quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Crítica - Street Fighter V: Arcade Edition

Resenha Street Fighter V: Arcade Edition


Análise Street Fighter V: Arcade Edition
Quando foi lançado em 2016, Street Fighter V mais parecia um beta de luxo ou uma versão early access de algo que ainda seria lançado. Mesmo relevando os problemas técnicos da queda de servidores e dificuldade de encontrar partidas online, o jogo tinha pouquíssimo conteúdo. Aos poucos a Capcom foi adicionando material ao jogo, como um modo história mais completo, melhorias no multiplayer online e mais personagens e estágios, mas ainda parecia que alguma coisa faltava. Felizmente a desenvolvedora resolveu dar um polimento geral e adicionar ainda mais conteúdo com este Street Fighter V: Arcade Edition, que acrescenta novos modos e novos elementos de jogabilidade. É importante frisar que se você já tem o jogo, a Arcade Edition é completamente gratuita, bastando atualizar o game. Se você não tem, comprar a Arcade Edition não apenas dá direito a todo conteúdo do jogo base e da nova edição como também recebe os conteúdo dos dois primeiros passes de personagem (mas não o terceiro).

A principal nova adição é o modo Arcade, pedido desde o lançamento do jogo. Aqui o modo apresenta diferentes "caminhos" cada um inspirado em uma era diferente de Street Fighter. Um é inspirado no primeiro jogo, outro no clássico Street Fighter II, na série Alpha e assim por diante. Em cada um há um número determinado de batalhas e um final diferente para cada personagem, além de ocasionais fases de bônus. Se antes havia pouco conteúdo single player, o modo Arcade oferece horas de combates. Ao fim de cada luta o jogo dá a opção de escolher entre dois oponentes diferentes, às vezes com diferenças na dificuldade entre eles. 

Outro novo modo adicionado foi o Extra Battle no qual é possível gastar Fight Money, o dinheiro virtual recebido por ganhar partidas online e subir de nível, para enfrentar oponentes (ou um conjunto de oponentes) e receber altas recompensas, seja em grandes quantias de FM ou experiência para seu personagem, seja novas roupas inspiradas em outros personagens da Capcom como um traje de Viewtiful Joe para Rashid. As recompensas são tentadoras, mas os combates tem dificuldade alta e alguns dão um número limitado de tentativas, então é bom estar confiante em suas habilidades antes de arriscar seu suado FM nesse modo.

O modo Versus agora permite organizar lutas por equipe (pensem em The King of Fighters) no qual times três a cinco lutadores se enfrentam. É possível customizar várias regras desses embates em equipe, incluindo o tamanho de cada time, o tipo de eliminação (se cada membro luta uma vez ou se são substituídos conforme vão sendo derrotados) ou a recuperação de vitalidade entre uma luta e outra. É uma alternativa bacana para quando se tem um grupo considerável de pessoas querendo jogar.

Em termos de gameplay a principal mudança foi a adição de um segundo V-Trigger para cada personagem. Agora antes de cada luta é possível escolher qual V-Trigger usar e a adição dá ainda mais opções táticas para cada personagem, além de contribuir para manter o frescor dos combates se você está jogando desde a época do lançamento. A jogabilidade precisa e balanceada era o melhor atributo da versão base do jogo e com a nova adição ela ganha ainda mais profundidade. Para quem gosta de refinar suas habilidades no modo de treino, o jogo agora dá a opção de visualizar os frames dos golpes, bem como revelar se seu movimento o coloca em vantagem ou desvantagem sobre o movimento do adversário. A adição fornece uma ferramenta importante para saber atacar e contra-atacar os golpes do oponente.

O maior problema do jogo continua sendo o quão ele é restritivo em dar Fight Money ao jogador. É possível ganhar a moeda ao subir o nível de cada personagem (o que demora bastante depois de um certo patamar), obter como recompensa pelas missões semanais ou do modo Extra Battle e vencer lutas online (que dão pouquíssimo FM). Tudo isso requer horas e mais horas de grinding sendo impossível obter FM suficiente para comprar os personagens, roupas e estágios adicionais para não precisar usar dinheiro de verdade. Com toda a reformulação, o jogo poderia ser mais generoso com o FM dado ao vencer as lutas online, permitir que o modo Arcade desse um pouco de FM ou experiência para o personagem usado ao ser completado. Do jeito que está ainda parece um sistema feito para  obrigar o jogador a usar seu dinheiro real, principalmente se considerarmos que alguns conteúdos sequer poder ser comprados com FM.

Com todas as adições e melhorias feitas em Street Fighter V: Arcade Edition, o jogo finalmente se torna digno do legado da célebre franquia de luta. A estrutura econômica poderia ser mais generosa, mas o conteúdo apresentado aqui é um salto significativo de qualidade em relação ao que o game era no lançamento. Se você ainda não jogou Street Fighter V essa seria uma boa hora para experimentar, se você já jogou, então esse é o momento de voltar a ele.


Nota: 8/10

Obs: O jogo está disponível para PS4 e PC

Trailer


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