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segunda-feira, 12 de julho de 2021

Crítica – Viúva Negra

 Análise Crítica – Viúva Negra


Review – Viúva Negra
Apesar de ter sido apresentada no início do universo Marvel nos cinemas em Homem de Ferro 2 (2010), a Viúva Negra nunca estrelou em um filme próprio, o que parecia um desperdício, já que a personagem tinha potencial para explorar outras facetas desse universo em tramas mais voltadas para a espionagem e suspense. Pois a vez da espiã sob os holofotes chegou, ainda que tardiamente, neste Viúva Negra e o resultado, ainda que positivo, não aproveita todo o potencial da personagem.

A trama se passa imediatamente depois dos eventos de Capitão América: Guerra Civil (2016). Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) está foragida das autoridades depois de ter ido contra os acordos de Sokovia. A espiã tenta se manter escondida, mas é colocada na mira do perigoso Treinador quando recebe um pacote misterioso de Yelena Belova (Florence Pugh), que Natasha considera uma irmã de criação e que também foi treinada na Sala Vermelha para se tornar uma Viúva Negra. Assim, Natasha precisa reencontrar Yelena e acertar as contas com o seu passado.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Crítica – Falcão e o Soldado Invernal (Parte 3)

 

Análise Crítica – Falcão e o Soldado Invernal (Parte 3)

Review - Falcão e o Soldado Invernal (Parte 3)
Depois de vários episódios construindo os dilemas de Sam em relação ao assumir o escudo do Capitão América, confrontando o personagem com o histórico de injustiças dos Estados Unidos ao mesmo tempo que mostrava os riscos de um Capitão América mais dedicado a obedecer ao governo do que a um senso de valores, Falcão e o Soldado Invernal chegou em seu último episódio com muitas pontas a amarrar. Algumas tramas se resolvem muito bem, embora outras não tenham o impacto que deveriam. Assim, nesta terceira e última parte me dedico a entender o que funciona e o que não se resolve tão bem no episódio final da série.

O desfecho

Assim como aconteceu com WandaVision, a série tem alguns problemas em seu episódio final. Ela lida muito bem com o arco do protagonista, mas resolve de maneira problemática as tramas dos demais personagens. As cenas com Sam são o ponto alto do episódio final, com ele finalmente decidindo assumir o manto de Capitão América e se revelando como tal. Além das cenas de ação que mostram as habilidades do personagem com o escudo e seu novo uniforme, o que mais o define como alguém que merece o posto é a maneira como ele questiona as autoridades para o tratamento dado aos Apátridas.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Crítica – Falcão e o Soldado Invernal (Parte 2)

 Análise Crítica – Falcão e o Soldado Invernal (Parte 2)

Review – Falcão e o Soldado Invernal (Parte 2)
A série Falcão e o Soldado Invernal me surpreendeu por ampliar nosso entendimento sobre o universo Marvel, em especial o estado do mundo após o estalo de Thanos ser desfeito, e também como o roteiro trabalha questões relativas à identidade nacional dos Estados Unidos. Ao longo da temporada os episódios analisam as contradições e injustiças do projeto de nação dos EUA, expondo as fragilidades do discurso do país sobre liberdade e justiça. Muito dessa discussão se dá no arco de Sam e seu percurso para aceitar o escudo do Capitão América, mas os antagonistas da série também desempenham um papel importante e é sobre eles que falaremos nessa segunda parte.

Os antagonistas

A série também acerta no seu tratamento aos antagonistas, evitando maniqueísmos simplórios e tratando esses personagens como figuras complexas. Seria fácil tornar John Walker um babaca sem qualquer aspecto positivo, afinal ele é o sujeito que recebeu o escudo do Capitão América de mão beijada, sem ter feito por merecer. Ainda assim, a série escolhe que o primeiro grande contato que temos com Walker seja em um vestiário, nervoso por assumir o posto de Capitão, sobrepujado pela pressão de existir à sombra de Steve Rogers. O vemos como um sujeito vulnerável e instável, que até quer fazer a coisa certa, mas não tem a temperança e a empatia de Steve. Wyatt Russell, por sinal, é ótimo em construir a personalidade arrogante e impertinente de Walker, fazendo dele o tipo de adversário que dá gosto de odiar.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Crítica – Falcão e o Soldado Invernal (Parte 1)

