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terça-feira, 24 de março de 2026

Crítica – Eternidade

 

Análise Crítica – Eternidade

Review – Eternidade
Se você pudesse escolher uma maneira de passar a eternidade, o que você escolheria? Seria uma escolha definitiva que não poderia mudar. Parece uma escolha difícil, afinal a eternidade é muito tempo e é sobre isso que Eternidade tenta falar com sua mistura de drama, comédia e romance.

Vivendo para sempre

A narrativa começa com Larry (Miles Teller) chegando no pós-vida. Ele é informado que precisa escolher uma entre várias eternidades possíveis para passar sua pós vida. Larry, no entanto, não quer passar a eternidade sozinho e decide esperar a chegada da esposa, Joan (Elizabeth Olsen), mas para isso precisa arranjar um trabalho no limbo para poder ficar lá enquanto espera. No processo ele conhece o barman Luke (Callum Turner), que também ficou no limbo. Quando Joan chega, Larry descobre que Luke foi o primeiro marido de Joan que morreu na Guerra da Coréia e, assim como ele, também passou o tempo esperando Joan para passar a eternidade com ela. Agora os dois disputam pela eternidade ao lado de Joan e ela precisa escolher entre Luke e Larry.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Crítica – Imperfeitamente Perfeita

 

Análise Crítica – Imperfeitamente Perfeita

Review – Imperfeitamente Perfeita
O produtor James L. Brooks, um dos responsáveis por Os Simpsons, já dirigiu algumas boas comédias dramáticas como Melhor é Impossível (1997), que rendeu Oscars para Jack Nicholson e Helen Hunt, ou Espanglês (2004). Foi por conta desse histórico que resolvi assistir este Imperfeitamente Perfeita. O que encontrei, no entanto, foi um completo desastre.

Vida pública

A narrativa se passa em 2008 e acompanha Ella (Emma Mackey, de Sex Education), uma idealista vice-governadora cujo governador e mentor político está prestes a deixar o cargo para assumir uma posição de ministro no governo federal. Prestes a assumir como governadora, Ella enfrenta problemas no casamento, na sua carreira política e na relação distanciada que tem com o pai.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Crítica – Isso Ainda Está de Pé?

 

Análise Crítica – Isso Ainda Está de Pé?

Review – Isso Ainda Está de Pé?
Depois do equivocado Maestro (2023), um filme tão desesperado por Oscars que se entregava a excessos que o tornavam risível, Bradley Cooper retorna como diretor neste Isso Ainda Está de Pé? A produção é uma comédia dramática muito mais contida e sincera que seu trabalho anterior.

Rir para não chorar

A narrativa é centrada em Alex (Will Arnett) e Tess (Laura Dern) eles estão casados há 25 anos, mas o casamento esfriou. De maneira extremamente casual, como se não fosse grande coisa, eles decidem se separar. Alex se muda para um apartamento e os dois filhos do casal parecem compreender o que está acontecendo sem muitos problemas. Eles, no entanto, tem dificuldade de explicar a decisão para as pessoas próximas, como os pais de Alex ou o casal de amigos Balls (Bradley Cooper) e Christine (Andra Day). Um dia Alex entra num bar e percebe que está sem dinheiro. A única maneira de pagar seu drinque é se inscrevendo para se apresentar no open mic de stand up comedy do bar. Mesmo sem piadas, ele se conecta com o público ao compartilhar histórias sobre seu casamento fracassado. Encorajado pelos demais comediantes do local, Alex decide tentar a comédia.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Crítica – A Noiva!

 

Resenha Crítica – A Noiva!

Review – A Noiva!
Dirigido por Maggie Gyllenhaal, A Noiva! é um filme esquisito e digo isso como elogio. Nem tudo que ele tenta fazer funciona e parece ter dificuldade de organizar suas várias ideias em um pacote coeso, no entanto, há algo bastante singular na releitura que a diretora faz da história da “noiva do Frankenstein”.

