sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Lixo Extraordinário – Killer Workout

 Resenha Crítica - Killer Workout


Review - Killer Workout
Lançado em 1987, Killer Workout é um filme de terror sobre um serial killer que mata pessoas dentro de uma academia. É o tipo de premissa que já informa ao espectador que se trata de um filme B bem tosco que provavelmente não tem qualquer preocupação em fazer sentido e é exatamente isso que você vai encontrar aqui.

A trama começa com uma mulher entrando em uma câmera de bronzeamento artificial até que algo dá errado e ela é queimada viva. Imaginamos que essa é a primeira vítima do assassino, mas a cena será importante para uma reviravolta futura. Corta para a academia pertencente a Rhonda (Marcia Karr), um negócio em crescimento graças às aulas de aeróbica, cujos membros começam a ser mortos por um assassino misterioso.

Considerando a curta duração da fita, com cerca de oitenta minutos, chama a atenção da quantidade de imagens de mulheres praticando aeróbica e poses sugestivas, com pernas abertas ou bunda para cima, ou closes de traseiros e seios balançando que o filme insere e que provavelmente compõem um pouco mais de dez por cento de sua minutagem. São imagens que não tem qualquer propósito além de expor os corpos das figurantes ou apenas encher a duração do filme para que ele conseguisse chegar ao tamanho de um longa metragem. Na verdade, fica a impressão de que esse deveria ser um pornô, mas tiraram toda nudez explícita e deixaram só as cenas da “história”.

Poses sugestivas de aeróbica

Não ajuda que o assassino não seja lá muito intimidador considerando que sua arma seja um grande alfinete de segurança, popularmente conhecido como alfinete de fralda. Sim, o filme quer que tenhamos medo de alguém que mata pessoas usando uma versão enorme de um utensílio para bebês. Tudo bem que assassinos da ficção como Jason e Michael Myers já tenham pego escolhas mais simples como facas e facões, mas, sério, um alfinete de segurança é o melhor que conseguiram pensar?

Investigando o crime está o tenente Morgan (David Campbell), provavelmente um dos policiais mais incompetentes da história da ficção estadunidense. Boa parte das decisões que ele toma não se baseiam em qualquer lógica causal, como quando ele decide seguir Debbie (Dianne Copeland) porque acha que ela é a assassina. Qual o motivo dele achar isso? Bem, ele encontra uma agulha de tricô no armário em que o primeiro cadáver é encontrado e a partir disso ele decide que a agulha deve ser de Debbie, porque o roteiro exigia que ele estivesse próximo quando a personagem se tornasse a próxima vítima do assassino. Em outro momento, Morgan vê o assassino fugir da cena do crime, mas prefere interrogar uma testemunha ao invés de perseguir o criminoso.

Ao longo do filme também há várias contradições e furos narrativos. Rhonda diz que as mortes estão sendo ruins para os negócios depois que o primeiro corpo é encontrado, mas a cena imediatamente posterior mostra uma aula de aeróbica cheia de gente, como se nada tivesse acontecido. Pouco tempo depois, já de noite, vemos adolescentes pichando “aerobicídio” na fachada da academia e imaginamos que isso afetará a clientela, mas não, continuamos a ver aulas de aeróbica cheias de mulheres dispostas a sacudir suas bundas e seios para a câmera.

Diante de tudo isso vocês devem estar se perguntando: “quem, afinal, é o assassino?”. Pois saibam que a revelação é uma das coisas mais aleatórias do filme. Lembram a mulher aparentemente morta na cama de bronzeamento artificial? Aquela que achamos que era a primeira vítima? Ela, na verdade, era Rhonda, que logicamente sobreviveu e ficou com queimaduras no corpo todo. Depois disso ela se achou deformada e feia, resolvendo se vingar das pessoas bonitas, matando-as.

Vários problemas com essa revelação. Primeiro, apesar de queimaduras no tórax e na cabeça, como ela não tem queimaduras no rosto e principalmente nas mãos? Era de se imaginar que ela teria tentado sair da cama e tocado nas extremidades e, por isso as mãos deveriam ter, ao menos, alguma marca do acontecido, mas não há qualquer dano nas mãos de Rhonda. Segundo, porque se vingar de pessoas bonitas em academias ao invés de querer matar, por exemplo, pessoas que fazem bronzeamento artificial? Isso faria mais sentido.

Por fim: porque matar pessoas na academia em que ela é dona? Matar os próprios clientes não me parece um bom modelo de negócios. Se ela queria matar pessoas em academias seria melhor ir em outras academias e matar os clientes dos outros, o que inclusive poderia trazer até mais clientes para a academia dela. A imagem final de Rhonda segurando o alfinete/arma do crime enquanto olha para câmera deveria soar assustadora, mas soa risível dada a escolha da arma.

Com uma trama sem sentido, personagens vazios e imagens gratuitas de mulheres em poses sugestivas Killer Workout gera mais risos que sustos.


Trailer

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