 

Análise Crítica – Falcão e o Soldado Invernal (Parte 1)

Review – Falcão e o Soldado Invernal (Parte 1)
Originalmente pensada para ser a primeira das séries do universo Marvel a passar no Disney Plus, Falcão e o Soldado Invernal acabou sendo adiado por conta de atrasos na produção e WandaVision foi a primeira. Assistindo a série, é possível entender porque ela foi escolhida para ser a primeira já que a narrativa ajuda a nos situar no estado do universo após os eventos de Vingadores: Ultimato (2019). Avisamos que o texto contem SPOILERS da série.

Na trama, Sam Wilson (Anthony Mackie) decide entregar o escudo de Steve Rogers (Chris Evans) para o governo, esperando que o item seja colocado em um museu. A decisão não agrada Bucky (Sebastian Stan), que acha que Sam deveria seguir os desejos de Steve e ficar com o escudo. Ao mesmo tempo, uma nova ameaça surge no horizonte na forma dos Apátridas, um grupo liderado por Karli Morgenthau (Erin Kellyman) que deseja retornar o mundo à situação de maior igualdade e distribuição de recursos que havia durante os cinco anos do estalo de Thanos. Além dos Apátridas, Sam e Bucky precisam lidar com John Walker (Wyatt Russell), um novo Capitão América nomeado pelo governo, um sujeito escolhido para a posição à revelia dos desejos de Sam ou Steve Rogers.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Crítica – Marvel’s Avengers (Playstation 5)

Análise Crítica – Marvel’s Avengers (Playstation 5)

Review – Marvel’s Avengers (Playstation 5)
Quando escrevi sobre o game Marvel’s Avengers mencionei que o jogo tinha uma boa campanha principal e um sistema de combate que te fazia sentir estar no controle de super-herói poderoso, mas seu multiplayer online pecava por uma repetição excessiva de conteúdos e missões, bem como um sistema de equipamentos desinteressante. Pois agora o jogo recebe uma versão dedicada aos consoles da nova geração (PS5 e Xbox Series S/X) junto com algumas adições de conteúdo (para todas as versões do jogo).

Então vale a pena retornar a Marvel’s Avengers? Bem, depende de como você se sente em relação ao jogo base, já que além do conteúdo adicional não muito em termos de reestruturar os elementos problemáticos que apontei no lançamento. A principal adição é a campanha Futuro Imperfeito centrada em Clint Barton, o Gavião Arqueiro. A narrativa mistura elementos de dois arcos do personagem nos quadrinhos, Minha Vida como Uma Arma, que mostrava ele vivendo num prédio em Nova Iorque com vizinhos pitorescos, e em Old Man Hawkeye que colocava o velho Clint em um futuro apocalíptico.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Crítica – Spider-Man: Miles Morales


Análise Crítica – Spider-Man: Miles Morales


Review - Spider-Man: Miles Morales
Exclusivo para Playstation 4, Marvel’s Spider-Man fez pelo amigão da vizinhança nos games o que Batman: Arkham Asylum fez pelo Homem-Morcego. Era um game que realmente nos fazia sentir como o Homem-Aranha, seja na física do movimento com as teias, seja na narrativa que mostra os conflitos de Peter Parker em manter sua vida pessoal no lugar enquanto salva a cidade como Homem-Aranha. Uma sequência é inevitável, inclusive por conta das cenas pós-créditos que deixam alguns ganchos. Antes de acompanharmos uma segunda aventura de Parker, no entanto, a Sony nos dá Spider-Man: Miles Morales, que foca no personagem titular que ganhou poderes no final do primeiro game do Aranha.

