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segunda-feira, 23 de março de 2026

Crítica – Pânico 7

 

Análise Crítica – Pânico 7

Review – Pânico 7
Depois de controvérsias durante a produção de Pânico 6 (2023) por conta da recusa de Neve Campbell em retornar por conta do baixo cachê oferecido, tudo caminhava para que Pânico 7 fosse o desfecho da história da personagem vivida por Melissa Barrera que iniciou no quinto filme. Isso até Barrera ser sumariamente demitida depois de se manifestar em solidariedade à Palestina em redes sociais. A demissão da atriz fez Jenna Ortega, que interpretava a irmã de Barrera, sair em solidariedade à colega, deixando a produção sem protagonista. Neve Campbell foi então trazida de volta e a produção certamente teve que fazer muitos ajustes no que estava inicialmente planejado para dar conta dessas mudanças. O resultado é um filme que parece feito à toque de caixa e tem pouco a acrescentar à franquia.

Olá Sidney

Sidney Prescott (Neve Campbell) vive tranquila em uma pequena cidade ao lado do marido, Mark (Joel McHale), e da filha, Tatum (Isabel May). O maior problema de Sidney é a relação com a filha adolescente passando por sua fase de rebeldia, mas seus dias de ter que lidar com assassinos encapuzados parecem ter terminado. Isso até que ela recebe um vídeo de alguém que diz ser Stu Macher (Matthew Lillard), um dos assassinos do primeiro filme, dizendo estar vivo e em busca de vingança contra Sidney. Logo uma nova onda de assassinatos começa na cidade e Sidney precisa se mobilizar para defender a própria família.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Crítica – Detetive Alex Cross: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Detetive Alex Cross: Segunda Temporada

Review – Detetive Alex Cross: Segunda Temporada
Quando escrevi sobre a primeira temporada de Detetive Alex Cross mencionei como a série executava bem sua trama de mistério, embora não saísse muito do que é esperado pelo gênero. A série ainda sofria com o modo como tentava observar as instituições policiais, com suas tentativas de crítica, sempre esbarrando em um endosso dessas instituições. A segunda temporada tenta resolver algumas dessas questões, mas nem sempre funciona.

Vingança em série

Alex Cross (Aldis Hodge) ganhou ainda mais notoriedade depois dos eventos da temporada anterior quando ajudou a prender um serial killer que vivia nos mais altos escalões do poder. Agora ele é novamente solicitado pelo FBI para ajudar em mais um caso de assassino em série, dessa vez com alvos direcionados para pessoas ao redor do empresário Lance (Matthew Lilard), dono de uma empresa que está para lançar um programa capaz de resolver problemas em plantações no mundo inteiro. De início as autoridades pensam que é uma tentativa de derrubar a iniciativa revolucionária da empresa, mas Alex logo percebe que quem está por trás disso, Luz (Jeanine Mason), na verdade está em busca por vingança em relação aos negócios escusos de Lance, envolvido na exploração da mão de obra de imigrantes em regime análogo à escravidão, tráfico de pessoas e tráfico sexual. Ao mesmo tempo Alex desconfia que Kayla (Alona Tal), seu contato no FBI, parece mais interessada em avançar na carreira do que em alcançar a verdade.

quinta-feira, 19 de março de 2026

Crítica – Scarpetta: Médica Legista

 

Análise Crítica – Scarpetta: Médica Legista

Já tinha ouvido falar bastante sobre os livros de Patricia Cornwell protagonizados pela legista Kay Scarpetta, mas nunca os tinha lido. Quando soube que a Prime faria uma série com a personagem e protagonizada por Nicole Kidman parecia um bom lugar para começar a conhecer a personagem. Infelizmente, Scarpetta: Médica Legista não fez muito, ao menos para mim, para torná-la interessante.

