quinta-feira, 27 de abril de 2017

Crítica - Guardiões da Galáxia Vol. 2

Análise Guardiões da Galáxia Vol. 2


Review Guardiões da Galáxia Vol. 2
Quando o primeiro Guardiões da Galáxia (2014) chegou aos cinemas, ninguém esperava que pudesse ser tão bom e tão divertido quanto realmente foi. Afinal tinha um diretor vindo do cinema independente sem nenhum grande sucesso (apesar dos seus filmes serem bacanas), um protagonista vindo da comédia e que nunca tinha sido "testado" como herói de ação e um grupo composto por personagens obscuros do universo que provavelmente eram desconhecidos pela grande maioria do público. O resultado, no entanto, foi uma aventura divertida, com personagens carismáticos e que acertava ao tentar entender como aquelas pessoas desajustadas acabaram se unindo e virando heróis. Este Guardiões da Galáxia Vol. 2 segue o mesmo caminho do primeiro, e embora não entregue nada de novo, continua muito divertido.

Peter Quill (Chris Pratt) e seus aliados acabam de terminar uma missão contratada pelos orgulhosos Soberanos, uma raça de criaturas douradas lideradas por Ayesha (Elizabeth Debicki), mas Rocket (voz de Bradley Cooper) acaba roubando algo que é valioso para eles, o que os coloca na mira de Ayesha. O grupo acaba sendo salvo por Ego (Kurt Russell), que revela segredos do passado de Peter, mas Gamora (Zoe Saldana) suspeita das intenções dele.

Se o primeiro filme tentava entender como aqueles personagens acabavam se unindo para trabalhar juntos, este busca mostrar o que os mantêm unidos apesar das personalidades conflitantes. A narrativa dá espaço para entender o que cada um deles vê no outro e dos motivos para eles serem como são, convencendo em formar o laço familiar que eles dizem ter e fazendo funcionar os momentos mais emotivos. Como não poderia deixar de ser também acerta no bom humor e nas conversas divertidas entre os personagens e as melhores provavelmente são as interações entre Drax (Dave Bautista) e a novata Mantis (Pom Klementieff). Sério, nunca poderia imaginar que o grandalhão e sisudo Dave Bautista conseguiria ser tão engraçado.

Os visuais misturam elementos fantásticos com ficção científica e tem também uma pegada mais psicodélica em sua concepção, em especial o planeta de Ego, sem mencionar que todo o segmento com Rocket e Yondu (Michael Rooker) fazendo vários saltos no hiperespaço parece ter sido imaginado por alguém viajando em ácido. Em meio a toda essa maluquice, o uso prioritário de maquiagem e próteses para compor a maioria dos alienígenas, deixando a computação só para o que não pode ser gerado fisicamente, ajuda a dar um senso de realismo a todo esse universo. Assim como no primeiro, a música é bastante presente e muitas vezes se relaciona diretamente com o que acontece na trama, sempre pendendo para composições ao redor da década de 70. Os efeitos sonoros também ajudam a dar uma impressão "retrô", em especial as naves de combate dos Soberanos, cujos tiros e movimentos soam como algo saído de um videogame antigo.

As cenas de ação trazem tanto combates espaciais com embates contra criaturas estranhas, conseguindo dosar bem a adrenalina e o humor. Nesse quesito, Rocket acaba surpreendendo ao protagonizar as melhores do filme, uma na qual enfrenta sozinho um grupo de Saqueadores e mostra o quanto é ardiloso e letal e outra na sua fuga ao lado de Yondu na qual promovem uma matança desenfreada.

O único problema é o ritmo da trama, que demora a delinear o conflito principal a ser enfrentando e assim boa parte do miolo do filme parece perdido e em busca de um rumo, sendo que mal a ameaça é revelada, o filme já corre para o clímax. Claro, continua divertido, mas fica a sensação de que durante um pedaço considerável o filme não parece saber aonde quer levar seus personagens.

De todo modo, Guardiões da Galáxia Vol. 2 é tão movimentado e divertido quanto o primeiro filme, acertando não apenas no humor como no desenvolvimento de seus personagens.

Nota: 8/10


Obs: O filme traz cinco cenas (isso mesmo, CINCO!) durante os créditos finais.

Trailer

Um comentário:

Andrea Martínez disse...

Eu também achei um bom filme. Eu fico feliz de ver com esses grandes atores e atrizes que tem no elenco. Pessoalmente aadorei o trabalho de Elizabeth Debicki nesta filme. É de admirar o profissionalismo da atriz, trabalha muito para se entregar em cada atuação o melhor, sempre supera seus papeis anteriores. Sempre demonstrou por que é considerada uma grande atriz. Devo dizer que Guardiões da Galáxia é um dos trabalhos dela que eu mais gosto além de The Tale um dos melhores filmes drama que também valem a pena. Tem uma boa história, atuações maravilhosas e um bom roteiro. É um filme bom e muito interessante.