A trama se passa durante as festas de fim de ano. Peter sai de Nova Iorque em uma viagem de trabalho com Mary Jane e deixa a cidade a cargo de Miles Morales, que começou a treinar com Peter para desenvolver seus poderes. Sozinho e sem o auxílio de Peter, Miles precisa lidar com a ameaça da corporação Roxxon, cujo novo reator de energia parece mais perigoso do que parece, e do vilão Tinkerer, que parece ter contas a acertar com a Roxxon. Além disso, Miles precisa lidar com a campanha de sua mãe, Rio, que concorre a vereadora, a reaproximação com o tio Aaron e o retorno de uma antiga amiga de infância, Phin.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Crítica – Marvel’s Avengers

 

Análise Crítica – Marvel’s Avengers

Review – Marvel’s Avengers
Quando escrevi sobre o beta de Marvel’s Avengers mencionei como as missões da história pareciam promissoras, mas todo o segmento multiplayer parece genérico e repetitivo. Pois agora com o jogo completo em mãos posso dizer que ele confirma minhas esperanças e também meus temores.

Na trama, depois de uma catástrofe que acontece durante o lançamento de um novo aeroportaviões, os Vingadores são considerados criminosos e dissolvidos. Uma nova organização a AIM surge para tentar restaurar o dano causado pelos Vingadores e lidar com o surgimento dos inumanos em decorrência da névoa terrígena liberada durante o incidente com os Vingadores. Cinco anos depois do incidente uma jovem inumana chamada Kamala Khan descobre provas dos segredos sombrios da AIM e da inocência dos Vingadores e tenta encontrar os heróis.

Kamala é a alma e o coração da trama, nos fazendo acompanhar tudo que acontece sob seus olhos de fã e empolgação ingênua em conhecer os Vingadores. A personagem acaba funcionando como a bússola desses heróis, redirecionando-os um para outro de modo a superarem os problemas do passado. É uma história que entende que o mais interessante desses personagens não são seus poderes, mas suas falhas e como isso os une e os faz colidir um com o outro. Também acerta na construção do vilão MODOK. Muitas vezes reduzido ao ridículo nos quadrinhos e séries por conta de sua aparência, aqui MODOK é trabalhado de maneira séria, apresentado como uma ameaça genuína aos heróis.

domingo, 16 de agosto de 2020

Jogamos o beta de Marvel’s Avengers

 

Impressões do beta de Avengers

Depois de anos em desenvolvimento, Marvel’s Avengers finalmente está próximo de chegar às prateleiras em 04 de setembro. Antes do lançamento, no entanto, a Crystal Dynamics e a Square Enix estão fazendo alguns finais de semana com uma versão beta do jogo disponível para que possamos testar e entender melhor como será a experiência. Nós passamos algumas horas com o beta e encontramos muitas razões pra ficar empolgados, mas também motivos para se preocupar.

O beta dá acesso à missão inicial na ponte Golden Gate em que é possível controlar cada um dos Vingadores principais, depois disso algumas missões da história envolvendo o Hulk e Kamala Khan até abrir a mesa de batalha para algumas missões multiplayer, permitindo que o jogador escolha entre Hulk, Kamala, Viúva Negra e Homem de Ferro.

Um dos grandes acertos é como cada personagem consegue oferecer uma experiência diferente de combate. Eu consigo sentir a força irrefreável que é o Hulk, as habilidades acrobáticas da Viúva Negra ou a estranheza dos membros elásticos de Kamala. As árvores de habilidades de cada um também são variadas (e olha que o beta nos dá acesso a apenas uma das três páginas do game completo) e oferecem múltiplos caminhos. A fantasia de poder de ser um desses heróis e soltar todas as habilidades deles em cima dos inimigos é realizada com competência pelo jogo, sendo difícil não se empolgar ao ver o Hulk destruindo tudo ao seu redor ou Kamala ficando gigante e chutando os inimigos longe como se fossem insetos. 

As missões da história, apesar de lineares, apresentam espaços amplos, com bastante verticalidade e espaço para explorar e encontrar baús com equipamentos e recursos. Também oferecem boas sequências de ação e batalhas contra chefes, como o combate entre Hulk e o Abominável. Essas missões também acertam no desenvolvimento dos personagens, sempre trazendo conversas significativas entre Kamala e Bruce, mostrando a empolgação de Kamala com seus novos poderes e oportunidade de estar ao lado daqueles heróis, bem como o arrependimento de Bruce Banner por tudo que deu errado no prólogo da história.

