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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Crítica – Mortal Kombat 1

 

Análise Crítica – Mortal Kombat 1

Review – Mortal Kombat 1
O ano de 2023 tem sido bom para jogos de luta, com algumas de suas principais franquias lançando novos games. Depois do excelente Street Fighter 6, agora é a vez de Mortal Kombat 1 ganhar os holofotes, reiniciando a continuidade da história depois dos eventos de Mortal Kombat 11.

A trama se passa na nova linha do tempo criada por Liu Kang. Ele moldou os eventos para criar uma era de paz entre o nosso mundo e a Exoterra, no qual o torneio entre os reinos é mais uma celebração da cooperação entre os dois mundos e não um instrumento de conquista. Um novo torneio está prestes a começar, com Liu Kang treinando os novos campeões da Terra em Raiden e Kung Lao, mas uma misteriosa visitante de fora dessa linha do tempo instiga antigos vilões, como Shang Tsung, a recuperarem seus poderes e tramarem contra a nova paz.

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Crítica – Sea of Stars

 

Análise Crítica – Sea of Stars

Review – Sea of Stars
Desenvolvido pela Sabotage, mesmo estúdio responsável pelo ótimo The Messenger, que misturava ação ao estilo Ninja Gaiden com exploração metroidvania, Sea of Stars é um RPG que homenageia produtos da era 16 bits como Chrono Trigger, Super Mario RPG ou Star Ocean. Ao contrário de muitos games indie que tentam esse tipo de construção referencial, Sea of Stars vai além da mera referência e cria um produto com personalidade própria, cuja força da trama, construção de mitologia e mecânicas de combate e exploração são bem mais do que uma colagem de elementos de games de outrora.

A trama se passa no mesmo universo de The Messenger, mas ele não é necessário para entender a história, já que ela se passa séculos antes. Claro, quem jogou The Messenger vai apreciar como elementos do jogo, como o templo do sol e da lua ou os cristais temporais ganham mais contexto aqui, mas não faz diferença no entendimento da narrativa. Centrada em Valere e Zale, dois guerreiros nascidos no solstício e dotados de poderes vindos da lua e do sol, respectivamente, que recebem a missão de cruzar o mundo para derrotarem horrores abissais conhecidos como Residentes para impedir o retorno do poderoso Fleshmancer.

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Crítica – TMNT Shredder’s Revenge: Dimension Shellshock

 

Análise Crítica – TMNT Shredder’s Revenge: Dimension Shellshock

Review Crítica – TMNT Shredder’s Revenge: Dimension Shellshock
Parte de uma renascença recente de beat’em ups TMNT: Shredder’s Revenge transitava bem entre a nostalgia pela época de fliperamas e o desenho oitentista das Tartarugas Ninjas e uma tentativa de agregar mecânicas mais contemporâneas ao gênero, com mais opções de mobilidade, defesa e oportunidades de combos. Agora em sua primeira expansão, intitulada Dimension Shellshock, o jogo tenta trazer novos elementos para enriquecer a experiência.

As principais ofertas são os novos personagens e modos. O DLC traz dois novos combatentes na forma do coelho samurai Usagi Yojimbo e a ninja Karai. Ambos são bem diferentes entre si e divertidos de usar, com Yojimbo sendo um lutador rápido e dotado de combos aéreos enquanto Karai prima pela força e ataques com alcance mais amplo. Os dois são diferentes o suficiente para valer retornar à campanha ou o modo arcade para jogar com eles.

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Crítica – Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons

 

Análise Crítica – Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons

Tendo começado a jogar na época do NES, joguei minha parcela de Double Dragon na infância, em especial o segundo game. Sempre gostei de beat’em ups então fico bem contente de estarmos vivendo uma espécie de renascença do gênero com games como os dois River City Girls, Streets of Rage 4 e TMNT: Shredders Revenge. Era questão de tempo até que os irmãos Lee voltassem aos holofotes e Double Dragon Gaiden: Rise of Dragons faz exatamente isso, tentando reinventar o famoso game de pancadaria para os tempos atuais. O resultado, no entanto, fica abaixo de outras incursões recentes ao gênero como os games que citei acima.

