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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Crítica – A Morte do Demônio: Em Chamas

 

Análise Crítica – A Morte do Demônio: Em Chamas

Review – A Morte do Demônio: Em Chamas
Eu tenho expectativas muito delineadas na minha mente sempre que vou assistir um novo A Morte do Demônio. Espero um uso abundante e criativo de gore e certo senso de humor sombrio, embora não sejam exatamente primores narrativos. A Morte do Demônio: Em Chamas entrega exatamente o que eu esperava. É uma produção que sabe o público que tem e dialoga com esse público.

Sombras do trauma

A trama é centrada em Alice (Souheila Yacoub). Depois que seu marido, Will (George Pullar), morre em um acidente de carro com contornos sobrenaturais, ela vai para a remota casa dos sogros para o funeral. O clima é tenso, já que Will a agredia e a os pais dele, em especial a mãe, Susan (Tandi Wright), tomavam partido dele. As coisas se complicam durante a cerimônia fúnebre na qual Edgar (Erroll Shand), o pai de Will, é infectado por algo demoníaco no corpo do filho. Aos poucos Edgar começa a agir de maneira agressiva e isso começa a afetar o resto da família e Alice precisa encontrar um jeito de sobreviver a isso.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Drops – A Boca do Diabo

 

Análise Crítica – A Boca do Diabo

Review – A Boca do Diabo
Pelo material de divulgação A Boca do Diabo parecia um filme de tubarão que não se levava muito a sério e pudesse ser divertido. Infelizmente o resultado é o exato oposto. É um material que claramente se prestaria a algo mais farofa e que cai na besteira de querer ser sério.

Abismo do medo

Dirigida por Jeff Wadlow (de bombas como A História Real de um Assassino Falso ou o reboot de A Ilha da Fantasia), a trama conta a história de um grupo de jovens viajando pela Tailândia. Max (Lana Condor) consegue para o grupo um passeio para um antigo conjunto de cavernas conhecido como “a boca do diabo”. O grupo acha que vai ser um passeio tranquilo, mas Sara (Kathryn Newton) vai preparada para alguns possíveis perigos. O que eles não esperavam é que o labiríntico sistema e cavernas estava sendo ocupado por um tubarão e agora eles precisam dar um jeito de escapar.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Crítica – Backrooms: Um Não-Lugar

 

Análise Crítica – Backrooms: Um Não-Lugar

Review – Backrooms: Um Não-Lugar
O conceito de backrooms, espaços liminares expandidos infinitamente que guardam horrores em seus corredores, nasceu como meme na internet. O diretor Kane Parsons explorou essas ideias em forma de curta-metragem e agora transforma o conceito em um longa neste Backrooms: Um Não-Lugar. É uma ideia promissora que infelizmente não rende algo muito interessante.

Limiar coletivo

A trama acompanha Clark (Chiwetel Ejiofor), um sujeito solitário e frustrado que é dono de uma loja de móveis. Um dia ele descobre uma espécie de portal no porão de sua loja. Quando o atravessa vai parar em um espaço que parece um grande galpão ou prédio de escritórios, com cores neutras e luzes frias, e se estende infinitamente aparentemente sem propósito algum. Ele conta isso para sua terapeuta, Mary (Renate Reinsve, de Valor Sentimental), que acha que tudo é uma fantasia do paciente. Quando Clark desaparece, no entanto, Mary vai até a loja procurá-lo e acaba entrando no portal.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Crítica – Obsessão

 

Análise Crítica – Obsessão

Review – Obsessão
É interessante quando um filme pega um tropo conhecido e o desloca em termos de gênero narrativo e o que tem a dizer sobre ele. A premissa da “poção/feitiço” do amor já foi usada em inúmeras comédias e filmes românticos, mas em Obsessão o diretor Curry Barker desloca a história para o horror e também mudando o olhar que tem para o protagonista desse tipo de história.