A Crystal Dynamics já tinha mostrado nos últimos Tomb Raider sua habilidade para construir jogos com histórias e personagens envolventes, retornando a demonstrar suas habilidades em conteúdo single player aqui. Já as missões multiplayer iniciadas a partir da mesa de guerra não trazem o mesmo peso ou empolgação que os momentos da história. Em parte porque os objetivos são quase sempre os mesmos (ao menos no beta), tipo proteger uma área enquanto Jarvis hackeia algum terminal, eliminar uma unidade de inimigos de elite ou destruir servidores. Não ajuda que as instalações da AIM atacadas sejam tão similares entre uma missão e outra, fazendo os espaços carecem da singularidade dos ambientes encontrados na campanha.

O multiplayer também é atrapalhado pela ausência de muitas mecânicas que se tornaram comuns em partidas multijogadores. Como essas zonas de guerra são espaços amplos e não há um mapa, apenas alguns ícones com pontos de interesse, é fácil o grupo se perder uns dos outros. A comunicação se dá exclusivamente via chat de voz, o que não é problema se você estiver jogando com amigos ou conhecidos, mas quando você entra em um grupo aleatório, o chat pode ser desagradável. Poderia haver aqui a função de criar pings e marcadores no mapa para avisar ao time para onde estamos indo ou o que atacar, sem precisar recorrer o tempo todo ao chat de voz.

Se não quiser fazer essas missões com outros jogadores, é possível colocar os outros Vingadores que você não está usando para serem controlados pela CPU, a questão é que eles precisam estar equipados para o nível de poder da missão ou você pode ter problemas. Ao fazer isso, o jogador também fica completamente à mercê da CPU, já que não há qualquer sistema para gerenciar o comportamento dela, dar ordens ou ter qualquer grau de controle sobre esses companheiros.

Assim, enquanto as missões da história conseguiam apresentar uma experiência bem singular tanto em termos de gameplay quanto de narrativa, os segmentos multiplayer  dão a sensação algo similar ao primeiro Destiny, no sentido de não oferecerem muito além de cenários de combate repetitivos em áreas abertas genéricas que não instigam muito a exploração.

Outro elemento de preocupação é toda mecânica de loot e equipamentos. Em Marvel’s Avengers é o loot e não o nível de personagem o principal medidor de progressão. Subir de nível dá pontos de habilidade, mas o poder é medido pelos equipamentos. O problema é que o loot é extremamente desinteressante. Por mais que vejamos os números de ataque ou defesa subirem a cada novo equipamento com nível de poder maior encontrado, esses incrementos são pouco sentidos em termos de gameplay e nunca temos a impressão de que esses equipamentos nos fazem realmente sentir mais poderosos ou resistentes, diferente do que acontece em Diablo ou Borderlands.

Aqui, os itens estão mais próximos do desastroso Anthem, no qual não conseguimos perceber muita diferença entre uma peça e outra de equipamento. Considerando que esse é um elemento central da experiência e certamente a versão final terá algum conteúdo pós-campanha para que os jogadores busquem equipamentos cada vez mais poderosos, é preciso que de fato esses equipamentos nos façam sentir mais poderosos, caso contrário toda busca por loot torna-se entediante.

O beta de Marvel’s Avengers nos deixa empolgados para controlar seus múltiplos heróis e pela história a ser contada, mas os segmentos multiplayer e as mecânicas de progressão não demonstram a mesma personalidade ou polimento.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Crítica – Homem-Aranha: Longe de Casa


Análise Crítica – Homem-Aranha: Longe de Casa


Review – Homem-Aranha: Longe de Casa
Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017) era um competente recomeço para o herói aracnídeo nos cinemas. O filme deixava uma clara possibilidade de continuação em sua cena pós-créditos, com Mac Gargan (Michael Mando), que os fãs de quadrinhos conhecem como o Escorpião, jurando vingança contra o herói. A Marvel, no entanto, não usou esse gancho em Homem-Aranha: Longe de Casa, preferindo repercutir o impacto dos eventos vistos em Vingadores: Ultimato.

