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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Crítica – A Morte do Demônio: Em Chamas

 

Análise Crítica – A Morte do Demônio: Em Chamas

Review – A Morte do Demônio: Em Chamas
Eu tenho expectativas muito delineadas na minha mente sempre que vou assistir um novo A Morte do Demônio. Espero um uso abundante e criativo de gore e certo senso de humor sombrio, embora não sejam exatamente primores narrativos. A Morte do Demônio: Em Chamas entrega exatamente o que eu esperava. É uma produção que sabe o público que tem e dialoga com esse público.

Sombras do trauma

A trama é centrada em Alice (Souheila Yacoub). Depois que seu marido, Will (George Pullar), morre em um acidente de carro com contornos sobrenaturais, ela vai para a remota casa dos sogros para o funeral. O clima é tenso, já que Will a agredia e a os pais dele, em especial a mãe, Susan (Tandi Wright), tomavam partido dele. As coisas se complicam durante a cerimônia fúnebre na qual Edgar (Erroll Shand), o pai de Will, é infectado por algo demoníaco no corpo do filho. Aos poucos Edgar começa a agir de maneira agressiva e isso começa a afetar o resto da família e Alice precisa encontrar um jeito de sobreviver a isso.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Crítica – Prazer Máximo Garantido

 

Análise Crítica – Prazer Máximo Garantido

Review – Prazer Máximo Garantido
Fui assistir a série Prazer Máximo Garantido pela Tatiana Maslany e acabei ficando pela mistura envolvente entre suspense e comédia que a série faz, misturando uma trama de conspiração com o cotidiano de uma mãe divorciada. Nem todos os seus elementos, no entanto, são bem amarrados e a série produzida pela AppleTV tem sua parcela de problemas.

Ponto de ebulição

Paula (Tatiana Maslany) é uma mulher divorciada em meio a uma batalha pela custódia da filha com o ex-marido, Karl (Jake Johnson). Ela mantem uma relação com o camboy Trevor (Brandon Flynn), mas durante uma das sessões ela vê Trevor ser agredido e sequestrado. Paula entra em contato com a polícia e a detetive Gonzalez (Dolly de Leon) avisa que é provavelmente um esquema para tirar dinheiro dela. Logo Paula começa a receber ligações de Trevor, dizendo que está devendo dinheiro e que precisa da ajuda de Paula. Ela ignora, mas conforme as ligações começam a atrapalhar seu cotidiano, decide ir tirar satisfação com Trevor. Depois de descobrir onde ele mora, Paula chega no apartamento do camboy para encontrá-lo morto, entrando acidentalmente em uma perigosa conspiração.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Drops – The Dink: A Última Chance

 

Análise Crítica– The Dink: A Última Chance

Review – The Dink: A Última Chance
Produzido por Ben Stiller, este The Dink: A Última Chance me lembrou outra comédia da produtora dele: Com a Bola Toda (2004). Ambos são filmes sobre sujeitos fracassados que buscam uma chance de redenção ao competirem em um esporte meio tosco. As comparações, no entanto, param aí. Se Com a Bola Toda tem cenas memoráveis e diálogos que até hoje são usados como memes, The Dink está longe de oferecer algo tão bacana.

Bolas em jogo

A trama é protagonizada Dustin (Jake Johnson) um jogador de tênis que era promissor na juventude, mas uma lesão acabou com seus prospectos. Hoje ele trabalha como instrutor em um clube de tênis gerenciado por seu pai, Chuck (Ed Harris), que até hoje o trata como uma decepção. O tênis vem perdendo espaço no clube para jogadores de pickleball, algo que Chuck vê como decadência. Dustin resolve ajudar o pai a expulsar os jogadores de pickleball do clube, mas logo se aproxima de alguns deles, como Candace (Mary Steenburgen).

terça-feira, 28 de julho de 2026

Crítica – 72 Horas em Miami

 

Análise Crítica – 72 Horas em Miami

Review – 72 Horas em Miami
Fui assistir 72 Horas em Miami esperando que fosse mais uma daquelas comédias preguiçosas que o Kevin Hart faz para streaming e confesso que saí surpreso dele. Não que ele faça qualquer coisa para reinventar a roda ou eleve esse tipo de produção a outro patamar, mas pelo menos consegue entregar o senso de caos e falta de noção que se espera desse tipo de besteirol.