Cuidado com o que deseja

Bear (Michael Johnston) é um jovem tímido que trabalha em uma loja de instrumentos musicais e é apaixonado desde a época de escola pela colega de trabalho Nikki (Inde Navarrette). Seu melhor amigo, Ian (Cooper Tomlinson), o instiga a se declarar para ela, já que Nikki parece ver Bear só como amigo. Quando chega o momento dele se declarar para ela em uma festa, Bear perde a coragem percebendo que ela não tem interesse nele. Sem esperanças, ele decide usar um artefato que comprou em uma loja esotérica, um galho que supostamente atende o desejo que você faz quando o quebra. Bear deseja que Nikki o ame mais do que qualquer coisa do mundo e ela imediatamente passa a idolatrá-lo.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Crítica – Segredo Obscuro

 

Análise Crítica – Segredo Obscuro

Review – Segredo Obscuro
Uma atriz de meia idade vê sua carreira decair por conta da misoginia e etarismo de Hollywood. Para tentar se manter relevante ela aceita usar um novo e misterioso tratamento estético, mas as coisas não saem como o esperado. Essa é a trama do excelente A Substância (2024), de Coralie Fargeat, e é a mesma coisa deste Segredo Obscuro. Apesar de estar estreando no Brasil em 2026, ele foi feito em 2024, mesmo ano de A Substância, então nem dá para acusá-lo de plágio, é apenas um daqueles casos em que pessoas diferentes tiveram ideias semelhantes. A comparação, no entanto, coloca Segredo Obscuro em desvantagem.

Eternamente jovem

Na trama, Samantha (Elizabeth Moss, de O Conto da Aia) é uma atriz cuja carreira está estagnada. Ela constantemente perde papéis para atrizes mais jovens e não sabe como seguir em frente. As coisas mudam quando ela conhece Zoe (Kate Hudson), dona de um império de cosméticos e que oferece a Samantha um novo tratamento que promete rejuvenescê-la. Inicialmente as coisas dão certo, mas logo a atriz começa a experimentar efeitos colaterais severos e passa a desconfiar que Zoe tem algo a esconder.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Crítica – A Maldição da Múmia

 

Análise Crítica – A Maldição da Múmia

Nas últimas décadas Hollywood tratou múmias mais como monstros de filmes de ação como na trilogia estrelada por Brendan Fraser ou na malfadada tentativa de iniciar um universo compartilhado no A Múmia (2017) protagonizado pelo Tom Cruise. Este A Maldição da Múmia tenta retornar a criatura ao cinema de horror, mas infelizmente não faz um bom trabalho com isso.

Maldição familiar

A narrativa acompanha Charlie (Jack Reynor), um correspondente internacional morando no Cairo. Um dia sua filha mais velha, Katie, é sequestrada no quintal da casa em que moravam no Egito. Ele e a esposa, Larissa (Laia Costa, de Intimidade Forçada), entram em contato com as autoridades locais, mas eles não conseguem localizá-la. Oito anos se passam, Charlie e Larissa reconstruíram a vida nos Estados Unidos quando recebem uma ligação da embaixada dos EUA no Egito, Katie (Natalie Grace), foi encontrada. Ela estava dentro de um sarcófago encontrado em um avião que caiu e as autoridades desconfiam que ela estava sendo vítima de tráfico de pessoas. Os médicos julgam que ela está sofrendo de estresse pós traumático, já que não fala, sofre espasmos e não reage a estímulos. Acreditando que a família pode restaurar Katie, os pais a levam de volta aos Estados Unidos, mas lá fenômenos estranhos começam a acontecer.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Drops – Ataque Brutal

 

Análise Crítica – Ataque Brutal

Review – Ataque Brutal
Não sou exatamente um grande entusiasta de filmes de tubarões considerando que hoje é muito difícil fazer um filme dessa natureza que ofereça algo realmente interessante ao invés de reciclar ideias já conhecidas. Ataque Brutal até tenta uma ambientação um pouco diferente para esse tipo de história, mas seu esforço para por aí.

Predadores assassinos

A narrativa se passa em uma pequena cidade litorânea durante a passagem de um furacão intenso. Ainda que o furacão não vá passar pela cidade, seus efeitos são sentidos na tempestade intensa que faz a maré subir, romper barreiras de contenção e inundar a cidade, fazendo os tubarões da costa começarem a perambular na cidade. A partir daí acompanhamos Lisa (Phoebe Dynevor, de Bridgerton), uma jovem grávida que fica presa no carro durante a inundação. Enquanto isso também seguimos Dale (Djimon Honsou), um biólogo marinho que tenta chegar na cidade para ajudar no resgate e conter os tubarões, além de outros sobreviventes.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Crítica – Saída 8

 

Análise Crítica – Saída 8

Review – Saída 8
O game Exit 8 é uma mistura de walking simulator com jogo da memória, no qual você precisa caminhar por corredores de uma estação de metrô observando por anomalias nos elementos que compõem o corredor para decidir seu caminho e encontrar a saída. É relativamente simples e pode ser terminado em poucos minutos se você memorizar os elementos do corredor para identificar as pequenas diferenças, mas é algo que poderia render como um terror ou suspense psicológico e é justamente isso que o filme Saída 8 tenta fazer.