A trama começa situando o que aconteceu após a derrota de Thanos (Josh Brolin) e o retorno daqueles que sumiram por conta do estalo. O mundo está de luto por conta dos heróis que pereceram na última grande batalha e Peter Parker (Tom Holland) questiona seu lugar no vácuo de poder deixado pela ausência de figuras como Tony Stark (Robert Downey Jr) e Steve Rogers (Chris Evans). De férias, Peter viaja com sua turma de escola para a Europa e lá ele planeja contar a MJ (Zendaya) que gosta dela. Os planos de Peter são frustrados quando Nick Fury (Samuel L. Jackson) aparece em seu hotel pedindo ajuda para enfrentar criaturas de outra dimensão com a ajuda de Quentin Beck (Jake Gyllenhaal), também de outra dimensão.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Crítica – Jessica Jones: 3ª Temporada


Análise Crítica – Jessica Jones: 3ª Temporada


Review – Jessica Jones: 3ª Temporada
Depois da fraca segunda temporada, não estava esperando muita coisa desta terceira e última temporada de Jessica Jones. O que encontrei, no entanto, foi um competente estudo sobre trauma e moralidade que aprofunda o que conhecíamos sobre os personagens.

A trama começa quando Jessica (Krysten Ritter) conhece o chantagista Erik (Benjamin Walker), um sujeito com a estranha capacidade de sentir a maldade das pessoas e que usa seus dons para chantagear criminosos. Quando uma das vítimas de Erik fere Jessica enquanto tenta matá-lo, a detetive decide ajudar Erik a descobrir quem é a ameaça. Na busca, Jessica se depara com o perigoso serial killer Gregory Sallinger (Jeremy Bobb), um sujeito astuto e engenhoso que mesmo sem poderes representa uma grande ameaça para a detetive. Ao mesmo tempo, Trish (Rachael Taylor) começa a por em uso seus novos poderes, tentando iniciar uma jornada como vigilante.

Se na temporada anterior a trama demorava a delinear seu conflito principal, aqui as coisas engrenam muito mais rápido. Ainda sofre do típico “inchaço da Netflix”, perdendo um pouco de fôlego quando passa da metade e parecendo que seria melhor com uns dois episódios a menos, mas ainda assim é um ritmo melhor do que o segundo ano da série. Outro problema é a conveniência dos poderes de Erik, que na maior parte do tempo funciona mais como um dispositivo de roteiro do que como um personagem plenamente realizado.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Crítica – X-Men: Fênix Negra

Análise Crítica – X-Men: Fênix Negra


Review – X-Men: Fênix Negra
Não estava lá muito empolgado para X-Men: Fênix Negra. As muitas refilmagens não transmitiam confiança para o resultado final e o fato da compra da Fox pela Disney, já tornava o filme datado antes mesmo de estrear, afinal todos sabiam de antemão que esse universo e personagens serão inescapavelmente reiniciados pela Marvel e integrados ao seu universo cinematográfico. Ainda assim, me surpreendi com o resultado, sendo melhor que X-Men:Apocalipse (2016) e X-Men: O Confronto Final (2006).

Na trama, depois que um resgate espacial dá errado, Jean Grey (Sophie Turner) acaba escapando da morte depois que uma onda de energia cósmica envolve seu corpo. O poder é muito grande para que ela controle, fragilizando sua mente e a fazendo lembrar de traumas do passado. Com isso, o poder de Jean se torna grande demais para que Charles Xavier (James McAvoy) a ajude a controlar e ela se torna uma perigosa ameaça. Ao mesmo tempo, a misteriosa alienígena Vuk (Jessica Chastain) chega à terra disposta ao obter o poder cósmico absorvido por Jean.

A narrativa é bem eficiente em construir o arco de perdição e redenção de Jean, machucando as pessoas próximas por acidente, sendo temida pelos aliados e se sentindo enganada e abandonada por pessoas que admirava. Assim, torna-se compreensível que ela cedesse aos impulsos raivosos da força cósmica que a domina, bem como se deixar influenciar por Vuk.

domingo, 28 de abril de 2019

Crítica – Vingadores: Ultimato (SEM SPOILERS)

Análise Crítica – Vingadores: Ultimato


Review – Vingadores: Ultimato
Vingadores: Ultimato tinha a ingrata missão de encerrar um ciclo de narrativas iniciadas há mais de dez anos, contendo inúmeros personagens e tramas. Poderia ser confuso, bagunçado ou cansativo, mas o filme é um desfecho competente e digno a todas essas histórias, respeitando e celebrando o próprio legado.

