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terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Crítica – A Batalha de Natal

 

Análise Crítica – A Batalha de Natal

Review – A Batalha de Natal
Dezembro chega e inevitavelmente começam a pipocar filmes natalinos nos streamings e canais a cabo. A Batalha de Natal, produzido pela Prime Video, é o mais novo exemplar de produção feita à toque de caixa para capitalizar no espírito das festas de fim de ano. Sim, eu sei que em pleno 2023 fazer um filme de natal que seja muito diferente ou inovador é complicado considerando o volume de produções desse tipo que inundam os catálogos todo ano, mas, ainda assim, A Batalha de Natal não afasta a sensação de que já vimos tudo isso antes e que o filme funciona como uma espécie de checklist de clichês do gênero sem muita imaginação.

A trama gira em torno Chris (Eddie Murphy), um homem recém desempregado que decide vencer a qualquer custo o concurso de decoração de Natal de seu bairro para conquistar o prêmio em dinheiro da competição. Chris acaba fazendo um pacto com a elfa natalina Pepper (Jillian Bell) para vencer, mas a elfa cobra um custo e se ele não encontrar cinco anéis dourados até a noite de Natal, Chris será transformado em uma decoração natalina.

quarta-feira, 27 de setembro de 2023

Crítica – As Tartarugas Ninja: Caos Mutante

 

Análise Crítica – As Tartarugas Ninja: Caos Mutante

Review – As Tartarugas Ninja: Caos Mutante
Apesar de gostar do universo das Tartarugas Ninja, não estava lá muito interessado na animação As Tartarugas Ninja: Caos Mutante. Provavelmente porque os últimos dois filmes live-action não foram grande coisa e isso esfriou minha vontade de ver qualquer coisa com esses personagens. Felizmente essa nova animação acerta no espírito de aventura e na energia adolescente de seus protagonistas.

A trama reconta a origem de Leonardo, Michelangelo, Donatello, Raphael e o mestre Splinter. Animais comuns transformados em humanoides quando um mutagênico cai nos esgotos. Já adolescentes, as tartarugas querem se integrar no mundo dos humanos, mas Splinter teme que eles sejam tratados como monstros e caçados ou usados como arma. Os quatro irmãos acabam ficando amigos da adolescente April O’Neil e juntos vão investigar a gangue do Superfly, que vem aterrorizando a cidade. Ao longo da investigação descobrem que Superfly é também um mutante que lidera um bando de outros mutantes.

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Drops – Elementos

 

Análise Crítica – Elementos

Review – Elementos
O material de divulgação de Elementos não fez muito para me deixar empolgado para a nova animação da Pixar. Parecia uma trama romântica bem típica de “opostos se atraem” com os diferentes seres elementais servindo como metáfora para tensões étnicas e de classe social. Tendo visto o filme constato que era meio que isso mesmo, embora os visuais e a construção do romance seja boa o bastante para manter nosso interesse.

A trama se passa em uma cidade habitada por seres formados por elementos, com uma população de fogo, água, ar ou terra. A família de Faísca migrou para a cidade décadas atrás com o sonho de reconstruir lá suas vidas sem esquecer as tradições de seu povo. Embora Faísca queira ser uma boa filha, ela não tem certeza se quer assumir a loja do pai. Quando ela conhece o elemental da água Gota, eles acabam tendo que juntar esforços para impedir vazamentos de água no bairro do fogo e acabam se apaixonando.

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Crítica – A Pequena Sereia

 

Análise Crítica – A Pequena Sereia

Review – A Pequena Sereia
Mais nova tentativa de um live action de suas animações clássicas, A Pequena Sereia é mais uma animação a usar tecnologia de ponta para recriar de maneira bastante realista o universo submarino de sua protagonista. A exemplo de produções como o remake de O Rei Leão (2019) esse fotorrealismo mais tira do que acrescenta à experiência.