Purgatório contemporâneo

A narrativa acompanha um jovem (Kazunari Ninomiya) que se perde na saída de uma estação de metrô e todos os corredores parecem dar no mesmo lugar em um loop infinito. Uma placa o avisa que se ele ver alguma anomalia, ou seja algo que não devia estar ali, nos corredores ele deve voltar e se não anomalias deve seguir adiante. Essa é a única maneira de chegar na saída 8 e finalmente ir embora dali.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Crítica – Pânico 7

 

Análise Crítica – Pânico 7

Review – Pânico 7
Depois de controvérsias durante a produção de Pânico 6 (2023) por conta da recusa de Neve Campbell em retornar devido ao baixo cachê oferecido, tudo caminhava para que Pânico 7 fosse o desfecho da história da personagem vivida por Melissa Barrera que iniciou no quinto filme. Isso até Barrera ser sumariamente demitida depois de se manifestar em solidariedade à Palestina em redes sociais. A demissão da atriz fez Jenna Ortega, que interpretava a irmã de Barrera, sair em solidariedade à colega, deixando a produção sem protagonista. Neve Campbell foi então trazida de volta e a produção certamente teve que fazer muitos ajustes no que estava inicialmente planejado para dar conta dessas mudanças. O resultado é um filme que parece feito à toque de caixa e tem pouco a acrescentar à franquia.

Olá Sidney

Sidney Prescott (Neve Campbell) vive tranquila em uma pequena cidade ao lado do marido, Mark (Joel McHale), e da filha, Tatum (Isabel May). O maior problema de Sidney é a relação com a filha adolescente passando por sua fase de rebeldia, mas seus dias de ter que lidar com assassinos encapuzados parecem ter terminado. Isso até que ela recebe um vídeo de alguém que diz ser Stu Macher (Matthew Lillard), um dos assassinos do primeiro filme, dizendo estar vivo e em busca de vingança contra Sidney. Logo uma nova onda de assassinatos começa na cidade e Sidney precisa se mobilizar para defender a própria família.

terça-feira, 10 de março de 2026

Crítica – Iron Lung: Oceano de Sangue

 

Análise Crítica – Iron Lung: Oceano de Sangue

Review – Iron Lung: Oceano de Sangue
Nunca joguei o game homônimo que este Iron Lung: Oceano de Sangue se baseia. Tampouco tenho muito conhecimento sobre o youtuber Markplier que dirigiu e estrelou o filme. Parto, portanto, do olhar de um neófito a tudo isso e o que eu posso dizer é que essa tentativa de um horror cósmico e claustrofóbico é bem sem graça.

Segredo do abismo

A narrativa se passa em um futuro apocalíptico no qual boa parte da humanidade e planetas habitáveis desapareceu. A chance de sobrevivência da humanidade reside em uma lua tomada por um oceano de sangue. Lá, Simon (Markplier) é um condenado em busca de redenção que aceita ser colocado em um Iron Lung, um pequeno submarino lacrado, para explorar o mar de sangue e possivelmente encontrar algo que possa dar esperança de sobrevivência à humanidade. Como câmeras não funcionam direito no mar de sangue, ele precisa recorrer a raio-x para ter imagens das imediações e logo encontra criaturas sombrias e horrores inimagináveis no local.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Crítica – A Noiva!

 

Resenha Crítica – A Noiva!

Review – A Noiva!
Dirigido por Maggie Gyllenhaal, A Noiva! é um filme esquisito e digo isso como elogio. Nem tudo que ele tenta fazer funciona e parece ter dificuldade de organizar suas várias ideias em um pacote coeso, no entanto, há algo bastante singular na releitura que a diretora faz da história da “noiva do Frankenstein”.

