terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Crítica - Sobrenatural: A Última Chave

Resenha Sobrenatural: A Última Chave


Análise Sobrenatural: A Última Chave
Centrado no passado da personagem Elise Rainier (Lyn Shaye), este Sobrenatural: A Última Chave tinha a promessa de aprofundar uma figura recorrente nos três filmes anteriores ao colocá-la para enfrentar a entidade que destruiu sua família. Como Elise sempre foi uma personagem interessante, fiquei curioso por saber mais sobre seu passado.

A trama começa na infância de Elise, com a jovem garota começando a demonstrar seus poderes mediúnicos assustando tanto o pai quanto o irmão. Ela começa a ver uma sinistra figura com dedos em formato de chave vagando pela casa e quando cede às ordens da entidade e abre uma porta em sua casa, a criatura se apodera de Elise e mata a mãe dela. Anos depois, já trabalhando como investigadora paranormal, ela recebe um pedido de ajuda do homem que mora em sua antiga casa e que está vendo a mesma criatura. Assim, Elise parte com seus ajudantes para sua cidade natal e enfrentar a criatura que a assombra desde a infância.

A maior parte das tentativas do filme de assustar o público vem de sustos súbitos bastante previsíveis. Toda vez que a câmera fica muito tempo parada, demora de cortar para outro plano ou cena e tudo fica muito silencioso, é certo que algo vai subitamente pular na tela fazendo um barulho enorme. Como é tão fácil identificar os sustos antes de acontecerem, raramente funcionam.


O roteiro é cheio de problemas, furos e resoluções que não empolgam. Se Elise dá a seu irmão uma foto segurando o apito que ele tinha na infância, porque ele vai até a antiga casa procurar? Não seria mais lógico pressupor pela foto que Elise estava com ele? Também não faz sentido que ele simplesmente rompa o lacre da polícia avisando para não entrar na casa sem qualquer preocupação, sendo que a cidade é tão pequena que é impossível que ele não saiba que houve um crime na noite anterior. Além disso, não faz sentido que a polícia continue a permitir que Elise permaneça investigando a casa depois que a sobrinha dela é atacada pela entidade e exibe ferimentos semelhantes aos da mulher encontrada cativa no porão da casa na noite anterior. É esquisito que a polícia não desconfie de Elise ou do irmão frente aos ataques que continuam a acontecer mesmo depois do aparente culpado ter sido morto.

O modo como a criatura é derrotada ao fim do filme, por sua vez, é bem decepcionante. Ao longo da trama a entidade é continuamente apresentada como um demônio poderosíssimo, mas o espírito da mãe de Elise, que não tinha qualquer capacidade sobrenatural, simplesmente o manda para longe com uma facilidade enorme. Assim sendo, nem mesmo o confronto final com a temível criatura consegue criar tensão ou empolgação.

Lyn Shaye é eficiente em construir a natureza atormentada de Elise, mas os demais personagens variam entre o insosso, como as sobrinhas dela, e o insuportável, tal qual acontece com seus ajudantes e suas tentativas irritantes de humor que falham em todos os momentos. O design da criatura principal, com suas mãos com chaves nos dedos e rosto deformado, é bem inspirado e as cenas que a criatura usa seus dedos sinistros para atacar suas presas são os melhores momentos do filme, mas são pouco para salvar o problemático restante.

Sobrenatural: A Última Chave acaba não funcionando por conta dos sustos previsíveis, roteiro problemático e personagens desinteressantes.


Nota: 3/10

Trailer

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