Na trama Ariel (Halle Bailey) é uma sereia sonhadora que anseia em conhecer o mundo da superfície apesar de seu pai, o poderoso Rei Tritão (Javer Bardem) alertá-la dos perigos que os humanos representam. Quando Ariel salva o príncipe Eric (Jonah Hauer King) ela se torna ainda mais decidida em experimentar o modo de vida dos humanos. A sereia decide aceitar um perigoso acordo com a bruxa do mar Ursula (Melissa McCarthy) para se tornar humana, mas isso coloca os mares e a superfície em risco.

O filme recria o fundo do mar com muita fidelidade e competência técnica, mas essa escolha por realismo faz o reino submarino soar vazio, sem graça e desprovido de encantamento. Isso fica evidente no número musical de Aqui no Mar, uma das canções mais marcantes da animação que perde muito da sua energia e deslumbramento porque as criaturas marinhas estão presas a se movimentarem como criaturas marinhas. Se até o filme do Aquaman (2018) conseguiu colocar um polvo tocando bateria, não vejo porque uma trama mais lúdica e fantasiosa como A Pequena Sereia deveria se prender tanto ao realismo.

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Crítica – Minhas Aventuras com o Superman

 

Análise Crítica – Minhas Aventuras com o Superman

Review – Minhas Aventuras com o Superman
Depois que o Superman de Zack Snyder dividiu opiniões com uma visão mais cínica sobre o personagem, a impressão é que nos últimos anos a Warner vem tentado resgatar a imagem de um Superman mais esperançoso, benevolente e mais humano. Isso se aplica ao tratamento do personagem na série Superman & Lois e também nesta nova série animada Minhas Aventuras com o Superman.

A trama acompanha os primeiros anos de Clark Kent em Metropolis, iniciando como estagiário no Planeta Diário ao lado do colega de faculdade Jimmy Olsen e conhecendo a intensa Lois Lane. Clark, Jimmy e Lois logo se tornam amigos e se unem para investigar o aparecimento de criminosos usando uma tecnologia extremamente avançada. Diante da ameaça desses criminosos, Clark decide usar seus poderes para proteger a cidade como Superman, mas isso o torna alvo dos militares.

Para quem tem alguma familiaridade com o personagem muitos desdobramentos e reviravoltas são relativamente previsíveis. É bem óbvio, por exemplo, que o misterioso general investigando as ações do Superman é o general Sam Lane, pai de Lois. Do mesmo modo, os sinais na tecnologia kryptoniana que ataca a Terra claramente indicam a intervenção de Brainiac (ou algo similar) e não de Jor-El como Clark acredita.

quarta-feira, 31 de maio de 2023

Lixo Extraordinário – Super Mario Bros (1993)

 

Crítica – Super Mario Bros

Resenha Crítica – Super Mario Bros
A Nintendo conseguiu fazer uma boa adaptação de seus games com a animação Super Mario Bros: O Filme, mas essa não foi a primeira tentativa de levar as aventuras do encanador bigodudo para as telonas. A honra pertence a Super Mario Bros, lançado em 1993 e que ao invés de animação era feito com atores. O resultado foi tão atroz que a Nintendo levou décadas sem querer levar suas propriedades ao cinema até que a recente animação finalmente quebrou a resistência da empresa e fez um grande sucesso.

O filme teve uma produção conturbada, sendo dirigido por um casal (Annabel Jenkel e Rocky Morton) em seu primeiro longa-metragem e que não tinham muita noção do material ou controle da situação. O fracasso retumbante do filme, por sinal, fez que os dois não voltassem a dirigir outro filme em Hollywood. Ao longo dos anos os atores Bob Hoskins e John Leguizamo falaram inúmeras vezes da relação ruim que tinham com os diretores e que para suportar o péssimo ambiente de trabalho bebiam bastante e estavam constantemente bêbados no set. Isso inclusive levou Hoskins a se machucar durante a gravação de uma das cenas de ação.