Corpo de delito

A narrativa começa com Kay Scarpetta (Nicole Kidman) voltando para assumir o posto como médica legista no estado da Virginia depois de anos ausente. Seu primeiro caso envolve um assassinato que tem semelhanças com seu primeiro grande caso vinte anos atrás. Para desvendar o que está acontecendo, a legista recruta ajuda de Pete Marino (Bobby Cannavale), policial aposentado que trabalhou com ela no passado e que hoje é seu cunhado, casado com sua irmã Dorothy (Jamie Lee Curtis). Dorothy e Pete também retornam a Virginia para ajudar Lucy (Ariana DeBose), filha de Dorothy, que recentemente perdeu a esposa, Janet (Janet Montgomery). Eles ficam temporariamente na casa de Kay, o que causa atritos com ela e com Benton (Simon Baker), marido de Kay e agente do FBI. A trama se desenvolve em duas temporalidades, a do presente e a do passado, mostrando o que aconteceu no primeiro grande caso de Kay.

terça-feira, 10 de março de 2026

Crítica – Iron Lung: Oceano de Sangue

 

Análise Crítica – Iron Lung: Oceano de Sangue

Review – Iron Lung: Oceano de Sangue
Nunca joguei o game homônimo que este Iron Lung: Oceano de Sangue se baseia. Tampouco tenho muito conhecimento sobre o youtuber Markplier que dirigiu e estrelou o filme. Parto, portanto, do olhar de um neófito a tudo isso e o que eu posso dizer é que essa tentativa de um horror cósmico e claustrofóbico é bem sem graça.

Segredo do abismo

A narrativa se passa em um futuro apocalíptico no qual boa parte da humanidade e planetas habitáveis desapareceu. A chance de sobrevivência da humanidade reside em uma lua tomada por um oceano de sangue. Lá, Simon (Markplier) é um condenado em busca de redenção que aceita ser colocado em um Iron Lung, um pequeno submarino lacrado, para explorar o mar de sangue e possivelmente encontrar algo que possa dar esperança de sobrevivência à humanidade. Como câmeras não funcionam direito no mar de sangue, ele precisa recorrer a raio-x para ter imagens das imediações e logo encontra criaturas sombrias e horrores inimagináveis no local.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Crítica – A Empregada

 

Análise Crítica – A Empregada

Review – A Empregada
O diretor Paul Feig fez seu nome em comédias e surpreendeu ao migrar para o suspense com Um Pequeno Favor (2018) sua segunda incursão ao gênero foi justamente a continuação Outro Pequeno Favor (2025), que ficou bem abaixo do antecessor. Agora ele retorna com outro suspense neste A Empregada.

Tensões domiciliares

A narrativa acompanha Millie (Sydney Sweeney), que está recomeçando a vida depois de sair da prisão. Ela consegue um trabalho como empregada doméstica na casa da rica Nina (Amanda Seyfred). Nos primeiros dias no trabalho, Millie percebe que a patroa é uma mulher instável e agressiva que não perde a oportunidade de humilhá-la. Ainda assim ela continua no emprego por necessidade. Ao mesmo tempo ela vai se aproximando do marido de Nina, Andrew (Brandon Sklenar), e logo começa a desejá-lo, formando um perigoso triângulo amoroso.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Crítica – A Noiva!

 

Resenha Crítica – A Noiva!

Review – A Noiva!
Dirigido por Maggie Gyllenhaal, A Noiva! é um filme esquisito e digo isso como elogio. Nem tudo que ele tenta fazer funciona e parece ter dificuldade de organizar suas várias ideias em um pacote coeso, no entanto, há algo bastante singular na releitura que a diretora faz da história da “noiva do Frankenstein”.

Casamento sangrento

A narrativa se passa nos Estados Unidos na década de 1930. A criatura de Frankenstein (Christian Bale) vai ao país procurando a doutora Euphronius (Annette Benning), uma cientista proeminente no campo da reanimação. Ele pede ajuda para criar uma companheira e aplacar a solidão que sente há mais de um século. Junto da cientista ele escava um cadáver recém enterrado e reanima sua Noiva (Jessie Buckley), ela tem poucas memórias de sua vida pregressa e disputa o controle do seu corpo com o espírito da escritora Mary Shelley (também Jessie Buckley), autora do romance Frankenstein. Juntos Frank e sua Noiva partem para explorar a cidade, mas logo se tornam alvo das pessoas por conta de sua aparência.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Crítica – O Poder e a Lei: Quarta Temporada

