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Crítica – Magnum

 

Análise Crítica – Magnum

Review – Magnum
Não creio que ninguém estivesse clamando por uma série ou filme do Magnum, herói da Marvel que começou como vilão e que também teve uma carreira como ator de cinema. É o tipo de coisa que faz parecer que o estúdio está raspando o tacho em meio a um desgaste de suas produções. O resultado, no entanto, é um interessante estudo de personagem que explora a faceta do herói como ator de cinema para pensar no estado atual de Hollywood e também no desgaste recente de filmes de heróis.

Super astro

A narrativa é protagonizada por Simon Williams (Yahya Abdul Mateen), um ator que há anos tenta, sem sucesso, vencer em Hollywood. Um dia ele encontra Trevor Slattery (Ben Kingsley) em um cinema e fica sabendo que estão acontecendo testes para um remake de Magnum, um antigo filme de super-herói que ele viu quando era pequeno e que o inspirou a virar ator. Agora ele e Trevor se juntam para tentar conseguir uma escalação no filme. Só há um problema, Simon tem super poderes que ele não consegue controlar e Hollywood não permite pessoas com poderes em sets de filmagem, então ele precisa manter seus poderes sob controle e ocultos para conseguir o papel.