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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Drops – O Mandaloriano e Grogu

 

Análise Crítica – O Mandaloriano e Grogu

Review – O Mandaloriano e Grogu
Depois de uma terceira temporada que demorou a engrenar e a possível não renovação da série O Mandaloriano, imaginei que a migração para o cinema neste O Mandaloriano e Grogu serviria como possível epílogo da série ou um meio de levar os personagens a outros rumos. O resultado final, porém, é algo que parece uma versão estendida de um episódio “caso da semana”.

Aventura descartável

Na trama Din Djarin (Pedro Pascal) está atuando como caça recompensas para a Nova República, caçando oficiais remanescentes do Império. Seu mais recente trabalho o coloca em contato com os Hutts, que desejam que ele resgate Rotta (Jeremy Allen White, de O Urso), filho e único herdeiro de Jabba The Hutt. Em troca do resgate, os Hutts forneceriam a localização de um importante oficial imperial. Ao lado do pequeno Grogu e auxiliado por Zeb Orrelios (Steve Blum, que já tinha feito a voz do personagem em Star Wars Rebels).

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Crítica – Futuro Futuro

Análise Crítica – Futuro Futuro

Review – Futuro Futuro
Com uma presença cada vez mais penetrante em nosso cotidiano, as ferramentas de IA geram discussão dos impactos disso nas pessoas. Em Futuro Futuro o diretor Davi Pretto imagina um Brasil dominado por IA e a sociedade distópica que isso gera.

Presente Futuro

A narrativa é protagonizada por K (Zé Maria Pescador) um homem sem memória encontrado na periferia de uma grande cidade. Nesse futuro próximo há uma separação ainda maior entre ricos e pobres, com os ricos vivendo entre arranha-céus distantes enquanto os mais pobres vivem em favelas sem emprego e com pouco acesso ao básico, como água e comida. A população é afligida por uma doença que afeta a cognição e as pessoas precisam passar por um curso para tentarem retomar a capacidade de imaginar.

Como toda a distopia, o filme não fala sobre coisas que podem acontecer e sim sobre eventos que já estão em marcha no mundo de agora. O abismo social cada vez maior, o desemprego, a opressão contra os mais pobres e o uso da tecnologia como ferramenta de alienação. Os afetados pela misteriosa síndrome perdem o senso de si e precisam ser “ensinados” a pensar, a imaginar, novamente, recorrendo a uma inteligência artificial que supostamente os ajuda.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Crítica – Dia D

 

Análise Crítica – Dia D

Resenha Crítica – Dia D
Há uma citação do crítico Roger Ebert na qual ele diz que o cinema é uma máquina de gerar empatia. Eu provavelmente já usei essa citação antes e peço desculpas pela repetição, mas não consegui parar de pensar nela assistindo Dia D, novo filme de Steven Spielberg. Digo isso porque o filme defende a empatia como a nossa principal força e usa a linguagem audiovisual para nos lembrar como a empatia pode ser poderosa.

A verdade está lá fora

A trama é centrada em Margaret (Emily Blunt), que trabalha como a mulher do tempo em uma emissora em Kansas City. Um dia, depois de um breve contato com um pássaro, ela passa a falar em uma língua estranha e aparentemente ser capaz de entender os pensamentos de outras pessoas. Suas novas habilidades a direcionam para Kellner (Josh O’Connor, de Vivo ou Morto), um especialista em segurança digital que está em fuga depois de roubar material confidencial da misteriosa empresa Wardex. Kellner deseja divulgar o material ao mundo, mas Scanlon (Colin Firth), que lidera a Wardex, está disposto a tudo para deter Kellner, inclusive usando a namorada dele, Jane (Eve Hewson), como refém. Margaret e Kellner são auxiliados por Hugo (Colman Domingo), um dissidente da Wardex que acha que está na hora da humanidade conhecer os segredos que a empresa esconde.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Crítica – Devoradores de Estrelas

 

Análise Crítica – Devoradores de Estrelas

Resenha Crítica – Devoradores de Estrelas
Fui assistir Devoradores de Estrelas sabendo muito pouco do que se tratava além de uma história sobre impedir a morte do nosso Sol adaptando um romance escrito por Andy Weir, que já teve outro trabalho adaptado por Hollywood em Perdido em Marte (2015). Talvez tenha sido melhor assim, já que o resultado é uma grata surpresa, uma ficção científica que equilibra drama, comédia e tensão de uma maneira que poucos filmes hollywoodianos de grande orçamento conseguem.

