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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Os Boêmios Analisam - Star Wars The Force Unleashed


Sim, pela primeira vez teremos um game sendo analisado aqui, caros boêmios, e o felizardo que terá a duvidosa honra de entrar para os anais da história como o primeiro a ser analisado aqui é o novo game da franquia intergaláctica, Star Wars The Force Unleashed, mais especificamente a versão para PS2 já que eu não sou rico pra ter um console da nova geração.

Para os que não sabem, o game se passa entre os episódios III e IV da saga, tendo protagonista o aprendiz secreto de Darth Vader que é chamado apenas de Starkiller. O jogo traz um roteiro muito bem construído, começando com Vader assassinando um Jedi no planeta Kashyyyk(terra natal da raça de Chewbacca, os wookies) e levando o filho dele para se tornar aprendiz. A trama é cheia de traições e reviravoltas, mas estas nunca parecem ser forçadas ou sem justificativas e apesar da narrativa privilegiar a ação os personagens pricipais são muito bem trabalhados(dentro do que é possível num jogo de videogame).

A jogabilidade se concentra no uso da habilidade da Força para derrotar seus inimigos e manipular o ambiente ao seu redor e assim como Transformers e Hulk Ultimate Destruction, quase todo o cenário pode ser destruído. As engines criadas para jogo que prometiam uma física ultra-realista não chegam a ser perfeitas(as árvores quebrando parecem um monte de palitos de fósforo amontoados), mas contribuem para enriquecer a experiência de jogo, vemos vidros quebrando, paredes afundando, pessoas e objetos sendo arremessados para longe, sendo bastante divertido ver toda a destruição causada pelos poderes do personagem.

Starkiller possui uma grande gama de habilidades e combos que podem ser evoluídos com o uso de pontos ganhos ao derrotar inimigos. Além da customização de habilidades pode-se também encontrar cristais ao longo do jogo, que dão a possibilidade de mudar a cor do seu sabre de luz, e novas roupas para seu personagem. No jogo também está presente o sistema de "comandos de contexto" semelhante a God of War, onde, para realizar uma determinada ação é preciso apertar os botões que aparecem na tela e quando bem executados mostram uma sequência de golpes que causa grande dano ao inimigo.

Se a jogabilidade é bem trabalhada, o mesmo não pode ser dito dos gráficos. O game foi feito para as plataformas da nova geração e provavelmente só ganhou uma versão para PS2 devido à grande fatia de mercado que este "ultrapassado" console ainda ocupa. Fica a desagradável sensação de que os desenvolvedores do jogo simplesmente pegaram a versão para a nova geração e reduziram a qualidade para que coubesse no videogame. Vemos muitas vezes aquelas bordas serrilhadas que remetem à época do PS1 e do Nintendo 64, além de paupérrimos efeitos de luz, sombra e névoa. A parte sonora, por outro lado, é muito boa contando inclusive com a voz original do Darth Vader no cinema(o ator James Earl Jones) dublando o icônico lorde Sith e é claro, muitas faixas da trilha sonora original composta por John Williams.

Force Unleashed é um game divertido, envolvente e que oferece uma ótima experiência de jogo, que peca apenas por ser um pouco curto. Isso, entretanto, não chega a ser um problema já que existe mais de um final. Então se o jogador quiser saber o que acontece com Starkiller se ele decibir mudar para o lado da luz ou continuar no lado negro, terá de jogar mais uma vez. E acreditem, isso não é nenhum estorvo.

Nota 8

sábado, 20 de setembro de 2008

Os Boêmios Analisam - Homem de Ferro


Como não tive a oportunidade de falar sobre o filme na época de seu lançamento(o RB ainda não existia) aproveito o lançamento do filme em DVD para fazer minha resenha sobre ele.

Para os que não sabem, o filme conta a história de Tony Stark(Robert Downey Jr) industrial bilionário e brilhante engenheiro de armas que é capturado por terroristas e constrói uma armadura para escapar do cativeiro, passando posteriormente a usá-la para reaver suas armas que estão sendo usadas por terroristas.

