terça-feira, 12 de maio de 2026

Crítica – Casamento Sangrento: A Viúva

 

Análise Crítica – Casamento Sangrento: A Viúva

Review – Casamento Sangrento: A Viúva
O primeiro Casamento Sangrento (2019) era um slasher bacana que divertia pelos tipos excêntricos, violência exacerbada e uma protagonista convincente em Samara Weaving, que evocava o desespero de uma pessoa comum jogada em uma disputa perigosa de super ricos. Era, no entanto, um filme que não parecia feito para gerar continuações, então fiquei receoso quando este Casamento Sangrento: A Viúva foi anunciado, já que não imaginava que uma sequência tivesse muito a acrescentar. Felizmente, porém, o resultado é bacana, ainda que seja mais do mesmo.

Jogo perigoso

Depois de sobreviver aos eventos do primeiro filme Grace (Samara Weaving) é levada a um hospital para se recuperar dos ferimentos. Ela é visitada pela irmã Faith (Kathryn Newton), com quem não fala há anos. Faith não acredita na história da irmã sobre ter sido caçada pela família durante um ritual satânico, mas as coisas mudam quando as duas são sequestradas pelo Advogado (Elijah Wood). Aparentemente quando Grace matou a família do noivo, ativou uma cláusula que abre uma disputa pela liderança da organização satânica da qual os sogros faziam parte. Agora ela e Faith serão caçadas pelos líderes das famílias, com os gêmeos Ursula (Sarah Michelle Gellar) e Titus (Shawn Hatosy, de The Pitt) tentando manter a família deles na liderança da organização. Agora Grace e Faith, algemadas juntas, precisam sobreviver ao jogo letal desses ricaços.

Mais uma vez Grace está presa em um sangrento jogo de esconde-esconde, mais uma vez caçada por um bando de ricaços malucos e tendo que usar sua astúcia para sobreviver. É a mesma dinâmica do primeiro filme, mas funciona por conta dos personagens pitorescos que cria, como o assassino vivido por Nestor Carbonell, ou o advogado interpretado por Elijah Wood, que se conduz de maneira impassível diante de toda maluquice e violência ao seu redor, como se fosse só um trabalho burocrático. A narrativa também é eficiente em fazer o espectador se importar com relação entre Grace e Faith. Sim, as irmãs com um conflito do passado pendente são um lugar comum desse tipo de slasher, no entanto Samara Weaving e Kathryn Newton são competentes em construir uma mágoa genuína entre as duas irmãs, bem como os momentos de humor em que elas trocam farpas.

Brincadeira mortal

Como no primeiro filme, muito da diversão vem das cenas de ação e do modo como elas equilibram violência e humor, com pessoas explodindo e jorrando sangue por toda parte e embates que são igualmente hilárias e violentas. Um dos destaques é a luta entre Grace e a ex de seu falecido noivo em um salão de baile, em que elas improvisam armas com objetos do salão e instrumentos musicais ao som de Total Eclipse of the Heart, de Bonnie Tyler, com a balada romântica servindo como um divertido contraponto para a violência da cena.

Se por um lado a estrutura do filme é mais do mesmo, por outro a narrativa é hábil em levar às últimas consequências esse universo de cultos satânicos que criou, oferecendo um desfecho relativamente definitivo para a história de Grace, de modo que realmente espero que não tenham mais continuações, já que o final desse segundo filme encerra muito bem a história da personagem.

Embora repita elementos do primeiro filme, Casamento Sangrento: A Viúva funciona pelo seu universo excêntrico, violência exagerada e por sua protagonista.

 

Nota: 7/10


Trailer

Nenhum comentário:

Postar um comentário