Se beber, não case

A trama gira em torno de Joe (Kevin Hart), um executivo de publicidade cujo emprego está por um fio. Quando ele é acidentalmente adicionado em um grupo de texto de jovens de vinte e poucos anos organizando uma despedida de solteiro. Joe vê isso como uma oportunidade de se conectar com os jovens e se prontifica para pagar as despesas da festa se os jovens deixarem ele participar. Assim, Joe vai para Miami encontrar Mason (Mason Gooding), o noivo, Nick (Marcello Hernandez), o melhor amigo do noivo, e outros dois amigos, Repetente (Kam Patterson) e Hunter (Ben Marshall). Obviamente confusões acontecem, principalmente quando Joe é confundido por traficantes locais como um criminoso tentando tomar o território deles.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Crítica – Todo Mundo em Pânico (2026)

Análise Crítica – Todo Mundo em Pânico (2026)

Review – Todo Mundo em Pânico (2026)
O primeiro Todo Mundo em Pânico (2000) foi uma sensação quando foi lançado, lembro de ter visto mais de uma vez no cinema e memorizado vários diálogos. O sucesso trouxe continuações que ficavam progressivamente piores, principalmente depois que a produtora Miramax ejetou os irmãos Wayans (responsáveis por filmes como As Branquelas) do controle da franquia. Agora o Wayans retornam prometendo compensar o tempo perdido. O resultado, porém, é irregular 

Rindo do terror

A trama satiriza filmes de terror como o quinto e o sexto Pânico, o reboot de Halloween e produções recentes como Corra! (2017), os dois Sorria ou A Hora do Mal (2025). Um novo assassino Ghostface volta a aterrorizar a cidade na qual Cindy (Anna Faris) vive, agora tendo como alvo sua filha, Sara (Olivia Rose Keegan). Tendo passado os últimos anos reclusa, temendo o retorno do assassino Cindy volta à ação e se reúne com antigos aliados como Brenda (Regina Hall) e Shorty (Marlon Wayans).

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Crítica – A Incrível Eleanor

 

Análise Crítica – A Incrível Eleanor

Review – A Incrível Eleanor
Dirigido por Scarlett Johansson, A Incrível Eleanor explora o impacto do luto em diferentes gerações ao mesmo tempo em que analisa como certas feridas nunca fecham e a importância da memória ao ponderar sobre o Holocausto e a importância de ouvir seus sobreviventes. Nem sempre todas as ideias são bem amarradas, mas a produção tem sentimento o bastante para cativar.

O peso da solidão

A narrativa acompanha a viúva nonagenária Eleanor (June Squibb), que há mais de uma década mora com a melhor amiga Bessie (Rita Zohar) desde que ambas se tornaram viúvas. Quando Bessie morre, Eleanor vai temporariamente morar com a filha, Lisa (Jessica Hecht), enquanto pensa em novos arranjos para si. Como a filha e o neto não tem muito tempo para ela, Eleanor decide frequentar um centro de cultura judaica e acidentalmente entra para um grupo de apoio aos sobreviventes do Holocausto. Com vergonha de admitir seu erro Eleanor conta a história de sobrevivência de Bessie como se fosse dela, comovendo a todos, sem perceber que a sessão estava sendo acompanhada pela estudante de jornalismo Nina (Erin Kellyman), que aborda Eleanor para escrever uma reportagem a seu respeito. Como se sente sozinha, Eleanor aceita conversar com Nina.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Crítica – Twinless: Um Gêmeo a Menos

 

Análise Crítica – Twinless: Um Gêmeo a Menos

Review – Twinless: Um Gêmeo a Menos
A ficção criou toda uma mística em torno de pessoas gêmeas e a conexão que eles têm. Twinless: Um Gêmeo a Menos vai para o caminho oposto e indaga o que acontece quando essa conexão que existe desde o nascimento é rompida? Qual é o impacto do luto no gêmeo que fica?