O diretor Jon Favreau não perde tempo e já começa o filme com a captura de Stark numa cena que caótica e tensa, apesar das restrições com a violência devido à censura baixa. Ele então corta para alguns flashbacks que explicam um pouco sobre o personagem. São cenas curtas, mas que definem sem rodeios que é Tony Stark: um inventor brilhante e também um playboy inconseqüente dotado de um senso de humor sarcástico e ácido. O trabalho de Robert Downey Jr, aliás, é o ponto alto filme, o ator transpira carisma por todos os poros e não consegue fazer ninguém deixar de adorar seu Tony Stark.

O resto do elenco também tem grandes méritos no sucesso do filme. A afinidade entre todos dá uma dinâmica bem verdadeira ao filme. Shaun Toub interpreta Yinsen, médico árabe que divide o cativeiro com Stark e é de importância fundamental na mudança de atitude do personagem. James Rhodes, melhor amigo de Stark e seu contato no exército americano, é também muito bem defendido pelo ator Terrence Howard que demonstra uma admiração e preocupação fraterna por Stark. Até Gwyneth Paltrow, famosa por suas atuações competentes porém gélidas, exibe grande espontaneidade como a espevitada Virginia "Pepper" Potts, secretária e braço direito de Stark, os diálogos entre os dois sãos sempre carregados de ironia e sarcasmo, mas deixam nas entrelinhas o sentimento que sentem um pelo outro.

O elo fraco é o vilão Obadiah Stane(Jeff Bridges), que é o tradicional empresário inescrupuloso e maquiavélico que faz de tudo para adquirir poder e dinheiro, inclusive passar a perna em seu sócio, Tony Stark. A culpa é mais do roteiro do que exatamente de Bridges, que consegue escapar da armadilha de tornar caricato um personagem tão básico.

E como não poderia faltar, o filme ainda traz cenas de ação surpreendentes(se levarmos em conta que Favreau nunca fez nada parecido) e bastante empolgantes, desde a fuga de Stark do cativeiro até uma perseguição aerea ao Homem de Ferro com dois caças(aliás uma das melhores batalhas aéreas dos úlimos anos, juntamente com X-Men 2). O filme ainda traz algumas referências ao universo Marvel para o delírio dos nerds, desde o escudo do Capitão América ao nascimento da SHIELD e a aparição de Nick Fury(Samuel L Jackson). O primeiro passo para um filme dos Vingadores é entregue de modo mais do que satisfatório pela estilosa direção de Jon Favraeu e a atuação de Robert Downey Jr. Ao final do filme ele diz: "Eu sou o Homem de Ferro". Depois de tudo que vimos, não resta dúvidas disso.

Nota 9

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Os Boêmios Analisam - Star Wars: Clone Wars


George Lucas é uma grande exceção no mercado do cinema. Ele não precisa sair mostrando seu roteiro para vários estúdios até que um decida fazer o filme. Ele não tem um monte de executivos em sua cola para garantir que o filme tenha censura baixa, ou que tenha elementos que agradam o público teen, seus trabalhos não precisam passar por exaustivas exibições teste, grupos focais ou pesquisas de mercado. Lucas simplesmente faz o que ele quer e os estúdios de cinema e canais de TV que se degladiem para destribuir suas obras, tanto que este Clone Wars não foi distribuído pela Fox como de costume e sim pela Warner. Divagações mercadológicas à parte, vamos ao filme.

Para quem não sabe, este filme é uma introdução para uma série animada que será exibida pelo Cartoon Network nos EUA, aqui no Brasil ainda não se sabe, então não é de se estranhar que tudo esteja um pouco mais infantilizado. O primeiro momento que vemos isso é na aparição da jovem padawan Ahsoka Tano, claramente feita para agradar as pré-adolescentes viciadas em Hannah Montana, a nova personagem é esperta, espevitada e de personalidade forte, temos também muitas cenas engraçadas e gags envolvendo os dróides do exército separatista, mas graças ao bom Deus nenhuma delas chega sequer perto da vergonha alheia causada por um Jar Jar Binks ou os malditos ewoks.