Casamento sangrento

A narrativa se passa nos Estados Unidos na década de 1930. A criatura de Frankenstein (Christian Bale) vai ao país procurando a doutora Euphronius (Annette Benning), uma cientista proeminente no campo da reanimação. Ele pede ajuda para criar uma companheira e aplacar a solidão que sente há mais de um século. Junto da cientista ele escava um cadáver recém enterrado e reanima sua Noiva (Jessie Buckley), ela tem poucas memórias de sua vida pregressa e disputa o controle do seu corpo com o espírito da escritora Mary Shelley (também Jessie Buckley), autora do romance Frankenstein. Juntos Frank e sua Noiva partem para explorar a cidade, mas logo se tornam alvo das pessoas por conta de sua aparência.

terça-feira, 3 de março de 2026

Crítica – Sirât

 

Análise Crítica – Sirât

Review – Sirât
O texto que abre Sirât explica o título. O termo se refere à ponte entre o inferno e o céu, uma ponte que seria fina como um fio de cabelo e afiada como uma navalha. Um desafio extremo para quem busca sair do tormento eterno rumo à salvação. O filme é uma tentativa de construir algo que reflita esse percurso letal, mas não entrega o que promete.

Deserto particular

A narrativa acompanha Luis (Sergi López), um homem de meia idade que viaja junto com o filho pequeno Esteban (Bruno Nuñez Arjona) para uma grande rave no meio do deserto ao sul do Marrocos. Ele procura a filha que desapareceu meses atrás, mas ninguém no local reconhece as fotos que Luis leva consigo. Um grupo avisa a Luis que estão indo dali para outra festa no deserto próximo da Mauritânia e Luis decide acompanhá-los apesar dos avisos que a estrada é perigosa e que o carro dele talvez não seja capaz de atravessar.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Crítica – Kokuho: O Preço da Perfeição

 

Análise Crítica – Kokuho: O Preço da Perfeição

Review – Kokuho: O Preço da Perfeição
Conheço muito pouco sobre o teatro kabuki, forma de encenação tradicional do Japão, então uma das coisas que me atraiu para este Kokuho: O Preço da Perfeição foi ele contar uma história sobre este universo. É um épico dramático que se estende por décadas e analisa os altos e baixos da dedicação de um artista ao seu ofício e a maneira muito particular com a qual o kabuki funciona.

Palco da vida

A narrativa começa no Japão dos anos 60 e é centrada em Kikuo (Ryo Yoshizawa), um jovem filho de um figurão da yakuza. Quando seu pai é assassinado, Kikuo tenta se vingar, mas seu plano falha. Sem ter para onde ir, Kikuo é adotado pelo ator kabuki Hanjiro Hanai (Ken Watanabe). No kabuki apenas homens atuam, isso significa que até papéis femininos são interpretados por homens. Os atores que se dedicam a papéis femininos são chamados de onnagatas e Hanai é um famoso onnagata. Ao adotar Kikuo, Hanai decide treiná-lo para ser um onnagata junto com seu próprio filho, Shunsuke (Ryusei Yokohama). A esposa de Hanai se opõe que ele ensine Kikuo, já que o kabuki é um ofício passado de pai para filho e por ser alguém que não vem de uma linhagem kabuki, Kikuo poderia não ser aceito e isso poderia desonrar até a família de Hanai. Ainda assim, o veterano ator decide preparar Kikuo para o kabuki junto com Shunsuke. Conforme Kikuo demonstra talento e chama a atenção de Hanai, uma rivalidade cresce entre Shunsuke e Kikuo.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Crítica – Blue Moon: Música e Solidão

 

Análise Crítica – Blue Moon: Música e Solidão

Review – Blue Moon: Música e Solidão
Acho interessante quando cinebiografias resolvem abarcar um período específico do biografado usando esse momento como uma metonímia para sua vida, se bem trabalhado pode funcionar melhor do que tentar abarcar a vida inteira de um indivíduo. Dirigido por Richard Linklater Blue Moon: Música e Solidão vai por esse caminho para falar dos últimos meses do compositor Lorenz Hart, mas reduz tanto seu escopo que acaba prejudicando suas intenções.

