quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Drops – A Maravilhosa Árvore Encantada

 

Crítica – A Maravilhosa Árvore Encantada

Review – A Maravilhosa Árvore Encantada
Adaptando o livro infantil escrito por Enid Blyton, A Maravilhosa Árvore Encantada é uma fábula sobre infância e o poder da imaginação. Em um contexto no qual crianças passam boa parte do tempo em dispositivos eletrônicos e não se conectam com o mundo a sua volta, a narrativa lembra do quanto é importante imaginar e exercitar o lúdico.

Campo dos sonhos

A narrativa é centrada na família Thompson. Quando Polly (Claire Foy) perde o emprego, tendo que sair da casa dada pela empresa, ela e o marido, Tim (Andrew Garfield), decidem perseguir um sonho antigo e se mudam para o campo. Seus três filhos não gostam muito, já que vão ficar longe de tudo e sem internet. A caçula, Fran (Billie Gladsdon), descobre uma árvore mágica em um bosque próximo. A árvore é habitada por fadas, elfos e vários outros seres fantásticos que habitam diferentes reinos contidos na árvore. Fran logo chama os irmãos e eles se envolvem em grandes aventuras.

A narrativa chama atenção pelos seus personagens excêntricos, como a fada vivida por Nicola Coughlan ou o homem que veste uma armadura de panelas, bem como pelos mundos coloridos contidos na árvore, como uma terra em que doces brotam de árvores ou outra em que todos estão sempre fazendo aniversário. Tudo é marcado por cores intensas e uma luz bastante solar, contrastando com o mundo real habitado pelas crianças.

O problema é que não há muito em termos de conflito ou drama. As crianças caminham por esse mundo mágico, conhecem diferentes e insólitos lugares e é isso. Só perto do fim que há algo realmente em jogo quando a mãe de Polly ameaça levar as crianças consigo e a colheita de Tim é sabotada, mas mesmo esse conflito é rapidamente resolvido. A impressão é a de um universo interessante e criativo que nunca encanta como deveria.

 

Nota: 5/10


Trailer

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