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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Crítica – Demolidor Renascido: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Demolidor Renascido: Segunda Temporada

Review – Demolidor Renascido: Segunda Temporada
A volta de Matt Murdock em Demolidor Renascido teve seus altos e baixos. Ainda que Charlie Cox e Vincent D’Onofrio continuem excelentes como Matt e Wilson Fisk, a narrativa sofria ao replicar tramas e ideias que já tinham sido trabalhadas na série da Netflix. Essa segunda temporada tinha o potencial de levar tudo a outras direções por conta da maneira como tudo terminou e em geral é competente nisso.

Nova Iorque sitiada

Depois dos eventos da primeira temporada Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio) se tornou prefeito de Nova Iorque e usa sua autoridade para beneficiar seus negócios escusos através do porto livre que abriu e também da força tarefa criada para deter vigilantes. Matt (Charlie Cox) e Karen (Deborah Ann Woll) vivem escondidos enquanto tentam obter provas dos crimes de Fisk. Quando o Demolidor tenta impedir a chegada de um navio contendo armas ilegais, Fisk naufraga e o navio e coloca a culpa no Demolidor, iniciando uma caçada contra o herói.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Crítica – Monarch: Legado de Monstros Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Monarch: Legado de Monstros Segunda Temporada

Review Crítica – Monarch: Legado de Monstros Segunda Temporada
Eu não esperava nada da primeira temporada de Monarch: Legado de Monstros e me surpreendi como ela expandia o universo de monstros construído no cinema e, ao mesmo tempo, finalmente contar uma história minimamente interessante com personagens humanos. A segunda temporada continua os méritos do ano de estreia, ainda que sofra um pouco com problemas de ritmo.

Negócio de família

A segunda temporada começa no ponto em que o primeiro ano parou, com Cate (Anna Sawai, de Xógum) retornando do Axis Mundi junto com a avó, Keiko (Mari Yamamoto), que por anos foi dada como morta, em uma estação da Monarch na Ilha da Caveira, lar do King Kong. Contrariando as ordens da Monarch, Cate e Keiko tentam abrir uma nova fenda para o Axis Mundi para resgatar Shaw (Kurt Russell). Elas conseguem, mas um enorme titã, o Titã X, escapa da fenda e agora cabe a elas encontrar um meio de deter a criatura para evitar um desastre.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Crítica – Eclipse

 

Análise Crítica – Eclipse

Review – Eclipse
Dirigido e estrelado por Djin Sganzerla, Eclipse conta a história de duas mulheres bem diferentes entre si que acabam convergindo. É uma reflexão sobre ser mulher no mundo de hoje e como há mais coisas unindo as mulheres do que separando.

Paralelos femininos

A narrativa é protagonizada por Cleo (Djin Sganzerla), uma astrônoma que está prestes a ter o primeiro filho com o marido, Tony (Sérgio Guizé). Um dia ela recebe um contato de Nalu (Lian Gaia), a meia-irmã com quem ela não fala há anos. Nalu lhe conta a respeito de como o pai delas a abusou quando ela era adolescente. A revelação impacta Cleo, que começa a perceber condutas suspeitas do marido.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Crítica – Noite da Pizza

 

Análise Crítica – Noite da Pizza

Review – Noite da Pizza
Famosas dos anos 80 às primeiras décadas dos anos 2000, as comédias besteirol sobre jovens sob efeito de drogas e/ou em busca de sexo se tornaram um gênero ao qual Hollywood tem recorrido cada vez menos. Em parte é compreensível considerando o quanto desses filmes baseiam sua comédia em machismo e vários tipos de estereótipos preconceituosos, por outro lado parece que há certo comodismo ou aversão a risco da indústria em tentar um besteirol que não se apoie em preconceitos datados. Noite da Pizza é exatamente isso, uma tentativa de fazer um besteirol sobre universitários lombrados sem ter que recorrer a preconceitos.