Alerta solar

Na trama, cientistas detectam uma faixa de energia entre o Sol e o planeta Vênus habitada por pequenos microorganismos que parecem estar devorando a nossa estrela. Os seres são chamados de astrófagos e governos do mundo se mobilizam para saber mais sobre eles, já que se continuarem, em questão de poucos anos a temperatura do planeta irá cair a níveis perigosos. O cientista Ryland Grace (Ryan Gosling) é um dos convocados para o projeto e por fazer várias descobertas sobre os astrófagos é selecionado para uma missão que levará uma equipe para a única estrela que parece imune às criaturas para, talvez, encontrar um meio de detê-las. Ao chegar ao seu destino depois de onze anos de viagem, Grace acorda do coma induzido para descobrir que apenas ele sobreviveu à viagem, precisando cumprir a missão sozinho.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Crítica – Monarch: Legado de Monstros Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Monarch: Legado de Monstros Segunda Temporada

Review Crítica – Monarch: Legado de Monstros Segunda Temporada
Eu não esperava nada da primeira temporada de Monarch: Legado de Monstros e me surpreendi como ela expandia o universo de monstros construído no cinema e, ao mesmo tempo, finalmente contar uma história minimamente interessante com personagens humanos. A segunda temporada continua os méritos do ano de estreia, ainda que sofra um pouco com problemas de ritmo.

Negócio de família

A segunda temporada começa no ponto em que o primeiro ano parou, com Cate (Anna Sawai, de Xógum) retornando do Axis Mundi junto com a avó, Keiko (Mari Yamamoto), que por anos foi dada como morta, em uma estação da Monarch na Ilha da Caveira, lar do King Kong. Contrariando as ordens da Monarch, Cate e Keiko tentam abrir uma nova fenda para o Axis Mundi para resgatar Shaw (Kurt Russell). Elas conseguem, mas um enorme titã, o Titã X, escapa da fenda e agora cabe a elas encontrar um meio de deter a criatura para evitar um desastre.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Crítica – Mike & Nick & Nick & Alice

 

Análise Crítica – Mike & Nick & Nick & Alice

Review – Mike & Nick & Nick & Alice
Filmes de gângster e ficção científica não é uma mescla comum entre filmes de gênero, mas é exatamente o que esse Mike & Nick & Nick & Alice ao contar uma história de mafiosos, delatores, traições e, sim, viagem no tempo. É uma ideia conduzida com um viés de comédia, embora nem todas as tentativas de humor sejam bem sucedidas.

De volta para o passado

A narrativa é protagonizada por Mike Ligeiro (James Marsden, de Paradise), um matador profissional que quer sair do mundo do mundo do crime. Ele também tem um caso com Alice (Adria Arjona), esposa de Nick (Vince Vaughn) e amigo de Nick. Mike e Alice vão aproveitar para passarem a noite juntos em um hotel, já que os membros da gangue estarão em uma festa comemorando a saída da cadeia do filho do chefão. Os planos de Mike são frustrados quando Nick aparece em sua porta e Mike teme que Nick descobriu e irá matá-lo. Mike se surpreende ao descobrir que Nick diz estar ali para protegê-lo porque o chefe da gangue Sosa (Keith David) acha que Mike foi quem entregou o filho dele.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Crítica – Paradise: Segunda Temporada


Análise Crítica – Paradise: Segunda Temporada

Review – Paradise: Season twoDepois de uma envolvente primeira temporada que terminou em um gancho que me deixou ansioso pelo que viria a seguir, a segunda temporada de Paradise chegou para ampliar o universo da série para além do bunker e finalmente nos mostrar o estado do mundo ao redor. No geral ela é quase tão boa quanto o primeiro ano, embora tenha sua parcela de problemas. Aviso que o texto contém SPOILERS da temporada.

