sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Crítica – Free Guy: Assumindo o Controle

 

Análise Crítica – Free Guy: Assumindo o Controle

Review – Free Guy: Assumindo o Controle
Não esperava muita coisa deste Free Guy: Assumindo o Controle, mas confesso que o resultado é uma aventura divertida, que brinca de maneira esperta com muitas convenções de games. A trama gira em torno de Guy (Ryan Reynolds), um caixa de banco que descobre que ele é um NPC em um game online. Ele se apaixona por uma usuária (Jodie Comer, de Killing Eve) e decide ajudá-la a encontrar provas de que o dono da empresa responsável pelo jogo, Antwan (Taika Waititi), roubou seu código-fonte de outro game.

A primeira coisa que chama atenção é como a trama capta bem como deve ser o cotidiano de algo como GTA Online para os NPCs que vivem na cidade. Tanques, tiroteios e explosões ocorrem a todo o momento conforme Guy caminha pela rua. Caos completo enquanto essas pessoas simplesmente tentam viver as próprias vidas. Personagens jogadores com atitudes ou visuais extremamente agressivos são, na verdade, crianças ou sujeitos toscos que moram com os pais.

De maneira semelhante, o vilão Antwan funciona como um resumo de tudo que há errado na indústria de games hoje, apenas preocupado em números e vendas, mentindo para os usuários sobre seus jogos e lançando produtos bugados porque sabe que as pessoas vão comprar. O vilão também se beneficia da performance exagerada de Taika Waititi, que devora o cenário sempre que aparece, fazendo valer seu pouco tempo de tela para criar um antagonista que dá gosto de detestar.

Ryan Reynolds faz basicamente o mesmo tipo de todas as suas outras comédias de ação, mas funciona por conta das piadas sarcásticas e da boa química que tem com seus coadjuvantes. O filme tenta usar a jornada do personagem para falar de livre-arbítrio e seguir padrões, no entanto não tem muito a dizer sobre essas ideias que outros filmes já não tenham feito melhor antes.

A produção ainda conta com participações de youtubers e streamers de games do mundo real, como Ninja, provavelmente para dar mais autenticidade ao universo gamer que tenta construir. O efeito, no entanto, acaba sendo o oposto, quebrando a imersão e soando como publicidade para os canais desses criadores de conteúdo jogada no meio da narrativa. Algumas referências a outras propriedades da Disney também acontecem de maneira intrusiva durante o clímax, soando mais como sinergia corporativa cínica, embora a pequena do Chris Evans de fato tenha me feito rir.

Mesmo que a trama seja genérica e as vezes até previsível, Free Guy: Assumindo o Controle tem senso de humor e energia o suficiente para divertir.

 

Nota: 6/10

Trailer


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