Bad trip

A narrativa é centrada nos amigos Jack (Gaten Matarazzo, de Stranger Things) e Montgomery (Sean Giambrone). Eles são detestados pela faculdade inteira depois que Jack acidentalmente fez o time de futebol americano ser preso. Um dia, eles encontram uma caixa de drogas no forro do teto do dormitório e decidem ingeri-las, mas logo depois descobrem que se tomar essas drogas de barriga vazia pode dar uma bad trip capaz de causar danos irreversíveis então decidem pedir uma pizza. Só há um problema, a pizza é entregue por um robô que não consegue subir as escadas e a viagem errada das drogas já está começando a bater, tornando difícil que eles consigam descer principalmente porque o elevador está quebrado e os monitores patrulham os corredores visando punir qualquer estudante com drogas ou outros itens proibidos.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Crítica – Bola pra Cima

 

Análise Crítica – Bola pra Cima

Review – Bola pra Cima
Depois de voltar às comédias besteirol com o fraco Ricky Stanicky (2024), Peter Farrely tenta mais uma vez fazer algo próximo ao seu auge de comédias nos anos 90 com esse Bola pra Cima escrito em parceria com os roteiristas dos dois Zumbilândia, mas o resultado é ainda pior que seu filme anterior. A premissa até poderia render algo divertido, mas o filme conduz tudo pelos caminhos menos engraçados imagináveis.

Bola fora

A trama acompanha uma dupla de funcionários de uma empresa de preservativos. Elijah (Paul Walter Hauser) é um engenheiro que desenvolveu uma camisinha capaz de cobrir os testículos (o que é inútil e não faz o menor sentido, mas vamos suspender a descrença aqui) e sua chefe o coloca para trabalhar com o verborrágico Brad (Mark Wahlberg) para tentar conseguir tornar a camisinha o produto oficial da próxima Copa do Mundo que será no Brasil. Durante a final da Copa, Elijah e Brad acabam invadindo o campo e fazem o Brasil perder para a seleção argentina, tornando-os alvo de ódio de todo o país e levando a população a caçá-los pelas ruas.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Crítica – O Diabo Veste Prada 2

 

Análise Crítica – O Diabo Veste Prada 2

Review – O Diabo Veste Prada 2
Não fiquei nem um pouco animado quando O Diabo Veste Prada 2 foi anunciado. O filme original não era algo que se prestava a continuações, ainda mais com a dimensão semiautobiográfica do livro que inspirou o filme, com a autora Lauren Weisberger baseando a história nas experiências que teve trabalhando na revista Vogue. O trailer da continuação não ajudou a me convencer, focando muito no sarcasmo e veneno da Miranda Priestly ao ponto de quase reduzi-la a uma caricatura. Temi que fosse mais uma dessas continuações tardias que não tem nada a oferecer além de um apelo nostálgico raso. Tendo assistido o filme, fico muito feliz de perceber que minhas impressões estavam erradas e a produção entrega algo que talvez seja mais relevante hoje do que o original foi no seu lançamento em 2006.

A moda do capitalismo tardio                     

A narrativa coloca Andy (Anne Hathaway) para trabalhar novamente na revista Runway depois que o jornal em que trabalhava fecha as portas. Ela é contratada para lidar com a crise de imagem da revista depois da publicação de uma reportagem elogiando uma marca que tinha métodos de produção bastante predatórios. Como Miranda Priestly (Meryl Streep) estava prestes a ser promovida a editora geral do grupo editorial que controla a Runway, ela precisa que a crise seja resolvida logo. Andy, no entanto, logo se dá conta que é preciso mais do que um jornalismo de qualidade ou responsabilidade em um ambiente de publicações digitais, métricas de engajamento e uma paisagem corporativa em constante mudança por conta de fusões, aquisições e outros movimentos dos bilionários que controlam tudo.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Crítica – Saída 8

 

Análise Crítica – Saída 8

Review – Saída 8
O game Exit 8 é uma mistura de walking simulator com jogo da memória, no qual você precisa caminhar por corredores de uma estação de metrô observando por anomalias nos elementos que compõem o corredor para decidir seu caminho e encontrar a saída. É relativamente simples e pode ser terminado em poucos minutos se você memorizar os elementos do corredor para identificar as pequenas diferenças, mas é algo que poderia render como um terror ou suspense psicológico e é justamente isso que o filme Saída 8 tenta fazer.