Casamento sangrento

A narrativa se passa nos Estados Unidos na década de 1930. A criatura de Frankenstein (Christian Bale) vai ao país procurando a doutora Euphronius (Annette Benning), uma cientista proeminente no campo da reanimação. Ele pede ajuda para criar uma companheira e aplacar a solidão que sente há mais de um século. Junto da cientista ele escava um cadáver recém enterrado e reanima sua Noiva (Jessie Buckley), ela tem poucas memórias de sua vida pregressa e disputa o controle do seu corpo com o espírito da escritora Mary Shelley (também Jessie Buckley), autora do romance Frankenstein. Juntos Frank e sua Noiva partem para explorar a cidade, mas logo se tornam alvo das pessoas por conta de sua aparência.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Crítica – Anaconda

 

Análise Crítica – Anaconda

Review – Anaconda
Lançado em 1997, Anaconda não foi bem recebido. Muito disso se devia à trama ridícula, efeitos visuais ruins, atuações canastronas e equivocadas (por exemplo Jon Voight interpretando um brasileiro com o pior sotaque posto em celuloide) justificavam essa reação. Essas características, no entanto, contribuíram para que, com o tempo, o filme se tornasse meio que cult, com comunidades de fãs celebrando o filme por ser divertido justamente por conta de sua ruindade. Como Hollywood não consegue deixar nenhuma propriedade intelectual parada era questão de tempo até que uma nova versão fosse feita, exatamente o caso deste Anaconda, que se posiciona de imediato como uma comédia.

A cobra vai fumar

A narrativa acompanha os amigos Doug (Jack Black), Griff (Paul Rudd), Claire (Thandiwe Newton) e Kenny (Steve Zahn). Quando jovens eles sonhavam em fazer cinema, mas abandonaram esse sonho. Apenas Griff segue tentando ser ator, mas sem muito sucesso. Um dia Griff procura os amigos dizendo que conseguiu os direitos de Anaconda e juntos eles decidem vir para o Brasil produzir uma nova versão. Aqui eles contratam Santiago (Selton Mello) tratador de animais que tem uma anaconda. Eles partem em uma viagem pelo rio Amazonas no barco de Ana (Daniela Melchior, a Caça-Ratos de O Esquadrão Suicida) e começam a filmar, mas as coisas se complicam quando a cobra de Santiago é acidentalmente morta durante as filmagens e o grupo decide entrar na floresta em busca de uma nova cobra.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Crítica – O Som da Morte

Análise Crítica – O Som da Morte

Review – O Som da Morte
A premissa de O Som da Morte era basicamente a da franquia Premonição ao trazer um grupo de adolescentes tentando fugir da “morte”, então não estava particularmente empolgado para assistir. Ainda assim resolvi conferir e ao menos o resultado final tem elementos suficientes para agradar fãs de terror.

Morte à espreita

A trama é protagonizada por Chrys (Dafne Keen), que se muda para uma nova cidade e uma nova escola depois de uma tragédia pessoal. No primeiro dia de aula, ela descobre um estranho apito maia em seu armário, que aparentemente pertencia ao aluno que usava o armário antes dela e morreu sob circunstâncias misteriosas. Obviamente a garota resolve pegar o estranho artefato que sussurra coisas sombrias para ela e mostra para seu novo grupo de amigos. Quando um deles assopra o apito, porque claro que adolescentes vão achar uma boa ideia usar um artefato ancestral com um entalhe que diz que ele invoca a morte, descobrem que atraíram suas mortes futuras para o presente e que elas estão os perseguindo. Agora eles precisam encontrar um jeito de eliminar a maldição.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Crítica – Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

 

Análise Crítica – Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

Review – Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
Dirigido por Mary Bronstein, Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria transita entre o horror, a comédia, o drama e o surrealismo para acompanhar a ansiedade constante da maternidade, em especial quando uma mãe tenta lidar com tudo sozinha, cuidando da filha, tendo uma profissão e ainda lidando com os problemas do lar. É um exame angustiante de uma mulher em crise que não dá ao espectador ou a sua protagonista um instante para respirar.