A trama é simples. Em uma Nova Iorque devastada por guerra nuclear a cidade é dominada por diferentes gangues. O prefeito pede aos irmãos Lee ajuda para combater os criminosos que tomaram a metrópole e junto com o tio Matin e a policial Marian (não mais uma donzela em perigo como nos outros games) eles partem para deter a criminalidade na base da porrada. É simples, mas funcional e ninguém vai para um jogo desse esperando nada complexo.

sexta-feira, 7 de julho de 2023

Crítica – Final Fantasy XVI

 

Análise Crítica – Final Fantasy XVI

Review - Final Fantasy XVI
Depois do desenvolvimento conturbado de Final Fantasy XV e de seu lançamento meio que incompleto, com muitos elementos importantes da história sendo contados em DLCs posteriores, a impressão é que a Square Enix queria evitar todos esses problemas em Final Fantasy XVI. O jogo sai do ambiente mais tecnológico do anterior e retorna a uma ambientação de fantasia mais tradicional, focando em narrativa e em combate. Comandado por Yoshi P, o responsável por reerguer Final Fantasy XIV com A Realm Reborn, Final Fantasy XVI teve um desenvolvimento menos atribulado e entrega um pacote mais completo e coeso que seu antecessor.

A trama é protagonizada por Clive Rossfield, herdeiro do pequeno reino de Rosaria e incumbido de proteger o irmão, Joshua. O mundo em que vivem conta com a presença de grandes cristais dotados de mágica que são a fonte de poder dos diferentes reinos do continente. Algumas pessoas recebem dos cristais o poder de controlarem as Eikons, seres elementais poderosíssimos (pensem nas summons dos games anteriores) e essas pessoas são chamadas de Dominantes. Joshua é o Dominante da Fênix, a Eikon do fogo, e Clive é seu principal protetor, recebendo a benção da Fênix para usar magia de fogo, se tornando um Portador, alguém que consegue usar magia sem auxílio de um cristal. Quando o reino de Rosaria é atacado, Joshua acaba usando o poder da Fênix para tentar proteger o castelo, mas uma segunda misteriosa Eikon de fogo, Ifrit, surge no combate e ataca a Fênix. Rosaria é tomada e Clive é forçado a servir no reino rival, jurando vingança contra aqueles que lhe tiraram tudo.

terça-feira, 20 de junho de 2023

Crítica – Street Fighter 6

 

Análise Crítica – Street Fighter 6

Review – Street Fighter 6
Depois do conturbado lançamento de Street Fighter V, a Capcom tinha muito pouco espaço para errar com Street Fighter 6. Tudo bem que o quinto jogo eventualmente ficou mais interessante e recebeu mais conteúdo lá por volta de seu terceiro ano, mas Street Fighter 6 precisava acertar já de saída e ainda bem que ele faz exatamente isso.

Impressiona o quanto de conteúdo o game tem. Muito foi dito sobre a campanha single player intitulada World Tour na qual você criava seu personagem e vagava pelo universo de Street Fighter desafiando oponentes e treinando com os guerreiros mundiais. Pela demo parecia um modo promissor e eu estava pronto para uma campanha de seis ou sete horas, como as campanhas de outros games de luta. Pouco eu sabia que o modo é mais vasto e detalhado que isso, com uma duração de cerca de vinte horas (mais se você for completar tudo) duas grandes cidades com ciclos de dia e noite, além de vários outros mapas menores.