Purgatório contemporâneo

A narrativa acompanha um jovem (Kazunari Ninomiya) que se perde na saída de uma estação de metrô e todos os corredores parecem dar no mesmo lugar em um loop infinito. Uma placa o avisa que se ele ver alguma anomalia, ou seja algo que não devia estar ali, nos corredores ele deve voltar e se não anomalias deve seguir adiante. Essa é a única maneira de chegar na saída 8 e finalmente ir embora dali.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Crítica – Invencível: Quarta Temporada

 

Análise Crítica – Invencível: Quarta Temporada

Review – Invencível: Quarta Temporada
Depois de uma excelente terceira temporada, Invencível volta para seu quarto ano com a promessa de um conflito ainda mais intenso conforme a guerra contra os viltrumitas chega ao seu ápice. É mais um ano em que a série consegue equilibrar bem ação sangrenta e o drama de seus personagens.

Guerra iminente

Depois de aparentemente matar Conquista, Mark lida com o fato de que talvez matar seus inimigos de fato resolva seus problemas, algo que deixa seus aliados preocupados. Enquanto isso, Nolan e Allen se preparam para a guerra contra os viltrumitas coletando aliados e itens capazes de enfrentá-los.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Crítica – Consequência

 

Análise Crítica – Consequência

Review – Consequência
Depois de uma competente estreia como diretor no afetuoso longa Anos 90 (2018) e de enveredar no documentário com O Método de Stutz (2022), Jonah Hill retorna à ficção com este Consequência, que tenta construir uma sátira sobre Hollywood e como o medo da suposta “cultura do cancelamento” afeta os artistas.

Turnê de desculpas

A narrativa acompanha o astro Reef Hawk (Keanu Reeves) que tenta retomar a carreira depois de um tempo afastado para tratar seu problema com drogas. Ele é acompanhado de perto pelos dois amigos, Xander (Matt Bomer) e Kyler (Cameron Diaz). Tudo está indo bem para ele, até que seu advogado Ira (Jonah Hill) alerta que um chantagista entrou em contato com ele pedindo uma alta soma de dinheiro para não liberar na internet um vídeo comprometedor de Hawk. Com medo do que pode ser, Hawk resolve listar todas as pessoas que podem ter algo contra ele e parte em busca de fazer as pazes, esperando resolver o problema.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Crítica – The Pitt: 2ª Temporada

 

Análise Crítica – The Pitt: 2ª Temporada

Review – The Pitt: 2ª Temporada
Depois de um excelente ano de estreia acompanhando um grupo de médicos em tempo real ao longo de um plantão, The Pitt retorna para sua segunda temporada investindo ainda mais em explorar o peso que o trabalho em emergências impõe aos profissionais. Em geral é tão bem sucedido quanto a primeira temporada, ainda que não consiga equilibrar tão bem entre seus vários personagens, incluindo algumas figuras novas. Aviso que o texto contem SPOILERS.

Feriado caótico

Se passando dez meses depois da primeira temporada, acompanhamos a equipe de emergência do hospital de Pittsburg em um plantão durante o feriado de quatro de julho, dia da independência dos Estados Unidos. O Dr. Robby (Noah Wyle) está em seu último dia no comando da emergência antes de embarcar em uma viagem de três meses de férias. Ao longo do dia ele irá acompanhar a sua substituta, a Dra. Al Hashimi (Sepideh Moafi), em um plantão cheio de casos tensos. O dia também marca o retorno de Langdon (Patrick Ball), afastado para se tratar de seu vício em drogas, enquanto Whitaker (Gerran Howell) está em seu primeiro dia como médico e não mais como residente. Mel (Taylor Dearden) está tensa em ter que depor em um processo contra o hospital e novos estudantes de medicina chegam no hospital.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Crítica – Mike & Nick & Nick & Alice

 

Análise Crítica – Mike & Nick & Nick & Alice

Review – Mike & Nick & Nick & Alice
Filmes de gângster e ficção científica não é uma mescla comum entre filmes de gênero, mas é exatamente o que esse Mike & Nick & Nick & Alice ao contar uma história de mafiosos, delatores, traições e, sim, viagem no tempo. É uma ideia conduzida com um viés de comédia, embora nem todas as tentativas de humor sejam bem sucedidas.