A trama começa no ponto em que Vingadores: Guerra Infinita (2018) terminou. Com o Capitão América (Chris Evans), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e os demais tentando descobrir o que fazer depois da dizimação de Thanos (Josh Brolin). Ao mesmo tempo, Tony Stark (Robert Downey Jr.) e Nebulosa (Karen Gillan) estão à deriva no espaço depois da batalha no planeta Titã.

Dizer mais seria dar estragar a experiência, já que é melhor assistir sabendo o mínimo possível, mas o começo faz um eficiente trabalho em evidenciar o peso da derrota sobre os heróis e do caos que se instaurou no mundo após a dizimação. Todo o começo serve para dar peso e motivação para os eventos que segue e, por mais que demore para chegar onde precisa, é necessário para que compreendamos devidamente o que está em jogo para cada personagem.

domingo, 10 de março de 2019

Crítica – Capitã Marvel


Análise Crítica – Capitã Marvel


Review – Capitã Marvel
Com mais de dez anos e duas dezenas de filme, o universo cinematográfico da Marvel já mostrou claramente que tem um “padrão” para introduzir seus personagens e contar suas origens e em geral esse formato tem funcionado, apesar de claramente já podermos ver as engrenagens funcionando e a essa altura o cansaço começa a se assentar. Eu imaginei que Capitã Marvel poderia mexer com essa fórmula ao mostrar a personagem em busca de seu passado, mas o resultado acaba sendo só mais uma história de origem com pouca personalidade.

A trama é centrada em Carol Danvers (Brie Larson), membro da Força Estelar dos Kree, raça de alienígenas que está envolvida em uma longa guerra com os transmorfos Skrull. Carol, no entanto, tem sonhos com uma vida no planeta Terra e durante uma missão envolvendo o líder Skrull, Talos (Ben Mendelsohn), ela acaba vindo parar no nosso planeta e parte em busca da própria origem ao mesmo tempo em que tenta descobrir os planos de Talos.

Carol é o arquétipo do herói em busca do próprio passado (pensem em Jason Bourne ou no Wolverine), alguém presa às lacunas de sua origem e que por isso carece de um senso de propósito. O problema nem é o lugar-comum do arco narrativo da protagonista, mas a maneira como o filme resolve contá-lo, preferindo recorrer a uma quantidade excessiva de diálogos expositivos e uma montagem picotada que falam sobre as dificuldades de Carol sem, no entanto, dar o devido espaço para que sintamos o peso disso tudo sobre a personagem.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Crítica – O Justiceiro: 2ª Temporada

Análise Crítica – O Justiceiro: 2ª Temporada


Review – O Justiceiro: 2ª Temporada
Considerando que a Netflix vem cancelando todas as suas séries com a Marvel em virtude de seu contrato de parceria estar chegando ao fim e a Disney/Marvel estar criando uma plataforma própria streaming, não estava particularmente empolgado para assistir essa segunda temporada de O Justiceiro apenas para que ela fosse cancelada algumas semanas depois de ser disponibilizada independente do quão boa seja. Demolidor, por exemplo, entregou uma excelente terceira temporada e ainda assim foi cancelada por conta do iminente fim da parceria entre Marvel e Netflix, então é bem provável que O Justiceiro também seja, mesmo com esse segundo ano sendo razoavelmente tão bom quanto o primeiro.

Frank Castle (Jon Bernthal) está viajando pelo interior dos Estados Unidos tentando reconstruir sua vida. Ele conhece Beth (Alexa Davalos) em um bar e se mostra disposto a se envolver com outra pessoa. Tudo muda quando ele vê a garota Amy (Giorgia Wingham) sendo perseguida por um grupo de criminosos e decide intervir. Aparentemente a jovem carrega consigo um rolo de filme contendo material comprometedor e alguém poderoso quer garantir que ela e o material sejam destruídos, colocando o assassino John Pilgrim (Josh Stewart) no rastro da garota. Ao mesmo tempo, Billy Russo (Ben Barnes) acorda do coma depois de quase ter sido morto por Frank na temporada anterior. Sem memória do que ocorreu, Billy quer descobrir quem destruiu seu rosto.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Crítica – Homem-Aranha no Aranhaverso