Admirável mundo novo

Depois de fugir do bunker em um avião em busca de sua esposa no final da temporada anterior, reencontramos Xavier (Sterling K. Brown) ferido nos destroços da aeronave. Ele está bem distante de seu destino e é encontrado pela solitária Annie (Shailene Woodley) que passou os últimos anos vivendo em Graceland, antiga mansão de Elvis Presley que se tornou um museu dedicado a ele. Enquanto se recupera, ele conhece a história de Annie e como o mundo externo está.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Crítica – Máquina de Guerra (2026)

 

Análise Crítica – Máquina de Guerra (2026)

Review – Máquina de Guerra (2026)
Um grupo de soldados de elite em missão na floresta encontra uma criatura alienígena com armas avançadas que começa a caçá-los. Essa é a premissa de O Predador (1987) que é emulada diretamente por este Máquina de Guerra (não confundir com o filme de mesmo nome protagonizado por Brad Pitt e também lançado pela Netflix), que não faz nada interessante com o conceito além de repetir de maneira burocrática elementos já conhecidos.

Conflito mecânico

A narrativa acompanha o soldado 81 (Alan Ritchson, de Reacher) que tenta entrar para os rangers, a divisão de elite do exército dos Estados Unidos. Anos atrás ele prometeu ao irmão que os dois fariam a seleção para os rangers, mas o irmão é morto em combate junto com o resto da unidade, deixando o protagonista como o único sobrevivente. Agora, ele tenta entrar para a divisão de elite como meio de cumprir a promessa ao irmão. O protagonista chega à etapa final da seleção, uma missão simulada em meio a montanhas remotas. Durante a missão, no entanto, ele e os companheiros encontram uma enorme criatura metálica que caiu dos céus em um meteoro e começa a caçá-los.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Crítica – A Noiva!

 

Resenha Crítica – A Noiva!

Review – A Noiva!
Dirigido por Maggie Gyllenhaal, A Noiva! é um filme esquisito e digo isso como elogio. Nem tudo que ele tenta fazer funciona e parece ter dificuldade de organizar suas várias ideias em um pacote coeso, no entanto, há algo bastante singular na releitura que a diretora faz da história da “noiva do Frankenstein”.

Casamento sangrento

A narrativa se passa nos Estados Unidos na década de 1930. A criatura de Frankenstein (Christian Bale) vai ao país procurando a doutora Euphronius (Annette Benning), uma cientista proeminente no campo da reanimação. Ele pede ajuda para criar uma companheira e aplacar a solidão que sente há mais de um século. Junto da cientista ele escava um cadáver recém enterrado e reanima sua Noiva (Jessie Buckley), ela tem poucas memórias de sua vida pregressa e disputa o controle do seu corpo com o espírito da escritora Mary Shelley (também Jessie Buckley), autora do romance Frankenstein. Juntos Frank e sua Noiva partem para explorar a cidade, mas logo se tornam alvo das pessoas por conta de sua aparência.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Crítica – Arco

 

Análise Crítica – Arco

Review – Arco
Primeiro longa-metragem do diretor francês Ugo Bienvenu, Arco funciona como uma mistura entre E.T: O Extraterrestre (1982) e os filmes do Hayao Miyazaki, somados com uma discussão sobre meio-ambiente e como normalizamos o nosso caos climático.

De volta para o futuro

A narrativa começa no ano 3000. A humanidade vive uma utopia movida a energia solar em casas acima das nuvens. Nessa época, viagem espacial e no tempo também foi dominada com o uso de arco-íris, com incursões no tempo sendo usadas, por exemplo, para recuperar espécimes de plantas extintas. O garoto Arco vive nessa época e morre de vontade de viajar no tempo para ver dinossauros, mas ainda não atingiu a idade permitida. Um dia ele resolve pegar o traje da irmã para viajar no tempo, mas erra o destino indo parar no ano 2075 e perdendo seu cristal de viagem no tempo durante o desastroso pouso. Ele é resgatado pela garota Íris (Arco e Íris, sacaram?), que vive com seu robô babá Mikki e sente saudades dos pais, que trabalham na cidade grande e só aparecem nos finais de semana. Iris tenta ajudar Arco a voltar para casa, mas são perseguidos por um trio de irmãos atrapalhados que há anos tentam desvendar o mistério das “pessoas arco-íris”.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Crítica – Você Só Precisa Matar

 Análise Crítica – Você Só Precisa Matar

Review – Você Só Precisa Matar
A série de livros All You Need is Kill de Hiroshi Sakurazaka já tinha sido adaptada em mangá e levada para os cinemas via Hollywood com No Limite do Amanhã (2014). Agora retorna aos cinemas em forma de longa animado com este Você Só Precisa Matar.

