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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Crítica – Fallout: 2ª Temporada

 

Análise Crítica – Fallout: 2ª Temporada

Review – Fallout: 2ª Temporada
Depois de um ano de estreia bacana, Fallout retorna para sua segunda temporada com uma trama que soa mais como uma grande preparação para um conflito vindouro do que algo pensado como uma unidade autônoma. Por outro lado, a série continua entregando uma adaptação competente, que aproveita bem o universo dos games.

A guerra não muda

Depois dos eventos do primeiro ano, Lucy (Ella Purnell) e Cooper (Walton Goggins) viajam juntos em direção a New Vegas atrás do esconderijo de Hank (Kyle MacLachlan). Enquanto isso, Maximus (Aaron Moten) finalmente se torna o cavaleiro da Irmandade de Ferro que sempre sonhou, mas isso não significa que sua vida tenha necessariamente melhorado, principalmente quando o líder de sua divisão maquina um meio de assumir o controle.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Crítica – Os Sete Relógios de Agatha Christie

 

Análise Crítica – Os Sete Relógios de Agatha Christie

Como sou fã de romances policiais, fiquei curioso para conferir a minissérie da Netflix Os Sete Relógios de Agatha Christie, adaptando um romance da famosa escritora de mistério. Infelizmente o resultado deixa a desejar e parece não compreender o que tornava as histórias de Christie tão envolventes.

Assassinato no campo

A narrativa parte de uma premissa típica dos livros de Christie. Durante uma festa em uma mansão, uma pessoa é assassinada. Há um número limitado de suspeitos e uma arguta investigadora em Lady Eileen (Mia McKenna-Bruce), amiga do falecido. Ela é auxiliada pelo superintendente Battle (Martin Freeman) e ao longo da investigação se envolvem com uma misteriosa organização secreta e o roubo de uma invenção revolucionária.

Ao longo de três episódios a impressão é que a trama caminha de maneira arrastada. Apesar de ser uma história sobre conspirações, sociedades secretas, invenções sigilosas e muitos segredos em jogo, não há qualquer senso de urgência, de que esses personagens estão correndo contra o tempo ou sob algum senso real de ameaça. Mesmo durante o clímax no trem com alianças mudando e armas sendo brandidas, nunca sentimos que Eileen corre qualquer risco.

Os episódios conduzem a investigação de modo bastante protocolar, mostrando as pistas, as reviravoltas e despistes. A impressão é que os responsáveis pela série acham que basta reproduzir essa natureza de quebra cabeça dos mistérios de Christie para fazer a história funcionar, mas não entendem que há muito mais nesse tipo de narrativa do que apresentar um mistério com pistas a serem desvendadas.

Além da já citada incapacidade de construir intriga ou tensão, algo que os romances de Christie faziam muito bem, a série deixa de lado outro aspecto muito importante da obra da escritora que é a sua prosa e a personalidade que ela dá aos seus personagens. As histórias de Christie normalmente são habitadas por um limitado plantel de suspeitos, cada um com suas idiossincrasias e personalidades excêntricas. Aqui, os personagens são figuras esquecíveis, que existem para mover a narrativa adiante, mas não tem nada de memorável.

Os diálogos espirituosos e mordazes, que constantemente comentavam sobre a sociedade britânica, também não estão presentes nessa adaptação, perdendo muito do charme do texto de Christie. O resultado são diálogos predominantemente expositivos, onde os personagens o tempo todo explicam as pistas e seu raciocínio, mas sem muita coisa que dê personalidade a essas falas. A jovem Mia McKenna-Bruce até tenta fazer de Lady Eileen uma jovem destemida, que não hesita em falar o que pensa, porém é limitada pelo texto insosso.

No fim, Os Sete Relógios de Agatha Christie entrega um mistério inane, sem qualquer suspense, povoado por personagens desinteressantes e uma trama que rapidamente mergulha no tédio.