 

Análise Crítica – O Poder e a Lei: Quarta Temporada

Review – O Poder e a Lei: Quarta Temporada
Depois de um morno terceiro ano, temi que a quarta temporada de O Poder e a Lei tivesse menos ainda a oferecer. Felizmente esses novos episódios aproveitam bem o gancho deixado no ano anterior e constroem uma trama tensa ao redor dos novos problemas jurídicos do protagonista.

Advogando em causa própria

A temporada começa exatamente no ponto em que a anterior parou, com Mickey Haller (Manuel Garcia Rulfo) sendo detido depois que o corpo de seu cliente, o trambiqueiro Sam (Christopher Thornton), é encontrado no porta-malas do seu carro. Agora Mickey precisa defender a si mesmo no tribunal contra a implacável promotora Dana (Constance Zimmer). Enquanto isso, Lorna (Becki Newton) tenta manter o escritório funcionando, mas a prisão de Mickey afeta a reputação da firma e eles começam a perder clientes.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Crítica – Os Sete Relógios de Agatha Christie

 

Análise Crítica – Os Sete Relógios de Agatha Christie

Como sou fã de romances policiais, fiquei curioso para conferir a minissérie da Netflix Os Sete Relógios de Agatha Christie, adaptando um romance da famosa escritora de mistério. Infelizmente o resultado deixa a desejar e parece não compreender o que tornava as histórias de Christie tão envolventes.

Assassinato no campo

A narrativa parte de uma premissa típica dos livros de Christie. Durante uma festa em uma mansão, uma pessoa é assassinada. Há um número limitado de suspeitos e uma arguta investigadora em Lady Eileen (Mia McKenna-Bruce), amiga do falecido. Ela é auxiliada pelo superintendente Battle (Martin Freeman) e ao longo da investigação se envolvem com uma misteriosa organização secreta e o roubo de uma invenção revolucionária.

Ao longo de três episódios a impressão é que a trama caminha de maneira arrastada. Apesar de ser uma história sobre conspirações, sociedades secretas, invenções sigilosas e muitos segredos em jogo, não há qualquer senso de urgência, de que esses personagens estão correndo contra o tempo ou sob algum senso real de ameaça. Mesmo durante o clímax no trem com alianças mudando e armas sendo brandidas, nunca sentimos que Eileen corre qualquer risco.

Os episódios conduzem a investigação de modo bastante protocolar, mostrando as pistas, as reviravoltas e despistes. A impressão é que os responsáveis pela série acham que basta reproduzir essa natureza de quebra cabeça dos mistérios de Christie para fazer a história funcionar, mas não entendem que há muito mais nesse tipo de narrativa do que apresentar um mistério com pistas a serem desvendadas.

Além da já citada incapacidade de construir intriga ou tensão, algo que os romances de Christie faziam muito bem, a série deixa de lado outro aspecto muito importante da obra da escritora que é a sua prosa e a personalidade que ela dá aos seus personagens. As histórias de Christie normalmente são habitadas por um limitado plantel de suspeitos, cada um com suas idiossincrasias e personalidades excêntricas. Aqui, os personagens são figuras esquecíveis, que existem para mover a narrativa adiante, mas não tem nada de memorável.

Os diálogos espirituosos e mordazes, que constantemente comentavam sobre a sociedade britânica, também não estão presentes nessa adaptação, perdendo muito do charme do texto de Christie. O resultado são diálogos predominantemente expositivos, onde os personagens o tempo todo explicam as pistas e seu raciocínio, mas sem muita coisa que dê personalidade a essas falas. A jovem Mia McKenna-Bruce até tenta fazer de Lady Eileen uma jovem destemida, que não hesita em falar o que pensa, porém é limitada pelo texto insosso.

No fim, Os Sete Relógios de Agatha Christie entrega um mistério inane, sem qualquer suspense, povoado por personagens desinteressantes e uma trama que rapidamente mergulha no tédio.