Crise maternal

A narrativa é protagonizada por Linda (Rose Byrne) uma mulher lidando com uma misteriosa doença que acomete a filha, obrigando a garota a usar uma sonda. Ela também se encontra morando em um quarto de hotel, já que o teto de seu apartamento desabou por conta de mofo e de encanamento defeituoso. Ela lida com tudo isso sozinha já que o marido (Christian Slater) é um militar que trabalha longe. Linda trabalha como terapeuta e uma de suas pacientes, a jovem mãe Caroline (Danielle Macdonald), desaparece no meio de uma sessão e deixa seu bebê no consultório. Linda faz terapia para tentar enfrentar todas essas crises, mas sente que seu terapeuta (Conan O’Brien) não dá a mínima para ela.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Crítica – It: Bem-Vindos a Derry

 

Análise Crítica – It: Bem-Vindos a Derry

Review – It: Bem-Vindos a Derry
Quando foi anunciado, esperei o pior da série It: Bem-Vindos a Derry. Era o tipo de projeto que soava como mais um prelúdio caça-níqueis feito para capitalizar em cima de uma produção conhecida em uma Hollywood cada vez mais aversa a riscos e nem mesmo a presença de Andy Muschietti, responsável pelos dois It: A Coisa, no comando da série me empolgava. Fui conferir a estreia por pura curiosidade e fui imediatamente fisgado. Claro, a aversão a riscos e explorar o sucesso de um nome conhecido pode de fato ter sido o gatilho para que o projeto fosse aprovado, mas o resultado final é muito bom.

Cidade do Medo

A narrativa se passa na Derry da década de 60. O major Leroy Hanlon (Jovan Adepo) chega na cidade para uma missão secreta na base militar do local. Lá ele conhece Dick Halloran (Chris Chalk), um aviador com dons sobrenaturais que aparentemente está ajudando os militares a encontrar algo nos subterrâneos da cidade. Ao mesmo tempo um grupo de crianças liderados por Lilly (Clara Stack) tenta investigar a morte de um garoto local, mas esbarram em Pennywise (Bill Skarsgard) como o responsável pelo desaparecimento de crianças na cidade. Will (Blake Cameron James), filho de Leroy eventualmente se juntando ao grupo, conectando os dois núcleos.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Crítica – A Mulher no Jardim

 

Análise Crítica – A Mulher no Jardim

Review – A Mulher no Jardim
É curioso como a Blumhouse foi de uma produtora referência no terror para uma produtora que parece dar sinal verde para qualquer produção do gênero sem qualquer curadoria dos filmes que seleciona ou se preocupar com a qualidade deles. A impressão é que de uns tempos para cá o prestígio da produtora enfraqueceu um pouco conforme ela lançava filmes cada vez mais distantes do padrão de qualidade que estabeleceu para si. A Mulher no Jardim é mais uma dessas produções que reforça o sentimento de que os melhores dias da Blumhouse estão no passado e não no presente.

Visitante sombria

A narrativa é protagonizada por Ramona (Danielle Deadwyler) uma mulher devastada pelo luto depois de perder o marido em um acidente de carro. Sozinha na fazenda que o marido comprou para a família, ela sequer tem ânimo para levantar da cama, precisando que os filhos a façam sair do quarto quando algum problema acontece na casa. Ela também está com uma perna quebrada por conta do acidente, se locomovendo com o auxílio de muletas. Um dia uma estranha mulher vestida de preto aparece sentada na frente da casa dela. A mulher parece confusa, mas também faz várias ameaças a Ramona. Ela tenta convencer os filhos de que está tudo bem, mas as crianças desconfiam de que há algo muito errado.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Crítica – Frankenstein

 

Análise Crítica – Frankenstein

Review – Frankenstein
Se tem um cineasta contemporâneo capaz de entender a sensibilidade do romance Frankenstein de Mary Shelley esse alguém é Guillermo del Toro. Seu Frankenstein, produzido em parceria com a Netflix, é uma competente releitura do seminal texto de Shelley, se mantendo fiel ao seu espírito ao mesmo tempo em que agrega uma visão bem particular do diretor.

Pessoas normais assustam

A narrativa é centrada em Victor Frankenstein (Oscar Isaac), um nobre destituído que desde jovem se tornou obcecado em ser capaz de reanimar os mortos e criar uma nova forma de vida. Sem ser levado a sério pela comunidade científica, ele consegue financiar sua pesquisa através do magnata comercial Harlander (Christoph Waltz). Com o dinheiro Victor consegue montar um laboratório e começa seu processo de estudar a reanimação. Quando ele finalmente consegue reconstruir um ser humano a partir de partes de cadáveres e reanima seu construto, se decepciona com a Criatura (Jacob Elordi) e decide destruir o experimento. A Criatura, no entanto, sobrevive e passa a perseguir Victor.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Crítica – Bom Menino

 

Análise Crítica – Bom Menino

Review – Bom Menino
Você já pegou seu cachorro latindo para um canto vazio da casa e se perguntou porque diabos ele estava fazendo isso? A inspiração de Bom Menino provavelmente foi um desses momentos, já que o filme consiste de uma história de terror contada do ponto de vista de um cachorro que percebe as assombrações que cercam o dono e tenta protegê-lo, embora seu tutor não perceba as reais intenções de seu animal.