 

Nota: 4/10


Trailer

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Crítica – Magnum

 

Análise Crítica – Magnum

Review – Magnum
Não creio que ninguém estivesse clamando por uma série ou filme do Magnum, herói da Marvel que começou como vilão e que também teve uma carreira como ator de cinema. É o tipo de coisa que faz parecer que o estúdio está raspando o tacho em meio a um desgaste de suas produções. O resultado, no entanto, é um interessante estudo de personagem que explora a faceta do herói como ator de cinema para pensar no estado atual de Hollywood e também no desgaste recente de filmes de heróis.

Super astro

A narrativa é protagonizada por Simon Williams (Yahya Abdul Mateen), um ator que há anos tenta, sem sucesso, vencer em Hollywood. Um dia ele encontra Trevor Slattery (Ben Kingsley) em um cinema e fica sabendo que estão acontecendo testes para um remake de Magnum, um antigo filme de super-herói que ele viu quando era pequeno e que o inspirou a virar ator. Agora ele e Trevor se juntam para tentar conseguir uma escalação no filme. Só há um problema, Simon tem super poderes que ele não consegue controlar e Hollywood não permite pessoas com poderes em sets de filmagem, então ele precisa manter seus poderes sob controle e ocultos para conseguir o papel.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Crítica – Palm Royale: 2ª Temporada

 

Análise Crítica – Palm Royale: 2ª Temporada

Review – Palm Royale: 2ª Temporada
Depois de uma divertida primeira temporada, Palm Royale entra em sua segunda temporada investindo ainda mais em seus excessos folhetinescos. Ainda que seja sustentado pelo ótimo elenco, esse segundo ano acaba sendo um pouco inferior que o primeiro.

Fundos de família

A narrativa se passa meses depois do fim da primeira temporada. Maxine (Kristen Wiig) foi colocada em um manicômio e Linda (Laura Dern) fugiu do país depois de ser considerada a responsável pelo tiroteio que aconteceu no Palm Royale. Já recuperada, Norma (Carol Burnett) incentiva Douglas (Josh Lucas) a casar com Mitzi (Kaia Garber) que está grávida dele para que finalmente possam desbloquear o fundo fiduciário para um herdeiro da família Dellacorte assim que o bebê nascer. Como os Dellacorte morreram cedo e sem filhos, nas últimas décadas, com Norma e Douglas sendo os últimos remanescentes, essa pode ser a única esperança de acessar o dinheiro. O problema é que no final da temporada descobrimos que Norma não é quem diz ser, tendo assumido o lugar da verdadeira Norma quando estudou com ela em um colégio interno na juventude e Maxine busca meios de revelar a fraude de Norma.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Crítica – Stranger Things: 5ª Temporada

 

Análise Crítica – Stranger Things: 5ª Temporada

Review – Stranger Things: 5ª Temporada
Com intervalos entre temporadas cada vez maiores e o elenco infantil já tendo crescido para além da idade de seus personagens. A impressão é que Stranger Things perdeu parte do fôlego e do que o tornava interessante chegando nessa temporada final. Esse ano derradeiro até consegue entregar um final que respeita seus personagens e encerra seus ciclos, mas o caminho até lá não é dos melhores.

Hawkins sitiada

A narrativa retorna um ano e meio depois dos eventos da quarta temporada. Com a abertura das fendas, Hawkins foi ocupada por militares que fecharam a cidade e controlam todo o fluxo de entrada e saída. Para a população foi só um evento geológico, mas Mike (Finn Wolfhard), Onze (Millie Bobby Brown) e os demais sabem que é Vecna (Jamie Campbell Bower) que está por trás de tudo. Os militares controlam principalmente uma área com uma grande fenda para o mundo invertido, com a implacável doutora Kay (Linda Hamilton) tendo assumido a pesquisa de Brenner (Matthew Modine). Kay não só tem pesquisado o mundo invertido como também está atrás de Onze, acreditando que a garota ainda está em Hawkins. Assim, o grupo precisa tanto deter Vecna quando se manter longe dos olhos dos militares.