A animação em si é muito bem feita, misturando elementos de desenhos ocidentais e orientais lembrando bastante o trabalho de Genddy Tartakovski(Samurai Jack) na minissérie Guerras Clônicas e os personagens são bastante expressivos, transmitindo tanto carisma quanto suas versões de carne e osso do filmes.

A história? Err...bem..não tem muita, na verdade. A animação é movida por um fiapo de roteiro que envolve o sequestro do filho de Jabba The Hutt e leva os dois lados da guerra numa busca pela larva gorducha com o intuito de ganhar a simpatia do mafioso galáctico. A trama acaba se desdobrando em muitas reviravoltas, sendo algumas delas bastante descartáveis. São tantas trapaças e blefes e idas e vindas que até parece um livro do Dan Brown(e isso não é um elogio porra!!!).

Se a história não é lá grandes coisas, o mesmo não pode ser dito das sequências de ação que fazem jus ao título do filme, a guerra está por todo o universo Star Wars e o pau come solto, seja em combate entre clones e dróides(com direito a uma sequência estilo câmera-na-mão que lembra o início de Resgate do Soldado Ryan), seja em duelos de sabres-de-luz. As batalhas são tão empolgantes que acho que vou tirar a poeira do meu Star Wars Battlefront II de PS2. Finalmente os fãs verão as grandes batalhas que a nova trilogia quase não mostrou(apenas o episódio III é digno da franquia). Sem falar que para quem é fã, sempre é emocionante ver no cinema os "pôres-dos-sóis" em Tatooine ao som do tema Light Of The Force de John Williams.

Nota 7,5

sábado, 19 de julho de 2008

Os Boêmios Analisam - Batman: O Cavaleiro das Trevas


Com um pouco de atraso eu posto aqui a resenha da nova incursão do Batman nos cinemas. Vi o filme ontem de noite e resolvi esperar um pouco pra escrever a análise do filme, caso contrário tudo que vocês leriam seriam umas dez linhas só com a palavra "foda" escrita e precedida de eventuais "muito". É isso mesmo, o filme é bom a esse a ponto. Saí do cinema e ainda fiquei pelo menos meia-hora completamente embasbacado, Christopher Nolan realmente elevou o filme além da classificação de "filme de quadrinhos" ou "filme de super-heróis", o nível agora é outro e todos os concorrentes vão ter que correr atrás.

Este Cavaleiro das Trevas está muito mais para um suspense policial onde o vilão e o protagonista usam fantasias estranhas. E que vilão! Heath Ledger justifica toda a rasgação de seda feita à sua performance independente de sua morte, seu Coringa tem tudo para entrar na galeria dos maiores vilões do cinema juntamente com figuras do naipe de Darth Vader e Hannibal Lecter. O Coringa é sádico, inconstante, dotado de um humor perverso e incrivelmente assustador. Sua primeira aparição para os principais mafiosos da cidade, onde ele faz uma mágica com um lápis, arrancou aplausos do cinema em que assisti.

Mas as atencões não são todas do Coringa, o roteiro escrito pelos irmãos Nolan dá espaço a todos os personagens aparecerem e desenvolverem suas próprias tramas. Temos o drama de James Gordon(Gary Oldman), por não saber em quem confiar, Lucius Fox(Morgan Freeman) e os desafios de gerir as empresas Wayne, a angústia de Alfred(Sir Michael Cane) ao guardar um segredo que pode destruir o moral de Bruce(Christian Bale), todas elas engrandecidas pelas geniais atuações de seus respectivos atores.