 

Nota: 4/10


Trailer

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Crítica – Socorro!

 

Análise Crítica – Socorro!

Review – Socorro!
Dirigido por Sam Raimi, Socorro! é um filme cuja existência não sabia até cerca de uma semana antes da sessão para imprensa. Não sabia nada a respeito dele além de que era estrelado por Rachel McAdams e fui assistir sem sequer ter assistido trailer. O que encontrei foi uma grata surpresa misturando terror, comédia e a esquisitice que sempre está presente nos filmes de Raimi.

Sobrevivência corporativa

Na trama, Rachel McAdams interpreta Linda Liddle (um nome que facilmente poderia ter sido criado pelo Stan Lee), responsável pelo planejamento estratégico da empresa onde trabalha. Quando Bradley (Dylan O’Brien), filho do dono da empresa, assume a presidência do negócio e dá a promoção que seu pai prometera a Linda para um amigo pessoal, a protagonista se sente frustrada. Para compensar, Bradley promete levá-la a uma viagem de negócios para a Tailândia, onde ela poderia provar seu valor. No caminho o avião cai e Linda e Bradley são os únicos sobreviventes. Bradley não tem qualquer habilidade para sobreviver na ilha deserta em que caem, mas Linda é uma experiente amante da natureza e engenhosa no modo como lida com os elementos, o que muda a dinâmica entre ela e seu chefe.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Crítica – Dinheiro Suspeito

 

Análise Crítica – Dinheiro Suspeito

Review – Dinheiro Suspeito
Sinto que desde que chamou atenção com o ótimo Narc (2002), o diretor Joe Carnahan nunca mais fez algo no mesmo nível, variando entre algumas coisas divertidas, mas pouco memoráveis, como seu reboot de Esquadrão Classe A (2010), ou péssimas, como pavoroso Shadow Force: Sentença de Morte (2025). Talvez por conta disso fui assistir esse Dinheiro Suspeito, produzido pela Netflix, esperando mais um chorume genérico de streaming, no entanto, o resultado é um sólido thriller e o melhor trabalho de Carnahan em muito tempo.

A cor do dinheiro

A narrativa é levemente baseada na história real de agentes de Narcóticos da Flórida que encontraram mais de vinte milhões de dinheiro de tráfico de drogas guardado em uma casa. Aqui a trama é protagonizada por Dane (Matt Damon), o segundo no comando de sua unidade que assume a liderança depois que sua capitã, Jackie (Lina Esco), é assassinada em uma emboscada ainda não investigada. Dane leva sua unidade a uma casa nos subúrbios depois de supostamente receber uma denúncia de que o local guardava dinheiro dos cartéis. Chegando lá, a única habitante é Desi (Sasha Calle, a Supergirl de Flash) que diz não saber nada do dinheiro. Investigando o local, descobrem ainda mais dinheiro do que a denúncia inicial sugeria e logo eles sabem que virarão alvos. Dane decide seguir o protocolo de contar o dinheiro no local e depois chamar o comando para vir pegá-los, mas o tempo para contar tanto dinheiro significa mais tempo para as coisas darem errado, seja em termos dos donos do dinheiro aparecerem, seja porque os membros da unidade podem se interessar em ficar com parte do valor.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Drops – Boca de Fumo

 

Crítica – Boca de Fumo

Review – Boca de Fumo
Estrelado por Dave Bautista, fui assistir Boca de Fumo esperando ao menos um filme B de ação divertido, mas nem isso ele consegue entregar. É uma trama que poderia render algo interessante se não se acomodasse no mais rasteiro do cinema de ação e nem isso conseguisse fazer direito.