sábado, 27 de dezembro de 2025

Crítica – Pluribus

 

Análise Crítica – Pluribus

Resenha Crítica – Pluribus
Nova série de Vince Gilligan, criador de Breaking Bad, Pluribus estreou cercada de mistério. Só se sabia que era uma ficção científica e que seria estrelada por Rhea Seehorn, com quem Gilligan trabalhou em Better Call Saul. O primeiro episódio fazia parecer mais uma trama de invasão alienígena, mas logo a narrativa se desloca de elementos familiares do gênero para falar de questões mais contemporâneas. Aviso que o texto contem SPOILERS da temporada.

Júbilo coletivo

Na série, cientistas encontram uma mensagem vinda do espaço. A mensagem traz uma sequência de DNA. Eles sintetizam essa sequência e começam a experimentar em ratos, mas logo um pesquisador é mordido e sua primeira ação é infectar o maior número de pessoas possível. Descobrimos que todos os “infectados” se unem em uma espécie de mente coletiva que vive em plena harmonia, mas alguns humanos se mostram imunes ao processo. Carol Surka (Rhea Seehorn) é uma entre cerca de uma dúzia de pessoas ao redor do mundo que é imune à infecção da mente coletiva. O coletivo não parece inicialmente hostil, disposto a ajudar Carol e conversar com ela, mas a escritora desconfia deles, principalmente porque no processo de “união” sua companheira, Helen (Miriam Shor), morre.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Crítica – It: Bem-Vindos a Derry

 

Análise Crítica – It: Bem-Vindos a Derry

Review – It: Bem-Vindos a Derry
Quando foi anunciado, esperei o pior da série It: Bem-Vindos a Derry. Era o tipo de projeto que soava como mais um prelúdio caça-níqueis feito para capitalizar em cima de uma produção conhecida em uma Hollywood cada vez mais aversa a riscos e nem mesmo a presença de Andy Muschietti, responsável pelos dois It: A Coisa, no comando da série me empolgava. Fui conferir a estreia por pura curiosidade e fui imediatamente fisgado. Claro, a aversão a riscos e explorar o sucesso de um nome conhecido pode de fato ter sido o gatilho para que o projeto fosse aprovado, mas o resultado final é muito bom.

Cidade do Medo

A narrativa se passa na Derry da década de 60. O major Leroy Hanlon (Jovan Adepo) chega na cidade para uma missão secreta na base militar do local. Lá ele conhece Dick Halloran (Chris Chalk), um aviador com dons sobrenaturais que aparentemente está ajudando os militares a encontrar algo nos subterrâneos da cidade. Ao mesmo tempo um grupo de crianças liderados por Lilly (Clara Stack) tenta investigar a morte de um garoto local, mas esbarram em Pennywise (Bill Skarsgard) como o responsável pelo desaparecimento de crianças na cidade. Will (Blake Cameron James), filho de Leroy eventualmente se juntando ao grupo, conectando os dois núcleos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Crítica – Twisted Metal: Segunda Temporada

Análise Crítica – Twisted Metal: Segunda Temporada

Review – Twisted Metal: Segunda Temporada
A primeira temporada de Twisted Metal foi uma grata surpresa ao entregar uma aventura sangrenta e cômica em um mundo pós-apocalíptico no qual as pessoas cotidianamente recorrem à barbárie para sobreviver. A segunda temporada amplia a mitologia dos games ao finalmente colocar os personagens para disputar o brutal torneio de combate veicular que dá nome ao título.

Metal pesado

Depois dos eventos do primeiro ano, John (Anthony Mackie) continua a viver em uma cidade murada enquanto é treinado pela nova Raven (Patty Guggenheim, de Mulher Hulk) para disputar o torneio Twisted Metal. O protagonista, no entanto, não se adequa à vida na cidade nem com a ideia de ser um lacaio de Raven. Ele acaba deixando a cidade na busca por Quiet (Stephanie Beatriz) e descobre que ela está trabalhando com as Dolls, um grupo de saqueadoras que visa acabar com as muralhas. Para tal, planejam competir no Twisted Metal, cujo prêmio é dar ao vencedor o que mais deseja. John decide se juntar a elas, mas o caminho até o torneio não será fácil.