Irmão ausente

A narrativa é protagonizada por Roman (Dylan O’Brien), que recentemente perdeu o irmão gêmeo Rocky. Ele participa de um grupo de apoio para gêmeos que perderam os irmãos e lá conhece Dennis (James Sweeney, que também escreveu e dirigiu o filme), um jovem que também perdeu o irmão. Roman sente muita afinidade com Dennis e logo eles se tornam amigos, quase funcionando como gêmeos novamente, dando a impressão que eles irão preencher o vazio um do outro. As coisas se complicam quando descobrimos que Dennis oculta várias informações de Roman, inclusive a de que conhecia Rocky e que tem envolvimento no acidente que causou a morte dele.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Drops – Tomando Rumo

 


Os irmãos Peter e Bobby Farrely dirigiram algumas das comédias mais marcantes da década de 90, como Débi e Lóide (1994) e Quem Vai Ficar com Mary (1998). Há alguns anos eles vem atuado separados. Recentemente Peter entregou o horrendo Bola Pra Cima enquanto Bobby fez este Tomando Rumo, que tão ruim quanto, só um pouco menos ofensivo.

Viagem pela estrada

A trama segue Jeremy (Sam Nivola, de White Lotus), um colegial que sente saudades da namorada, que já foi para a faculdade. Durante uma conversa por telefone ele sente que ela irá terminar com ele. No dia seguinte Jeremy rouba o carro da autoescola junto com outros três colegas para chegar à cidade onde a namorada faz faculdade.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Drops – Meu Irmão é um Problema

 

Análise Crítica – Meu Irmão é um Problema

Review – Meu Irmão é um Problema
Com John Cena e Eric Andre, Meu Irmão é um Problema é uma comédia que deriva da premissa do sujeito certinho que tem a vida invadida por um sujeito inconveniente e carismático nos moldes de Antes Só do que Mal Acompanhado (1987), Nosso Querido Bob (1991) ou O Pentelho (1996). Segue bem a cartilha desse tipo de filme e não se esforça muito para sair desse traçado.

Conflito entre irmãos

Na trama, Rudd (John Cena) é um corretor imobiliário em ascensão, prestes a estrelar em um reality show, as coisas se complicam quando Marcus (Eric Andre) retorna a sua vida. Quando adolescente Rudd participou de programa voluntário para ajudar crianças carentes, agindo como “irmão” de Marcus. Marcus se apegou a isso e, agora adulto, busca se reconectar com Rudd. O problema é que a personalidade amalucada e espontaneidade de Marcus causam problemas no cotidiano planejado de Rudd.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Crítica – As Ovelhas Detetives

 

Análise Crítica – As Ovelhas Detetives

Review – As Ovelhas Detetives
Uma trama investigativa protagonizada por um rebanho de ovelhas que tenta desvendar o assassinato de um humano é uma trama tão insólita que chega ser irresistível de conferir. As Ovelhas Detetives poderia apenas se apoiar na estranheza do conceito, mas consegue contar uma envolvente história sobre pertencimento e família em meio a sua narrativa de mistério.

O bom pastor

O pastor Greg (Hugh Jackman) cuida de suas ovelhas com carinho, cultivando apenas a lã delas e se recusando a abatê-las. Ele lê toda noite para elas livros de mistério, que fascinam as criaturas. Quando Greg é misteriosamente assassinado e o rebanho corre risco de ser levado a um abatedouro, as ovelhas decidem investigar o crime, já que Tim (Nicholas Braun, de Succession) o aparvalhado policial da pequena cidade em que moram não parece capaz de lidar com a tarefa. A líder das ovelhas é Lily (Julia Louis-Dreyfus), a quem Greg considerava a mais inteligente, sendo ajudada pelo rebelde Tião (Bryan Cranston) e por Mimoso (Chris O’Dowd), uma ovelha que tem uma memória infalível.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Drops – Nunca Mude!

 

Análise Crítica – Nunca Mude!