Crime em família

O agente Ray (Dave Bautista) e seu parceiro Washburn (Bobby Cannavale) trabalham para a DEA em El Paso e investigam um perigoso cartel operando na cidade. As coisas se complicam quando o cartel passa a ser alvo de roubos e a dupla tenta investigar quem os está atacando. O que Ray não sabe é que a gangue é liderada por seu filho, Cody (Jack Champion, o Spider de Avatar). Cody e outros colegas de escola, também filhos de agentes do DEA passaram a usar o equipamento dos pais para roubar o cartel depois que o pai de outro colega foi morto durante a operação. Vendo que o DEA não daria apoio financeiro à família do falecido, Cody e os amigos decidiram roubar o cartel para dar a família deles meios para sobreviverem.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Crítica – O Sobrevivente

 

Análise Crítica – O Sobrevivente

Review – O Sobrevivente
Lançado em 1987, O Sobrevivente adaptava o romance O Concorrente de Stephen King em uma típica farofa oitentista de ação protagonizada por Arnold Schwarzenegger, cheio de canastrice e frases de efeito. Agora o diretor Edgar Wright (de Em Ritmo de Fuga e Noite Passada em Soho) tenta fazer uma adaptação mais próxima à distopia criada por King e a crítica social que o autor tentava fazer.

Jogos vorazes

A narrativa se passa em um futuro no qual há um abismo social ainda maior no qual os ricos vivem em bairros fechados, cheios de segurança, enquanto os mais pobres são abandonados à própria sorte em periferias sujas. Ben (Glen Powell, de Twisters e Todos Menos Você) acaba de perder o emprego e a filha está doente. Sem ter como pagar o tratamento ele tenta se candidatar a uma das várias competições televisivas que permitem aos mais pobres ganhar algum dinheiro às custas de humilhação ou perigo. A raiva dele contra o sistema o faz ser selecionado para a principal e mais mortal das competições. Chamada de “o sobrevivente” é um reality show no qual os participantes precisam sobreviver por trinta dias sendo caçados pelas autoridades e vigiados pela população para ganhar um prêmio milionário.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Crítica – Foi Apenas um Acidente

 

Análise Crítica – Foi Apenas um Acidente

Review – Foi Apenas um Acidente
Dirigida por Jafar Panahi, a produção iraniana Foi Apenas um Acidente é uma reflexão poderosa sobre os impactos da violência e do autoritarismo, ponderando como essas marcas afetam a vida das pessoas e pequenos eventos podem servir de gatilhos para traumas antigos. É simultaneamente bem acessível na complexidade moral e política que tenta discutir, mas denso e duro de acompanhar por conta das vivências duras que narra.

Memórias do cárcere

A trama começa com uma família dirigindo à noite, um homem, uma mulher e sua filha pequena. O homem (Ebrahim Azizi) acidentalmente atropela um cachorro e para em uma oficina para consertar o carro. O mecânico, Vahid (Vahid Mobasseri), se assusta com a chegada do homem, reconhecendo o som da prótese que ele tem na perna como o mesmo do carcereiro que o torturou na prisão anos atrás. Vahid então decide seguir o homem e o sequestra na rua, levando ao meio do deserto para enterrá-lo vivo e se vingar do que foi feito com ele. O homem, no entanto, nega ser Eghbal, afirmando que perdeu a perna cerca de um ano atrás e mostrando a Vahid que suas cicatrizes de amputação são recentes. Em dúvida, Vahid procura outros companheiros de cárcere para se certificar de que aquele é mesmo Eghbal antes que possa completar sua vingança.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Crítica – It: Bem-Vindos a Derry

 

Análise Crítica – It: Bem-Vindos a Derry

Review – It: Bem-Vindos a Derry
Quando foi anunciado, esperei o pior da série It: Bem-Vindos a Derry. Era o tipo de projeto que soava como mais um prelúdio caça-níqueis feito para capitalizar em cima de uma produção conhecida em uma Hollywood cada vez mais aversa a riscos e nem mesmo a presença de Andy Muschietti, responsável pelos dois It: A Coisa, no comando da série me empolgava. Fui conferir a estreia por pura curiosidade e fui imediatamente fisgado. Claro, a aversão a riscos e explorar o sucesso de um nome conhecido pode de fato ter sido o gatilho para que o projeto fosse aprovado, mas o resultado final é muito bom.