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Crítica – Gen V: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Gen V: Segunda Temporada

Review – Gen V: Segunda Temporada
A primeira temporada de Gen V foi uma grata surpresa ao manter o espírito de The Boys ao mesmo tempo em que construía uma identidade e personagens capazes de despertar nosso interesse independente das conexões com o universo da série principal. Essa segunda temporada consegue tanto mostrar as consequências da quarta temporada de The Boys quanto explorar as repercussões da temporada de estreia de Gen V.

Dando sangue

O segundo ano começa algum tempo depois da primeira temporada em que Marie (Jaz Sinclair) e os demais “Guardiões da Godolkin” foram aprisionados e considerados culpados pela tragédia que, na verdade, ajudaram a evitar. Marie conseguiu escapar e tenta reencontrar a irmã da qual foi separada desde a infância. As coisas mudam quando ela encontra Annie (Erin Moriarty), a Luz-Estrela, que se tornou a principal força de oposição ao Capitão Pátria (Antony Starr). Annie pede que Marie retorne à universidade Godolkin para investigar o misterioso Projeto Odessa, que aparentemente daria uma arma contra o Capitão Pátria. A contragosto Marie retorna e descobre que seus colegas também foram levados de volta e todos tem a imagem reabilitada pelo novo reitor Cipher (Hamish Linklater), que tem um interesse especial em Marie e em desenvolver seus poderes.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Crítica – Pacificador: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Pacificador: Segunda Temporada

Review – Pacificador: Segunda Temporada
A primeira temporada de Pacificador foi uma grata surpresa ao entregar um consistente estudo de personagem que equilibrava bem o drama e a comédia. Esse segundo ano segue na mesma linha, ampliando os dramas conforme eles lidam com as consequências da aventura anterior, mas decepciona no final.

Multiverso de loucuras

Mesmo depois de ter salvado o mundo na primeira temporada, Chris Smith (John Cena), o Pacificador, ainda é um pária entre os super-heróis e as forças de inteligência. Cansado disso e rejeitado em seus avanços pela agente Harcourt (Jennifer Holland) Chris se entrega ao hedonismo, até que um dia entra na câmara quântica que seu pai, Auggie (Robert Patrick), usava e descobre portas para outros universos. Um desses universos é similar ao dele, mas lá o Pacificador é visto como herói ao lado do pai e do irmão, Keith (David Denman), que está vivo nessa realidade. Ao mesmo tempo, Economos (Steve Agee) e Adebayo (Danielle Brooks) descobrem que Rick Flag Sr. se tornou o diretor da Argus depois dos eventos da primeira temporada e de Comando das Criaturas, usando a agência para monitorar Chris em busca de vingança pela morte de Flag Jr (Joel Kinnaman) em O Esquadrão Suicida (2021). Sem perspectivas e perseguido, Chris pensa em fugir para a realidade alternativa que descobriu, principalmente depois de matar acidentalmente a versão do Pacificador dessa outra Terra.

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Crítica – Wandinha: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Wandinha: Segunda Temporada

Review – Wandinha: Segunda Temporada
A primeira temporada de Wandinha sofria por sacrificar muito do que torna a personagem (e toda a família Addams) singular em prol de uma trama adolescente excessivamente aderente aos clichês desse tipo de história. Essa segunda temporada prometia evitar esses lugares comuns e ser mais fiel ao espírito da personagem. Tendo assistido a temporada completa é possível ver um vislumbre disso, mas a verdade é que ainda soa como uma série adolescente genérica vestindo a aparência do universo dos Addams.