Review – Nunca Mude!
Ambientes colegiais são típicos de comédias besteirol. Nunca Mude! tenta brincar um pouco com a fórmula ao colocar adultos tendo que voltar ao colégio. É uma ideia que poderia fazer graça em cima de certos clichês do gênero, mas o filme nunca faz nada interessante com ela.

Mal posso esperar

Na trama, o governo aprova uma nova reforma educacional na qual todos os estudantes precisam completar 180 dias letivos para serem considerados aprovados. Isso afeta a turma de ensino médio de 2008 de uma pequena cidade, na qual o ano letivo acabou duas semanas mais cedo por conta de um furacão. Agora, todos os formandos, que estão na casa dos 35 anos, precisam voltar à escola e completar duas semanas de aula.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Drops – Por Cima do Seu Cadáver

 

Análise Crítica – Por Cima do Seu Cadáver

Review - Por Cima do Seu Cadáver
Partindo de uma briga de casal, a comédia Por Cima do Seu Cadáver constrói um absurdo crescente que surpreende pelo senso de caos que consegue criar. A trama acompanha Lisa (Samara Weaving, de Casamento Sangrento) e Dan (Jason Segel), casados há sete anos, mas que vivem em crise, nutrindo grande ressentimento um pelo outro. Eles viajam para uma cabana remota do pai de Dan para passarem um final de semana juntos, mas chegando lá descobrimos que eles planejam matar um ao outro e usar o dinheiro do seguro de vida do cônjuge para reconstruir a vida.

Viagem perigosa

Uma vez que os dois tentam mover adiante seus planos de assassinar o companheiro, as coisas saem do controle bem rápido, se tornando progressivamente mais caóticas ao ponto em que o filme fica divertidamente imprevisível. É raro assistir algo que não tenho a menor ideia a respeito da direção na qual ele pode ir e que o filme consegue fazer isso de maneira coerente. O diretor Jorma Taccone (responsável pelo divertido Popstar: Sem Parar, Sem Limites) imprime uma energia insana ao filme, tanto pela encenação quanto pela montagem e isso, somado à ultraviolência da ação, confere à história um clima de desenho animado, como se estivéssemos vendo algo dos Looney Tunes ou Tom & Jerry, mas em live action.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Crítica – Toy Story 5

 

Análise Crítica – Toy Story 5

Review – Toy Story 5
Depois de um quarto filme que não tinha muita razão de existir, embora entregasse uma aventura competente, não estava nem um pouco empolgado para esse Toy Story 5. A impressão era de que a franquia continuava existindo só porque fazia dinheiro e não porque tinham histórias interessantes a serem contadas nesse universo. Fiquei um pouco mais esperançoso quando soube que o filme exploraria o impacto de tablets e outros dispositivos na vida das crianças e dos brinquedos, já que fazia o filme soar menos como um caça-níqueis e mais como se tivesse algo a dizer, embora, ainda assim, não estivesse particularmente empolgado. Tendo visto o filme, fico feliz de estar errado e constatar que Toy Story 5 é melhor que seu antecessor.

O dilema das redes

Na trama, Bonnie tem dificuldade em fazer amigos. Ela é a única criança na vizinhança que ainda brinca com brinquedos enquanto todas as outras já estão usando dispositivos eletrônicos. Preocupados com a filha, os pais dela compram um tablet para ela, a Lillypad. Os outros brinquedos ficam preocupados quando o dispositivo toma a rotina de Bonnie, com Lillypad colocando várias atividades online entre ela e outras meninas para que ela se enturme. Jessie, no entanto, desconfia de que essas amizades não tem uma conexão real com Bonnie e tenta ajudar a garota de algum modo.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Crítica – Manual Prático da Vingança Lucrativa

 

Análise Crítica – Manual Prático da Vingança Lucrativa

Review – Manual Prático da Vingança Lucrativa
Uma das regras implícitas do cinema é a do “mostre, não conte”. Se algo é importante para a narrativa é melhor mostrar esse evento ou demonstrar essa emoção em cena do que ter uma voz ou diálogo explicando o que aconteceu ou como alguém se sentiu. Manual Prático da Vingança Lucrativa esquece essa regra e apresenta uma narrativa que mais conta do que mostra, tirando a força da sátira que tenta fazer.