Cidade do Medo

A narrativa se passa na Derry da década de 60. O major Leroy Hanlon (Jovan Adepo) chega na cidade para uma missão secreta na base militar do local. Lá ele conhece Dick Halloran (Chris Chalk), um aviador com dons sobrenaturais que aparentemente está ajudando os militares a encontrar algo nos subterrâneos da cidade. Ao mesmo tempo um grupo de crianças liderados por Lilly (Clara Stack) tenta investigar a morte de um garoto local, mas esbarram em Pennywise (Bill Skarsgard) como o responsável pelo desaparecimento de crianças na cidade. Will (Blake Cameron James), filho de Leroy eventualmente se juntando ao grupo, conectando os dois núcleos.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Crítica – Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out

 

Análise Crítica – Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out

Review – Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
O primeiro Entre Facas e Segredos (2019) é um divertido suspense que brincava com os clichês da era de ouro do romance policial e nos apresentava a um interessante protagonista no excêntrico detetive Benoit Blanc. O segundo filme, Glass Onion (2022), dobrou a aposta na sátira apresentando um mistério que fazia piada em cima dos excessos barrocos desse tipo de narrativa e como esse encadeamento de reviravoltas grandiloquentes muitas vezes é feito para parecer mais inteligente do que se é, dando a impressão de algo complexo quando na verdade é simples, como a “cebola de vidro” que dá título ao filme. Já este Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out é o mais sério dos três, ainda que muito autoconsciente dos clichês com os quais trabalha e faça graça com ele.

Os crimes do padre Jud

A trama acompanha o jovem padre Jud (Josh O’Connor, de Rivais) que é enviado para uma paróquia remota chefiada pelo amargo monsenhor Wicks (Josh Brolin), um sacerdote conservador que tem prazer em constranger os membros da congregação. Quando Wicks é assassinado durante uma missa, sendo encontrado no pequeno armário ao lado do altar, as autoridades tem dificuldade de resolver crime, já que ele estava em um espaço fechado e ninguém tinha acesso a ele. Nesse momento chega o detetive Benoit Blanc (Daniel Craig) para ajudar o padre a resolver o mistério.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Crítica – Bugonia

 

Análise Crítica – Bugonia

Review – Bugonia
Novo filme do diretor grego Yorgos Lanthimos, Bugonia declara já em seu título sua temática de morte e renovação da vida. O termo bugonia viria de uma expressão grega que postulava que abelhas e outros insetos nasciam das carcaças de boi. Essas ideias, no entanto, permanecem subjacentes ao longo de boa parte do filme, que parece priorizar outros temas.

Teoria da conspiração

A narrativa gira em torno de Michelle (Emma Stone), presidente de uma grande empresa que é sequestrada por Teddy (Jesse Plemons). Ele acredita que a executiva é na verdade uma alienígena que está na Terra para matar as abelhas e destruir nosso ecossistema, com uma ação grande planejada para um eclipse que acontecerá em poucos dias. Teddy e o primo, Don (Aidan Delbis) matem Michelle no porão e tentam forçá-la a admitir o plano dos alienígenas.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Crítica – A Mão Que Balança o Berço

 

Análise Crítica – A Mão Que Balança o Berço

Review – A Mão Que Balança o Berço
Nova versão do suspense homônimo de 1992 protagonizado por Rebecca De Mornay, o novo A Mão Que Balança o Berço sofre por não saber exatamente que história quer contar e por não conseguir manejar a construção do suspense.

Ameaça na residência

A narrativa segue Caitlin (Mary Elizabeth Winstead), uma advogada sobrecarregada com o trabalho e o cuidado com as duas filhas que decide contratar a jovem Polly (Maika Monroe) para cuidar das filhas depois de cuidar de um processo envolvendo o local em que Polly mora. De início a jovem parece se integrar bem à família, se conectando com as filhas de Caitlin, mas logo a advogada começa a sentir que Polly está interferindo demais no cotidiano da casa. Preocupações que o marido dela, Miguel (Raul Castillo), relativiza dizendo que ela pode estar próxima de um episódio de burnout, algo que já tinha acometido Caitlin antes.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Drops – Drop: Ameaça Anônima

 

Crítica – Drop: Ameaça Anônima

Review – Drop: Ameaça Anônima
Se passando em um espaço contido, Drop: Ameaça Anônima tenta construir suspense nas limitações desse confinamento a partir de preocupações sobre privacidade digital. A produção é até eficiente em criar tensão, mas não consegue resolver tudo de modo satisfatório.