Visões sinistras

A trama começa com Wandinha (Jenna Ortega) tendo uma visão de eventos catastróficos acontecendo na sua escola que culminariam na morte de sua amiga Enid (Emma Myers). Diante disso, a jovem Addams decide investigar o que suas visões significam ao mesmo tempo que lida com mudanças na escola, como a chegada do irmão Feioso (Isaac Ordonez) para estudar lá e o novo diretor, Dort (Steve Buscemi), que parece ter seus próprios interesses com o local.

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Crítica – Magreza na TV: A Verdade de The Biggest Loser

 

Análise Crítica – Magreza na TV: A Verdade de The Biggest Loser

Review – Magreza na TV: A Verdade de The Biggest Loser
Eu lembro que o reality show The Biggest Loser (algo como O Grande Perdedor em português) teve uma versão aqui no Brasil chamada Quem Perde Ganha. Não consegui assistir sequer um episódio inteiro. Apesar de se colocar como um programa focado em saúde ao colocar pessoas obesas em uma competição na qual quem perdesse mais peso ao longo de um determinado período de tempo ganharia um prêmio em dinheiro, o que eu via nas telas era que essas pessoas eram colocadas em situações vexatórias ou em exercícios pouco adequados para elas. A minissérie documental Magreza na TV: A Verdade de The Biggest Loser reforçou minhas impressões ao explorar os bastidores da versão original do reality nos Estados Unidos, que durou dezessete temporadas entre 2004 e 2016.

Nem ganhar ou perder

Ao longo de três episódios a série tenta mostrar como o reality se vendia como um estímulo a uma vida saudável e à perda de peso em um país com crescentes taxas de obesidade e sedentarismo. A série confronta essa proposta com a realidade do programa, no qual pessoas obesas eram colocadas diante de treinadores cujos programas de exercícios físicos eram pouco adequados para pessoas obesas e sem condicionamento físico, além do fato de que esses treinadores constantemente humilhavam e criticavam os participantes. Isso, somado ao fato de que os participantes eram encorajados a comer o mínimo de calorias possível enquanto mantinham uma rotina diária de várias horas de exercício mostra como a perda rápida de peso que era exibida pelo programa era pouco saudável.

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Crítica – Coração de Ferro

 

Análise Crítica – Coração de Ferro

Review – Coração de Ferro
Anunciada em 2020, mas só lançada agora em 2025, Coração de Ferro foi parte de um período conturbado da divisão de televisão da Marvel em que suas produções foram reavaliadas e passaram por revisões, refilmagens, quando não foram refeitas do zero. Séries como Eco ou Demolidor: Renascido conseguiram sair desse crisol ao menos como produtos coesos, com uma visão bem demarcada da história que queriam contar. Coração de Ferro, por outro lado, não tem a mesma sorte. Aviso que o texto contem spoilers da série.

Gênia indomável

A narrativa segue Riri Williams (Dominique Thorne) depois dos eventos de Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (2022). Riri continua tentando criar um novo traje de ferro e uma IA similar à que encontrou em Wakanda, mas quando seus experimentos causam mais um grande acidente na faculdade, ela termina expulsa. Riri volta para Chicago, sua cidade natal, e para financiar sua pesquisa não encontra outro meio senão colaborar com os esquemas criminosos da gangue liderada por Parker (Anthony Ramos), que recebe a alcunha de Capuz por conta do capuz místico que lhe confere estranhos poderes.

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Crítica – Sereias

 

Análise Crítica – Sereias

Review – Sereias
A minissérie Sereias é um novelão. Digo isso não em um sentido perjorativo, já que sua abordagem novelesca, cheia de excessos e histrionismos é parte do que a torna divertida, no entanto, sei que muita gente não se atrai por esse tipo de produto. Por isso aviso logo que se algo com uma pegada novelesca não é a sua praia, você talvez não se atraia pela série. Aviso que o texto contem SPOILERS da série.