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Crítica – Zelda: Tears of the Kingdom

 

Análise Crítica – Zelda: Tears of the Kingdom

Review – Zelda: Tears of the Kingdom
Lançado em 2017, The Legend of Zelda: Breath of the Wild segue como um dos melhores games dos últimos anos, então quando foi anunciado um novo game que seria uma continuação direta havia muita expectativa. Depois de muitos adiamentos e anos de silêncio, quando The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom teve sua jogabilidade revelada pela primeira vez, a impressão era de que a espera tinha valido à pena, com um mundo ainda maior e mais vertical por conta dos arquipélagos aéreos e habilidades mais versáteis, prometia uma experiência mais vasta que o antecessor. Pois agora, tendo jogado devo dizer que Tears of the Kingdom é tão bom que faz Breath of the Wild parecer um demo de luxo.

A trama começa quando Zelda e Link encontram a múmia de Ganondorf nos subterrâneos do castelo de Hyrule. O rei das trevas desperta e ataca dos heróis, destruindo a Master Sword de Link e derrubando Zelda em um abismo. Link acorda em uma ilha aérea, tendo seu braço restaurado pelo espírito de Rauru, primeiro rei de Hyrule. Com o novo braço vêm novas habilidades que o herói precisará empregar para restaurar Hyrule e salvar Zelda mais uma vez.

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Crítica – Star Wars: Jedi Survivor

 

Análise Crítica – Star Wars: Jedi Survivor

Review – Star Wars: Jedi Survivor
Depois do sucesso de Jedi Fallen Order era inevitável uma continuação das aventuras de Cal Kestis, principalmente porque o jogo original, a despeito de fazer muita coisa certa, deixava espaço para muitas melhorias. Pois este Star Wars: Jedi Survivor melhora em praticamente todos os aspectos do game original e entrega exatamente aquilo que esperávamos.

A trama se passa cinco anos depois do original. Cal se separou do resto da sua tripulação e tenta de todo modo conter os avanços do Império. As coisas mudam quando ele descobre uma chave que pode levar a um planeta até então inacessível, que pode ser a chave para que Cal e seus aliados vivam longe da perseguição imperial. O problema é que a chave também está na mira de um perigoso grupo de saqueadores e Cal vai precisar correr contra o tempo para alcançar seu destino antes que os criminosos e o Império o peguem.

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Crítica – Horizon Forbidden West: Burning Shores

 

Análise Crítica – Horizon Forbidden West: Burning Shores

Review – Horizon Forbidden West: Burning Shores
Depois de entregar uma excelente continuação em Horizon: Forbidden West, a Guerrilla Games expande a trama do jogo com a DLC Burning Shores, que serve como uma espécie de epílogo e também como uma ponte para um possível (ou inevitável) terceiro jogo. A expansão, exclusiva para o PS5 apesar do jogo base também estar disponível no PS4, traz consigo boa parte dos méritos do jogo base enquanto adiciona novos elementos.

A trama se passa depois dos eventos da história principal. Depois de derrotar a invasão dos Zeniths, Sylens informa a heroína Aloy que encontrou uma possível fonte de dados que pode ajudar com a ameaça vindoura descoberta no fim do jogo. Os dados estão mais a oeste, onde se localizava a antiga Los Angeles, agora tomada por máquinas e erupções vulcânicas. O local também serve de covil para Londra, o último dos Zeniths que vieram ao nosso planeta. Então a viagem também serve como uma oportunidade para Aloy despachar o que sobrou da ameaça dos Zeniths.

segunda-feira, 24 de abril de 2023

Jogamos a demo de Street Fighter 6

 

Preview - Street Fighter 6 demo

O lançamento de Street Fighter V foi conturbado, para dizer o mínimo. Poucos modos, pouca variedade do que fazer dentro do jogo, o game só fazia sentido para a comunidade que se engajava em partidas online. Ocasionalmente o jogo adicionou um modo história e um modo arcade, mas mesmo estes estavam abaixo do que se esperava. Ao longo dos anos, com a adição de outros personagens e mecânicas, o jogo eventualmente soava como um pacote completo, no entanto, é impossível ignorar a má impressão do lançamento problemático.