Crise criativa

A narrativa começa no dia da estreia do musical Oklahoma! na década de 1940. Lorenz Hart (Ethan Hawke) sai mais cedo do espetáculo e vai para o bar onde será a festa da equipe do musical. Ele tece críticas à produção, mas sabe que será um sucesso, prevendo novas empreitadas para seu parceiro criativo Dick Rodgers (Andrew Scott), que escreveu as músicas de Oklahoma ao lado de Oscar Hammerstein (Simon Delaney). Hart agora teme que Rodgers siga a parceria com Hammerstein e o deixe de lado. Assim, acompanhamos a noite de Hart conforme ele tenta entender o lugar de sua carreira, sua relação com a jovem Elizabeth (Margaret Qualley, de A Substância) e o seu legado musical.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Crítica - O Caso dos Estrangeiros

 

Análise Crítica - O Caso dos Estrangeiros

Review - O Caso dos Estrangeiros
Movimentos migratórios são comuns na história da humanidade, mesmo as migrações provocadas por pessoas fugindo de conflitos armados aconteceram com frequência ao longo do século XX. Nas últimas décadas, no entanto, países desenvolvidos vêm restringindo cada vez mais o acesso de refugiados aos seus territórios, com discursos reacionários muitas vezes mirando em imigrantes como o maior problema a ser eliminado. Dirigido e escrito por Brandt Andersen, O Caso dos Estrangeiros tenta tecer um amplo mosaico para entender o que move essas pessoas.

Histórias cruzadas

A trama começa em 2023 com a médica Amira (Yasmine Al Massri da série Quantico) trabalhando em um hospital nos Estados Unidos. Uma ligação telefônica a faz lembrar de eventos ocorridos oito anos antes quando morava em Alepo, na Síria, e trabalhava em um hospital atendendo os vários lados do conflito que envolvia o país. A partir daí o filme se abre para acompanhar outros personagens cuja história se conecta com a de Amira em uma estrutura que lembra aqueles “filmes mosaico” que eram moda no início dos anos 2000 ao estilo de Crash: No Limite (2004).

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Crítica – O Poder e a Lei: Quarta Temporada

 

Análise Crítica – O Poder e a Lei: Quarta Temporada

Review – O Poder e a Lei: Quarta Temporada
Depois de um morno terceiro ano, temi que a quarta temporada de O Poder e a Lei tivesse menos ainda a oferecer. Felizmente esses novos episódios aproveitam bem o gancho deixado no ano anterior e constroem uma trama tensa ao redor dos novos problemas jurídicos do protagonista.

Advogando em causa própria

A temporada começa exatamente no ponto em que a anterior parou, com Mickey Haller (Manuel Garcia Rulfo) sendo detido depois que o corpo de seu cliente, o trambiqueiro Sam (Christopher Thornton), é encontrado no porta-malas do seu carro. Agora Mickey precisa defender a si mesmo no tribunal contra a implacável promotora Dana (Constance Zimmer). Enquanto isso, Lorna (Becki Newton) tenta manter o escritório funcionando, mas a prisão de Mickey afeta a reputação da firma e eles começam a perder clientes.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Crítica – A Voz de Hind Rajab

 

Análise Crítica – A Voz de Hind Rajab

Review – A Voz de Hind Rajab
A situação humanitária da Palestina já tem sido explorada pelo cinema e pela imprensa nos últimos anos. Os ataques de Israel à região tem causado uma grande devastação e feito um número enorme de vítimas civis direta ou indiretamente, incluindo idosos e crianças. Dirigido por Kaouther Ben Hania, A Voz de Hind Rajab olha para um microcosmo desse conflito para mostrar suas consequências aterradoras.

Infância roubada

A narrativa é baseada em fatos reais, acompanhando um grupo de voluntários da organização humanitária Crescente Vermelho, que prestam auxilio humanitário à Palestina. Em janeiro de 2024 eles recebem a ligação de uma menina de cinco anos, Hind Rajab, que está presa dentro de um carro durante a invasão israelense à Faixa de Gaza. A família inteira da garota está morta dentro do carro, ela é a única sobrevivente. Os voluntários Omar (Motaz Malhees) e Rana (Saja Kilani) se mantem na linha com a menina enquanto tentam coordenar um resgate, já colocar uma ambulância para circular em uma zona de guerra ativa não é algo simples.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Crítica – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

 

Análise Crítica – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Review – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Muito pouco se sabe sobre a esposa de William Shakespeare. Não certeza sequer a respeito de seu nome, com alguns relatos dando conta de que seria Anne Hathaway e outros de que seria Agnes Hathaway. Em Hamnet: A Vida Antes de Hamlet a diretora Chloé Zhao (de Nomadland e Eternos) constrói uma narrativa para entender como seria a vida dela e como a uma tragédia pessoal da vida do casal teria influenciado a mais importante obra de Shakespeare.