O canto da sereia

A trama é centrada em Devon (Meghann Fahy), uma mulher que abriu mão de muita coisa na vida para cuidar da irmã mais nova depois do falecimento da mãe e agora tem que cuidar do pai que está em estado avançado de demência. Não conseguindo lidar sozinha com a responsabilidade, ela tenta contato com a irmã mais nova, Simone (Milly Alcock), que a ignora. Devon decide então ir até onde a irmã está, uma luxuosa casa de veraneio em uma ilha habitada por ricaços na qual Simone trabalha como assistente pessoal de Michaela (Julianne Moore), a esposa filantropa do bilionário Peter Kell (Kevin Bacon). Lá vê uma estranha relação de co-dependência entre Michaela e Simone, decidindo tirar a irmã dali, mas logo a própria Devon é puxada para a órbita de Michaela.

quinta-feira, 29 de maio de 2025

Crítica – Pablo & Luisão

 

Análise Crítica – Pablo & Luisão

Review – Pablo & Luisão
Uma das coisas mais engraçadas que já li na internet foi o fio que o ator Paulo Vieira fez no finado Twitter contando as histórias de sua família, em especial as desventuras de seu pai, Luís, e o melhor amigo dele, Pablo. No longo fio, Paulo Vieira narrava como Pablo e Luisão sempre se metiam em roubadas ao tentarem inventar novos empreendimentos ou formas de economizar dinheiro.

Algumas situações eram tão absurdas que eu só acreditava porque Vieira colocava fotos e vídeos nos relatos. Eram coisas que pareciam ter saído diretamente de uma sitcom, então não foi surpresa quando foi anunciado que Pablo & Luisão viraria uma série. Por mais empolgado que estivesse, no entanto, também estava receoso, já que a última vez que a Globoplay tentou transformar um fio cômico de internet em série o resultado foi a péssima Eu, a Vó e a Boi (2019). Felizmente esse não é o caso e Pablo & Luisão é uma das melhores comédias dos últimos anos.

terça-feira, 27 de maio de 2025

Crítica – The Last of Us: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – The Last of Us: Segunda Temporada

Review – The Last of Us: Segunda Temporada
Depois de uma excelente primeira temporada que manteve a essência do primeiro game ao mesmo tempo em que expandiu alguns elementos do seu universo, The Last of Us chega a sua segunda temporada com um desafio ainda maior. O segundo game não é apenas mais longo e mais moralmente ambíguo, ele depende de muitos elementos específicos da linguagem dos games para construir sua reflexão sobre violência de maneira impactante.

Consequências violentas

A trama se passa alguns anos depois da temporada anterior. Ellie (Bella Ramsay) e Joel (Pedro Pascal) agora vivem na comunidade liderada por Tommy (Gabriel Luna). Apesar de seguros, Ellie e Joel estão distantes um do outro. Porém quando Joel é morto por Abby (Kaitlyn Dever) como vingança pelo que aconteceu no hospital dos Vaga-Lumes, Ellie decide partir em uma jornada de vingança, mesmo que isso contrarie os conselho da comunidade.

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Crítica – O Estúdio

 

Análise Crítica – O Estúdio

Review – O Estúdio
Há uma contradição fundamental entre o regime estético e a narrativa de O Estúdio. De um lado temos uma série de escolhas estéticas altamente sofisticadas, com longos planos sequência conforme os personagens caminham em sets de filmagem ou grandes eventos construindo um senso de constante movimento e unidade espacial para as cenas. Por outro lado, por mais que haja uma encenação cuidadosamente planejada que reflete bastante atenção na linguagem do cinema, a série é fundamentalmente sobre um grupo de pessoas vulgares, estúpidas e que podem até pensar que se importam com a arte, mas na prática produzem o mesmo lixo corporativo de sempre.