Os Nolan dão uma verdadeira aula de como desenvolver múltiplos personagens sem subestimar a inteligência do espectador ou apressar nada, destruindo de uma vez por todas a idéia de que muitos personagens podem estragar um filme(ouviu, Sam Raimi? Vê se aprende cabra!), e mesmo assim não perdem o foco central da trama que é a jornada de Batman para compreender seu verdadeiro propósito e aquilo que o diferencia dos outros heróis e a jornada de ascenção e queda do destemido promotor Harvey Dent(Aaron Eckhart).

Aaron Eckhart é outra grande adição ao elenco, ele emociona e assusta com seu trágico Harvey, um homem que é a maior esperança de Gotham City e é esmagado, física e mentalmente, pela força atroz que toma Gotham City e acaba se tornando o atormentado Duas-Caras.

As mais de duas horas e meia de projeção passam sem que se perceba e ainda deixam a vontade de querer ver novamente. Os trailers e clipes divulgados são apenas a ponta do iceberg e não carregam metade da tensão e das trevas que dominam toda a história, pontuada inclusive pela magnífica trilha sonora de Hans Zimmer e James Newton Howard que é quase um personagem a parte. Cavaleiro das Trevas é sem dúvida o melhor filme do ano até agora.

Nota 10

sábado, 5 de julho de 2008

Os Boêmios Analisam - Hancock


Confesso que entrei na sala de cinema para assistir Hancock com a certeza de que seria uma bomba ou, no máximo, uma bobagem divertida. Para minha surpresa, o filme é muito mais do que isso.

Apesar da premissa básica de busca pela redenção e seu lugar no mundo pode soar meio clichê e piegas, a história é muito bem desenvolvida nos cerca de noventa minutos do filme. Começamos com o vagabundo e irresponsável Hancock(Will Smith), um "héroi" não muito bem visto pela população de sua cidade pela destruição que causa ao caçar os bandidos, salvando Ray Embrey(Jason Bateman), um Relações Públicas meio fracassado, porém bastante idealista e que deseja tornar o mundo melhor.

Primeiramente tenho que ressaltar minha satisfação ao ver pela primeira vez um RP não ser mostrado com um mentiroso descarado e sem escrúpulos, uma vez que eu mesmo sou um RP, mas é melhor eu para de puxar sardinha pro meu lado e voltar para a resenha.

Ray percebe o potencial que Hancock tem e resolve ajudá-lo a atingir seu potencial e se tornar um herói que as pessoas admirem, apesar da desaprovação de sua esposa Mary(Charlize Theron). A dinâmica entre o homem com super-poderes, mas que não liga para nada, e o homem comum que deseja melhorar o planeta mesmo sem ter capacidade para tal é o principal ponto de tensão da história.

Contrariado, Hancock decide seguir os conselhos de Ray e se entrega para as autoridades, submetendo-se a reabilitação. Mais uma vez, o filme caminha para o óbvio e mais uma vez consegue escapar da pieguice, trabalhando muito bem as relações entre Hancock, Ray e Mary e mostrando que o sem uma causa ou idéias, todos os poderes do mundo são inúteis.

Uma mensagem bastante positiva para os tempos céticos que vivemos, onde o ter suprime o ser e todos lutam por bens materiais. Entretanto, a fábula que caminhava muito bem em seus primeiros dois terços derrapa feio no final quando tenta bolar um vilão para Hancock enfrentar e cria uma justificativa apressada e um tanto abrupta para as origens e fraquezas do herói, caindo no lugar-comum que tanto lutou para escapar. O desfecho não chega a ser ruim e sim frustrante, assim como o herói Hancock, o filme tinha grande potencial, mas ao contrário do mesmo, não encontra alguém que lhe dê um melhor direcionamento. Apesar de seus problemas, Hancock é uma grata surpresa em tempos em que blockbusters se resumem cada vez mais a adaptações, sequências e remakes.

Nota 7

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Os Boêmios Analisam - O Incrível Hulk


Bom, como o nome da seção diz, aqui é onde fazemos as resenhas filmes, cds, hqs, etc. E o primeiro a ser analisado é o filme O Incrível Hulk.