Ser ou não ser

A narrativa é centrada em Agnes (Jessie Buckley), uma mulher que vive no interior da Inglaterra e é apegada a antigas tradições envolvendo a floresta, rezas e uso de plantas para cura. Um dia ela conhece Will (Paul Mescal) e eles se apaixonam. Eles tem três filhos, incluindo o casal de gêmeos Judith e Hamnet. Quando Hamnet morre, isso causa um dano na relação do casal, com Will se tornando distante de Agnes, se fechando em seu trabalho em Londres enquanto a esposa vive com os filhos no interior. O que Agnes não sabe é que o marido está enfrentando o luto à sua própria maneira.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Crítica – O Morro dos Ventos Uivantes

 

Análise Crítica – O Morro dos Ventos Uivantes

Review – O Morro dos Ventos Uivantes
A primeira cena dessa nova versão de O Morro dos Ventos Uivantes dá a impressão que a diretora Emerald Fennell, de Saltburn (2023), entende o que está no cerne do texto original de Emily Bronte. A tela está preta, ouvimos uma respiração arfante e sons de gemidos. Imaginamos se tratarem de sons emitidos durante o sexo, mas a imagem se revela e nos mostra uma execução pública, uma pessoa sendo enforcada e sufocando. Assim que o sujeito morre, o público que assiste explode em júbilo, algumas pessoas começam a transar. A punção sexual e a punção de violência estão conectadas. Uma população que vive em uma época de pudores e recato desloca sua libido para a violência, a crueldade e um senso de revanchismo. A ideia que a alienação afetiva e uma vida de maus tratos e de afetos não concretizados desperta o pior nas pessoas era central no romance de Bronte e ao assistir a primeira cena pensei que o filme se manteria fiel a esse espírito.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Crítica – Magnum

 

Análise Crítica – Magnum

Review – Magnum
Não creio que ninguém estivesse clamando por uma série ou filme do Magnum, herói da Marvel que começou como vilão e que também teve uma carreira como ator de cinema. É o tipo de coisa que faz parecer que o estúdio está raspando o tacho em meio a um desgaste de suas produções. O resultado, no entanto, é um interessante estudo de personagem que explora a faceta do herói como ator de cinema para pensar no estado atual de Hollywood e também no desgaste recente de filmes de heróis.

Super astro

A narrativa é protagonizada por Simon Williams (Yahya Abdul Mateen), um ator que há anos tenta, sem sucesso, vencer em Hollywood. Um dia ele encontra Trevor Slattery (Ben Kingsley) em um cinema e fica sabendo que estão acontecendo testes para um remake de Magnum, um antigo filme de super-herói que ele viu quando era pequeno e que o inspirou a virar ator. Agora ele e Trevor se juntam para tentar conseguir uma escalação no filme. Só há um problema, Simon tem super poderes que ele não consegue controlar e Hollywood não permite pessoas com poderes em sets de filmagem, então ele precisa manter seus poderes sob controle e ocultos para conseguir o papel.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Crítica – A Única Saída

 

Análise Crítica – A Única Saída

Review – A Única Saída
Os filmes do diretor Park Chan-Wook normalmente envolvem atos de vingança ou personagens envolvidos em violência, como o caso de Oldboy (2003). Não é diferente neste A Única Saída, no qual o protagonista, ainda que comece como um sujeito comum e pacato, acabe recorrendo à violência por crer ser a única maneira de lidar com a situação.