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Drops – Super Mario Bros: O Filme

 

Análise Crítica – Super Mario Bros: O Filme

Review Crítica – Super Mario Bros: O Filme
Depois de uma malfadada tentativa de levar os games do Mario Bros aos cinemas na década de 90 em um live action estrelado por Bob Hoskins e John Leguizamo, a Nintendo faz uma segunda tentativa de levar esse universo aos cinemas em forma de animação. O cenário é logicamente diferente, afinal agora as adaptações de games vem se provado bem sucedidas tanto no cinema e na televisão, vide os sucessos comerciais dos filmes do Sonic ou de séries como Cyberpunk: Mercenários, Castlevania ou Cuphead.

A trama é tão simples quanto nos games, Mario é um encanador do Brooklyn que cai por acidente em outro universo, o Reino dos Cogumelos. Lá ele se alia à princesa Peach para derrotar Bowser e resgatar Luigi, que foi capturado pelo vilão. O estúdio Illumination, responsável por Meu Malvado Favorito, conduz todo o filme com seu estilo de trama ágil, com muita coisa acontecendo, piadas sucessivas, mas superficial no modo como trata seus personagens.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Crítica – Batman e Superman: Batalha dos Super Filhos

 

Análise Crítica – Batman e Superman: Batalha dos Super Filhos

Review – Batman e Superman: Batalha dos Super Filhos
Conheço mais Damian Wayne (por conta do arco do Grant Morrison com o Batman) do que Jonathan Kent e nunca tinha visto nenhuma história dos dois interagindo, então não sabia muito o que esperar deste Batman e Superman: Batalha Super Filhos. Felizmente o resultado é uma aventura divertida, que explora bem o conflito entre os protagonistas e seus pais.

Na trama, Jonathan Kent tem uma relação um pouco distante com o pai. Na ótica do garoto, o pai passa mais tempo preocupado com seu trabalho como repórter do que com ele. As coisas mudam no aniversário de Jonathan quando ele manifesta poderes e Clark revela a ele que é o Superman. Clark procura ajuda do Batman para saber se Jonathan irá manifestar seus mesmos poderes e nessa viagem Jonathan entre em atrito com o agressivo Damian, filho do Batman e seu atual Robin. Damian, no entanto, é obrigado a recorrer a Jonathan depois que Batman, Superman e toda a Liga da Justiça são dominados pelo vilão Starro.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Crítica – Gato de Botas 2: O Último Pedido

 

Análise Crítica – Gato de Botas 2: O Último Pedido

Review – Gato de Botas 2: O Último Pedido
Confesso que não tive interesse nenhum em assistir Gato de Botas (2011) quando foi lançado. Só fui assistir anos depois em algum final de semana sem ter o que fazer quando passava na TV a cabo e era exatamente o caça-níqueis inane que imaginei que seria. Por isso também não tive lá grande vontade ou expectativa para conferir este Gato de Botas 2: O Último Pedido. Esperava que fosse ser o estúdio chutando o cavalo (ou gato nesse caso) morto de uma franquia que deveria ter acabado uns três filmes atrás. Depois de conferir o filme, no entanto, o resultado é surpreendente e muito superior ao anterior. É praticamente O Sétimo Selo (1957) ou Logan (2017) no universo Shrek.

Na trama o Gato (Antonio Banderas) está na última de suas nove vidas e na mira do temível caçador de recompensas conhecido como Lobo (Wagner Moura). Com medo de perder sua última vida, o Gato empreende uma jornada para uma misteriosa floresta buscando encontrar um fragmento de estrela cadente para que possa realizar um desejo. O problema é que ele não é o único atrás da estrela.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Drops – Matilda: O Musical

 

Análise Crítica– Matilda: O Musical

Review – Matilda: O Musical
Confesso que nunca tive lá grande vínculo com o clássico da Sessão da Tarde Matilda (1996), achava divertido, assistia quando passava, mas não foi algo tão presente na minha formação cinéfila. Ainda assim, fiquei curioso para conferir este Matilda: O Musical, que adapta o musical teatral baseado no livro de Roald Dahl que inspirou o filme de 96.