Viva, Morra, Repita

A narrativa acompanha Rita, uma jovem solitária que faz parte de uma força-tarefa dedicada a estudar o Darol, um enorme alienígena em formato de planta que caiu na Terra um ano atrás. Um dia, o ser emite um enorme pulso eletromagnético e libera várias criaturas no planeta. Rita é morta por um deles, mas estranhamente acorda no mesmo dia, como se nada tivesse acontecido. Ela tenta avisar os companheiros da catástrofe iminente, mas ninguém acredita nela. Rita então tenta resolver as coisas sozinha, aprendendo a cada morte como se fosse um videogame.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Crítica – Fallout: 2ª Temporada

 

Análise Crítica – Fallout: 2ª Temporada

Review – Fallout: 2ª Temporada
Depois de um ano de estreia bacana, Fallout retorna para sua segunda temporada com uma trama que soa mais como uma grande preparação para um conflito vindouro do que algo pensado como uma unidade autônoma. Por outro lado, a série continua entregando uma adaptação competente, que aproveita bem o universo dos games.

A guerra não muda

Depois dos eventos do primeiro ano, Lucy (Ella Purnell) e Cooper (Walton Goggins) viajam juntos em direção a New Vegas atrás do esconderijo de Hank (Kyle MacLachlan). Enquanto isso, Maximus (Aaron Moten) finalmente se torna o cavaleiro da Irmandade de Ferro que sempre sonhou, mas isso não significa que sua vida tenha necessariamente melhorado, principalmente quando o líder de sua divisão maquina um meio de assumir o controle.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Crítica – Predador: Terras Selvagens

 

Análise Crítica – Predador: Terras Selvagens

Review – Predador: Terras Selvagens
Em Predador: A Caçada (2022) e Predador: Assassino de Assassinos (2025) o diretor Dan Trachtenberg parece ter encontrado a fórmula para fazer os filmes do Predador funcionarem: situar a trama em um período histórico específico e colocar os yautja para enfrentar guerreiros de diferentes épocas. Agora com Predador: Terras Selvagens o diretor tenta sacudir essa fórmula.

Caçada selvagem

A narrativa é protagonizada por Dek (Dimitrius Schuster-Koloamatangi), um jovem yautja que é considerado fraco pelo seu clã por ser menor que o padrão da raça. Seu irmão, Kwei (Mike Homik) tenta treiná-lo para que prove seu valor, mas o pai deles vê o esforço de Kwei em proteger o irmão como fraqueza e tenta matar os dois. Dek sobrevive e para provar a força ao pai e conquistar seu dispositivo de camuflagem viaja até um remoto e perigoso planeta para caçar uma criatura que dezenas de outros predadores tentaram e falharam. Chegando lá ele encontra a sintética Thia (Elle Fanning), uma androide a serviço a corporação Weyland-Yutani (sim, a mesma de Alien) que está ali em uma missão para capturar a mesma criatura. Dek decide ajudar Thia a consertar suas pernas em troca do conhecimento dela a respeito da fauna e flora hostis do lugar. Agora os dois precisam enfrentar tanto as criaturas do planeta, quanto as tropas da Weyland, que veem o yautja como uma ameaça aos planos e Thia como um fracasso a ser descartado.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Crítica – O Sobrevivente

 

Análise Crítica – O Sobrevivente

Review – O Sobrevivente
Lançado em 1987, O Sobrevivente adaptava o romance O Concorrente de Stephen King em uma típica farofa oitentista de ação protagonizada por Arnold Schwarzenegger, cheio de canastrice e frases de efeito. Agora o diretor Edgar Wright (de Em Ritmo de Fuga e Noite Passada em Soho) tenta fazer uma adaptação mais próxima à distopia criada por King e a crítica social que o autor tentava fazer.

