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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Crítica - Terremoto: A Falha de San Andreas

Análise Crítica - Terremoto: A Falha de San Andreas

Review - Terremoto: A Falha de San AndreasFilmes catástrofe são normalmente mais focados na criação do espetáculo destrutivo do que em elaborar uma narrativa envolvente ou personagens interessantes. Ninguém entra para assistir um filme como este Terremoto: A Falha de San Andreas esperando um drama shakespeariano, sabemos que a história e os personagens não vão ser grande coisa, mas esperamos um mínimo de coesão e empatia. Lamentavelmente este filme se prende tanto à fórmula do gênero que acaba prejudicado por ela.

A história nos faz acompanhar Ray (Dwayne "The Rock" Johnson), chefe do grupo de resgate dos bombeiros da cidade de Los Angeles. No dia em ele tinha prometido dirigir com sua filha, Blake (Alexandra Daddario), até a faculdade, mas um enorme quando um enorme terremoto destrói a represa Hoover, ele precisa deixá-la com o padrasto, Daniel (Ioan Gruffudd). No entanto, o geólogo Lawrence (Paul Giamatti) e a jornalista Serena (Archie Panjabi) avisa que aquele pode ser o início de um enorme terremoto que provavelmente irá arrasar a Califórnia, deixado em perigo a filha e a ex-esposa (Carla Gugino) de Ray.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Crítica - O Destino de Júpiter

Análise O Destino de Júpiter


Review O Destino de JúpiterDepois de chamar a atenção do mundo inteiro com o primeiro Matrix (1999) os Wachowski jamais conseguiram repetir o feito. As duas continuações foram decepcionantes, o divertido e subestimado Speed Racer (2008) foi ignorado pela maioria e o insosso A Viagem (2012) também não conseguiu restaurar a reputação da dupla. Assim chegamos a este O Destino de Júpiter que provavelmente é o ponto mais baixo dos irmãos desde então.

A trama acompanha uma jovem que aos poucos descobre uma realidade oculta sob nosso mundo, na qual os humanos são cultivados por seres poderosos para que estes mantenham suas vidas e ela é a única que pode parar tudo isso. Pareceu familiar? Pois é exatamente a trama do primeiro Matrix, apenas substituindo os robôs por alienígenas e a profecia do escolhido pela reencarnação de uma rainha. Em resumo, os irmãos se entregaram ao auto-plágio, claramente indicando que não tem mais para onde ir em termos criativos. Além do próprio trabalho, os Wachowski se baseiam diretamente em obras como Eram os Deuses Astronautas, O Guia do Mochileiro das Galáxias, M.I.B: Homens de Preto (1997), a seminal ficção-científica Duna e até mesmo contos de fada.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Crítica - No Olho do Tornado



É impressionante como filmes de terror e filmes catástrofe vem produzindo tantos filmes no estilo de falso documentário. Por um lado há a facilidade de produção e o baixo custo e baixo custo diminui os riscos financeiros já que qualquer trocado feito torna-se lucro. Por outro, não há realmente muito mais o que fazer com essa mescla entre o terror/catástrofe e o found footage, tanto que os melhores produtos feitos nesse formato foram em outros gêneros, como Marcados Para Morrer (2012) ou Poder Sem Limites (2012). Enquanto isso, no que se refere ao terror ou catástrofe, porcarias como Apollo 18 (2011), Filha do Mal (2012) e praticamente todos os Atividade Paranormal utilizam o formato para mascarar sua falta de recursos financeiros e narrativos na tentativa de fazer o público deixar de perceber que aquilo que vê é apenas um engodo mal escrito, mal dirigido e mal atuado. Lamentavelmente este No Olho do Tornado é apenas mais um destes engodos.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Crítica - Godzilla

Depois do pavoroso remake dirigido por Roland Emmerich em 1998, não fiquei muito animado com a notícia de que teríamos uma nova versão americana para o famoso monstro japonês Godzilla, principalmente depois de depositar bastante expectativa em outro filme de monstros gigantes, Círculo de Fogo (2013), e sair decepcionado da sala de cinema. Este Godzilla se sai um pouco melhor, mas repete alguns problemas que o filme de robôs e monstros do Guillermo del Toro.

Na trama, o soldado Ford (Aaron Taylor-Johnson) precisa ir até o Japão para ajudar o pai, Joe (Bryan Cranston), que foi preso depois de invadir uma zona de quarentena radioativa na tentativa de provar que o incidente que tirou a vida de sua esposa (Juliette Binoche) quinze anos antes não foi um mero vazamento de reator nuclear. Logicamente ele está certo e isso o coloca em contato com o Dr. Serizawa (Ken Watanabe), que participa de uma divisão secreta que tenta conter e estudar as criaturas, mas Joe desconfia que tudo que ocorreu até então era apenas uma preparação para o surgimento de algo muito maior.