Vida de trabalho

A trama é protagonizada por Man-su (Lee Byung-hun), um engenheiro que trabalhou por décadas em uma fábrica de papel. Sua vida parece perfeita até que sua empresa anuncia uma fusão com uma companhia dos Estados Unidos. A primeira decisão dos novos donos é uma onda de demissões e Man-su é um dos demitidos. Tendo trabalhado por praticamente toda vida com papel, ele não sabe fazer outra coisa e não vê futuro. Ele tenta um cargo inferior ao seu em uma companhia menor, no qual trabalharia como subalterno de um ex-funcionário, mas sua entrevista é um desastre. Ele então encontra uma maneira de ficar com a vaga, matando seus competidores. Para isso publica um falso anúncio nos classificados, se passando por uma nova empresa de papel, para receber currículos de potenciais rivais e então obter suas informações.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Crítica – Família de Aluguel

 

Análise Crítica – Família de Aluguel

Review – Família de Aluguel
Como qualquer país o Japão tem sua parcela de paradoxos e contradições. Por um lado é um país bastante avançado tecnologicamente, com uma ética de trabalho admirável. Por outro ainda é uma sociedade extremamente rígida e apegada a tradições, inclusive em relação a questões de gênero, sexualidade e relacionamentos. Família de Aluguel explora algumas dessas contradições do país ao observar dinâmicas de relações familiares.

Performance cotidiana

A narrativa é protagonizada por Philip (Brendan Fraser), um ator dos Estados Unidos que mora há anos no Japão e cuja carreira está estagnada. As coisas mudam para ele quando vai trabalhar na empresa de Shinji (Takehiro Hira, de Monarch: Legado de Monstros) que contrata atores para atuarem como “familiares de aluguel” para seus clientes. Boa parte desses serviços visa contornar tradições rígidas da vida familiar japonesa. Uma jovem lésbica contrata Philip para posar como seu marido para os pais para finalmente poder sair do país e viver com a namoradas. Maridos adúlteros contratam as atrizes para se passarem por suas amantes para pedir perdão às esposas sem precisar expor suas amantes reais. Uma mãe pede a Philip para se passar por seu marido para que sua filha tenha chance em entrar em uma escola de prestígio, já que uma mãe solteira não seria bem vista.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Crítica – Song Sung Blue: Um Sonho a Dois

 

Análise Crítica – Song Sung Blue: Um Sonho a Dois

Review – Song Sung Blue: Um Sonho a Dois
Biografias de artistas da música normalmente se debruçam sobre figuras de grande sucesso, que marcaram época e tiveram canções que ficaram no imaginário da população. O que me chamou atenção neste Song Sung Blue: Um Sonho a Dois foi justamente o fato do filme ir na contramão disso ao acompanhar uma dupla de músicos de modesto sucesso local.

Música em família

A trama se baseia na história real do casal Mike (Hugh Jackman) e Claire (Kate Hudson) Sardina, duas pessoas de meia idade que se apaixonam pelo desejo de viver de música e juntos formam uma banda-tributo a Neil Diamond que faz muito sucesso na cidade de Milwaukee. A narrativa mostra as vidas difíceis dos dois e como eles se conectam pelo amor música, com a banda servindo para que eles superem os momentos mais difíceis de suas vidas.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Crítica – Palm Royale: 2ª Temporada

 

Análise Crítica – Palm Royale: 2ª Temporada

Review – Palm Royale: 2ª Temporada
Depois de uma divertida primeira temporada, Palm Royale entra em sua segunda temporada investindo ainda mais em seus excessos folhetinescos. Ainda que seja sustentado pelo ótimo elenco, esse segundo ano acaba sendo um pouco inferior que o primeiro.

Fundos de família

A narrativa se passa meses depois do fim da primeira temporada. Maxine (Kristen Wiig) foi colocada em um manicômio e Linda (Laura Dern) fugiu do país depois de ser considerada a responsável pelo tiroteio que aconteceu no Palm Royale. Já recuperada, Norma (Carol Burnett) incentiva Douglas (Josh Lucas) a casar com Mitzi (Kaia Garber) que está grávida dele para que finalmente possam desbloquear o fundo fiduciário para um herdeiro da família Dellacorte assim que o bebê nascer. Como os Dellacorte morreram cedo e sem filhos, nas últimas décadas, com Norma e Douglas sendo os últimos remanescentes, essa pode ser a única esperança de acessar o dinheiro. O problema é que no final da temporada descobrimos que Norma não é quem diz ser, tendo assumido o lugar da verdadeira Norma quando estudou com ela em um colégio interno na juventude e Maxine busca meios de revelar a fraude de Norma.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Crítica – Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

 

Análise Crítica – Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

Review – Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
Dirigido por Mary Bronstein, Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria transita entre o horror, a comédia, o drama e o surrealismo para acompanhar a ansiedade constante da maternidade, em especial quando uma mãe tenta lidar com tudo sozinha, cuidando da filha, tendo uma profissão e ainda lidando com os problemas do lar. É um exame angustiante de uma mulher em crise que não dá ao espectador ou a sua protagonista um instante para respirar.