Jogos vorazes

A narrativa se passa em um futuro no qual há um abismo social ainda maior no qual os ricos vivem em bairros fechados, cheios de segurança, enquanto os mais pobres são abandonados à própria sorte em periferias sujas. Ben (Glen Powell, de Twisters e Todos Menos Você) acaba de perder o emprego e a filha está doente. Sem ter como pagar o tratamento ele tenta se candidatar a uma das várias competições televisivas que permitem aos mais pobres ganhar algum dinheiro às custas de humilhação ou perigo. A raiva dele contra o sistema o faz ser selecionado para a principal e mais mortal das competições. Chamada de “o sobrevivente” é um reality show no qual os participantes precisam sobreviver por trinta dias sendo caçados pelas autoridades e vigiados pela população para ganhar um prêmio milionário.

sábado, 27 de dezembro de 2025

Crítica – Pluribus

 

Análise Crítica – Pluribus

Resenha Crítica – Pluribus
Nova série de Vince Gilligan, criador de Breaking Bad, Pluribus estreou cercada de mistério. Só se sabia que era uma ficção científica e que seria estrelada por Rhea Seehorn, com quem Gilligan trabalhou em Better Call Saul. O primeiro episódio fazia parecer mais uma trama de invasão alienígena, mas logo a narrativa se desloca de elementos familiares do gênero para falar de questões mais contemporâneas. Aviso que o texto contem SPOILERS da temporada.

Júbilo coletivo

Na série, cientistas encontram uma mensagem vinda do espaço. A mensagem traz uma sequência de DNA. Eles sintetizam essa sequência e começam a experimentar em ratos, mas logo um pesquisador é mordido e sua primeira ação é infectar o maior número de pessoas possível. Descobrimos que todos os “infectados” se unem em uma espécie de mente coletiva que vive em plena harmonia, mas alguns humanos se mostram imunes ao processo. Carol Surka (Rhea Seehorn) é uma entre cerca de uma dúzia de pessoas ao redor do mundo que é imune à infecção da mente coletiva. O coletivo não parece inicialmente hostil, disposto a ajudar Carol e conversar com ela, mas a escritora desconfia deles, principalmente porque no processo de “união” sua companheira, Helen (Miriam Shor), morre.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Crítica – Avatar: Fogo e Cinzas

 

Crítica – Avatar: Fogo e Cinzas

Review – Avatar: Fogo e Cinzas
Depois do bacana Avatar: O Caminho da Água (2022), este Avatar: Fogo e Cinzas dá a impressão de que o diretor James Cameron está se repetindo. Originalmente esses dois filmes seriam uma história só, mas Cameron preferiu dividir em dois e é visível que tudo foi pensado junto, já que esse filme traz os mesmos temas, conflitos e até situações do anterior.

Fogo selvagem

Depois dos eventos do segundo filme, Jake (Sam Worthington), Neytiri (Zoe Saldana) e o resto da sua família lidam com a perda do filho. As coisas se complicam quando o suprimento de oxigênio de Spider (Jack Champion) começam a dar problemas e Jake pensa que talvez seja melhor que o humano vá morar no esconderijo dos demais humanos que se aliaram aos Na’vi. Na viagem eles são atacados por saqueadores da tribo do fogo liderados por Varang (Oona Chaplin) e Spider fica sem oxigênio. Para que ele não morra, Kiri (Sigourney Weaver) usa sua conexão com Eywa para ajudá-lo e fungos da floresta se entranham no corpo dele, permitindo que ele respire o ar de Pandora. Isso torna Spider dos humanos no planeta, já que a autonomia das máscaras de oxigênio facilitaria a colonização. Para capturar o garoto, Quaritch (Stephen Lang) forma uma aliança com Varang e ambos se unem para encontrar o esconderijo de Jake.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Crítica – Tron: Ares

 

Análise Crítica – Tron: Ares

Review – Tron: Ares
Sempre achei a franquia Tron mal aproveitada. É um universo muito interessante, mas como os filmes sempre rendem abaixo do esperado, esse universo nunca decolou de fato. O primeiro filme, lançado em 1982, inovava com cenários e personagens completamente digitais, algo muito novo para época, mas os avanços tecnológicos fizeram um filme envelhecer mal. Uma continuação só viria quase trinta anos depois com o bacana, mas subestimado, Tron: O Legado (2010), que atualizou como esse universo computadorizado seria em um mundo ainda mais digital, mas também não teve o resultado esperado na bilheteria. Agora, quinze anos depois, temos mais um filme da franquia com este Tron: Ares, que infelizmente não fez valer o tempo de espera.