Análise Crítica – Homem-Aranha no Aranhaverso


Review – Homem-Aranha no Aranhaverso
A ideia da Sony fazer uma animação baseada nas múltiplas versões do Homem-Aranha parecia apenas uma estratégia caça-níqueis do estúdio para lucrar com o personagem sem precisar ceder o controle à Marvel como em Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017). Não esperava muita coisa, mas o que encontrei foi, talvez, o melhor filme do aracnídeo desde Homem-Aranha 2 (2004) do Sam Raimi.

A trama acompanha Miles Morales (Shameik Moore) que, tal como aconteceu com Peter Parker (Chris Pine), também é mordido por uma aranha radioativa e ganha poderes especiais. As coisas se complicam quando um colisor de partículas usado pelo Rei do Crime (Liev Schrieber) abre um portal para múltiplas dimensões trazendo versões do Homem-Aranha de diferentes universos. Assim, Miles precisará trabalhar com esses outros heróis, como Peter B. Parker (Jake Johnson), um Aranha fora de forma e em fim de carreira, a Gwen Aranha (Hailee Steinfeld), o Homem-Aranha Noir (Nicolas Cage), Peni Parker (Kimiko Glen), uma menina japonesa dentro de um robô aracnídeo, e o Porco-Aranha (John Mulaney), um porco antropomórfico que também tem poderes de aranha.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Crítica – Marvel’s Spider-Man: O Assalto


Análise Crítica – Marvel’s Spider-Man: O Assalto


Review – Marvel’s Spider-Man: O Assalto
Spider-Man não é só o melhor é o melhor jogo do herói aracnídeo da Marvel em muito tempo, como também é um dos melhores games desse ano. Assim, estava bastante empolgado pela sua primeira expansão, O Assalto, mas apesar de manter a qualidade do jogo base, o conteúdo adicional faz pouco para acrescentar novidades à experiência.

Eu imaginei que a trama da expansão seria paralela à história principal, mas a verdade é que ela se passa depois da história, algo evidenciado pelas conversas entre Peter Parker e Miles Morales que repercutem uma das cenas pós-créditos do jogo base. A narrativa gira em torno de uma série de assaltos cometidos pela Gata Negra contra alvos das famílias mafiosas de Nova Iorque, atraindo a ira do gângster Cabeça de Martelo. A trama traz a mesma qualidade da narrativa do jogo base, explorando as relações de Peter com os diferentes personagens, principalmente como a presença da Gata Negra afeta seu relacionamento com Mary Jane.

domingo, 21 de outubro de 2018

Crítica – Demolidor: 3ª Temporada


Análise Crítica – Demolidor: 3ª Temporada


Review – Demolidor: 3ª Temporada
Depois de uma excelente primeira temporada, Demolidor partiu para um segundo ano que mais pareciam duas temporadas em uma, com os arcos do Justiceiro (Jon Bernthal) e Elektra (Elodie Yung) mal se relacionando um com o outro e a falta de um antagonista que fosse tão interessante quanto o Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio) da primeira temporada. Felizmente, o terceiro ano da série corrige a maioria desses problemas e entrega uma temporada tão boa quanto à primeira.

A trama começa com Matt Murdock (Charlie Cox) ferido depois dos eventos de Os Defensores. Ele está sendo mantido em segredo no orfanato em que cresceu e é cuidado pelas freiras do local. Os ferimentos sofridos prejudicaram seus sentidos aguçados e agora Matt se questiona seu lugar no mundo uma vez que não pode mais ser o Demolidor. Ao mesmo tempo, Wilson Fisk consegue fazer um acordo de delação e sai da cadeia, fazendo Matt questionar sua escolha de não matar e levantando a questão de como deter alguém que nunca desiste.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Crítica – Venom


Resenha Crítica – Venom


Análise Crítica – Venom
Em um dado momento de Venom, o personagem-título se refere a uma de suas vítimas como “um cocô ao vento”. A frase serve como um resumo do próprio filme (e imagino que eu não serei o primeiro nem o último a fazer esse paralelo): um produto ruim, vagando a esmo sem saber o que fazer com seus personagens ou aonde quer levá-los.