Indústria caótica

Essa contradição não é um equívoco ou uma escolha impensada. Na verdade soa como uma decisão bem deliberada de construir um regime visual que tenta evocar como esses personagens, em especial o chefe de estúdio Matt Remick (Seth Rogen), pensam sobre si mesmos e faz o estilo chocar com a realidade estúpida do que eles de fato são, desnudando de maneira ainda mais escancarada o cinismo, a estupidez e a visão mercantilizada, utilitarista e imatura que eles tem do cinema enquanto arte. A dissonância entre estética e narrativa é, na prática, uma maneira de ilustrar a dissonância cognitiva de seu protagonista.

terça-feira, 29 de abril de 2025

Crítica – Black Mirror: 7ª Temporada

Análise Crítica – Black Mirror: 7ª Temporada

Review – Black Mirror: 7ª Temporada
Depois de uma fraca sexta temporada não pensei que Black Mirror fosse retornar para mais um conjunto de episódios. Esta sétima temporada é um pouco melhor que a anterior, mas deixa a impressão de que a série está se repetindo e não tem muito mais a dizer. Assim como na temporada anterior, por sinal, em alguns episódios a questão da tecnologia chega a ser até marginal para as narrativas.

Vida precarizada

O primeiro episódio é, talvez, o melhor dessa nova leva. O casal Mike (Chris O’Dowd) e Amanda (Rashida Jones) se vê com uma grande despesa médica quando ela passa a ser dependente de um dispositivo tecnológico para se manter viva. O problema é que a empresa que faz o dispositivo está sempre piorando seu serviço para oferecer pacotes mais caros que são vendidos como melhorias, mas que na prática só entregam o mesmo básico de antes.

quinta-feira, 17 de abril de 2025

Crítica – Demolidor: Renascido

 

Análise Crítica – Demolidor: Renascido

Review – Demolidor: Renascido
Entre as várias séries que saíram da parceria entre Marvel e Netflix, Demolidor era a mais consistente delas, então quando as duas terminaram a colaboração se esperava que os personagens retornassem ao universo Marvel de alguma maneira. Durante um tempo tudo ficou no limbo, muito incerto, até que Matt Murdock (Charlie Cox) foi incorporado ao MCU em Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa (2021) e o Rei do Crime (Vincent D’Onofrio) na série do Gavião Arqueiro (2021). Eventualmente a Disney/Marvel anunciou que o Homem Sem Medo voltaria para uma série do Disney+ intitulada Demolidor: Renascido.

Vindo das cinzas

Na trama, depois de uma tragédia pessoal, Matt tenta reconstruir sua vida como advogado e deixar para trás suas atividades como Demolidor. Ao mesmo tempo, Wilson Fisk retorna a Nova Iorque depois dos eventos da série Eco (2024) para retomar seu império criminal e sua relação com a esposa, Vanessa (Ayelet Zurer). Fisk se lança como prefeito e passa a governar a cidade. Com o Rei do Crime na prefeitura, Matt começa a perceber que agir dentro lei não garante que a justiça será feita já que a estrutura do Estado foi aparelhada por um criminoso.

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Crítica – The Pitt

 

Análise Crítica – The Pitt

Review – The Pitt
Nunca fui muito de acompanhar séries médicas. No máximo acompanhei algumas temporadas de House por conta de sua estrutura de mistério e investigação que remetia a uma dinâmica de histórias do Sherlock Holmes. The Pitt, no entanto, chamou minha atenção pela sua forma de contar a história, acompanhando um plantão de emergência em tempo real, com cada episódio cobrindo uma hora de plantão. O resultado é algo que soa como uma mistura de Plantão Médico com 24 Horas, mas acaba sendo mais do que uma mera combinação de elementos conhecidos.

Sob pressão

A série acompanha um turno do plantão de emergência de um hospital em Pittsburgh que é liderado pelo Dr. Michael “Robby” Robinavitch (Noah Wyle, veterano da série Plantão Médico). Robby comanda a equipe formada por médicos, enfermeiros, residentes e estudantes de medicina, lidando não só com a urgência de casos complicados, mas com os recursos limitados do hospital.