quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Crítica – Fallout: 2ª Temporada

 

Análise Crítica – Fallout: 2ª Temporada

Review – Fallout: 2ª Temporada
Depois de um ano de estreia bacana, Fallout retorna para sua segunda temporada com uma trama que soa mais como uma grande preparação para um conflito vindouro do que algo pensado como uma unidade autônoma. Por outro lado, a série continua entregando uma adaptação competente, que aproveita bem o universo dos games.

A guerra não muda

Depois dos eventos do primeiro ano, Lucy (Ella Purnell) e Cooper (Walton Goggins) viajam juntos em direção a New Vegas atrás do esconderijo de Hank (Kyle MacLachlan). Enquanto isso, Maximus (Aaron Moten) finalmente se torna o cavaleiro da Irmandade de Ferro que sempre sonhou, mas isso não significa que sua vida tenha necessariamente melhorado, principalmente quando o líder de sua divisão maquina um meio de assumir o controle.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Crítica – Os Sete Relógios de Agatha Christie

 

Análise Crítica – Os Sete Relógios de Agatha Christie

Como sou fã de romances policiais, fiquei curioso para conferir a minissérie da Netflix Os Sete Relógios de Agatha Christie, adaptando um romance da famosa escritora de mistério. Infelizmente o resultado deixa a desejar e parece não compreender o que tornava as histórias de Christie tão envolventes.

Assassinato no campo

A narrativa parte de uma premissa típica dos livros de Christie. Durante uma festa em uma mansão, uma pessoa é assassinada. Há um número limitado de suspeitos e uma arguta investigadora em Lady Eileen (Mia McKenna-Bruce), amiga do falecido. Ela é auxiliada pelo superintendente Battle (Martin Freeman) e ao longo da investigação se envolvem com uma misteriosa organização secreta e o roubo de uma invenção revolucionária.

Ao longo de três episódios a impressão é que a trama caminha de maneira arrastada. Apesar de ser uma história sobre conspirações, sociedades secretas, invenções sigilosas e muitos segredos em jogo, não há qualquer senso de urgência, de que esses personagens estão correndo contra o tempo ou sob algum senso real de ameaça. Mesmo durante o clímax no trem com alianças mudando e armas sendo brandidas, nunca sentimos que Eileen corre qualquer risco.

Os episódios conduzem a investigação de modo bastante protocolar, mostrando as pistas, as reviravoltas e despistes. A impressão é que os responsáveis pela série acham que basta reproduzir essa natureza de quebra cabeça dos mistérios de Christie para fazer a história funcionar, mas não entendem que há muito mais nesse tipo de narrativa do que apresentar um mistério com pistas a serem desvendadas.

Além da já citada incapacidade de construir intriga ou tensão, algo que os romances de Christie faziam muito bem, a série deixa de lado outro aspecto muito importante da obra da escritora que é a sua prosa e a personalidade que ela dá aos seus personagens. As histórias de Christie normalmente são habitadas por um limitado plantel de suspeitos, cada um com suas idiossincrasias e personalidades excêntricas. Aqui, os personagens são figuras esquecíveis, que existem para mover a narrativa adiante, mas não tem nada de memorável.

Os diálogos espirituosos e mordazes, que constantemente comentavam sobre a sociedade britânica, também não estão presentes nessa adaptação, perdendo muito do charme do texto de Christie. O resultado são diálogos predominantemente expositivos, onde os personagens o tempo todo explicam as pistas e seu raciocínio, mas sem muita coisa que dê personalidade a essas falas. A jovem Mia McKenna-Bruce até tenta fazer de Lady Eileen uma jovem destemida, que não hesita em falar o que pensa, porém é limitada pelo texto insosso.

No fim, Os Sete Relógios de Agatha Christie entrega um mistério inane, sem qualquer suspense, povoado por personagens desinteressantes e uma trama que rapidamente mergulha no tédio.

 

Nota: 4/10


Trailer

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Crítica – O Som da Morte

Análise Crítica – O Som da Morte

Review – O Som da Morte
A premissa de O Som da Morte era basicamente a da franquia Premonição ao trazer um grupo de adolescentes tentando fugir da “morte”, então não estava particularmente empolgado para assistir. Ainda assim resolvi conferir e ao menos o resultado final tem elementos suficientes para agradar fãs de terror.

Morte à espreita

A trama é protagonizada por Chrys (Dafne Keen), que se muda para uma nova cidade e uma nova escola depois de uma tragédia pessoal. No primeiro dia de aula, ela descobre um estranho apito maia em seu armário, que aparentemente pertencia ao aluno que usava o armário antes dela e morreu sob circunstâncias misteriosas. Obviamente a garota resolve pegar o estranho artefato que sussurra coisas sombrias para ela e mostra para seu novo grupo de amigos. Quando um deles assopra o apito, porque claro que adolescentes vão achar uma boa ideia usar um artefato ancestral com um entalhe que diz que ele invoca a morte, descobrem que atraíram suas mortes futuras para o presente e que elas estão os perseguindo. Agora eles precisam encontrar um jeito de eliminar a maldição.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Crítica – Magnum

 

Análise Crítica – Magnum

Review – Magnum
Não creio que ninguém estivesse clamando por uma série ou filme do Magnum, herói da Marvel que começou como vilão e que também teve uma carreira como ator de cinema. É o tipo de coisa que faz parecer que o estúdio está raspando o tacho em meio a um desgaste de suas produções. O resultado, no entanto, é um interessante estudo de personagem que explora a faceta do herói como ator de cinema para pensar no estado atual de Hollywood e também no desgaste recente de filmes de heróis.

Super astro

A narrativa é protagonizada por Simon Williams (Yahya Abdul Mateen), um ator que há anos tenta, sem sucesso, vencer em Hollywood. Um dia ele encontra Trevor Slattery (Ben Kingsley) em um cinema e fica sabendo que estão acontecendo testes para um remake de Magnum, um antigo filme de super-herói que ele viu quando era pequeno e que o inspirou a virar ator. Agora ele e Trevor se juntam para tentar conseguir uma escalação no filme. Só há um problema, Simon tem super poderes que ele não consegue controlar e Hollywood não permite pessoas com poderes em sets de filmagem, então ele precisa manter seus poderes sob controle e ocultos para conseguir o papel.