De volta para o passado

A narrativa é protagonizada por Mike Ligeiro (James Marsden, de Paradise), um matador profissional que quer sair do mundo do mundo do crime. Ele também tem um caso com Alice (Adria Arjona), esposa de Nick (Vince Vaughn) e amigo de Nick. Mike e Alice vão aproveitar para passarem a noite juntos em um hotel, já que os membros da gangue estarão em uma festa comemorando a saída da cadeia do filho do chefão. Os planos de Mike são frustrados quando Nick aparece em sua porta e Mike teme que Nick descobriu e irá matá-lo. Mike se surpreende ao descobrir que Nick diz estar ali para protegê-lo porque o chefe da gangue Sosa (Keith David) acha que Mike foi quem entregou o filho dele.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Crítica – A Rainha do Xadrez

 

Análise Crítica – A Rainha do Xadrez

Review – A Rainha do Xadrez
Conheço pouco do universo do xadrez, cheguei a jogar um pouco no ensino médio, mas sou uma pessoa muito ansiosa para o ritmo do jogo. Conheço algumas das grandes figuras do xadrez do século XX como Bobby Fischer, Garry Kasparov, Boris Spassky (cuja disputa com Fischer foi retratada no filme O Dono do Jogo) ou Anatoly Karpov, então costumo me interessar por histórias sobre o xadrez competitivo. O que me atraiu para este A Rainha do Xadrez foi o resgate da história de uma figura feminina que venceu os maiores jogadores e ainda assim não é tão conhecida fora do meio.

Rainha em jogo

O documentário acompanha a trajetória da enxadrista húngara Judit Polgar, a única mulher a entrar para o top 10 dos rankings de jogadores de xadrez e uma das poucas pessoas a derrotar o grão mestre Garry Kasparov. A narrativa acompanha Judit desde a infância, explicando como o pai dela decidiu fazer um experimento de como criar filhos que fossem excepcionais em algo e desde de pequenas criou as três filhas para serem jogadoras de xadrez. A partir daí vemos a ascensão de Judit, ganhando competições femininas internacionais, quebrando o recorde de Bobby Fischer ao se tornar a pessoa mais jovem a chegar ao ranking de grão mestre no xadrez e passar a competir com homens.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Crítica – Emergência Radioativa

 

Análise Crítica – Emergência Radioativa

Review – Emergência Radioativa
Eu não era nascido quando aconteceu o acidente radioativo com o césio-137 em Goiânia, mas lembro de ouvir na escola a respeito dele. Um caso que se tornou símbolo da importância do controle da circulação de elementos radioativos e como o menor dos vazamentos pode trazer riscos catastróficos. Produzida pela Netflix, a minissérie Emergência Radioativa tenta recontar essa história e como o descaso das autoridades causou consequências.

Cidade irradiada

A narrativa reconta o caso da contaminação radioativa em Goiânia, que começa quando uma dupla de sucateiros encontra a carcaça de uma máquina de raio-x em uma clínica desativada. Eles levam o material para o ferro-velho de Evenildo (Bukassa Kabengele), que compra o material por conta do valor do chumbo. Ele abre o dispositivo e encontra o cabeçote que armazenava o pó radioativo do césio, achando bonito o pó brilhante e levando ele para casa. Dias depois, a família dele começa a passar mal e a esposa de Evenildo leva o cabeçote para um posto da vigilância sanitária suspeitando que o objeto seja responsável. É nesse ponto que o físico nuclear Márcio (Johnny Massaro), que está na cidade para o aniversário do pai, é chamado por um colega da vigilância sanitária e faz a medição da radiação, alertando o secretário de saúde da gravidade da situação. As autoridades são alertadas e o físico Benny Orenstein (Paulo Gorgulho), membro da Comissão Nacional de Energia Nuclear, vem do Rio de Janeiro para liderar a força tarefa responsável para conter a contaminação e tratar os contaminados.