Devorem os ricos

A trama é protagonizada por Becket (Glen Powell), um jovem que pertence à rica família Redfellow, mas cresceu longe da fortuna de sua família porque a mãe se afastou deles antes que Becket nascesse. Ainda assim, ele foi criado como se fosse membro da elite, mesmo com sua mãe ficando viúva cedo e tendo uma vida de classe média. Já adulto Becket percebe que não importa o quanto se esforce, nunca será rico apenas pelo próprio esforço. Ele então monta um plano de eliminar os demais parentes para que apenas ele reste como herdeiro da fortuna. No processo ele reencontra Julia (Margaret Qualley), uma antiga colega de escola que casou com um herdeiro qualquer e agora está à beira da falência. Ele também se apaixona por Ruth (Jessica Henwick) uma professora primária que pouco se importa com posição social.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Crítica – Thelma

 

Análise Crítica – Thelma

Review – Thelma
Uma pessoa é vítima de um golpe e perde todas as suas economias. Não disposta a deixar os bandidos vencerem, decide empreender uma caçada contra eles. Soa como um filme de ação no estilo Busca Implacável ou a franquia John Wick, certo? Mas e se eu dissesse que a pessoa em questão é uma idosa nonagenária? Essa é a exata premissa de Thelma, uma espécie de “história de vingança” com pessoas de idade avançada.

Revanche tardia

Thelma (June Squibb) é uma senhora de noventa e quatro anos que vive sozinha em casa depois do falecimento do marido. Seu neto, Daniel (Fred Hechinger, de Gladiador 2), a ajuda nas tarefas do cotidiano. Um dia ela recebe uma ligação de Daniel dizendo que se envolveu em um acidente de carro e foi preso, pedindo que envie dez mil dólares para pagar a fiança. Ela envia o dinheiro, mas logo descobre que nada aconteceu com Daniel e que foi vítima de um golpe. A família fica tranquila que nada de mais grave aconteceu com Thelma, que saiu sozinha de casa sem avisar para enviar o dinheiro, mas a idosa se torna focada em reaver seu dinheiro. Ela vai visitar o amigo Ben (Richard Roundtree, o eterno Shaft) na casa de repouso em que ele vive e o convence a ajudá-la, usando sua scooter para transportar os dois sem que a família de Thelma saiba.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Crítica – Velhos Bandidos

 

Análise Crítica – Velhos Bandidos

Review – Velhos Bandidos
Uma comédia estrelada por Fernanda Montenegro e Ary Fontoura como uma dupla de golpistas se passando por idosos indefesos parece uma premissa incapaz de dar errado. Fui assistir Velhos Bandidos esperando o melhor, mas o resultado fica aquém da ideia inicial e da qualidade do elenco.

Golpe duplo

A narrativa acompanha os assaltantes Sid (Vladimir Brichta) e Nancy (Bruna Marquezine), que roubam as casas vazias de idosos que saem em viagens de navio da empresa de turismo em que Nancy trabalha. Um dia eles vão roubar a casa de Marta (Fernanda Montenegro) e Rodolfo (Ary Fontoura) e são pegos pelos dois idosos. Marta e Rodolfo convencem Sid e Nancy a participarem de um roubo a banco que irá render milhões para eles, mas não há lealdade entre ladrões e a dupla logo pensa em um jeito de passar a perna no casal de idosos e ficar com o dinheiro todo para si. Em meio a tudo isso o policial Oswaldo (Lázaro Ramos) investiga as ações do bando.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Drops – Honey, Não!

 

Crítica – Honey, Não!

Review – Honey, Não!
Continuando a parceria iniciada com a atriz Margaret Qualley em Garotas em Fuga (2024), Ethan Coen desenvolve este Honey, Não! como um misto de comédia e drama criminal que marcou as obras dirigidas ao lado do irmão Joel. Embora ele conte com um ótimo elenco e crie personagens interessantes, o todo acaba sendo menor que a soma das partes.