Ameaça invisível

A narrativa é protagonizada por Violet (Meghann Fahy, da minissérie Sereias), uma sobrevivente de violência doméstica que depois de anos resolve retomar a sua vida amorosa e está saindo em um encontro com Henry (Brandon Sklenar). Ela deixa o filho pequeno com a irmã e vai ao restaurante. Durante o encontro com Henry a protagonista começa a receber mensagens anônimas no celular ameaçando seu filho e dando ordens para que ela recupere um cartão de memória na posse de Henry. Sem ter como avisar ninguém por medo que a figura anônima dê cabo da ameaça, Violet tenta descobrir quem é o responsável sem despertar suspeitas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Crítica – A Longa Marcha

 

Análise Crítica – A Longa Marcha

Review – A Longa Marcha
Adaptando um dos primeiros romances de Stephen King A Longa Marcha é uma daquelas produções que pode soar derivativa não pelo seu conteúdo em si, mas pelo momento em que foi lançada. Hoje cenários distópicos nos quais jovens são forçados a competir entre si até a morte para distrair da dureza do regime ou vida precária não são exatamente novidade embora não fosse o caso em 1979 quando a obra de King foi publicada. O próprio Francis Lawrence, que dirige essa adaptação, já levou aos cinemas outra saga sobre jovens em competições mortais ao conduzir as adaptações de Jogos Vorazes. Mesmo sendo um formato que Hollywood explorou à exaustão nos últimos anos A Longa Marcha consegue funcionar pelo cuidado que tem com seus personagens.

Marcha da morte

A trama se passa em um Estados Unidos distópico que foi devastado por uma guerra civil e que agora vive sob um governo autoritário liderado pelo truculento Major (Mark Hamill). A população vive em um estado precário e periodicamente é realizado um evento chamado “a longa marcha” no qual cinquenta jovens são sorteados para uma disputa. Eles precisam caminhar mantendo uma velocidade constante de três milhas por hora, quem ficar abaixo disso ou parar será morto. Vence o último que sobrar. O grande prêmio em dinheiro e a realização de um pedido são o que motiva a população a se envolver nesse jogo mortal, mas alguns participantes tem motivações diferentes. Ray Garraty (Cooper Hoffman) se voluntariou para a competição com o desejo de se vingar do Major que executou seu pai por ser um dissidente. Ao longo da marcha Ray forma uma amizade com outro competidor, Peter McVries (David Jonsson, de Alien Romulus). O laço que se forma entre eles os mantem resistindo às agruras da competição.

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Crítica – O Agente Secreto

 

Análise Crítica – O Agente Secreto

Review – O Agente Secreto
Meses atrás o diretor Paul Thomas Anderson produziu uma poderosa síntese das disputas políticas e sociais nos Estados Unidos ao longo das últimas décadas com Uma Batalha Após a Outra. Com O Agente Secreto o diretor Kleber Mendonça Filho faz algo semelhante para o contexto brasileiro, uma síntese consistente, abrangente, por vezes bem-humorada, de vários processos políticos e sociais em marcha no Brasil desde a segunda metade do século XX.

O homem que sabia demais

A narrativa se passa em Recife em 1977 e acompanha Marcelo (Wagner Moura), um homem perseguido pela ditadura militar brasileira que chega na cidade para reencontrar o filho enquanto espera documentos para sair do país. Ele se abriga no edifício Ofir, lugar onde outros “refugiados” se escondem sob a tutela de Dona Sebastiana (Tânia Maria). Ao mesmo tempo, uma dupla de matadores de aluguel chega a Recife atrás de Marcelo.