Street Fighter 6 vem com a promessa de corrigir os erros do antecessor, com mais modos, inclusive um amplo modo de um jogador na forma da campanha intitulada World Tour (uma referência ao melhor modo single-player da franquia, contido na versão de consoles de Street Fighter Alpha 3), um modo arcade com histórias individuais e finais, uma melhoria das funcionalidades online, mecânicas que tornam o game mais acessível a jogadores casuais e novos elementos que tornam o combate mais estratégico, como a barra intitulada Drive Gage. Depois de alguns betas fechados para testar os sistemas online e faltando pouco mais de um mês para o lançamento do jogo, a Capcom liberou uma demo focada na campanha World Tour e depois de passar algumas horas com ela, devo dizer que estou bastante empolgado.


O modo World Tour


No modo World Tour você cria seu próprio lutador para tentar subir no mundo de Street Fighter e com ele explora Metro City (o jogo promete outros locais do mundo também) para mantê-la segura, conhecer outros lutadores e aprender diferentes estilos de luta com os famosos personagens do jogo. As opções de criação de personagem são bem amplas, ao ponto que eu fiquei quase uma hora explorando as possibilidades de criar um lutador. Uma vez definido seu personagem, você começa na história, sendo um novato na empresa de segurança na qual Luke trabalha e sendo treinado por ele. Nos primeiros minutos você é introduzido nas mecânicas básicas do jogo, tanto nas seções de luta, quanto na exploração do mundo aberto.

É visível que essa campanha visa deixar os jogadores mais casuais familiarizados com o funcionamento de jogos de luta, explicando como funcionam diversas ações, como contra ataques, controle de distância, tipos de bloqueio e outros elementos. Ele também introduz um novo esquema de controles também voltado para jogadores casuais que reduz de quatro para seis o número de botões e permite o uso de golpes especiais de maneira mais simples. É uma maneira de permitir que mesmo iniciantes consigam encaixar alguns combos e soltar especiais, mas como os combos são sempre os mesmos, é algo que um jogador experiente conseguiria antecipar e neutralizar, impedindo que o esquema facilitado de controle seja apelão demais, servindo mais como um incentivo para novatos buscarem aprender mais.

Explorando a cidade de Metro City é possível desafiar qualquer cidadão para uma luta (você é literalmente uma pessoa que sai pelas street procurando fights) e cada luta resulta em ganho de experiência e dinheiro. Subir de nível aumenta a barra de vida e dá pontos de habilidade que podem ser usados para melhorar os atributos. O dinheiro pode ser usado para comprar itens e roupas. As roupas não são meramente cosméticas e aumentam os valores de atributos do lutador, como equipamentos em um RPG. Isso incentiva o jogador a sempre buscar novos equipamentos, mas o fato de não ser possível mudar a aparência desses itens (como a maioria dos RPGs e games similares tem feito) isso significa que o jogador terá de escolher entre as peças que ele gosta pelo visual ou as peças que tem melhores atributos.

Outra coisa que me incomodou no modo World Tour foi a performance. Jogando no PS5 no modo de fidelidade gráfica experimentei constantes quedas na taxa de quadros (em muitos momentos parecia os primeiros dias de Pokémon Scarlet/Violet), que prejudicavam bastante a jogabilidade. Mudei para o modo desempenho e a performance foi mais estável, com quedas menos constantes e que nunca iam para menos de 30fps. Considerando que estamos falando de um console da nova geração, é preocupante que o jogo esteja tão mal otimizado, já que mesmo no modo de fidelidade gráfica deveria ao menos se manter na casa dos 30 quadros por segundo sem engasgar.

Na demo só temos acesso a Luke como mestre, mas olhando os menus é possível ver que é possível equipar golpes especiais de diferentes mestres. Assim, por mais que seu estilo de luta geral esteja vinculado a um personagem específico, o jogador não está restrito nesse modo a apenas repetir todos os seus golpes. Isso impede que o seu personagem seja meramente uma skin alternativa dos lutadores existentes (como na campanha de Soul Calibur VI) e consiga ter mais personalidade própria, misturando golpes especiais de diferentes lutadores.