terça-feira, 7 de abril de 2026

Crítica – O Conto da Aia: Sexta Temporada

 

Análise Crítica – O Conto da Aia: Sexta Temporada

Review – O Conto da Aia: Sexta Temporada
Depois de uma péssima quinta temporada estava disposto a largar O Conto da Aia de mão considerando o quanto a série decaiu depois de sua excelente estreia. Só retornei para essa sexta temporada porque era a última e já que cheguei até aqui, melhor ver como tudo isso acaba. Esperava que ao menos a série conseguisse entregar um final digno, mas essa última temporada não consegue nem isso.

Começo do fim

A temporada começa no ponto em que o ano anterior parou, com June (Elizabeth Moss) em um trem rumo ao Alasca, uma das poucas partes dos Estados Unidos que ainda é livre de Gilead. No trem ela descobre que Serena (Yvonne Strahovski) também está indo para o mesmo destino. As ocupantes do trem descobrem quem Serena é e para protegê-la June sugere que ela pule. Enquanto isso, Luke (O.T Fagbenle) e Moira conseguem fugir do Canadá e se juntam à resistência de Gilead. O comandante Lawrence (Bradley Whitford) tenta levar adiante sua iniciativa de abrir as fronteiras e repatriar os refugiados de Gilead, mas enfrenta resistência dos outros comandantes, que o consideram liberal demais.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Crítica – Lindas e Letais

Análise Crítica – Lindas e Letais

A ideia de fazer um filme de ação em que balé é usado como estilo de luta me lembrou “tão ruim que é bom” Gymkata (1985), que fazia o mesmo, só que com ginástica olímpica. Esse Lindas e Letais, por sua vez consegue ser melhor produzido e ter cenas de ação melhores que o filme de 85 ao mesmo tempo em que exibe plena consciência da natureza exagerada de sua premissa.

Dança mortal

A narrativa acompanha um grupo de dançarinas que está na Hungria para uma competição de dança. Quando o ônibus delas quebra na estrada, tentam se abrigar em uma pousada, mas acabam ficando reféns da máfia húngara. Agora o grupo formado por Bones (Maddie Ziegler), Princess (Lana Condor), Grace (Avantika, de Meninas Malvadas), Zoe (Iris Apatow) e Chloe (Millicent Simmonds, de Um Lugar Silencioso) precisa lutar para fugir do local enquanto uma disputa entre criminosos acontece na pousada.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Crítica – As Travessias de Letieres Leite

 

Análise Crítica – As Travessias de Letieres Leite

Review – As Travessias de Letieres Leite
Músico de trajetória longeva, com experiência em educação e fundador da Orquestra Rumpilezz, Letieres Leite não é influente apenas na música baiana, tendo trabalhado com artistas de diferentes lugares do Brasil e do mundo. O documentário As Travessias de Letieres Leite tenta dar conta dos caminhos formativos que contribuíram para sua trajetória singular.

Caminho ancestral

O documentário parte de uma longa e inédita entrevista com o Letieres Leite, falecido em 2021, para mostrar as várias influências na produção musical e ensino do maestro, culminando em seus projetos com a orquestra Rumpilezz. Estruturalmente é bem típico de documentários sobre artistas, com entrevistas e imagens de arquivo articuladas pela montagem, mas seu grande mérito é conseguir dar conta da trajetória do biografado de maneira que saímos entendendo seu grande impacto para a música e também como diferentes vivências, do trabalho com artes plásticas às suas experiências com religiões afro brasileiras, orientaram seu trabalho musical.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Crítica – Paradise: Segunda Temporada


Análise Crítica – Paradise: Segunda Temporada

Review – Paradise: Season twoDepois de uma envolvente primeira temporada que terminou em um gancho que me deixou ansioso pelo que viria a seguir, a segunda temporada de Paradise chegou para ampliar o universo da série para além do bunker e finalmente nos mostrar o estado do mundo ao redor. No geral ela é quase tão boa quanto o primeiro ano, embora tenha sua parcela de problemas. Aviso que o texto contém SPOILERS da temporada.