A trama é a mesma da versão da década de 90, Matilda (Alisha Weir) é uma garota precoce e genial negligenciada pelos pais picaretas que é mandada para a escola dirigida pela rígida Sra. Trunchbull (Emma Thompson), que sente prazer em humilhar as crianças. Felizmente, Matilda encontra refúgio nos amigos e na professora Honey (Lashana Lynch).

Tal como o primeiro filme, a narrativa é sobre como adultos não entendem ou subestimam as crianças, além de criticar um modelo educacional repressivo que tenta colocar as crianças dentro de um padrão restrito de conduta através de castigos arbitrários que não educam coisa alguma. Através de Matilda somos lembrados da inventividade e senso de imaginação que temos durante a infância, bem como o fato de que crianças as vezes tem motivos compreensíveis para agir de um modo que adultos considerariam como travesso.

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Drops – Wendell & Wild

 

Análise Crítica – Wendell & Wild

Review – Wendell & Wild
Tenho um fraco por animações em stop motion, então logo que vi esse Wendell & Wild no catálogo da Netflix me interessei em ver. É uma aventura que mistura comédia e terror, fazendo uma boa mescla dos dois gêneros. A trama é protagonizada por Kat, uma garota órfã que retorna à sua cidade natal apenas para descobrir que uma mega corporação agora é dona de praticamente tudo. Desejando retomar a cidade, incluindo o negócio de seus falecidos pais, Kat acaba fazendo um acordo com os demônios Wendell e Wild, trazendo-os para o mundo material e tirando-os de sua prisão infernal em troca de que eles ressuscitem seus pais. O problema é que os demônios não são exatamente competentes no que fazem e ressuscitam pessoas erradas, causando uma grande confusão.

O longa chama atenção por seu aspecto visual e a criatividade com a qual concebe seu plantel de seres infernais, mortos vivos e seres sobrenaturais. São designs bizarros o suficiente para soarem fora de nosso mundo, mas ao mesmo tempo divertidos o suficiente para não assustarem um público infantil. Boa parte dos personagens remete aos dubladores como os demônios Wendell e Wild, cuja aparência remete a Jordan Peele e Keegan Michael Key, que fazem as vozes da dupla em inglês.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Crítica – Turma da Mônica: A Série

 

Análise Crítica – Turma da Mônica: A Série

Review – Turma da Mônica: A Série
Depois de dois filmes, Turma da Mônica: Laços e Turma da Mônica: Lições, a trilogia live-action da turminha criada por Maurício de Souza se encerra neste Turma da Mônica: A Série, feita para a Globoplay. Tinha minhas dúvidas se o material iria funcionar no contexto de uma série, mas felizmente o resultado é tão bom quanto os filmes.

A trama gira em torno de descobrir quem sabotou a festa da Carminha Frufru (Luiza Gattai), com a fofoqueira do bairro, Denise (Becca Guerra), assumindo a investigação e interrogando as crianças do local. As suspeitas, claro, recaem sobre Mônica (Giulia Benite) e sua turma, já que eles não se davam bem com a garota. Devo confessar que, de todas as possibilidades de contar uma história da turminha, uma trama investigativa/policialesca seria a última coisa que imaginaria, principalmente com um mistério tão bem manejado.

Claro, quem conhece a história e o universo da turminha vai conseguir perceber com certa antecedência quem estava por trás de tudo, no entanto, saber o real culpado não significa que o desenvolvimento da trama não tenha suas surpresas. Cada episódio é centrado no testemunho de um dos personagens envolvidos, nos dando a perspectiva dessa pessoa para os eventos e permitindo que pouco a pouco montemos o quebra cabeça.