Crimes entremeados

A narrativa é focada na detetive particular Honey O’Donahue (Margaret Qualley). Quando uma de suas clientes morre em um suposto acidente de carro, Honey desconfia que a morte pode não ser acidental. Em meio a essa investigação, ela assume outros casos e tudo parece se conectar com a igreja controlada pelo pastor Drew (Chris Evans). Honey recorre à ajuda da policial Falcone (Aubrey Plaza), mas chegar até Drew pode ser mais difícil que imaginava.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Drops – Primeiro as Damas

 

Análise – Primeiro as Damas

Review – Primeiro as Damas
Produção da Netflix, Primeiro as Damas tenta usar humor para falar do machismo em nossa sociedade. O filme, no entanto, esbarra em uma trama de humor repetitivo e olhar bem superficial para papéis de gênero.

Mundo feminino

A narrativa é protagonizada por Damien (Sacha Baron Cohen), um executivo misógino que trata todas as mulheres como objetos e é um babaca em geral com todo mundo. Quando ele é pressionado a ter diversidade em seu departamento criativo formado todo por homens, Damien literalmente promove a primeira funcionária que vê, Alex (Rosamund Pike). Achando que foi promovida por suas ideias, Alex chega empolgada para o novo cargo, mas Damien logo revela o motivo da promoção, revoltando Alex. Durante a discussão entre os dois Damien bate a cabeça em um poste, acordando em um mundo dominado por mulheres.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Crítica – O Drama

 

Análise Crítica – O Drama

Review – O Drama
Em espaços digitais é muito comum que as pessoas se sintam confortáveis para julgar os outros e promover linchamentos morais de quem acham que fez algo repreensível, mesmo que esse algo esteja longe de ser algo verdadeiramente abjeto. O Drama examina essa lógica aplicada ao mundo real expondo o absurdo da situação e como esse tipo de atitude é desmedida e até hipócrita.

Muito barulho por nada

O casal Emma (Zendaya) e Charlie (Robert Pattinson) está prestes a se casar depois de três anos juntos. Às vésperas da cerimônia, em um jantar com um casal de amigos, Mike (Mamoudou Athie) e Rachel (Alana Haim), eles decidem confessar as piores coisas que fizeram. Emma conta que chegou a planejar ir armada para o colégio e atirar em todo mundo, causando indignação na amiga Rachel e nos demais. A partir disso, Charlie começa a repensar a relação dos dois, julgando que Rachel pode ser uma psicopata.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Crítica – Casamento Sangrento: A Viúva

 

Análise Crítica – Casamento Sangrento: A Viúva

Review – Casamento Sangrento: A Viúva
O primeiro Casamento Sangrento (2019) era um slasher bacana que divertia pelos tipos excêntricos, violência exacerbada e uma protagonista convincente em Samara Weaving, que evocava o desespero de uma pessoa comum jogada em uma disputa perigosa de super ricos. Era, no entanto, um filme que não parecia feito para gerar continuações, então fiquei receoso quando este Casamento Sangrento: A Viúva foi anunciado, já que não imaginava que uma sequência tivesse muito a acrescentar. Felizmente, porém, o resultado é bacana, ainda que seja mais do mesmo.

Jogo perigoso

Depois de sobreviver aos eventos do primeiro filme Grace (Samara Weaving) é levada a um hospital para se recuperar dos ferimentos. Ela é visitada pela irmã Faith (Kathryn Newton), com quem não fala há anos. Faith não acredita na história da irmã sobre ter sido caçada pela família durante um ritual satânico, mas as coisas mudam quando as duas são sequestradas pelo Advogado (Elijah Wood). Aparentemente quando Grace matou a família do noivo, ativou uma cláusula que abre uma disputa pela liderança da organização satânica da qual os sogros faziam parte. Agora ela e Faith serão caçadas pelos líderes das famílias, com os gêmeos Ursula (Sarah Michelle Gellar) e Titus (Shawn Hatosy, de The Pitt) tentando manter a família deles na liderança da organização. Agora Grace e Faith, algemadas juntas, precisam sobreviver ao jogo letal desses ricaços.