Admirável mundo novo

Depois de fugir do bunker em um avião em busca de sua esposa no final da temporada anterior, reencontramos Xavier (Sterling K. Brown) ferido nos destroços da aeronave. Ele está bem distante de seu destino e é encontrado pela solitária Annie (Shailene Woodley) que passou os últimos anos vivendo em Graceland, antiga mansão de Elvis Presley que se tornou um museu dedicado a ele. Enquanto se recupera, ele conhece a história de Annie e como o mundo externo está.

terça-feira, 31 de março de 2026

Crítica – Feiraguay

 

Análise Crítica – Feiraguay

Review – Feiraguay
Antes de falar qualquer coisa sobre Feiraguay preciso ser transparente e dizer que o diretor, Francisco Gabriel Rêgo, foi meu colega de doutorado e é um amigo próximo, então o que tenho a dizer sobre o filme não tem como ser um olhar plenamente distante ou imparcial sobre o documentário.

Feira do povo

Como o título diz, o documentário é sobre o Feiraguay, área de comércio popular na cidade de Feira de Santana, interior da Bahia. A narrativa conta a história de como o Feiraguay se tornou o marco da cidade que é hoje ao mesmo tempo em que pondera sobre o papel das feiras e áreas de comércio popular em áreas urbanas e os vários tensionamentos que emergem dentro de um espaço tão diverso.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Crítica - Para Vigo Me Voy!

 

Análise Crítica - Para Vigo Me Voy!

Review - Para Vigo Me Voy!
Falecido em 2025, o cineasta Alagoano Cacá Diegues foi um dos integrantes do Cinema Novo capitaneado por Glauber Rocha e permaneceu ativo até seus últimos anos. Dirigido por Lírio Ferreira (de Baile Perfumado) e Karen Harley (de Lixo Extraordinário), o documentário Para Vigo Me Voy! examina de maneira afetuosa a trajetória do realizador.

País do carnaval

O filme reconta a trajetória de Diegues, explicando como ele começou a produzir filmes e as produções que inspiraram o movimento do Cinema Novo, como os filmes de Nelson Pereira dos Santos. A produção transita entre imagens do cotidiano de Diegues, feitas nos seus últimos, incluindo até bastidores da continuação de Deus é Brasileiro (2003), articulando isso com imagens de arquivo do diretor em entrevistas e outras situações e com cenas de seus filmes.

quinta-feira, 26 de março de 2026

Crítica – A Vida de Cada Um

 

Análise Crítica – A Vida de Cada Um

Review – A Vida de Cada Um
O Rio de Janeiro passou por diferentes “ciclos” de criminalidade, do controle de bicheiros, passando pelas facções de tráfico nos morros aos milicianos que usam o poder enquanto policiais para fins corruptos se tornando tão criminosos quanto os anteriores. A Vida de Cada Um explora essa mudança na paisagem criminal do Rio de Janeiro enquadrada pela conturbada relação de pai e filha.

República de milícias

A narrativa é protagonizada por Flávia (Bianca Comparato), ela vive em um morro do Rio de Janeiro junto com o namorado e trabalha em uma concessionária que cujo dono tem ligações do com o jogo do bicho. Cansada do baixo salário e de batalhar constantemente ela entra em contato com um dos policiais que trabalhava para o pai dela na tentativa de montar um esquema de distribuição de drogas usando o patrão da concessionária. O pai de Flávia é Macedo (Caco Ciocler), um policial corrupto que se tornou líder de uma milícia e enriqueceu muito às custas disso, mas no passado Flávia rompeu relações com ele.