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Drops – Apollo 10 e Meio: Aventura na Era Espacial

 

Análise Crítica – Apollo 10 e Meio: Aventura na Era Espacial

Review – Apollo 10 e Meio: Aventura na Era Espacial
Dirigido por Richard Linklater, realizador que já fez outros trabalhos com animação em rotoscopia (quando se desenha por cima das performances de atores reais) e neste Apollo 10 e Meio: Aventura na Era Espacial busca recriar o clima dos anos de 1960. A trama segue Stan, um garoto chamado pela NASA para a missão de testar um módulo espacial que foi erroneamente construído muito pequeno. Assim, Stan seria a primeira pessoa na Lua, antes de Neil Armstrong e a missão da Apollo 11.

Toda a aventura tem um clima de nostalgia, que tenta nos deixar imersos na experiência de como seria viver na década de 60. De certa forma, Linklater parece mais interessado em reconstruir essa experiência sensível a partir do que filme, do que contar sobre a aventura de Stan no espaço. A trama se entrega a longas digressões que impedem a progressão da trama, mas que valem pelo amplo panorama que pintam sobre como era a vida neste período, tudo contado com muito humor e afeto pela maneira com a qual Linklater constrói suas imagens e pela narração de Jack Black, que faz a versão adulta de Stan. Em muitos momentos, a impressão é que a trama envolvendo Stan e a NASA nem precisaria existir para dar conta do que Linklater quer.

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Crítica – Sonic 2: O Filme

 

Análise Crítica – Sonic 2: O Filme

Review – Sonic 2: O Filme
Considerando o baixo nível das adaptações de games, Sonic: O Filme foi uma relativa surpresa ao ser bem fiel ao espírito do ouriço azul. Tinha problemas de ritmo e os personagens humanos eram desinteressantes, mas conseguia ser moderadamente divertido. Esse Sonic 2: O Filme melhora em alguns aspectos, mas repete alguns erros do anterior.

Na trama, Robotinik (Jim Carrey) consegue voltar à Terra e busca vingança contra Sonic  (Ben Schwartz) e Tom (James Marsden). O cientista louco, no entanto, não chega sozinho e vem acompanhado de Knuckles (Idris Elba), que busca o poder da Esmeralda Mestra.

Assim como o primeiro filme, essa segunda aventura sofre com problemas de ritmo, ao se render a digressões que pouco acrescentam à trama e apenas quebram o ritmo de urgência e velocidade que a narrativa tenta construir. Alguns segmentos, como a cena de Sonic e Tails (Collen O'Shanussy) em uma taverna russa, poderiam ser cortados sem problemas. O mesmo pode ser dito de boa parte das subtramas envolvendo os personagens humanos, como o casamento da cunhada de Tom ou o momento em que Maddie (Tika Sumpter) vai resgatar Sonic dos militares. São segmentos que apenas protelam o desenvolvimento do conflito principal e oferecem muito pouco em troca.

segunda-feira, 21 de março de 2022

Crítica – Red: Crescer é uma Fera

 

Análise Crítica – Red: Crescer é  uma Fera

Review – Red: Crescer é  uma Fera
Fazia tempo que a Pixar não fazia um filme tão maduro quanto este Red: Crescer é uma Fera, uma produção que pondera sobre as dores do amadurecimento e a complexidade das relações entre pais e filhos. A trama se passa no Canadá do início dos anos 2000 e é protagonizada por Meilin, uma garota de treze anos que sofre para atender as altas (e por vezes impossíveis) que a mãe, Ming, tem para ela. Um dia, depois de uma discussão com a mãe, Meilin se vê transformada em um enorme panda vermelho, descobrindo que isso é algo que acontece com as mulheres de sua família sempre que alcançam uma certa idade.

Meilin logo aprende a controlar a transformação e pensa em como conviver com ela, mas Ming acha melhor que a filha evite se transformar e pede que Meilin espere até o momento apropriado para um ritual que irá selar o panda dela para sempre. Aos poucos, no entanto, Meilin se questiona se quer se livrar dessa parte de si.