Explorando os Fighting Grounds


Além do World Tour, a demo permite acessar alguns modos dentro da aba Fighting Ground, embora apenas Luke e Ryu estejam acessíveis como lutadores. Lá é possível testar as batalhas no modo versus com suas diferentes regras, os desafios de combo e também tutoriais de personagem que visam ensinar ao jogador como melhor utilizar as ferramentas de cada lutador. Mais uma vez é visível o esforço da Capcom em dar ferramentas que o usuário compreenda melhor cada mecânica e personagem, numa clara tentativa de trazer iniciantes e também aprimorar veteranos.

Joguei algumas partidas no versus para explorar as mecânicas de Drive e elas são bem versáteis, permitindo mais mobilidade, facilitando extensões de combos e também dando opções defensivas como as parrys que ficaram famosas em Street Fighter III. Aqui esses movimentos de aparar golpes são mais fáceis de executar, mas em compensação podem ser contra-atacados se o jogador antecipar demais sua ação, dando algum equilíbrio. As habilidades de Drive, porém, não podem ser usadas sem cautela, já que gastar toda a barra de vez coloca o personagem em um estado de burnout que o torna vulnerável a atordoamentos, adicionando um componente de risco e recompensa que valoriza o uso estratégico dos recursos. São mecânicas que certamente darão a jogadores experientes muitas possibilidades e promovem mais versatilidade do que as V-Skills e V-Triggers de Street Fighter V, que soavam desbalanceadas em muitas temporadas, com alguns personagens tendo habilidades extremamente valiosas e outros com ferramentas menos úteis e muito situacionais.

Em geral fiquei bem empolgado com a variedade e conteúdo que a demo de Street Fighter 6 promete. Ultimamente só os games da Netherrealm Studios (como Mortal Kombat e Injustice) tem apresentado opções variadas de modos para jogadores que buscam outras coisas além do cenário competitivo online e essas opções são importantes para trazer um número maior de jogadores. Desenvolvedoras japonesas tem tentado reproduzir esse modelo, mas não tiveram tanto sucesso assim e muitos games de luta vem com poucos modos, a exemplo de Guilty Gear Strive ou The Kingof Fighters XV, e Street Fighter 6 aparenta ser a primeira vez que uma desenvolvedora não ocidental apresenta um conteúdo tão amplo e com valores de produção da NRS. Assim, a impressão deixada pela demo é que Street Fighter 6 tem potencial para ser o melhor game da franquia em muito tempo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Crítica – Fire Emblem Engage

 

Análise Crítica – Fire Emblem Engage

Review – Fire Emblem Engage
Conheci a franquia Fire Emblem ainda na época do Game Boy Advance. Acompanhei os jogos em portáteis, mas tive pouco contato com os lançamentos em consoles até Three Houses, que ampliou a visibilidade desses games ao adicionar elementos de simulação social ao estilo Persona 5. Confesso que meu interesse sempre foi o combate tático, então fiquei contente que este Fire Emblem Engage, exclusivo para Nintendo Switch, focaria mais nisso e deixaria de lado o foco em sociabilidade e agenda social de Three Houses. Dependendo do que você espera de um game da franquia sua relação com Engage pode ser diferente da minha.