A trama é centrada em Eddie Brock (Tom Hardy), um repórter investigativo que comete que lhe custa seu emprego e sua relação com a noiva, Anne Weying (Michelle Williams). Com a reputação arruinada, ele continua a investigar a misteriosa Fundação Vida, presidida pelo bilionário Carlton Drake (Riz Ahmed), e ao invadir o laboratório da instituição Brock é infectado por um dos simbiontes que Drake guardava no local. Agora Brock precisa lidar com o parasita e descobrir o propósito de Drake com as criaturas.

Venom passa a sensação de algo feito antes do atual boom de filmes de super-heróis, tratando tudo como uma mera desculpa para cenas de ação cheias de computação gráfica e frases de efeito que deveriam ser engraçadinhas, mas muitas vezes são vergonhosas. A narrativa em si é uma bagunça de inconsistências, personagens mal desenvolvidos e motivações vagamente explicadas.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Crítica – Spider-Man (PS4)


Análise Crítica – Spider-Man (PS4)


Review – Spider-Man (PS4)
Fazia tempo que os personagens da Marvel não recebiam um jogo digno de seu potencial, mas felizmente o exclusivo para Playstation 4 Spider-Man chega para mudar isso e faz pelo Amigão da Vizinhança o que os games da série Arkham fizeram pelo Batman.

Na trama, Peter Parker já é o Homem-Aranha há oito anos. Ele está separado de Mary Jane e agora trabalha como um cientista. Sua vida tanto parece estar entrando nos eixos, principalmente quando surge a oportunidade de prender Wilson Fisk, o Rei do Crime, e trazer um pouco de paz para a cidade de Nova Iorque. A prisão de Fisk, no entanto, acaba dando início a uma disputa de gangues por controle da cidade e o surgimento de novos vilões que irão testar ao limite as habilidades de Peter.

A primeira coisa a se notar é como jogo da desenvolvedora Insomniac, responsável pela franquia Ratchet & Clank, acerta a sensação de ser o Homem-Aranha. Se balançar entre os prédios usando as teias é quase como uma veloz dança aérea conforme a física realista do movimento pendular muda sua velocidade e altura do salto dependendo do momento em que você solta a teia. A câmera se aproxima e se afasta do personagem para dar essa sensação de ganho de velocidade e conforme progredimos no jogo, adquirimos novas ferramentas para explorar Nova Iorque ainda mais rápido.

domingo, 9 de setembro de 2018

Crítica - Punho de Ferro: 2ª Temporada


Análise Crítica - Punho de Ferro: 2ª Temporada


Review - Punho de Ferro: 2ª Temporada
A primeira temporada de Punho de Ferro foi de longe a pior das séries da Marvel na Netflix, decepcionando tanto em termos de narrativa quanto na ação. Essa segunda temporada até consegue melhorar muitos problemas da anterior, conseguindo ser minimamente assistível, mas ainda é a mais fraca das produções da Casa de Ideias para a Netflix.

A temporada começa com Danny (Finn Jones), cumprindo a promessa que fez para Matt Murdock (Charlie Cox) no final de Os Defensores de manter a cidade segura na ausência do Demolidor. Danny também faz isso para buscar um novo propósito para si agora que sua missão de destruir o Tentáculo foi concluída. Novas ameaças surgem no horizonte quando Joy Meachum (Jessica Stroup) se alia a Davos (Sacha Dawan) para se vingarem de Danny, recorrendo também à mercenária Mary Walker (Alice Eve).

A primeira coisa em que é possível detectar uma melhora é no tratamento a Danny. Se no ano de estreia ele era um moleque mimado insuportável que queria tudo do jeito dele e choramingava quando não conseguia o que queria, agora ele é um sujeito mais humilde, preocupado em construir uma vida ao lado de Colleen (Jessica Henwick), manter a cidade segura e promover a paz entre as facções das Tríades de Chinatown para evitar um confronto. É definitivamente uma melhora, tornando-o um personagem mais fácil de simpatizar e dando a ele conflitos que o humanizam, mas tal qual a primeira temporada ele ainda soa como alguém menos interessante que outros personagens.