Crise maternal

A narrativa é protagonizada por Linda (Rose Byrne) uma mulher lidando com uma misteriosa doença que acomete a filha, obrigando a garota a usar uma sonda. Ela também se encontra morando em um quarto de hotel, já que o teto de seu apartamento desabou por conta de mofo e de encanamento defeituoso. Ela lida com tudo isso sozinha já que o marido (Christian Slater) é um militar que trabalha longe. Linda trabalha como terapeuta e uma de suas pacientes, a jovem mãe Caroline (Danielle Macdonald), desaparece no meio de uma sessão e deixa seu bebê no consultório. Linda faz terapia para tentar enfrentar todas essas crises, mas sente que seu terapeuta (Conan O’Brien) não dá a mínima para ela.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Crítica – Marty Supreme

 

Análise Crítica – Marty Supreme

Review – Marty Supreme
Os irmãos Josh e Benny Safdie dirigiram juntos filmes intensos como Bom Comportamento (2017) e Joias Brutas (2019). Esse ano eles resolveram trabalhar cada um em um projeto solo, com Benny dirigindo o morno Coração de Lutador e Josh conduzindo este Marty Supreme, que é bem mais próximo da energia insana dos filmes da dupla.

Destino na mesa

A narrativa se passa na Nova Iorque da década de 50 e acompanha Marty (Timothee Chalamet), um jovem que trabalha na loja de sapatos do tio, mas que sonha em se tornar uma estrela do ping pong. Ele larga o emprego, roubando dinheiro da loja financiar a viagem já que tem a certeza que vencerá o campeonato e voltará como um herói com fama e dinheiro para fazer todos os seus problemas sumirem. Os planos de Marty não dão certo e ele volta ao país com dívidas e problemas com a lei, ainda assim ele acredita que se conseguir vencer o próximo torneio, que será no Japão, ele conseguirá resolver tudo. No percurso ele tenta conseguir patrocínio do empresário Milton Rockwell (Kevin O’Leary, em um papel que certamente iria para Bob Hoskins se esse filme fosse feito nos anos 90), mas se envolve com a esposa dele, a atriz Kay Stone (Gwyneth Paltrow), que é infeliz no relacionamento e quer voltar a atuar. As coisas se complicam ainda mais quando Rachel (Odessa A’zion), uma garota com quem Marty se relacionou no passado, aparece grávida dizendo que o filho é dele.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Crítica – O Beijo da Mulher Aranha (2025)

 

Análise Crítica – O Beijo da Mulher Aranha (2025)

Review – O Beijo da Mulher Aranha (2025)
Escrito por Manuel Puig, o romance O Beijo da Mulher Aranha já tinha sido levado aos cinemas em 1985 no ótimo filme homônimo dirigido por Hector Babenco e estrelado por Raul Julia e William Hurt. O texto foi também levado ao teatro, onde foi adaptado como musical e agora esse musical teatral é levado aos cinemas neste novo O Beijo da Mulher Aranha.

Porões da ditadura

A narrativa se passa em 1983 durante a ditadura militar argentina. Valentin Arregui (Diego Luna, em mais um papel de revolucionário depois de Andor) é um preso político detido por seu envolvimento em movimentos contra a ditadura. Ele vai parar na mesma cela que Luis Molina (Tonatiuh), um homem gay preso por “atos obscenos”. Para lidar com a realidade brutal da prisão, Molina fala sobre os filmes que gosta. Arregui inicialmente se aborrece com a conduta pueril do companheiro de cela, mas logo ele passa a se interessar sobre a narrativa de Molina, usando-a para debater sobre política e como o cinema transmite ideologias. Os dois logo se tornam amigos e tentam sobreviver juntos aos horrores do lugar, principalmente às torturas.