Na trama o jogadora controla Alear, a herdeira (ou herdeiro) do Dragão Divino que acordou depois de um longo sono depois que as trevas voltaram ao reino. O surgimento de seres corrompidos prenuncia a volta do dragão das trevas, uma entidade sombria que foi derrotada séculos atrás. Para impedir o retorno das trevas o protagonista conta com artefatos mágicos chamados Emblem Rings, anéis que trazem consigo o espírito de guerreiros do passado e que emprestam seu poder ao usuário. Assim, com o auxílio do espírito de protagonistas de games anteriores como Marth ou Ike, o protagonista precisa salvar o mundo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Crítica – Vengeful Guardian: Moonrider

 

Análise Crítica – Vengeful Guardian: Moonrider

Review – Vengeful Guardian: Moonrider
Desenvolvido pela brasileira Joy Masher, responsável pelo bacana Blazing Chrome, Vengeful Guardian: Moonrider chamou minha atenção pelo modo como seus visuais remetiam a Shinobi III para Mega Drive. Não me lembrava de um jogo de aventura retrô que captasse tão bem as antigas aventuras do ninja do Mega Drive, então resolvi conferir.

A trama é simples: em um futuro distópico o jogador controla o titular Moonrider, uma arma viva a serviço de um regime repressivo. Farto de ser uma ferramenta de opressão, o ninja tecnológico se rebela contra aqueles que o controlam e reflete sobre como o poder corrompe. Tudo isso serve como pretexto para uma jornada sanguinária ao longo de oito fases. Algumas cutscenes com ótima pixel art ajudam a dar algum contexto entre uma fase e outra, mas no geral a narrativa é meio vaga, o que não chega a ser um problema considerando a natureza retrô do produto.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Crítica – One Piece Odyssey

 

Análise Crítica – One Piece Odyssey

Review – One Piece Odyssey

Não sou exatamente um grande fã de One Piece, mas conheço o suficiente o anime e aprecio os jogos. Como fã de JRPGs, fiquei curioso com o anúncio deste One Piece Odyssey, que colocava a tripulação do Chapéu de Palha em uma aventura com estrutura de RPG. O resultado tem muitos bons momentos, mas várias ideias que não são plenamente aproveitadas.

Na trama o grupo de piratas liderados por Luffy bate na misteriosa ilha de Waford. Lá eles são atacados por um colosso de fogo que drena os poderes dos heróis. Com ajuda de Adio e Lim, que parecem estar presos na ilha há algum tempo, os piratas precisam desvendar os mistérios da ilha e coletar os cubos de memória para recuperar sua força. Esses cubos fazem os personagens reviverem aventuras passadas, dando a oportunidade do jogador revisitar alguns dos arcos do mangá.

A ideia de recontar arcos como os de Alabasta ou Water 7 através dessa mecânica de reviver memórias ao invés de nos colocar na cronologia canônica deveria dar oportunidade para a trama explorar com criatividade possíveis cenários alternativos com eventos um pouco diferentes ou como a presença de personagens que não estavam originalmente presente impactaria em alguns eventos. Infelizmente a narrativa não aproveita plenamente essas possibilidades, preferindo se ater a mudanças superficiais e com poucas repercussões, como o fato de Usopp ser sequestrado ao invés de Robin em Water 7.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Crítica – Chained Echoes

 

Análise Crítica – Chained Echoes

Review Crítica – Chained Echoes
Desenvolvido ao longo de sete anos pelo alemão Matthias Linda, Chained Echoes me chamou atenção pelo modo como evocava antigos RPGs japoneses da era 16 e 32 bits como Final Fantasy VI, Chrono Trigger e Xenogears. O resultado é algo próximo de como a gente se lembra que esses jogos eram, sem os problemas de um certo design de gameplay ou visuais que hoje consideraríamos datados.

A narrativa se passa em um continente com três reinos à beira da guerra. No meio disso está Glenn um mercenário traumatizado pela guerra que tenta impedir que os reinos usem uma poderosa arma chamada Grand Grimoire capaz de dizimar áreas inteiras. Ao longo da jornada Glenn encontra diversos companheiros e desvendará intrigas entre os reinos. É uma narrativa que fala sobre os horrores da guerra, da corrupção do poder e que faz isso com certa maturidade, sem se furtar de questões mais sombrias.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Crítica – God of War Ragnarok

 

Análise Crítica – God of War Ragnarok

Lançado em 2018 God of War era um excelente reboot que reinventava tanto o gameplay quanto os personagens da franquia de ação do Playstation. Kratos finalmente era um personagem tridimensional, com motivações complexas, sentimentos ambíguos e uma intensa jornada emocional. Quatro anos depois voltamos para concluir a jornada de Kratos pela mitologia nórdica neste God of War Ragnarok, que melhora praticamente todos os aspectos em relação ao original.