Guerreiros digitais

Na trama, a tecnologia evoluiu para ser possível trazer elementos do mundo digital para o nosso mundo. Há uma espécie de corrida tecnológica entre a Encom, empresa criada por Kevin Flynn (Jeff Bridges) e hoje chefiada por Eve Kim (Greta Lee, de Vidas Passadas e The Morning Show) e a Dillinger Systems, criada pelo rival de Flynn na época do primeiro filme e hoje liderada por Julian Dillinger (Evan Peters). As duas empresas buscam um meio de trazer permanentemente recursos digitais para o mundo real, já que qualquer elemento trazido para o nosso mundo dura apenas cerca de meia hora. Quando Eve descobre elementos para criar o “código da permanência” em meio a antigos arquivos de Kevin Flynn, Julian traz para o mundo real seu programa de segurança Ares (Jared Leto) para caçar Eve e recuperar o código. O contato com Eve, no entanto, faz Ares questionar sua programação.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Crítica – Bugonia

 

Análise Crítica – Bugonia

Review – Bugonia
Novo filme do diretor grego Yorgos Lanthimos, Bugonia declara já em seu título sua temática de morte e renovação da vida. O termo bugonia viria de uma expressão grega que postulava que abelhas e outros insetos nasciam das carcaças de boi. Essas ideias, no entanto, permanecem subjacentes ao longo de boa parte do filme, que parece priorizar outros temas.

Teoria da conspiração

A narrativa gira em torno de Michelle (Emma Stone), presidente de uma grande empresa que é sequestrada por Teddy (Jesse Plemons). Ele acredita que a executiva é na verdade uma alienígena que está na Terra para matar as abelhas e destruir nosso ecossistema, com uma ação grande planejada para um eclipse que acontecerá em poucos dias. Teddy e o primo, Don (Aidan Delbis) matem Michelle no porão e tentam forçá-la a admitir o plano dos alienígenas.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Crítica – Love Me

 

Análise Crítica – Love Me

Review – Love Me
Fui assistir este Love Me sem saber absolutamente nada além dele ser estrelado por Kristen Stewart e Steven Yeun. Nada me preparou para a natureza aloprada da narrativa, ainda que sinta que a produção não consegue sustentar todas as ambições que tem.

Amor digital

A narrativa se passa milênios no futuro quando a humanidade foi extinta e a Terra ficou desabitada. Um satélite vaga na órbita do nosso planeta contendo todo o acervo digital da humanidade para que outras formas de vida o encontrem. A única outra forma de vida inteligente, porém, é uma boia marítima criada para analisar os níveis de salinização da água. Ela entra em contato com o satélite e ao acessar seu acervo se torna fixada em um casal de influencers (interpretados por Stewart e Yeun) e decide experimentar a vida humana. Para isso tenta fazer a amizade com o satélite e juntos tentam construir uma simulação de como era a vida desse casal para reproduzir a experiência humana. Logicamente, viver um relacionamento humano é bem mais complexo do que imitar algumas centenas de reels de influencers e logo o casal começa a ter problemas.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Crítica – Pacificador: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Pacificador: Segunda Temporada

Review – Pacificador: Segunda Temporada
A primeira temporada de Pacificador foi uma grata surpresa ao entregar um consistente estudo de personagem que equilibrava bem o drama e a comédia. Esse segundo ano segue na mesma linha, ampliando os dramas conforme eles lidam com as consequências da aventura anterior, mas decepciona no final.

Multiverso de loucuras

Mesmo depois de ter salvado o mundo na primeira temporada, Chris Smith (John Cena), o Pacificador, ainda é um pária entre os super-heróis e as forças de inteligência. Cansado disso e rejeitado em seus avanços pela agente Harcourt (Jennifer Holland) Chris se entrega ao hedonismo, até que um dia entra na câmara quântica que seu pai, Auggie (Robert Patrick), usava e descobre portas para outros universos. Um desses universos é similar ao dele, mas lá o Pacificador é visto como herói ao lado do pai e do irmão, Keith (David Denman), que está vivo nessa realidade. Ao mesmo tempo, Economos (Steve Agee) e Adebayo (Danielle Brooks) descobrem que Rick Flag Sr. se tornou o diretor da Argus depois dos eventos da primeira temporada e de Comando das Criaturas, usando a agência para monitorar Chris em busca de vingança pela morte de Flag Jr (Joel Kinnaman) em O Esquadrão Suicida (2021). Sem perspectivas e perseguido, Chris pensa em fugir para a realidade alternativa que descobriu, principalmente depois de matar acidentalmente a versão do Pacificador dessa outra Terra.