A ideia de uma transformação ligada a emoções extremas e a chegada da adolescência é uma clara metáfora para a puberdade (e a cor vermelha pode ser relacionada à menstruação). Digo isso tanto no sentido das transformações físicas da puberdade e dificuldade de conviver com essas mudanças e entender o próprio corpo, mas também das mudanças comportamentais da adolescência conforme os jovens começam a ser mais independentes, descobrir seu lugar no mundo e sair da proteção dos pais.

segunda-feira, 14 de março de 2022

Crítica – Turma da Mônica: Lições

 

Análise Crítica – Turma da Mônica: Lições

Review – Turma da Mônica: Lições
Adaptando a graphic novel de mesmo nome escrita por Vitor e Lu Cafaggi, este Turma da Mônica: Lições é um esforço melhor em levar a turminha ao live-action do que Turma da Mônica: Laços (2019). Não que Laços fosse ruim, longe disso, mas acabava focando demais no Cebolinha e tinha problemas na maneira como construía a relação entre ele e a Mônica. Aqui, no entanto, cada membro da turma tem seus próprios arcos e seu espaço para brilhar.

Na trama, depois que uma tentativa de fugir da escola dá errado e termina com Mônica (Giulia Benite) quebrando o braço, os pais da turminha decidem separar os garotos, colocando-os em atividades extracurriculares e Mônica muda de escola. Sem a proteção de Mônica, Cebolinha (Kevin Vechiatto) e Cascão (Gabriel Moreira) se tornam vítimas dos valentões da escola, enquanto Magali (Laura Rauseo) tem dificuldade de ficar sem a amiga. Mônica, por sua vez, também se sente sozinha na nova escola, principalmente depois que um garoto mais velho rouba seu coelho de pelúcia, Sansão.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Drops - Hotel Transilvânia: Transformonstrão

 

Análise Crítica - Hotel Transilvânia: Transformonstrão

Review - Hotel Transilvânia: Transformonstrão
Chegando ao quarto filme e já sem sua estrela principal (Adam Sandler não volta para a voz de Drácula aqui), Hotel Transilvânia: Transformonstrão já mostra o desgaste destes filmes que parecem não ter muito mais o que fazer além de reciclar os mesmos conflitos.

Drácula (voz de Brian Hull) está prestes a se aposentar e quer dar o Hotel a Mavis (voz de Selena Gomez), mas teme que Johnny (voz de Andy Samberg) estrague tudo por ser humano. Querendo agradar o sogro, Johnny encontra um jeito de se transformar em monstro, mas acidentalmente transforma Drácula em humano. Agora os dois precisam reverter a transformação.

Mais uma vez a história gira em torno de Drácula não aceitar o genro humano, algo que já estava presente nos dois primeiros filmes e que aqui não consegue trazer nenhum insight novo para a situação. Novamente o arco de Drácula é aceitar as diferenças e ver que Johnny é um bom sujeito.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Crítica – Encanto

 

Análise Crítica – Encanto

Review – Encanto
De certa forma, Encanto, nova animação da Disney, conta uma típica história de conflitos familiares, com uma jovem que desvia do ideal de sua família tentando mostrar que ela é tão digna quanto os outros parentes. Ainda que tenha uma premissa e estrutura conhecidas o filme...err...encanta pelo desenvolvimento de seus personagens, senso de humor e diversão das canções.

Na trama, a família Madrigal criou ao seu redor uma pequena vila no interior da Colômbia depois que a matriarca encontrou uma vela milagrosa que deu a ela e seus descendentes poderes mágicos. A jovem Mirabel (voz de Stephanie Beatriz, a Rosa de Brooklyn 99), no entanto, nunca recebeu nenhuma habilidade mágica da vela e se sente deslocada do restante da família além de menosprezada pela avó. Problemas surgem quando os poderes de seus parentes começam a falhar e a casa mágica na qual moram começa a rachar.