A trama se passa dois anos depois do primeiro jogo. O Fimbulwinter toma Midgard, Kratos tenta treinar Atreus para sobreviver sozinho, temendo que a profecia de sua morte se concretize. Já Atreus tenta de qualquer maneira encontrar uma solução para a profecia de morte, o que coloca os dois na mira de Odin e Thor, iniciando um novo conflito com o panteão nórdico.

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Crítica – Pokémon Scarlet e Violet

 

Análise Crítica – Pokémon Scarlet e Violet

De certa forma Pokémon Scarlet/Violet é a culminação de um esforço de construir um game de mundo aberto na franquia Pokémon que começou lá em Pokémon Sword/Shield com uma área aberta que interligava os principais locais do mapa. O jogo recebeu duas expansões, Isle of Armor e The Crown Tundra, que se passavam em ambientes totalmente abertos, ainda que menores que o mapa principal. A Game Freak voltou a explorar a possibilidade de um jogo em espaços abertos no início desse ano com Pokémon Legends Arceus cuja exploração se dividia em grandes áreas abertas. Pois agora em Pokémon Scarlet/Violet finalmente temos um jogo com um mundo completamente aberto e de exploração não linear. É o que os fãs pediam há muito tempo, embora não esteja livre de problemas.

A trama se passa na região de Paldea (inspirada pelo interior da Espanha) é praticamente a mesma de outros games, você é um jovem treinador que deseja se tornar o melhor e para tal entra na Naranja (em Scarlet) ou na Uva (em Violet) Academy para refinar seus talentos. Depois de um tutorial relativamente longo considerando que Sword/Shield era bem rápido em deixar o jogador solto para explorar, o seu treinador fica livre para perambular por Paldea enquanto cumpre três linhas narrativas distintas.

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Crítica – Cuphead: The Delicious Last Course

Análise Crítica – Cuphead: The Delicious Last Course


Review Crítica – Cuphead: The Delicious Last Course
Lançado em 2017 Cuphead chamou atenção pelos seus visuais que remetiam a animações da década de 1930 e também por sua dificuldade extrema. Esses dois atributos seguem presentes na expansão The Delicious Last Course, que introduz novos chefes, armas e uma personagem jogável.

Em uma trama paralela à campanha principal, Cuphead e Mugman recebem uma mensagem da Ms. Chalice pedindo ajuda. Assim, os irmãos navegam para a Ilha Tinteiro IV para ajudar Ms. Chalice a sair do mundo espiritual. Logicamente, isso envolve derrotar mais um monte de chefões difíceis.

O primeiro grande novo elemento é a possibilidade de jogar com Ms. Chalice. Ela, no entanto, não é uma personagem selecionável direto do menu. Para jogar com ela, é preciso equipar um acessório chamado Biscoito Astral, efetivamente fazendo Ms. Chalice substituir o personagem com o qual se está jogando. A troca tem suas vantagens considerando que a garota tem acesso a uma série de habilidades que os outros dois não tem. Ela tem um ponto de vida a mais, pode dar pulos duplos, seu dash automaticamente apara projéteis e ela pode realizar um rolamento no chão que a deixa invulnerável enquanto rola (similar ao que acontece com o acessório Bomba de Fumaça). Assim, trocar uma nova personagem por um espaço de acessório não soa como injusto.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Crítica – Multiversus

 

Análise Crítica – Multiversus

Review – Multiversus
Quando foi anunciado Multiversus parecia mais um desses games de luta que tenta emular o sucesso de Smash Bros e que provavelmente morreria na praia como tantos outros (alguém ainda lembra de Playstation All Stars?). A diferença eram as múltiplas propriedades e personagens da Warner que poderiam ser utilizadas bem como a adoção de um modelo free to play o que, em tese, facilitaria o acesso ao game.

