quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Drops - Suburbicon: Bem-Vindos ao Paraíso e A Noite é Delas

Hoje na nossa seção de textos mais curtos, abordaremos rapidamente as comédias Suburbicon: Bem-Vindos ao Paraíso e A Noite é Delas, ambas com muito potencial, mas que infelizmente decepcionam.

Suburbicon: Bem-Vindos ao Paraíso


Análise Suburbicon: Bem-Vindos ao Paraíso



Review Suburbicon: Bem-Vindos ao Paraíso
Estava empolgado para conferir este Suburbicon: Bem-Vindos ao Paraíso por se tratar de uma parceria entre os irmãos Coen, que escreveram a versão inicial do roteiro, e George Clooney, que dirigiu o filme. Tudo bem que Clooney tem sua parcela de filmes problemáticos como diretor, a exemplo de Caçadores de Obras Primas (2014) e O Amor não Tem Regras (2008), mas também produziu obras interessantes em Tudo Pelo Poder (2011) e Boa Noite e Boa Sorte (2005). Imaginei que seu novo filme pudesse estar nessa segunda categoria, mas infelizmente não foi o caso.

A trama se passa na década de 50 quando o cotidiano de um típico subúrbio de classe média fica em polvorosa com a chegada de uma família negra no bairro. Paralelamente a casa ao lado dos novos moradores, cuja família é chefiada por Gardner (Matt Damon) é invadida por criminosos que acabam matando Rose (Julianne Moore), esposa de Gardner.

O filme tenta ser simultaneamente um comentário sobre racismo, uma crítica sobre os segredos sombrios que se escondem sob a imagem idílica e idealizada da "típica família de classe média" e também uma narrativa investigativa. O problema é que nenhuma dessas três coisas consegue dialogar entre si ou é satisfatoriamente desenvolvida. O mistério de quem matou Rose é bastante previsível e a cena em que Gardner recusa a reconhecer os culpados na delegacia deixa evidente o envolvimento do personagem. A trama da família negra não tem nada a dizer exceto atestar o óbvio: a sociedade é racista. E seu comentário sobre uma classe média mesquinha e consumista também não sai da superfície. Falta a Clooney o cinismo, a ironia e o senso de humor sombrio dos Coen e a direção excessivamente solene e autoimportante não casa com um material que tinha um claro viés satírico. O resultado acaba sendo um filme raso, moroso e inconsistente.

Nota: 3/10

Trailer




A Noite é Delas

Resenha A Noite é Delas


Review A Noite é Delas
Durante uma despedida de solteiro um grupo de colegas acidentalmente mata uma stripper. Essa é a trama de Uma Loucura de Casamento (1998), um filme que já não era lá grande coisa, mas podia render algo divertido graças à qualidade do elenco feminino composto por nomes como Scarlett Johansson, Zoe Kravitz e Kate McKinnon.

A trama é centrada em um grupo de amigas que não se vê desde os tempos de faculdade e se reúnem para a despedida de solteira de Jess (Scarlett Johansson). Apesar dos protestos de Jess, as amigas chamam um stripper para ela, mas o dançarino acaba acidentalmente batendo a cabeça e morrendo quando Alice (Jillian Bell) pula em cima dele. Com um cadáver nas mãos o grupo precisa decidir o que fazer.

O principal problema é que falta "excesso". Em uma comédia sobre uma noite de bebedeiras que sai do controle é de se imaginar que iremos nos defrontar com várias situações loucas, exageradas e sem noção, mas mesmo depois da morte do stripper tudo parece normal demais com as personagens calmamente debatendo o que fazer. Aliás, elas parecem bastante racionais e coerentes se considerarmos a quantidade de cocaína que consumiram. O elenco acerta ao transmitir a sensação de companheirismo das personagens, mas o texto não lhes dá muito o que fazer. Além disso acaba resolvendo tudo de uma maneira bastante covarde, com uma reviravolta que praticamente justifica a morte acidental e permite que elas se livrem sem muita consequência. Teria sido melhor abraçar um humor mais sombrio e deixado as personagens efetivamente encobrirem um assassinato do que relativizar tudo. É uma comédia quadrada demais para uma premissa tão anárquica.


Nota: 5/10

Trailer

2 comentários:

Julieta Souza disse...

A Noite é Delas é um filme de cómedia que eu gostei pela historia e pelo elenco. É uma historia cheia de incríveis personagens e cenas excelentes. Nesse filme Scarlett Johansson é muito boa. Não tem dúvida de que ela foi perfeita para o papel principal. Falar de Scarlett significa falar de uma grande atuação garantida, ela se compromete com os seus personagens e sempre deixa uma grande sensação ao espectador. Considero que outro fator que fez deste um grande filme foi a atuação de Demi Moore, seu talento é impressionante. Se alguém ainda não viu, eu recomendo amplamente, vocês vão gostar com certeza.

Lucas Ravazzano disse...

Julieta, eu amo Scarlett e acho o elenco um dos poucos acertos desse filme, mas infelizmente ele não fuuncionou pra mim