Não dá para falar desse novo filme do Hulk sem mencionar o longa que Ang Lee fez em 2003. Eu particularmente achei injusta a malhação em torno dele, sei que não é o que os fãs esperavam, que tem pouco a ver com o universo do personagem, mas como cinema o filme de Ang Lee funciona perfeitamente. O diretor chinês usou o personagem da Marvel para tecer um poderoso tratado sobre a monstrusidade inerente à psique humana(o personagem do Nick Nolte consegue parece ser mais monstro do que o Hulk) e foi muito feliz com isso(tá bom, tá bom, os cães hulk ficaram toscos, mas a idéia era interessante).

E isso nos leva ao filme que estreou hoje em circuito mundial. O Hulk genuinamente feito pela Marvel, o Hulk que aparentemente todos queriam ver. E o resultado é bem mediano.

Antes que joguem pedras em mim, deixem-me esclarecer, o filme não é ruim(é melhor do qeu Elektra, se bem que ver capim nascer é melhor do que Elektra), mas falta-lhe tutano. Apesar das negativas do estúdio, no filme é claramente perceptível a diferença entre a visão de Edward Norton(que interpreta Bruce Banner) e a visão do estúdio. Norton queria um filme mais denso, com maior carga dramática e maior desenvolvimento dos personagens. Já a Marvel queria um filme de ação, algo frenético e movimentado e essa discrepância é evidente na tela.

As cenas de Norton são carregadas de emotividade e instrospecçãó, muitas vezes ele nem fala, apenas deixa que sua atuação e a trilha sonora(herdada do seriado de TV) mostrem tudo que ele quer transmitir. Apesar do esforço do ator e do roteiro enxuto e coeso, os personagens têm uma representação bastante unilateral. Banner é o herói trágico e amaldiçoado. Betty(Liv Tyler) é a mocinha disposta a tudo para ajudar seu amado. General Ross(William Hurt) é um caçador obstinado e obcecado, tal qual um moderno Capitão Ahab e seus olhos exibem um misto de admiração, ódio e frustação ao ver sua Moby Dick verde. Emil Blonsky(Tim Roth) é um soldado numa cruzada por poder e não se importa em sacrificar sua humanidade para conseguir o que deseja. Todos eles são representados de modo satisfatório pelo talentoso elenco, mas fica a sensação de que faltaram camadas aos personagens(ao contrário da película de Ang Lee)e de que nas mãos de um elenco inferior o resultado poderia ser desastroso.

As esperadas cenas de ação são rápidas e movimentadas com explosões para todos os lados. Elas são bastante competentes, pricipalmente a perseguição na favela(só faltou o Capitão Nascimento) que quase chega ao nível de O Ultimato Bourne, porém nenhuma delas lhe faz pular da cadeira como a luta com os caças em Homem-de-Ferro ou a perseguição ao Batmóvel em Batman Begins. A própria luta o Hulk e o Abominável é épica, mas não chega a surpreender ninguém que tenha assistido a algo como Transformers.

Enfim, em seu segundo filme a Marvel entregou um produto bastante mediano, como uma boa refeição, porém sem tempeiro. É um filme bom e bem realizado e que sofre com a falta de algo imprescindível em qualquer forma de arte: personalidade. Ele se integra bastante com o universo que a Marvel tenta criar no cinema, os nerds irão ao delírio com as inúmeras referências e com a possibilidade crescente de uma reunião de heróis mas o filme não chega a encantar como deveria. O diretor disse que existem mais de 70 minutos de cenas não utilizadas, uma quantidade assim de cenas não colocadas no filme é reflexo de um diretor inseguro e que não sabia exatamente o direcionamento que queria para sua obra, dequalquer modo, esperamos ver isso em DVD para ver qual corte seria o melhor, o de Norton ou o do estúdio.

Nota 6,5