Pois tendo jogado ele por tempo considerável, diria que é o melhor “clone de Smash” entre tantos que tentaram não apenas pela variedade de personagens, mas por ter conseguido criar uma identidade própria que eleva de um mero reprodutor. As lutas ainda giram em torno de causar dano ao oponente para expulsá-lo da arena de batalha e modos como 1x1, 2x2 ou todos contra todos. A diferença aqui é o foco nas lutas em dupla e como todos os personagens tem habilidades que beneficiam não apenas o próprio lutador como o outro membro de sua equipe. Quando, por exemplo, Salsicha carrega seu poder total ele aumenta seu próximo ataque e também o do parceiro. Mulher Maravilha pode aumentar a própria capacidade defensiva e compartilhar esse efeito com o aliado caso ele esteja perto.

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Crítica – TMNT: Shredder’s Revenge

 

Análise Crítica – TMNT: Shredder’s Revenge

Review – TMNT: Shredder’s Revenge
Eu devo ter gasto muito dinheiro de meus pais em fichas de fliperama para jogar TMNT: The Arcade Game, já que na época eu era fissurado em tudo que envolvia as Tartarugas Ninja. Também passei incontáveis horas jogando o port de The Arcade Game no meu NES assim como a continuação The Manhattan Project. Eventualmente mais um punhado de horas jogando Hyperstone Heist no Mega Drive e Turtles in Time na casa de amigos que tinham SNES. Eu ofereço todo esse contexto para que vocês entendam o quanto fiquei empolgado com o anúncio de um novo beat’em up dos quelônios mutantes neste TMNT: Shredder’s Revenge, ainda mais distribuído pela Dotemu, o mesmo pessoal envolvido no ótimo Streets of Rage 4.

Como em muitos jogos do gênero, a trama é simples: o Destruidor volta em busca de vingança e agora as tartarugas precisam cruzar mais de uma dúzia de fases batendo em soldados do Clã do Pé, robôs, alienígenas e outras criaturas para deter o vilão. De cara é possível escolher entre seis personagens (as quatro tartarugas mais April e o Mestre Splinter), com mais um sendo desbloqueado depois de encerrar o modo história. Como em um bom beat’em up que se preze, o jogo oferece modos cooperativos, tanto online quanto local, para até seis pessoas.

terça-feira, 14 de junho de 2022

Crítica – Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin

 

Análise Crítica – Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin


Assim que o primeiro trailer de Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin foi divulgado, o jogo virou meme quase que imediatamente. Internautas zoavam o modo exagerado como o protagonista Jack se comportava e dizia a cada trinta segundos o quanto queria matar Chaos. Não era uma zoeira imerecida, já que os rosnados do protagonista, claramente pensados para mostrá-lo como um sujeito durão, o tornavam mais ridículo do que empolgante. Desenvolvido pelo Team Ninja, responsáveis pelos dois Nioh, o jogo funciona como um soulslike no universo Final Fantasy.

A trama tenta funcionar como uma espécie de prelúdio para o Final Fantasy original, contando como o reino de Cornelia foi tomado pelos quatro monstros que dominaram os cristais elementais e jogaram o mundo na escuridão, obrigando os guerreiros da luz a agirem. O protagonista é Jack, um homem sem memória que vaga Cornelia em busca de Chaos, movido pelo desejo de matá-lo. No início de sua jornada ele encontra Jed e Ash, dois guerreiros também sem memória, portadores de cristais negros similares aos de Jack e com o mesmo desejo de matar Chaos. Assim, o trio parte em uma jornada para matar Chaos e livrar o reino da escuridão. Já mencionei que eles querem matar Chaos?