É bem óbvio que até o final do filme Mirabel vai descobrir a magia em si, reparar a relação com a avó e que as rachaduras na casa são uma metáfora pouco sutil para as fraturas emocionais que existem entre os membros da família. Ainda assim funciona porque a trama consegue dar tempo para compreendermos como a rigidez e as cobranças constantes da avó afetam as primas e tias de Mirabel. Estão todas e todos tão preocupados em corresponder às expectativas da avó que anulam seus próprios sentimentos e desejos.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Crítica – Esqueceram de Mim no Lar, Doce Lar

Análise Crítica – Esqueceram de Mim no Lar, Doce Lar

Review – Esqueceram de Mim no Lar, Doce Lar
Eu perdi as contas de quantas vezes vi os dois primeiros Esqueceram de Mim na Sessão da Tarde e até gostava do inferior terceiro filme. A franquia ainda recebeu mais dois filmes, ambos muito ruins. Depois de anos no limbo resolveram ressuscitar o que é basicamente “Jogos Mortais para crianças”. Com um novo astro mirim, Archie Yates, saído de um filme de sucesso (Jojo Rabbit) e um elenco repleto de bons comediantes, tudo parecia dar certo para este Esqueceram de Mim no Lar, Doce Lar. Só que deu errado. Deu muito errado, errou feio, errou rude.

Na trama, Max (Archie Yates) fica sozinho em casa no Natal depois que a família esquece ele lá ao sair correndo para uma viagem para o Japão. Em casa, Max aproveita a solidão até que o lugar é invadido por Pam (Ellie Kemper) e Jeff (Rob Delaney), pais de família que estão prestes a perder a casa e estão tentando recuperar uma boneca valiosa que foi roubada da casa deles. O casal acredita que o item está na casa de Max, daí a tentativa de roubá-los.

De cara já se percebe que a ideia é humanizar os ladrões, que agora tem uma motivação compreensível e, na verdade, não são exatamente ladrões, já que estão tentando recuperar algo que pertence a eles. Isso já seria motivo o suficiente para que toda a disputa não funcione, afinal Max não esta se defendendo e torturando ladrões sádicos que querem lhe fazer mal como acontecera com Kevin (Macaulay Culkin) nos primeiros filmes. Ver pessoas boas que estão apenas querendo manter um teto sobre a cabeça dos filhos ter os dentes quebrados por uma criança sádica acaba não tendo efeito cômico, já que a comédia exige o rebaixamento e ridicularização do alvo da piada e o roteiro tenta fazer isso com pessoas cujas circunstâncias já os coloca em posições rebaixadas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Crítica – A Jornada de Vivo

 

Análise Crítica – A Jornada de Vivo

Review – A Jornada de Vivo
Produzido pela Sony Animation e distribuído pela Netflix, A Jornada de Vivo é aquele tipo de animação infantil que tem a mesma trama que já vimos em dezenas de outros produtos similares. A produção, no entanto, charme o bastante para funcionar como uma diversão sem compromisso graças à energia de seus números musicais.

A narrativa é protagonizada pelo jupará Vivo (voz de Lin Manuel Miranda) que vive em Cuba com o músico Andrés e juntos fazem shows de rua. Quando Andrés morre depois de receber uma carta de seu antigo amor Marta (voz de Gloria Stefan) chamando-o para um show em Miami, Vivo decide ir para os Estados Unidos entregar a Marta a canção que Andrés compôs para ele. Para alcançar o seu destino, ele terá ajuda de Gabi, sobrinha-neta de Andrés que mora nos EUA e vem a Cuba com a mãe para o funeral de Andrés.

Vivo e Gabi fazem a típica dupla de opostos que não se dá bem, mas que juntos aprenderão a cooperar e perceberão que um tem muito a ensinar ao outro. É o tipo de dinâmica que já conseguimos deduzir com poucos minutos de projeção e cujos desdobramentos e reviravoltas são fáceis de antever.