Bom companheiro

A narrativa acompanha o cão Indy, que se muda para uma remota casa de campo com o seu tutor depois que o humano ganha o imóvel como herança do avô após o seu falecimento. Chegando lá Indy começa a identificar fenômenos estranhos, mas seu humano fica alheio ao perigo. Conforme seu tutor passa a ser afetado pelo local Indy tenta agir, mas as forças sinistras passam a focar também em impedir o cachorro.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Crítica – A Meia-Irmã Feia

 

Análise Crítica – A Meia-Irmã Feia

Review – A Meia-Irmã Feia
Histórias são produtos de seu tempo, elas refletem ideais, posicionamentos e visões de mundo do período em que são feitos. A fábula da Cinderela foi feita em um período em que o valor de uma mulher estava atrelado à sua beleza e que a única coisa que se esperava de uma mulher era que ela arrumasse um marido de posses para casar, melhorando a posição de sua família. É por isso que certas histórias que permanecem no imaginário popular são constantemente reinterpretadas, para pensar como ela seria adequada aos valores do contexto em que se insere. A produção norueguesa A Meia-Irmã Feia faz exatamente isso ao olhar a fábula sobre valores contemporâneos de objetificação da mulher e padrões de beleza tacanhos.

Rivalidade feminina

A trama gira em torno de Elvira (Lea Myren), uma jovem que sonha em se casar com o príncipe, mas cuja família não vai bem financeiramente. Sua mãe, Rebekka (Ane Dahl Torp) se casa novamente com um aristocrata que parece ter dinheiro e se muda para a Suécia com Elvira e a filha mais nova, Alma (Flo Fagerli). Lá elas conhecem Agnes (Thea Sofie Loch Næss), a bela filha do novo padrasto. Agnes age como uma garota mimada, julgando Elvira pela aparência e menosprezando a nova irmã. É aí que a protagonista descobre que o padrasto não tinha dinheiro e casou com Rebekka por interesse. Ele morre pouco tempo depois, deixado a família cheia de dívidas. Como Alma ainda é muito jovem, o plano de Rebekka é arrumar um marido rico para Elvira, salvando a família. Ela espera conseguir no baile oferecido pelo príncipe, mas para isso precisará fazer algo à respeito da aparência de Elvira, em especial quando ela é ofuscada pela naturalmente bela Agnes.

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Crítica – O Telefone Preto 2

 

Análise Crítica – O Telefone Preto 2

Review – O Telefone Preto 2
O primeiro O Telefone Preto (2022) era um conto eficiente sobre perda de inocência que tocava em alguns elementos sobrenaturais, mas se mantinha razoavelmente pé no chão focando no protagonista que tentava escapar do cativeiro de um serial killer. Este O Telefone Preto 2 entra mais no sobrenatural e expande a mitologia ao redor dos personagens apresentados no filme anterior.

Nas montanhas da loucura

A narrativa se passa alguns anos depois que Finn (Mason Thames, cujo crescimento torna um pouco difícil acreditar que seu personagem ainda é um adolescente) sobreviveu ao Sequestrador (Ethan Hawke). Ele é marcado pelo trauma de tudo que viveu e sua irmã caçula Gwen (Madeleine McGraw) começa a ter visões intensas de crianças sendo mortas na neve e de sua falecida mãe ainda jovem em um retiro religioso nas montanhas. Finn recebe estranhas ligações, similares às do telefone preto de quando estava em cativeiro e Gwen passa a acreditar que as duas coisas estão conectadas. A garota logo descobre que a mãe deles trabalhou em um acampamento cristão nas montanhas geladas do interior e convence Finn a se candidatar com ela para trabalharem no local como monitores para investigar mais. Chegando lá, o local é tomado por uma violenta tempestade de neve, deixando Finn, Gwen e os funcionários do local isolados antes que os campistas chegassem. Presos nas montanhas, eles precisam descobrir o que conecta aquele lugar à mãe deles e ao Sequestrador.